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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 14 de maio de 2023

Mãe: a influencer da vida real.

 Mulher atual: a prioridade é o trabalho ou os filhos? É possível os dois?

A média atual no Brasil de filhos por casal é menos de dois (1,7 filho por mulher). Isso porque a tendência atual das mulheres é de se voltarem para suas carreiras profissionais, com ideais de autonomia, e graças também ao acesso a serviços e informações sobre métodos contraceptivos, e, portanto, terem famílias enxutas. Mas, há mães com “ninhos lotados”, da velha escadinha, e que vivem rotinas complexas, de angústias e realizações – uma maternidade exagerada e incomum.

Porém, não deixa de ser uma possibilidade, com lugar de fala entre feministas e não feministas. Afinal, cada mulher é universo particular.  

O segredo de todas elas é saber educar os filhos de forma respeitosa, cumprindo a missão de vestir, alimentar e garantir estudo, algo cada vez mais difícil nos dias de hoje, tanto para mães como professoras.

Rotina de afeto, angústia e realizações...

Enfim, “perrengues” de um “maternar” superlativo das que fazem do útero um forno de produção de forma consciente. O segredo de ter muitos filhos é ter regras. Nada de estressa com bagunça, e dormir todos os dias às 20h30 como um ritual sagrado, pois é preciso descansar. São mães que nunca viram suas crianças e a carreira como concorrentes.

O fenômeno de mães fora da média nacional pode ter origem na retomada do tema maternidade para o centro das discussões na esfera pública – seja por aspectos progressistas, com maior participação dos homens na divisão de tarefas domésticas, ou mais conservadores: há vários sinais de que, no campo mais progressista, a gente também tem uma chamada à maternidade, porque enxergam no maternar a possibilidade de autonomia enquanto mulher.

Enfim, não importa se grande ou pequena. A grandeza da família se mede pela capacidade de um cuidar do outro e de se amarem. E, se for mais de um filho, que um saiba cuidar e tomar conta do outro. Isso é o que mais importa!

sábado, 13 de maio de 2023

Planeta Tech e Sustentável?

Como a tecnologia pode favorecer a preservação da biodiversidade?

·       Aliar conhecimentos tradicionais dos indígenas à tecnologia para proteger a floresta.

·       Fazer a produção ocorrer (café, cacau...) em simbiose com a natureza.

·       Usar o Google Earth, um mapa cultural, smartphones e uma plataforma de coleta de dados móveis de código aberto para denunciar a extração ilegal de madeira e monitorar o estoque de carbono de suas florestas;

·       Usar combustíveis alternativos nos motores de caminhões;

·       Acordos de descarbonização junto a empresas e siderurgias, recuperação de áreas degradadas, a economia circular como a utilização de rejeitos da mineração na produção de tijolos, etc.

·       A transição energética dos combustíveis fósseis para as fontes renováveis;

·       Restauração ecossistêmica: uso de geolocalizador nas mudas de árvores nativas para monitorar seu crescimento mesmo de longe. Com isso, restaurar a Mata Atlântica do Refúgio Pau-Brasil, no sul da Bahia;

·       Estimular os carros elétricos;

·       Ofertar alimentos e condições de procriação a animais nativos;

·       Conectar empresas e pessoas que queiram apoiar a preservação com as comunidades locais;

·       Ajudar no reflorestamento pelos ares. Com um drone, que possui a capacidade de carregar centenas de sementes, é possível alcançar locais de difícil acesso e acelerar o trabalho de plantio.

·       A história dos próximos anos será feita de “e” e não de “ou”.

Pandemia pra que te quis!?

A Pandemia foi produzida para acelerar esse movimento...

Como emplacar/lacrar a tecnologia no mundo dos negócios e tornar a sociedade sua dependente?

 Os magnatas das grandes corporações tecnológicas viram numa pandemia a melhor estratégia para artificializar ainda mais as interações sociais, tornando os cidadãos dependentes do mundo tecnológico e seus produtos (o imperativo “tecnologia deve permear nosso cotidiano”, meios e fins).

A Indústria 5.0 movida pela Inteligência Artificial (IA) chegou para impor a Governos e Empresas (do pequeno ao grande empresário) a tecnologia como instrumento. Sob Análises e planejamento na medida certa, veio para transformar investimentos em ferramentas em lucros reais. Uma verdadeira transformação digital no mundo dos negócios que impôs a necessidade de repensar estratégias e quebrar a cabeça sobre como embarcar na tecnologia. Ou seja, como faturar implementando tecnologias no dia a dia.

Estão todos focados em potencializar a experiência do público. Primeiro a tensão, depois a urgência, daí vem a necessidade e após as soluções – potencializamos os problemas e depois vendemos as soluções. Transformar histórias reais em experiências digitais.

“As ferramentas até podem fazer parte dos elementos que ajudarão a construir o bote salva-vidas ou ajudar a reforçar o casco do navio. Mas, antes, é preciso identificar o problema e analisar se a solução passa pela aquisição ou fomento de novas tecnologias. Se você não tem o problema claramente definido ou o que você quer criar, é fácil se perder na sopa de letrinhas”.

Enfim, com o cotidiano inundado de novas ferramentas, cujo propósito é consumi-las e delas se tornar dependentes, restará saber a real eficiência tecnológica ou quais inovações tecnológicas terão aplicabilidade para o bom convívio social, a melhora das relações e interações das coletividades, o rompimento das desigualdades sociais, o avanço nos Direitos Humanos e a melhoria do meio ambiente.

A Pandemia foi uma brincadeira de mau-gosto, feita para lacrar os interesses dos magnatas da tecnologia!

Tecnologia para conectar Razão e Emoção.

 “O mundo, em um novo ciclo de transformação,

abre oportunidades,

mas é preciso se preparar para elas”.


Qualquer coisa nova é melhor aceita quando vem agregada com afeto. 

 Nesse mundo conectado onde passamos a maior parte de nossas vidas, olhando para as telas, é um mundo voltado para a tecnologia, a eficiência e a sustentabilidade.   

O que há de tão sedutor nas novas tecnologias mais inteligentes? Seria só sua eficiência ou a capacidade de nos obedecer a um só clique ou comando de voz à distância? E que tal uma enfermeira-robô, muito paciente, com capacidade de medir sua temperatura, conversar com pacientes acamados, anotar pedidos e ainda com capacidade de ouvir suas histórias e nunca esquecer – interação, afeto e até previsão do tempo?

Qual será o futuro da Internet e da Inteligência Artificial? Que tal promover um evento de tecnologia e se inserir no mapa global da inovação?

Boas conferências de inovação e tecnologia servem para isso – promover o megaencontro de mentes brilhantes, startups, investidores, executivos e autoridades para fomentarem o empreendedorismo e uma produção cultural incrível.

Grandes temas não faltam! Inteligência artificial, metaverso, criptomoedas, meio ambiente, marketing, diversidade, indústria cultural, globalização do capital de risco, qualificação de mão de obra, educação, oportunidades...

O Vale do Silício (região da Califórnia que concentra startups e empresas de tecnologia) aposta que uma ideia pode ser implementada em qualquer lugar. Mas, é preciso vocação, ecossistema, inovação, qualificação de mão de obra, educação.

A grande aposta é partir do dia a dia do cidadão como terreno fértil para fomentar as empresas de tecnologia (startups), a fim de criar soluções e mostrar novos caminhos para a cidade. E nessa brincadeira, virar vanguarda em tecnologias que o mundo inteiro busca.

Vejamos algumas ideias extraordinárias já em andamento:

·       Algoritmo de análise de ondas cerebrais (um equipamento que realiza um eletroencefalograma, o programa consegue analisar as sensações em pouco tempo). Com a avaliação é possível saber, por exemplo, o que o cliente sente ao saborear uma comida ou ao ver um novo produto (o aparelho é produzido nos EUA e foi apresentado pelo CEO da Neurosenses, Alexandre Magno);

·       Para incentivar a reciclagem, a Flori Tech aposta na gamificação do descarte correto. Ao jogar fora seu lixo corretamente, o cliente ganha pontos que podem ser trocados por benefícios. Atualmente, a Flori possui máquinas em loja de cafés de cápsula e shoopings e instalará também o equipamento em duas escolas estaduais na Rocinha – onde está prevista uma competição entre as turmas;

·       E que tal criar oportunidades para empreender dentro das comunidades? Por isso foi criado o “Delivery das Favelas”, uma plataforma que liga grandes lojas, como a Magalu, aos seus consumidores que moram nas favelas do Rio, além de conectar empreendedores locais com clientes. É o ESG (práticas empresariais para o meio ambiente, governança e social) que, além do olhar para a favela, envolve diversos ecossistemas e inicia conversas com empresas de meios de pagamento.

·       A tecnologia pode ser usada para desenvolver novos tipos de interação com e entre as pessoas. Exemplos: robô-cachorro, robôs humanóides, bot (programa projetado para simular respostas humanas repetidas) simuladores de voo, novos aplicativos, experiências imersivas, ChatGPT (assistente virtual que interage com humanos), realidade virtual, inteligência artificial, handtracking (captura de movimento das mãos), simulações de robôs. Enfim, que ficção, que nada! É futuro ao alcance das mãos! É considerada uma das ferramentas mais disruptivas do momento porque carrega uma IA generativa que é capaz de criar textos, imagens e áudios que não existem no “mundo real” – baseada no imenso repertório de dados fornecidos e aprendidos pela máquina.

·       Qual é o seu momento mais criativo? (O meu é de manhã). Mas, logo que somos tomados pelas distrações do dia a dia, a grande ideia vai-se embora. A IA pode resolver isso, possibilitando produzir o que se pensa em pouco tempo (graças ao 10x Developer, um desenvolvedor tão rápido quanto dez mentes). Quem promete é o Thomas Dohmke, CEO da plataforma de desenvolvimento de softwares GitHub;

·       Com as plataformas e a nova era da IA, teremos cada vez menos intermediários entre a pessoa e a Internet. É a mais transformadora mudança do nosso período de vida e vai ser a mais rápida também. No cotidiano, da medicina ao direito, da comunicação à educação, a IA já está presente na vida das pessoas, mais um ingrediente no caminho sem volta da digitalização. Veja o setor bancário, por exemplo, o mercado deve ser digital. Não faz sentido ter agências de banco em qualquer esquina. E, principalmente agora, com as plataformas e nova era da IA, teremos cada vez menos intermediários entre a pessoa a internet.

·       Agora, é possível produzir (músicas e vídeos) com celular, sem fone de ouvido, monitor de áudio, estúdio e equipamentos magassofisticados. A produção acontece com a mesma ferramenta em que (a música) vai ser consumida. Afinal, é a era de estreamings e serviços como o YouTube, que chacoalham as indústrias fonográfica, cinematográfica e da TV. Atualmente, é uma jornada “dos sonhos” de um conteúdo musical que é multiplataforma. Pode começar num vídeo curto, seguir para um streaming, chegar ao videoclipe oficial, ir para a TV, a publicidade e, quem sabe, virar documentário.  

·       Os jogos eletrônicos, que surgiram como uma mera diversão na década de 1970, viraram coisa séria. E hoje, também conhecidos como e-sports, se consolidaram como um mercado bilionário e ainda em crescimento. São mais de 3 bilhões de espectadores e jogadores! A profissionalização da empresas envolvidas no ecossistema gamer tem potencializado negócios em todo o mundo. São fãs vindos da era digital, que nasceram do eletrônico. Então, a gente não tem que ensiná-los a entrar nas redes sociais, engajar, comentar, consumir. No futuro, muitos problemas vão aparecer, e as soluções vão envolver muitas vezes novas tecnologias. E vamos sempre tentar dar um passo à frente nas unidades de negócio que podem resolver esses problemas, agregando valor no final do dia. É isso que o cliente, o gamer, quer.

·       Plataforma criada para analisar desempenho na Educação. Auxilia pais e professores no diagnóstico preciso do estímulo cognitivo de crianças neurodiversas, com as que têm algum nível de Autismo, TDAH e Síndrome de Down. Diferencial: conseguir desenvolver um sistema que consegue analisar em que área do conhecimento a criança possui mais dificuldade. O principal segredo da nossa tecnologia é justamente o empoderamento do professor. Ele está na sala de aula lutando diariamente e fazendo o melhor possível. O professor muitas vezes trabalha no escuro, sem as informações necessárias. Estamos aqui para acender a luz para eles. 1) Cercar de pessoas alinhadas com seus ideais, principalmente de ética humana e do próprio impacto social do Projeto; 2) Ter cuidado com quem oferece fórmulas prontas. 

Vejamos outros exemplos: 

A IA é dotada de um banco de dados (por exemplo: previsão do tempo, respostas humanas repetidas...), que vai sendo alimentado e ampliado. Ela tem o potencial de se transformar em uma experiência hiper-realista ao extremo, “viva”, de monitoramento e outras existências (por exemplo, além da realidade aumentada pelos telescópios acoplados em cirurgias que nos introduz no funcionamento dos órgãos e das células, a empresa Petrobras promoveu uma experiência hiper-realista em águas profundas – a petroleira levou uma cabine que, com ferramentas de realidade virtual, simulava um robô offshore, com o uso de um óculos de RV e um handtracking, captura de movimento das mãos, o público descia com um submarino abaixo do nível do mar e tinha uma experiência de monitoramento das atividades de exploração e produção em águas profundas). Logo, é tentadora porque amplia nosso campo de possibilidades de novas experimentações e percepções para além daquelas que já conhecemos, fornecidas pelo alcance tradicional dos nossos limites físicos.

Uma nova revolução industrial (a da Indústria 5.0) está em curso, e ela tem como motor central a Inteligência Artificial (IA ou indivíduos aumentados ou “inspiração acelerada”?) porque abrange todos os setores (vai mudar todas as indústrias que conhecemos). Ela aprimora todas as plataformas e está chegando nas mãos das pessoas (e não mais somente pesquisadores e grandes corporações). O que se impõe é a certeza de transformações, com mundo de possibilidades pela frente, podendo ser um grande impulso à produtividade das pessoas. Porém, essa tecnologia catalisadora inova, mas também desperta questionamentos sobre regulação e desinformação (os conteúdos gerados pela IA). Oscilando entre perspectivas otimistas e pessimistas, emerge uma coleção de desafios contemporâneos, tais como: segurança de dados privados, desinformação em tempos já assolados pelas fake news, mudança climática e o futuro do trabalho (inclusão ou acesso profissional ao mercado de tecnologia) com mão de obra substituída por máquinas. É por isso que Empresários e Governos precisam regular essa tecnologia antes que a criatura se torne maior que o seu criador. Trata-se de um amanhã ainda incerto, mas que se desenha.  

Ou seja, como a Inteligência Artificial (IA) está revolucionando também a economia? Quem vai controlar tudo isso? Governo? Empresas? Uma rede descentralizada? De quem será a responsabilização por consequências provocadas pela IA? E será que estamos preparados para a velocidade de avanço da tecnologia? O que é verdade no mundo que vivemos hoje? Como ficarão as pessoas com talentos menos sofisticados do que a tecnologia pode fazer? Vão se tornar pessoas supérfluas, no sentido de sem função? Tudo bem, o software não pode ser preso. Mas é preciso ter alguém que possa assumir a responsabilidade. Afinal, as tecnologias que serão implementadas pelas empresas precisam ter transparência. Caso contrário, o risco é que ampliem os casos de deepfake e desinformação. Ou seja, deve haver Ética no desenvolvimento de produtos baseados em IA generativa. Afinal, toda tecnologia disruptiva terá maus atores utilizando-as de maneira inapropriada.

 “Se não pudermos dizer o que foi real e o que foi um vídeo gerado por uma IA, então, não sabemos o que aconteceu. A verdade se perde. Precisamos deixar claro quando alguém está conversando com uma pessoa ou com um assistente de IA. Caso contrário, isso é muito confuso e distorcido para a experiência humana”. 

“Haverá problema novos, desde o uso indevido até apropriação indevida de uma tecnologia. Mas isso não é uma justificativa para que empresas e reguladores fujam do uso da tecnologia, e sim para que o bom uso, em prol da melhoria da sociedade, supere aqueles que buscam sua adoção para práticas nefastas”.

Enfim, a inteligência artificial pode desbloquear e agilizar um conjunto de habilidades humanas. É um impulso à produtividade que dará aos indivíduos a possibilidade de soluções mais rápidas. Ela é habilitadora de novos caminhos. Resta saber se seus frutos serão para todos e se suas consequências serão bem administradas. 

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Derrame na Base.

Governo sente dificuldades de formar uma base:

Governo libera em um só dia R$ 700 milhões (58% de tudo o que distribuiu até hoje) em emendas individuais de senadores e deputados (nesta leva, o Governo Federal empenhou R$ 467 milhões para deputados e R$ 232 milhões para senadores). Ao todo, o Governo já empenhou R$ 1,1 bilhão em emendas, mas o valor deve aumentar já nos próximos dias.


Análise dos bastidores: 

·       Construir um cenário de estabilidade no Legislativo;

·       Tentativa de acalmar a base;

·       O derrame de recursos beneficiou os principais partidos aliados;

·       O líder do ranking (PSD com R$ 143 milhões), depois o PT (com R$ 136 milhões), o MDB (com R$ 91,3 milhões) e o União Brasil (com R$ 75 milhões), seguido do Republicanos e Progressistas. Boa parte dos valores liberados são de emendas ligadas ao Ministério da Saúde, também da Codevasf e do FNDE;

·       Apesar de somarem 142 deputados, PSD, MDB e União Brasil contribuíram com somente 08 votos favoráveis ao Planalto. Até agora, somente o PT foi fiel ao PT;

·       É uma reação ao revés na Câmara, mas também uma preparação para votações importantes que virão pela frente no Congresso, como a do Novo Arcabouço Fiscal; também se dá num momento em que estão sendo gestadas Comissões Parlamentares de Inquérito para apurar responsabilidades das autoridades durante os atos de 8 de janeiro e MST (às reversas da oposição);

Velocidade e preferência. A execução das verbas é obrigatória, mas é o governo quem controla o ritmo da liberação dos recursos e para quem elas são liberadas primeiro, a fim de serem alocados no destino indicado pelos parlamentares (apesar de ter a maior bancada atual na Câmara, o PL foi o 8º partido que mais recebeu, atrás até do PDT, merecidamente).  

O PSB de Geraldo Alckmin também foi constrangedor, pois também teve um posicionamento majoritariamente contrário ao decreto proposto pelo governo para alterar o marco de saneamento – situação semelhante à de outras siglas aliadas. A justificativa apresentada pelo líder do partido, Felipe Carreras (PE), se baseou no fato de a legenda compor um bloco com outros 8 partidos, nem todos afinados ao Planalto. Argumento rebatido pela presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann, que lembrou não haver opção entre governo e bloco – “Quem está no governo tem que estar com o governo”.

Quais são as fases de transferência de recursos públicos?

1.     A primeira é o empenho. Ao empenhar um valor, o Executivo se compromete a pagar aquela despesa (no caso de uma obra, por exemplo, o empenho é o que garante o início dos serviços);

2.     Apenas após a entrega da melhoria é que o Governo realiza a liquidação e o pagamento;

3.     Depois vem uma agenda de reuniões, nas quais emissários de Lula vão cobrar fidelidade aos partidos da base.

Enfim, há reclamações dos deputados sobre a demora na nomeação de cargos regionais – “uma cobrança geral”. É preciso “organizar a base”, mas Lula não pode tomar para si essa articulação, pois não pode passar a imagem de esvaziamento do responsável pelas negociações com o Parlamento. Afinal, nunca foi tarefa do presidente da República fazer articulação política. Ele tem quem faça, que é o Alexandre Padilha (ministro das Relações Institucionais). 

“Brasileiro Cordial?”

 

Transformar em Universal uma emoção que é Singular.

Sempre somos prisioneiros de alguma coisa ou outra.  

Interpretar a si mesmo e desafiar a censura.

A ideia do brasileiro como “homem cordial” disseminou-se a partir de 1936, quando o historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda publicou “Raízes do Brasil”. O conceito passou a sofrer debates calorosos e a ser visto de forma mais complexa.

Esse suposto “homem cordial” trouxe para o turbulento Brasil do século XXI aspectos sanguíneos a patrimonialistas da sociedade, alimentados por tensões sóciopolíticas, que escancaram a desigualdade e o mal-estar nacionais.

Cenas de rua ou desastres naturais ganham as redes sociais, meio a egos. Show terminando mal com personagens lutando em metrópoles hostis e tenebrosas.

Enfim, há conceitos e há fatos que esfregam nos olhos do espectador atos e reações.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Telegram ataca o Projeto de Lei das Fake News.

 

O ataque de mais uma plataforma digital ao Projeto de Lei que inibe a divulgação em massa de Fake News provoca reações no Governo, no Congresso e no MP. Uma iniciativa do aplicativo Telegram provoca reações... Mensagem disparada em massa. Veja qual:

O que defende o PL das Fake News?



Algumas reações: 



segunda-feira, 8 de maio de 2023

Três Lições da Pandemia (não aprendidas).

Um momento simbólico e educativo...

Três Lições da Pandemia:

1ª: Precisamos melhorar urgentemente a estrutura das escolas e do transporte público (precisamos incorporar comunicação de risco e saúde, vigilância genômica, estratégias reais para incubar uma iniciativa de fabricação autônoma e autossustentável de vacinas para a América do Sul);

2ª: Com a volta à normalidade, esquecemos rapidamente o descalabro que foi a condução da pandemia no Brasil (das 6,5 milhões de mortes oficialmente atribuídas à Covid-19, 700 mil são nossas, isso num cenário de subestimação dos números, pois há outra estimativa de vítimas da Covid no mundo de 15 milhões que colocaria o total brasileiro numa escala de 1,7 milhão de vidas perdidas para o vírus);

3ª: Como é fácil desviar a atenção do público do que realmente importa, usando polarização política, teorias da conspiração e ataques à reputação de especialistas (não devemos perdoar a conduta anticientífica do governo Bolsonaro, de ministros da Saúde, do Conselho Federal de Medicina e de diversos médicos, cientistas, comunicadores, associações e até hospitais privados que promoveram curas milagrosas, atacaram a eficácia e segurança das vacinas e polarizaram o país com discurso negacionista).

Enfim, e sobre a origem do coronavírus? As duas hipóteses abraçadas – “escape” de laboratório de pesquisa ou disseminação a partir de um mercado ilegal de animais silvestres – têm um ponto em comum que fica de fora do debate público: qualquer que seja a real origem, a culpa é do ser humano. Ambas as condições envolvem erros humanos graves, um de biossegurança, outro de ética e saúde pública. Nenhum é aceitável. Isso descartando outro tipo de origem gestada e adotada pela extrema direita que sempre deseja aprofundar o fosso os mais ricos e pobres. 

Problematizações, 2023.

 

1.     Os sistemas automatizados levam ou não em conta ideologia política em seu funcionamento?

2.     Quais são as características da oferta de Educação Infantil que contribuem mais para o desenvolvimento das crianças?

3.     Quais foram os diferentes impactos da paralisação do ensino presencial?

4.     Moda sai de moda. Então, não seria preferível ter o próprio estilo?

5.     O bem mais precioso que existe é poder administrar o próprio tempo, sem se preocupar em saber que horas são.

6.     É preciso fortalecer a representatividade feminina e racial nos espaços de poder. Mas, é preciso não perder de vista que o caráter, a honestidade e o compromisso com o povo pobre estão além de gênero e etnia.

7.     Proibido dançar, mas, se quiser, pode!?

8.     Na ciência econômica, entende-se que o ser humano se move por incentivos e que o comportamento se molda a partir de uma análise de custo-benefício.

9.     Há vários tipos de invasão. Além dos madeireiros, dos criadores de gado e soja, há os que entraram para retirar de resina de Almesca, ou breu – usada como anti-inflamatório e pela indústria de cosméticos – a sementes de cumaru, a “baunilha” da Amazônia, usada no setor alimentício. O principal, porém, sempre foi o mais fácil para os invasores: o corte de madeira nobre (ipê ou cedro), que cedem lugar para pés de maconha. Uma demanda crônica e reprimida de muitos anos. “Não estamos defendendo apenas o que é nosso. É preciso parar de desmatar para amenizar a questão climática. Sozinhos não vamos conseguir” (Guardião).

10.     É preciso olhar para trás antes de seguir em frente. Só tendo consciência de como chegamos aqui é que poderemos mapear o futuro.

11.     Insegurança no Trabalho: está afetando profissionais da saúde em várias partes do país. Ameaças, xingamentos e até agressões físicas. A guarda civil está monitorando as unidades de atendimento. Isso em BH. As UPA’s estão mais cheias por causa das doenças respiratórias e também a dengue. A demora por conseguir atendimento tem levado os pacientes a descontarem a indignação em quem está na linha de frente. E isso está afetando a saúde física e mental dos servidores – que estão pedindo transferência, exoneração ou afastamento para tratamento psicológico por causa das agressões verbais e físicas. Além do monitoramento por câmeras e reforço na segurança, é preciso melhorar as condições de trabalho desses profissionais para bem-servir a população. É preciso aumentar também o número de servidores através de concurso público. Enfim, é uma combinação explosiva – de um lado falta de recursos; do outro, pacientes desesperados em busca de atendimento.  

12.     Crescer com baixa inflação e mais alta justiça social. Essa é a nossa obsessão e é isso que vamos perseguir. 

13. Dia da Vitória. Vladimir Putin acusa o mundo de travar uma guerra contra a Rússia. “As elites globalistas ocidentais estão semeando a russofobia e o nacionalismo agressivo. Enquanto isso, o povo ucraniano se tornou refém de um golpe de Estado e das ambições do Ocidente. A Civilização está em um ponto de virada novamente, uma guerra foi lançada contra nossa pátria, mas nos defenderemos”. 

14. “Se não pudermos dizer o que foi real e o que foi um vídeo gerado por uma IA, então, não sabemos o que aconteceu. A verdade se perde. Precisamos deixar claro quando alguém está conversando com uma pessoa ou com um assistente de IA. Caso contrário, isso é muito confuso e distorcido para a experiência humana”.

15. Pequena ou grande empresa, para um negócio dar certo é preciso capacitar os funcionários e o próprio gestor. Com o conhecimento em mãos o empresário não irá subestimar ou superestimar o tamanho do negócio ou de suas necessidades. Planejar é preciso, não importa seu tamanho!

16. O mercado de trabalho tem passado por uma série de transformações nos últimos anos em meio ao avanço acelerado de novas tecnologias. Diante deste quadro, quais as habilidades, afinal, um profissional precisa ter para se adequar à nova realidade? Aprendizado contínuo (atualização constante) e mentalidade de resolução de problemas. Adaptabilidade, reconhecer as próprias aptidões e buscar conhecimento. Reinventar, e ser bom em mais de uma coisa.

17. Lançar candidatos a prefeito para reforçar bases eleitorais, alguns nas mesmas cidades. A meta é ampliar seus homens de confiança à frente das prefeituras. 

18. Partido da base, com três ministérios e a vice-Presidência, o PSB tem atuado no Congresso de maneira divergente dos interesses do Palácio do Planalto e demonstrado alinhamento ao Centrão, grupo que vive uma relação com o Executivo marcada pela instabilidade. Ou seja, o PSB tem se afastado do governo no Congresso, pois seus Deputados da base votaram contra o Planalto (e vem articulando nova derrota). 

20. Dois parques gaúchos e a importância geológica. UNESCO aprova criação de 2 novos geoparques (áreas que possuem grande valor geológico ou de excelência considerável internacional) no RS. Agora o país possui 5: são considerados as estruturas turísticas, aspectos históricos e as estratégias para proteger o meio ambiente e o patrimônio cultural da região. Daí integra às estratégias de desenvolvimento sustentável. Enfim, turismo sustentável como nova alternativa para agregar a economia local. 

19. A redução de impostos para estimular a venda de carros populares 0 km vai durar 3 ou 4 meses. Essa redução levará em conta 3 fatores:

1)     o preço do veículo: quanto mais barato, menor a alíquota;

2)      a cadeia de produção: quanto mais peças e acessórios fabricados aqui no Brasil, maior o desconto;

3)     a emissão de poluentes: a idade média da frota em circulação hoje no país é de 16,7 anos. Um carro que não emite poluentes, mas que é muito caro não adianta nada – ninguém vai comprar. Porém, um carro popular, com preço mais acessível, é muito bom para essa renovação de frota. A pessoa que tem um carro antigo trocará por esse novo.

- um reflexo da automação das linhas de montagem: ao longo dos últimos 33 anos, o número de fábricas instaladas no Brasil quase dobrou, mas o número de postos de trabalho caiu e a geração de empregos indiretos despencou.

- o que se teve, ao longos dos últimos 3 anos, foi um aumento de custos de peças, componentes, semicondutores, desvalorização cambial, inflação, que geraram um aumento de custos para a montadora da ordem de 50% a 55%. Logo, essa redução de impostos é uma medida muito leve para esse quadro. 

20. O comércio ilegal de animais silvestres é o 3º negócio mais lucrativo para organizações criminosas, atrás de drogas e armas. E ele vem crescendo nas redes sociais. Anúncios de espécies exóticas nas plataformas funcionam como vitrines, e algumas quadrilhas agem sob encomenda. Enfim, esses animais nas redes do tráfico pedem ação efetiva do Ibama para combatê-las.

21. A agenda do presidente. Lula prioriza agenda externa ante Congresso. Ele tem privilegiado as reuniões com chefes de governo estrangeiros em detrimento da articulação política com o Congresso. Desde que assumiu o mandato, foram 30 encontros com líderes internacionais e apenas 09 com parlamentares aliados. Quem tem compensado isso é o Fernando Haddad. Sua relação com os parlamentares tem sido boa. Tão boa que tem sido alvo de alas do PT por ser “liberal demais”. Num governo marcado até aqui pela falta de articulação com o Congresso, ele costurou nos bastidores a aprovação do arcabouço fiscal. Enfim, um ministro que se dá bem com o Centrão. 

22. O compromisso de quem é agraciado com a honra de integrar a mais alta Corte é com o Brasil, não com líder político, partido ou ideologia. Com 47 anos, Zanin poderá ficar no Supremo até 2050. Terá tempo de sobra para demonstrar se pretende corresponder às demandas de Lula ou aos anseios do país. 

23. Juízes que usufruam o prestígio de carreiras bem-sucedidas na academia e nos tribunais:

- extremamente capaz;

- conhecimentos sólidos;

- perfil sereno;

- dedicado;

- enorme comando.

24.  O Brasil tem 224,5 milhões de cabeças de gado, um dos maiores rebanhos do mundo, e cerca de 4.400 frigoríficos. Juntos, eles produzem mais de 8 milhões de toneladas de carne por ano. O Centro-Oeste responde por mais de 1/3 do total (IBGE). Em segundo lugar estão os estados da Região Norte (21,5%), onde a expansão da pecuária e o  desmatamento ilegal andam de mãos dados.

25. 9 estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. 

26. A Microsoft está comprando a ideia de jogos por streaming. Muita gente acredita que o rumo dos games é um modelo tipo Netflix, em que se paga uma assinatura para acessar a biblioteca do serviço contratado. Nisso, a companhia é líder. E precisa ampliar com mais títulos a oferta para seus assinantes. 

27. O meio digital formou as maiores companhias do mundo em pouco tempo, com capacidade de transformar a essência de todos os outros setores, capturando a atenção da sociedade e chegando ao ponto de ameaçar democracias.

Não é o fim da Pandemia na Educação!

Quais foram os diferentes impactos da paralisação do ensino presencial?

O anúncio da OMS de que a Covid-19 deixou de ser considerada uma emergência de saúde pública de importância internacional não significa o fim da pandemia na educação. É preciso continuar com esforços de prevenção, tratamento e conscientização!

Muitos dos impactos seguem relevantes e continuarão demandando ações dos sistemas educacionais. Há muito que fazer e há muito a ser conhecido. Novas gerações menos afetadas com o fechamento de escolas já estão próximas dos níveis de aprendizagem verificados pré-pandemia. Porém, a desigualdade, está maior! A diferença entre mais ricos e mais pobres cresceu. Estamos falando de sérias e brutais perdas no desenvolvimento cognitivo, socioemocional e de habilidades motoras e físicas dos alunos, sobretudo daqueles mais pobres.

Pois bem: ainda hoje, mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a esgoto, e 35 milhões padecem com a falta de água encanada. Em outro recorte, significa que cerca de 30% de famílias abaixo da linha da pobreza vivem sem saneamento básico. Ou um em cada três brasileiros. É um cenário propício para doenças como leptospirose ou diarreia, as que mais matam crianças no Nordeste e no Norte.

Já já vamos volta à educação.

Na Amazônia Legal, que corresponde a mais da metade do território nacional, os números são ainda mais dramáticos. Se a média nacional de coleta de esgoto é 39,7%, perto de mil municípios da região beiram os 14,6%. A fossa rudimentar está cavada em 49,2% dessas cidades. No Amapá e em Rondônia, o quadro é ainda pior: apenas 6% vivem com coleta de esgoto. Agora imagine... A população brasileira sem água e esgoto é de 44%. O percentual de esgoto não tratado, em 2020, equivalia a 5,3 milhões de piscinas olímpicas despejadas na natureza. Imagine a beleza!?

Pesquisas diversas feitas junto ao universo infantil mostram que infecções intestinais (quando não chegam a óbitos) – as tais provocadas pela falta de saneamento básico –, assim como a desnutrição crônica, resultam em maus funcionamento cerebral; terminam assim por comprometer a capacidade de aprendizado.

Adoentadas, por falta de saneamento básico, as crianças, se não morrem, faltam às aulas, desistem da escola. Porque estão apáticas, anêmicas. Essa ilógica perversa condena os mais desprotegidos ao calvário da miséria, afasta boa parte dos jovens da porta de saída da pobreza – justamente, a educação. 

Num contexto em que a importância da escola é relativizada por grupos extremos, a importância dessa instituição, relevante equipamento público, fica mais evidente especialmente para as famílias mais pobres.

Enfim, há muito a fazer ao longo dos próximos anos para recuperar as perdas provocadas pela pandemia e outros velhos/novos problemas. É preciso se vacinar contra a evasão escolar e imunizar os alunos com a capacidade de pensar sobre a decoreba.