Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Como a mídia e a oposição gostaria de Governar...
domingo, 9 de novembro de 2014
Análise do Filme “A Cela”
A
cena inicial do filme faz uma acentuada
quebra da realidade, quando o cavalo de verdade se transforma em um
cavalinho de brinquedo típico de um parque de diversão. Estamos diante de duas
interpretações: 1) estamos dentro do fantástico mundo da mente de uma criança,
cheia de fantasias e imaginações; 2) estamos dentro de uma mente
esquizofrênica, incapaz de distinguir realidade de fantasia. Na fase inicial do
desenvolvimento infantil, as crianças costumam mesclar o imaginário com o real,
brincando de casinha e de bonecas, por exemplo, como se fossem elas fazendo o
papel de gente grande. Aos poucos, à medida que vão amadurecendo, essas
experiências delirantes vão se esvaindo e preparando as crianças para entrarem
no mundo adulto. Mas, a mente esquizofrênica, parece não passar por essa etapa
de desmembramento e transição. O esquizofrênico continua mergulhado em seu
mundo de delírios e imaginação.
Jennifer
Lopez vive Catherine, terapeuta infantil que trabalha em um centro de pesquisa
onde se desenvolve um projeto de "transferência sináptica". Ou seja,
uma porta para que a atriz penetre na mente de seus pacientes – crianças que
entraram em coma e não retornam à realidade por algum trauma ou barreira psicológica.
Uma vez lá dentro, ela passa a obedecer as regras desse universo psicológico
criado pelo paciente, e sua função é ajudar e convencer essa criança a superar
seu trauma e se libertar dele. Desse ponto de vista, “A Cela” pode ser
interpretada como a própria mente que pode se tornar uma verdadeira prisão,
cujas correntes são os próprios pensamentos frustrantes que bloqueiam e
aprisionam o seu dono, tornando-o uma presa ou vítima das próprias experiências
da vida.
As
vítimas se parecem com bonecas e usam coleiras (feitas por ele para insinuar
que lhes pertencem). São submetidas a um tratamento químico com alvejantes
(cloro e ferrugem) para perderem a melanina e ficarem albinas como o cachorro
dele. Depois de mortas são abusadas sexualmente. Ele carrega consigo e
coleciona bonecas, algumas metamorfoseadas de animais, com cabeças de pássaros.
Toda a sessão de tortura e sofrimento das vítimas é gravada, a situação que
mais dá prazer ao Carl. Ele também praticava a suspensão corporal (uma forma de
se reconfortar com a ausência de peso, como flutuar na água). Na 8ª vítima ele
entra em coma depois de
um ataque.
A
técnica até então praticada de uma mente para outra, recebe uma terceira pessoa
– o agente do FBI também entra na mente de Carl quando a equipe percebe que
Catherine está em perigo. Carl consegue dominá-la e aprisioná-la em sua mente,
acessando o lado obscuro de Catherine. Nesse momento o feitiço se volta contra
o feiticeiro, ou seja, assim como Catherine tentava acessar o lado bom de Carl,
Carl acessa o lado ruim de Catherine. O filme levanta uma polêmica: existe um
pouco de bondade na maldade, assim como existe um pouco de maldade na bondade,
de tal modo que nenhum dos lados é puro e isolado definitivamente. Ao que tudo
indica, em nossa mente são guardadas experiências boas e experiências ruins. E
essas experiências estão mescladas. Muitas vezes nosso lado mau tenta falar
mais alto, mas resta acreditar que somo muito melhores do que ele. A criança e
o adolescente que fomos ainda estão presentes no jovem e no adulto que
tornaremos. O ser humano é uma soma das fases e das experiências de vida. Todos
nós temos uma história de vida pessoal. Nela estão as marcas e as raízes do
nosso caráter, dos nossos medos, dos nossos sonhos, dos nossos traumas e das
nossas frustrações. Precisamos conhecer melhor a nós mesmos a cada dia.
Precisamos ser nossa própria libertação.
O
filme termina com a inversão do processo, algo sempre desejado pela Dr.
Catherine: ao invés dela entra na mente do Carl, ela leva Carl para a mente
dela. Meu mundo, minha mente, minhas regras... O seu mundo ou o mundo em que
você vive é saudável? Será que você não está precisando conhecer um lugar
diferente? Você acredita que existe uma parte de si mesmo que você não mostra a
ninguém? Eu acho que todo mundo tem esse lado dentro de si. Todo mundo tem
algum motivo para ser o que é. Mas nem sempre temos as razões saudáveis para
continuar sendo. Chega um momento da vida que é preciso mudar para simplesmente
tentar viver melhor. 