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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Pobre de direita nos EUA.

 

O número de brasileiros deportados dos EUA no ano passado bateu recorde! Foram mais de 3 mil. E gente muito bem formada, como até doutora em Ciências Sociais. Reflexo da perversa política anti-imigração de Donald Trump.

Democracia de pé, mas vigilante.

 

Neste ano de 2026, vamos lidar com um dos grandes desafios da Democracia Brasileira – o Patrimonialismo. As eleições o reforçam:

O que cabe no guarda-chuva do patrimonialismo? A apropriação privada do que é público; o predomínio das relações pessoais, de favor e de arbítrio, sobre a impessoalidade das leis; o peso do compadrio, do parentesco e da lealdade política na definição das estruturas de poder; o alheamento da burocracia em relação aos problemas concretos da população; as privatizações indiretas e as invasões diretas praticadas pelas elites financeiras, de poder e do Mercado, tomando de assalto os recursos materiais e simbólicos de povos e nações inteiras.

A falta de caráter presente no patrimonialismo da política brasileira ganhou força no governo Bolsonaro e deixou fortes sequelas na caixa-preta das emendas Pix, com a eclosão da extrema direita como opção efetiva de poder. Um fenômeno de escala mundial. Na nossa versão brasileira, a extrema direita ora disputa a hegemonia do campo conservador e reacionário com a direita convencional, ora atua ao lado dela para impor derrotas ao campo progressista e ameaçar a ordem democrática.

Será assim em 2026, muito provavelmente. Não se sabe quem estará a serviço de quem, mas a direita fisiológica e os neofascistas tendem a marchar unidos contra Lula num hipotético segundo turno, não importa quem seja o/a candidato/a. Além disso, precisamos renovar a Câmara e o Senado. Na corrupção moral infiltrada no STF, tentando se germinar como suspeita de atuação da própria Corte. Evitar a Dosimetria. Ficar de olho nas Forças Armadas. E não perder o foco nas investidas de Donald Trump na América Latina. O que vale dizer evitar o caminho de volta ao pântano. Evitar a promiscuidade, as impropriedades, as atitudes suspeitas, vale dizer, a erosão ou esculhambação da República como um romance sem heróis!

Enfim, o Patrimonialismo é um dos grandes inimigos da Democracia, presente na labuta do nosso dia a dia, ascende como desejo de um grande Império. Império contra o qual teremos de lutar para defender o que é nosso por Direito, não apenas recursos naturais, mas inclusive e sobretudo, a soberania e a própria Democracia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Educação fora do prazo de validade.

 Uma educação frágil não impede o funcionamento da sociedade, ela apenas a torna mais fácil de ser conduzida.

Quando falta formação crítica, o cidadão aprende a assistir, não a questionar; a repetir, não a escolher; a disputar espaços de poder sem compreender o peso das próprias decisões.

Educar é mais do que transmitir informação: é formar consciência. E toda sociedade que negligencia isso colhe exatamente o que ensinou, ou deixou de ensinar.

Religião: o ópio do povo.

1. O homem sabido inventou a religião para as pessoas pobres, com escolaridade fraca ou nenhuma. 

2. A religião é o que impede os pobres de assassinarem os ricos (Napoleão Bonaparte). 

3. A religião é o ópio do povo - alivia a dor da opressão social ou aliena (Karl Marx).  

A análise rasa virou regra; a reflexão incômoda, exceção.

Ninguém está seguro?!

O ano novo começou dando sinais de que algo muito perverso e brutal está em andamento na América Latina. 

Essa brincadeira de ver a tecnologia avançando sem limites virou coisa séria. Nas mãos de quem tem muito dinheiro e status, isto é, liderança econômica e política, gera muito Poder.

As reviravoltas econômicas e culturais na sociedade pós-moderna, com sua nova forma de racismo, novos conceitos de identidade e diferença, novas tecnologias de informação, comunicação e controle e as novas rotas de imigração provocaram esse poder sem fronteiras, que desconhece limites para o controle e a exploração.

A tendência é que se viva muitas situações de perplexidade, sobretudo pela interferência arbitrária do mais forte sobre o mais fraco, desrespeitando limites, regras, barreiras, soberanias e direitos. Assim, o que está em demolição são as fronteiras e as instituições criadas que as preservam.

É como se fosse uma mutação da Globalização, seu estágio mais evoluído, que à medida que foi expandido em possibilidades, também foi fazendo o movimento inverso de centralização e poder supremo. Um IMPÉRIO - expansionismo em busca de concentração de riquezas dos povos! Um modo de Governo que não acontece no desenrolar da História, mas fora da História.

Esse centro deseja operar tudo de sua cadeira de comando, por isso que precisa vencer todas as barreiras e soberanias. Precisa instalar-se nos polos de decisão e de governos, para controlá-los. Por isso precisa reestruturar cadeias produtivas globais conforme uma geopolítica de necessidade e satisfação imediata. Claro que não há nada de democrático e humanístico nisso. Há uso da força e controle dos acontecimentos.

A nova engenharia política passa a fundamentar a sua ordenação na capacidade de fazer uso da força (militar), mantendo sob seu total controle os resultados de qualquer acontecimento.

Enfim, e quem são os alvos principais? Todos que possuem recursos valiosos, mas carecem de meios necessários para defendê-los.

Os meios para o fim: a ordem.

 

Nenhuma sociedade sobrevive sem um mínimo de organização. A ordem parece indispensável, mas a questão é como alcançá-la.

Os meios mais sensatos para a organização da sociedade são as regras, consensualmente construídas. O caminho mais moderado e equilibrado é o legalmente acordado, por meio do diálogo. Foi assim que construímos nosso ordenamento jurídico e legal.

Porém, essa ordem global vem sendo atacada, injustamente nesse quesito. Uma sensação de barbárie, fortificada nos últimos anos com a pandemia de Covid-19, o genocídio em Gaza e agora a invasão militar da Venezuela pelos EUA. É o próprio Direito Internacional e a Carta da ONU que estão em xeque. Um esvaziamento do sistema multilateral, com sérias consequências – o enfraquecimento de mecanismos de solução pacífica de controvérsias e o estímulo a respostas unilaterais em diferentes partes do Globo.

Enfim, substituir o alcance da ordem baseada em regras pelo uso da força é um caminho perigoso que a extrema-direita vem impondo. Precisamos recompor a civilização baseada em ordenamento jurídico, pela incorporação do espírito das leis.

Crime de Guerra.

 Mídia, Semântica e Manipulação.


A acusação dos EUA sobre Nicolás Maduro foi reescrita. Esse recuo do Departamento de Justiça se justifica porque o governo norte-americano precisa de uma base legal para sustentar a acusação de que Maduro chefia o tráfico de drogas. E essa base não existe.

Por ser um chefe de Estado, Maduro não pode ser preso nem processado por tribunais estrangeiros. A ação americana é um crime de guerra. O governo Trump ataca Leis e Direitos Internacionais fundamentais com sua ação.

Essa invasiva militar de Trump coloca todos os países menos seguros até agora. Pois, ela é contrária à soberania das nações.

O que Trump está fazendo na Venezuela é uma cópia distorcida do que está acontecendo na Ucrânia. Segundo ele, a Venezuela não pode se tornar base de operação para a Rússia, Cuba e China. E ainda disse que não aceita ter a maior reserva de petróleo do mundo sob controle de adversários do Hemisfério.

Enfim, os fins não justificam os meios. O que Trump fez foi um sequestro. 

Venda/Compras do Brasil - 2025.

 

A balança comercial brasileira fechou bem em 2025. Resultado de uma economia aquecida foi um recorde nas importações (de máquinas e equipamentos, por conta do crescimento da Economia). As vendas para o exterior atingiram recorde histórico (petróleo, soja, minério de ferro, carne bovina, café)! E isso, mesmo com o tarifaço de Trump, que só nos fez conquistar novos mercados.

Vejamos dados:


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Nova Etiqueta de Energia - 2026.

 

A partir deste ano, Brasil segue o Padrão internacional na produção de geladeiras e frízer. A etiqueta com a nova classificação traz modelos mais econômicos e informações mais resumidas.

- A ideia é tirar do mercado os aparelhos que gastam mais energia.

- Nova etiqueta mais econômica.

- Em 2023 eram 06 níveis de classificação.

- Agora serão só 03: A, B, C?

- A = refrigera mais e consome menos.

- Além das letras, o ideal é olhar também o consumo de energia por mês e a capacidade de refrigeração. Isso também vem escrito. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Liberdade de escolha ao trabalhador.

 

Economia aquecida, queda do desemprego ou mais ofertas de vagas, tudo isso beneficia o trabalhador, que passa a ter maior poder de barganha e mais liberdade de escolher onde trabalhar, o que diminui a exploração das empresas, que reagem – aumentar o número de horas dos funcionários, repassar preços para o produto final.

06 em cada 10 empresas no Brasil têm dificuldade para contratar ou manter profissionais. Os setores com mais dificuldades são: construção, comércio e serviços (pedreiro, garçom, vendedor). Aumentou 3,6 pp. Reparem, justamente o de mão de obra pesada. O trabalhador aponta o baixo salário, jornadas exaustivas  e carga incompatível com a profissão. Paga pouco!

As empresas buscam alternativas, tentando deixar a vaga mais atrativa: capacitação interna, oferecer benefícios, mudar processos para depender menos de funcionários, realoca funcionários para outras funções, oferecem benefícios...

Enfim, quando o Governo melhora as condições de oferta de trabalho, as empresas sentem-se lucrando menos. Por isso o empresário ganancioso intromete tanto na política.