O que se passa na
sua cabeça?
Ah, é aquela velha coisa ruim...
Eles estão
brigando
Com seus tanques e
suas bombas
Eles estão
chorando
Eles estão morrendo
Quando a violência
causa silêncio
É porque estamos
enganados!
Em defesa da Soberania!
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
A consciência histórica como instrumento educativo...
No ano em que nasci, 1983, o presidente do Brasil era o general João Baptista Figueiredo (o último governante do período da Ditadura Militar) e seu vice era Aurelino Chaves (ambos tomaram posse em março de 1979 e governaram até março de 1985). Nos bastidores de 1980-1983, rolavam projetos de Anistia, retorno de exilados da ditadura militar, reforma partidária e eleitoral. A moeda era o Cruzeiro. A inflação batia 110,2% ao ano. O país tinha 120 milhões de habitantes.
Antes da Ditadura Militar no Brasil
(1964), o país viveu um período de intensa instabilidade política, crise
econômica e polarização ideológica. Quando assumiu o governo no início da
década de 1960, Jânio Quadros, que havia sido
eleito com um discurso moralista, renunciou com apenas 7 meses no governo
(1961). A posse do seu vice (setembro de 1961), João
Goulart (Jango), o fez enfrentar resistência de setores conservadores,
da elite, de empresários e dos militares, que o acusavam de ter simpatias
comunistas. Para permitir que Jango assumisse sem plenos poderes, o Congresso derrubou o presidencialismo e impôs o sistema parlamentarista
por um curto período (que só foi revertido pelo Plebiscito de 1963). Mesmo
assim, o incômodo foi grande: Jango propôs reformas estruturais (agrária,
educacional, fiscal e urbana) para tentar diminuir as desigualdades sociais. As
propostas assustaram os setores conservadores e a classe média, catalisando um
forte sentimento anticomunista no contexto da Guerra Fria (1947-1991: liderada pelos EUA capitalista e a URSS socialista/comunista). Não muito
diferente dos tempos atuais, pois a história acontece primeiro como tragédia e
depois como farsa, o país sofria com alta inflação, endividamento externo e
forte mobilização de sindicatos e liga camponesas, culminando na tragédia que
estava por ser estruturada – o Golpe Civil-Militar de 31 de março de 1964.
O Brasil passou por um duro regime autoritário de Ditadura Militar que durou 21 anos (1964-1985). O período foi marcado por censura, perseguição política, supressão de eleições diretas e violação de direitos humanos. Em 31 de março de 1964, o presidente do Brasil era João Goulart. Nesse ano, ele sofreu um golpe civil-militar que o derrubou do cargo. Esse golpe foi impulsionado por setores conservadores da sociedade, empresários e militares sob o pretexto de combater o comunismo no contexto da Guerra Fria.
Com a queda de Goulart, quem assumiu foi o marechal Humberto Castelo Branco, que inaugurou os Atos Institucionais (AIs), decretos que davam superpoderes ao Executivo, suspendiam direitos políticos e cassavam mandatos. Ao todo, foram 17 atos institucionais (1964-1969). O AI-2 instituiu o bipartidarismo (ARENA e MDB) e o AI-5 fechou o Congresso Nacional.
O golpe fatal veio com o AI-5, o Ato Institucional nº 5 que fechou o Congresso Nacional, suspendeu o habeas corpus e deu início ao período mais violento da repressão: os “Anos de Chumbo”. O governo era do general Costa e Silva. Também no governo Emílio Garrastazu Médici, houve censura prévia à imprensa, tortura sistemática de opositores e combate implacável aos grupos de guerrilha urbana e rural. Houve uma coincidência, durante esse período, de um forte crescimento do PIB (+10% ao ano), alinhado a uma forte propaganda ufanista (“Brasil, ame-o ou deixe-o”), embora acompanhado também pelo aumento da desigualdade social.
Cinco
(05) presidentes militares assumiram o poder durante a Ditadura Militar
Brasileira (1964-1985):
·
Humberto de
Alencar Castello Branco (1964–1967) - General (transferido para marechal).
·
Arthur da Costa
e Silva (1967–1969)
- Marechal.
·
Emílio
Garrastazu Médici (1969–1974) - General de Exército.
·
Ernesto Geisel
(1974–1979)
- General de Exército.
·
João Baptista de
Oliveira Figueiredo (1979–1985) - General de Exército.
A abertura política desse regime fechado foi lenta e gradual. Só a partir de 1974, no governo do general Ernesto Geisel, foi que iniciou o processo de transição, marcado pela extinção do AI-5 em 1978. Deu-se a “Lei da Anistia (1979)”, agora no governo do general João Batista Figueiredo, que permitiu o retorno de exilados políticos ao país e o restabelecimento do pluripartidarismo.
'Anistia 79': o passado ainda não
passou.
Documentário revisita a
história da Lei da Anistia ou Conferência Internacional pela Anistia do Brasil, realizada em Roma, em junho de 1979, e seus desdobramentos. Ao debruçar sobre essa conferência histórica,
mostra o legado e a manutenção do aparato repressivo da ditadura e a impunidade
dos torturadores no Brasil. Uma reflexão sobre memória, justiça e democracia
por meio de relatos inéditos e registros históricos.
Sou
uma das memórias dos sobreviventes da Ditadura Militar Brasileira. Traumas daquele
regime funesto ainda conduzem o País, mostrando os efeitos dela sobre o Brasil
atual. De forma bastante equivocada, a anistia foi ampla, geral e irrestrita,
não só tirou da prisão os prisioneiros políticos, mas beneficiou os generais no
poder, que fizeram uma leitura perversa da lei (uma aberração jurídica), de
modo a se autoanistiar e garantir impunidade aos torturadores. Enfim, os
grandes acontecimentos dão uma visão de conjunto da história, mas os
microacontecimentos são tão ou mais importantes que eles.
Um ano antes do meu nascimento, 02 de abril de 1982, ocorreu a Guerra das Malvinas entre Argentina e Inglaterra (a Argentina saiu democratizada em 31 de outubro de 1983). Os aviões de combate ingleses não receberam permissão de pouso aqui no Brasil. Também foi concluída a represa de Itaipu no dia 12 de outubro, a maior hidroelétrica do mundo na época, inaugurada por Figueiredo em 05 novembro daquele ano. A dívida externa brasileira não ia bem, e buscava-se sua renegociação com bancos e empréstimos para manter sua liquidez, inclusive com o presidente dos EUA, Ronald Reagan e o FMI (que visitou o Brasil no mês do meu nascimento, novembro de 1983).
|
Hoje, 2026, nossa dívida está em 81,9% do PIB, beirando os R$ 10 trilhões. Não é baixa, mas com um tremendo diferencial. Nossa situação está um pouco acima da média registrada nas economias emergentes e em desenvolvimento (74% no fim de 2025), mas segue muito abaixo da média nas economias desenvolvidas (108%). Além disso, a dívida brasileira possui duas características especialmente benignas: mais de 96% de seu total é denominado em reais, emitidos pelo próprio governo, e menos de 10% é detido por investidores externos, o que tende a facilitar o seu financiamento. Tanto que, o risco associado à dívida pública brasileira, em vez de aumentar, tem caído. Entre dezembro de 2024 e meados de 2026, o risco diminuiu 50%! O crescimento razoável ocorreu em 2023, para honrar
dívidas não pagas pela administração anterior (bolsonarista) e para recompor
o orçamento de políticas públicas essenciais severamente por ele
desestruturadas. Também entra nessa conta o pagamento de juros, que respondeu
por quase 90% do incremento acumulado da dívida daquele ano e que, em 2025,
chegou a 7,91% do PIB (18,4 vezes mais que o déficit primário então
registrado). Logo, em nada tem a ver com o suposto descontrole dos “gastos”
do governo Lula.3 (não existe!). Claro que precisamos aperfeiçoar as regras
que disciplinam a execução de gastos primários, bem como fortalecer os
mecanismos de controle para elevar a eficiência e a eficácia da administração
pública e das políticas governamentais. Mas, para conter a verdadeira
expansão acelerada da dívida pública, é preciso mudar de forma contundente a
política monetária que permita uma queda consistente das taxas de juro e, com
isso, do custo de financiamento da dívida, sem comprometer os investimentos
sociais. |
Retomando, os dados mostram o quão difícil foi o
ano de 1983, com muitos desempregados, inclusive notícias de saques de
supermercados e caminhões de comida. 26 bancos renegociaram a dívida do país,
que tomou 2º empréstimo no valor de US$ 4 milhões na época para manter a
sobrevivência da Nação. Enquanto isso, o país era o 6º maior exportador de
armas do mundo!
Em 1984, quando eu tinha apena 01 aninho de idade, um amplo movimento popular passou a pressionar o governo militar pela volta das eleições diretas para presidente da República. Por todo o Brasil, houve mobilizações e passeatas que formaram a chamada campanha das “Diretas Já”. Ela envolveu vários setores da sociedade, como representantes sindicais, partidos políticos de oposição, estudantes e trabalhadores. Pipocavam pelo país passeatas e comícios pelas “Diretas-Já!”. Em julho daquele ano, José Sarney (Frente Liberal) aceita ser vice de Tancredo Neves, para, em janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral elegê-los presidente e vice, respectivamente. Mas, logo Tancredo foi operado de um tumor benigno (diverticulite), morrendo no dia 21 de abril do corrente ano após contrair uma infecção hospitalar do procedimento. Em 22 de abril, seu vice José Sarney, assume a presidência. Foi ele quem, no dia 3 de setembro, criou a Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (redigia-se uma anteprojeto da Constituição). Em novembro, a Arquidiocese de São Paulo lançou o livro “Brasil nunca mais” onde lista 444 torturados durante a ditadura militar.
A
população foi às ruas na Campanha Diretas Já (1984) exigindo eleições
presidenciais diretas, mas a emenda foi rejeitada. A transição se concluiu em
1985 com a eleição indireta de Tancredo Neves.
Já com 02 anos de idade, a direção política brasileira encaminhou a construção da ordem democrática e os seus “progressos” econômicos. O ano era 1985, e havíamos saído de 21 anos de Ditadura Militar (1964-1985), que tinha como oposição partidária o PMDB, PDT, PT. O deputado Paulo Maluf (1931-), candidato alinhado aos militares, recebeu a indicação para disputar as eleições. Já Tancredo Neves (1910-1985), que era governador de Minas Gerais, foi o candidato de oposição.
Os primeiros passos para a redemocratização foram dados com a eleição indireta do primeiro presidente civil Tancredo Neves (14/03/1985), que faleceu no mês seguinte (21 de abril). Coube ao vice, José Sarney, assumir interinamente.
Lá eu estava com 03 anos
de idade (1986), quando
foi lançada a segunda moeda da minha vida, o Plano Cruzado (02
de fevereiro de 1986). Ocorreu uma reforma monetária, congelamento total de
preços, baixa do desemprego para 2,6%, gatilho salarial, aumento do salário
mínimo, felizmente. Mas, durou pouco, pois no dia 7 de setembro os combustíveis
aumentaram 60% e o aumento de outros preços em até 120%, era o prenúncio da
queda do Plano Cruzado e o anúncio do Plano Cruzado II.
Ulysses Guimarães (PMDB) se elege
presidente da Constituinte em 1987 (eu entrando nos
04 anos de idade). Enquanto isso, Fernando Collor de Mello (governador
do Alagoas) pedia à Justiça a criminalização dos funcionários marajás. Naquele
ano, o Exército ocupava todas as refinarias de petróleo do País diante da
ameaça de greve. Em julho do corrente ano rola comício em Brasília e em São
Paulo por eleições presidenciais em 88. E, no dia 2 de
Agosto, o PT lança Lula candidato à Presidência da República. Em
novembro finda a moratória, o Brasil volta ao FMI e paga US$ 500 milhões da
dívida.
Minha infância sofreu forte influência da herança maldita da Ditadura. Ainda assim, tive a sorte de me livrar da Constituição de 1967 (feita nos anos de repressão), e usufruir dos primórdios da Nova Constituição promulgada em 1988 por José Sarney e Ulysses Guimarães, a atual Constituição Cidadã e sua democracia liberal. Lá eu estava com 05 anos de idade.
O ano agora é 1988 (eu com 05 anos de idade). Os ministros militares apoiam cinco anos de mandato para Sarney. Naquela época, os EUA já impunham sanções comerciais ao Brasil para forçar aprovação da Lei de Patentes. E a boa notícia vem em 22 de Setembro – a Constituinte aprova a nova Carta Magna. Em 5 de outubro, Ulysses Guimarães a promulga, batizada de “Constituição Cidadã, de 1988”. Na contramão, o Exército mata 03 metalúrgicos em greve no RJ e é assassinado por fazendeiros o sindicalista acreano Chico Mendes. Também uma CPI do Senado denuncia 29 pessoas por corrupção, entre elas, o próprio presidente Sarney.
Em 1991, é lançado o Plano Collor 2 e o Projeto de Reconstrução Nacional. Mais desgraças: privatizações, fim da estabilidade do funcionalismo, universidades pagas. Em 12 meses, a renda do trabalhador brasileiro despenca 33%. O Governo propõe o fim da aposentadoria por tempo de serviço.
Ressalvas ao vídeo...
Depois de 21 anos de regime de exceção (Ditadura), e após eleger Fernando Collor como presidente em 1989, assumindo em 1990, e que sofreu impeachment 2 anos depois, e quem veio a assumir foi o Itamar Franco (no ano de 1992)... Tempos em que o povo era resistente e humilde (pobre de Esquerda), mas a política era um desastre. Hoje, aqui estamos meio invertidos, melhorando no Governo, mas parte do povo sendo manipulada (pobre de Direita). Enfim, não dá pra ter um governo ruim com um povo bom, nem um governo bom com um povo ruim (por isso as redes sociais e a desinformação estão prejudicando as relações entre as pessoas). Precisamos enfrentar as forças extremas da Direita e melhorar todos juntos, enquanto boa Nação: com justiça, prosperidade coletiva e paz!
Felizmente, em abril de 1991 (eu com 08 anos de idade), a ONU dá o Prêmio Global 500, de ecologia, ao brasileiro Herbert de Souza, o Betinho. E em 29 de Setembro de 1992, a Câmara autoriza o Senado a processar Collor e afastá-lo da Presidência. Eu tinha 9 anos de idade. O Vice Itamar Franco assume o posto, governando por 02 anos e 03 dias: de 29 de dezembro de 1992 a 1º de janeiro de 1995, eu tinha 12 anos de idade neste ano (tendo como Ministro da Fazenda aquele que criaria o Plano Real e seria presidente por dois mandatos consecutivos – Fernando Henrique Cardoso: 1995-1998 e 1999-2002).
Dilma I e II (2011-2016):
O primeiro mandato de Dilma (2011-2014), eu lá com os meus 31 anos de idade, tive o privilégio de acompanhar a posse histórica da primeira mulher à presidência do Brasil, mantendo alta popularidade inicial e continuidade de programas sociais. Uma das coisas feitas por Dilma que mais incomodou a oposição conservadora foi a criação da Comissão da Verdade (2011), órgão instituído para investigar graves violações de direitos humanos ocorridos durante o período da ditadura militar. Também foi criado o Pranetc (2011), projetos sociais e de moradia ("Brasil sem Miséria" e o "Minha Casa, Minha Vida") e o Programa Mais Médicos (2013).
Em 2013, milhões de pessoas foram às ruas em protestos iniciados contra o aumento das tarifas de transporte público, que depois puseram em pauta a qualidade dos serviços públicos, a suposta corrupção e gastos com grandes eventos. Em outubro de 2014, Dilma venceu Aécio Neves no segundo turno, mas em seguida foi afetada por uma forte crise que levou a cortes de investimentos e aumento de juros e impostos, resultando em recessão, alta da inflação e aumento do desemprego. O pior estava por vim com a farsa da "Operação Lava Jato" que fez investigações sobre suposta corrupção na Petrobras e atingiram grandes empreiteiras, partidos políticos e figuras centrais do governo e da oposição, intensificando a insatisfação popular.
O então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, rompeu com o Planalto, inaugurou uma agenda de pautas-bomba e paralisou votações importantes. Tudo isso contribuiu para a ocorrência de protestos populares em 2015 e 2016. Dilma foi afastada do cargo em maio e cassada em 31 de agosto de 2016, assumindo o vice-presidente Michel Temer para o restante do período presidencial.
Michel Temer (2016-2018):
De maio de 2016 a dezembro de 2018, a gestão de Temer focou em medidas de ajuste fiscal e reformas estruturais em meio a uma grave crise econômica. Foi um tremendo desastre! A PEC 55 e a Emenda Constitucional 95 limitaram o aumento das despesas do governo federal à taxa de inflação por até 20 anos (Teto de Gastos). Também a "(Des)Reforma Trabalhista (2017)", aprovada em 2019 no governo Bolsonaro (alterou a idade mínima e o tempo de contribuição para aposentadorias) alterou a CLT para flexibilizar normas de contratação, jornada de trabalho e negociações entre patrões e empregados. A "Lei da Terceirização" liberou a terceirização para todas as atividades das empresas, inclusive as chamadas atividades-fim. No ano de 2017, eu com 34 anos de idade, passei e assumi meu concurso público para a Prefeitura de São Francisco do Conde, BA. Enquanto isso, estava sendo gestado o que viria a ser um dos piores governos da história deste país...
Bolsonaro (2019-2022):
O governo Bolsonaro (2019-2022), eu lá com os meus 39 anos de idade, foi marcado por reformas econômicas liberais (redução do Estado e privatizações), forte polarização política, a crise sanitária da Pandemia de Covid-19 (de fevereiro de 2020 a maio de 2022) e constantes atritos institucionais (com recorrentes embates com o STF e o Congresso).
Felizmente o genocida e negacionista foi derrotado nas eleições de 2022, mesmo tentando um Golpe frustrado de Estado em 08 de janeiro de 2023. Condenado a 27 anos e 03 meses de cadeia, ainda assim tenta exercer influência na política nacional, ao escolher um de seus 05 filhos para sucedê-lo na corrida eleitoral deste ano de 2026 - o Flávio Bolsonaro.
Lula.3 (2023-2026):
Sob o lema "União e reconstrução", o terceiro mandato de Lula focou na
retomada de políticas sociais e na estabilização econômica. Apesar das
dificuldades com um Congresso e um Senado conservadores, Lula conseguiu a ampliação
do Bolsa Família, o relançamento do Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos e do
Programa Nacional de Vacinação. O Brasil registrou queda histórica nos índices
de desemprego e nova redução da pobreza, saindo novamente do Mapa da Fome. Também
o aumento real do salário mínimo, o Novo PAC, a queda do desmatamento e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de
Renda.
Eleições (2026).
- General João Baptista Figueiredo e Aurelino Chaves (março de 1979 a março de 1985). O último governante da ditadura militar.
- Tancredo Neves (14/03/1985).
- José Sarney (1985-1990).
- Fernando Collor (1990-1992),
impeachment.
- Itamar Franco (1992-1995).
- FHC I e II (1995-2002).
- Lula I e II (2003-2010).
- Dilma I e II (2011-2016),
impeachment.
- Michel Temer (2016-2018).
- Bolsonaro (2019-2022).
- Lula.3 (2023-2026).
Enfim, a redemocratização brasileira é tão jovem quanto eu. Em novembro deste ano de 2026 completarei 43 anos de idade. No governo passado, vimos uma tentativa de justificar, POR DENTRO, uma nova intervenção dos militares na política, apoiada na formulação obscura da função das Forças Armadas como responsáveis pela defesa da ordem interna, depois de colapsar a nação com uma pandemia e fanatismos. Não conseguiram! Agora, sofremos uma agressão externa com uma tentativa POR FORA da interferência dos EUA. Não conseguirão!!!
1. Devastação caiu -17% no Cerrado e -23,5% na Amazônia no ano passado (2025). É o menor no país desde 2019! (Fonte: MapBiomas).
2. PIB cresceu +1,1% no 1º trimestre. No acumulado em quatro trimestres, alta é de +2%, graças às boas medidas do Governo. Isenção de IR, salário mínimo, mercado de trabalho aquecido, novo consignado, serviços, indústria e outras medidas de incentivo puxaram consumo das famílias. Ou seja, nossa economia está mais aquecida!
3. O Governo Federal lançou um plano para melhorar a qualidade de vida, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que devem ser alcançados até 2030. E vem avançando... Tabagismo e consumo de bebidas açucaradas, por exemplo, têm estimativas de queda a níveis até menores do que os almejados.
4. Criação da Unind (Universidade Federal Indígena), primeira instituição de ensino superior do Brasil concebida para e pelos povos originários. Tem sede em Brasília e estrutura multicêntrica para alcançar diferentes regiões do país. Seu início está previsto para 2027. Uma universidade para mudar a universidade, pois não se trata de incluir indígenas em modelos universitários coloniais, mas dar-lhes a autonomia de decidir seu próprio currículo no ensino superior. Afinal, é estratégico doutorar os filhos indígenas, ocupar as universidades e travar a luta por direitos com a caneta, como a formação de advogados indígenas e outras profissões. Enfim, o conhecimento indígena é também contemporâneo e político: produz ciência na gestão territorial, na prevenção de queimadas, na fitoterapia, no manejo da biodiversidade, na governança comunitária.
5. “Reforma Casa Brasil”: Programa do Governo que oferece crédito para reformas de casas e já financiou R$ 1,3 bilhão em obras só nos seis primeiros meses de operação. Fechou 76 mil contratos entre novembro e maio, e vem turbinando o programa. O limite de renda familiar mensal para acesso ao programa passou de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil e a taxa de juros total caiu para 0,99% ao mês – antes, o piso de juros era 1,17%. O prazo máximo de financiamento, por seu turno, saltou de 60 para 72 meses (Dados: Caixa).
6. Analfabetismo no Brasil cai para 4,9%, menor taxa da série histórica (IBGE).
7. Mercado aquecido, melhoria de emprego. Mais brasileiros pedem demissão em busca de um emprego melhor. Enquanto o desemprego vem atingindo o menor patamar, mais de 9 milhões de trabalhadores solicitaram desligamento em 12 meses até abril. A maioria deles trocou de emprego. O peso do setor de serviços (que responde por 70% da economia) e o avanço da formalização e da renda ajudam a explicar os números.
8. Possível superávit comercial de US$ 75 bilhões da balança comercial neste ano de 2026, apesar dos tarifaços de Trump! Exportações brasileiras aos EUA recua ao menor nível em 30 anos após tarifaço (em 31 de julho de 2025, com tarifas que chegaram a 50% para alguns itens), com quase todos os Estados (24 dos 27) sentindo queda nas vendas. A fatia dos EUA nas vendas brasileiras recuou para 9,3% (ante 12,4% e já ficou em 26%) do total exportado pelo país (entre agosto de 2025 e maios de 2026). Nunca a parcela americana para esse período de 10 meses foi tão pequena (desde 1997). E virão mais: se forem aplicadas e se acumularem, as tarifas médias sobem para 18,2% - 8,6 pontos a mais do que as atuais, e a nova tarifa atingiria 21% das exportações aos EUA. Ainda assim, o Brasil buscou outros parceiros, e o resultado agregado da balança comercial poderá ser de US$ 75 bilhões em superávit comercial neste ano de 2026 (acima dos US$ 68,1 bilhões em 2025)! Puxado por petróleo, que deve ser o principal item exportado pelo país, sob influência da guerra no Oriente Médio. Enfim, e o Brasil busca mais acordos para reequilibrar seu comércio.
9. A luta pela manutenção de jovens na escola avançou bastante nos últimos anos. A queda da taxa de abandono no Ensino Médio na rede pública foi de -34% após Pé-de-Meia, que paga bolsa a quem segue os estudos (Pnad Contínua, 2025)! Foram adotadas boas iniciativas para recompor a aprendizagem, com conteúdo capaz de estimular interesse e autoestima. No ano passado, foi lançado pelo MEC o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens e o novo PNE, com metas até 2036 (com muitos direcionamento, apoio técnico e material pedagógico). Enfim: 1) temos a presença de 99,5% das crianças de 6 a 14 anos na escola; 2) a quantidade de jovens de 15 a 29 anos sem o ensino médico completo e que não frequentam a escola caiu de 10,95 milhões (em 2019) para 7,85 milhões (em 2025). Apesar dos avanços, os desafios persistem: são mais de 7 milhões de jovens de 14 a 29 anos que não completaram o ensino médio e estão fora da escola; e cerca de 2 milhões dessa faixa etária que abandonaram a escola e ainda afirmam não ter interesse em estudar. Pouco mais de 8 milhões de pessoas de 15 a 29 anos não estudam nem trabalham.
10. Nossa camisa é 10! Brasil volta a fazer parte das 10 maiores economias do Mundo! E ainda poderá avançar para a 8ª posição até 2030!
11. 24
milhões de brasileiros saíram do Mapa da Fome.
· Plano Safra 2026/27 de R$ 610 bilhões, e ainda com redução de 1,5 p.p. nas taxas de juros. Crédito de R$ 525,1 bilhões para financiar médios e grandes produtores (agricultura empresarial); e de R$ 83 bilhões a R$ 85 bilhões para a agricultura familiar.
·
O
novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal lançado
em maio, mira as linhas mais caras do mercado: rotativo do cartão de crédito,
cheque especial e crédito pessoal não consignado. Só em maio deste ano, a taxa
de inadimplência no crédito subiu para 4,7%, com atrasos superiores a 90 dias.
Desde maio, o programa já renegociou mais de R$ 15 bilhões!
·
O
Brasil entrou, pela primeira vez, no grupo de países com o nível muito alto de
desenvolvimento humano. Avanços em renda (0,760), educação (0,798) e
expectativa de vida (0,860) elevaram o país para o IDHM: 0,805 em 2024 (em um
índice de 0 a 1). É o maior da história do país! A marca coloca o país em um
patamar inédito no cenário internacional. Foram 5,3 milhões de novos empregos,
com 90% dessas vagas preenchidas pelo público do Bolsa Família e do
CADÚnico-Social.