Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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quinta-feira, 21 de maio de 2020
Afagos ao Centrão...
domingo, 17 de maio de 2020
As 3 fontes de novidades ruins em relação à política...
"[...] passamos a tomar o homem 'apolítico' como homem de bem. Se para Aristóteles o homem de bem era aquele que participava da política, vê-se que hoje prevalece a imagem oposta em frases do gênero: 'Ele é um homem de bem, nunca se meteu em política. Ora, esse nojo, esse asco lança o desafio para mim, como educador, de imaginar como é que vamos dar outro passo" (p. 34).
"[...] Os atenienses iam para a praça de decisões políticas, a ágora, em média uma vez a cada 9 dias. A cada 2 anos nós vamos às urnas uma só vez, por ocasião das eleições; nesse espaço de tempo, eles teriam ido a umas 80 assembleias. [...] essa comparação suscita uma pergunta curiosa: como é possível que eles tivessem prazer em ir 80 vezes à ágora, quando hoje tantos se queixam de ter que votar uma vez a cada 2 nos?" (p. 35)
"[...] há um jeito mais fácil de extinguir a corrupção. Como, para existir corrupção, tem de haver um corrupto e um corruptor, e como o corruptor, de maneira geral, é aquele que tem dinheiro para corromper, basta então que este indivíduo não corrompa a outros. Do ponto de vista operacional, não é difícil. Se o empresário é aquele que possui dinheiro e a corrupção é feita com esse capital, não o utilize para fazer isso e a corrupção acaba. Pode parecer óbvio, mas o espanto é grande, porque sempre se supõe que processo de higiene política tem de ser feito num outro lugar que não aquele em que estou" (p. 47).
"[...] Do ponto de vista dos direitos do cidadão, da expansão da liberdade individual, do acesso à informação, tivemos uma mudança para melhor. Mas, no que se refere à percepção da importância da política, acho que tivemos um mudança negativa, um movimento de desnobrecimento da atividade política, o que entendo como negativo do ponto de vista da sociedade [...] 'Os ausentes nunca têm razão'." (p. 36).
É preciso estabelecer uma relação de prazer na companhia alheia, de convívio e crescimento com o outro. Política é saber conviver, mas, sobretudo, desejar participar - e participar de fato!
REFERÊNCIA:
CORTELLA, Mario Sergio & RIBEIRO, Renato Janine. Política: para não ser idiota. - 9ª ed. - Campinas, SP: Papirus 7 Mares, 2012. - Coleção Papirus Debates.


