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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 21 de junho de 2026

O caso Master e a Política.

 Teia de corrupção – economia e política sujas.

“[...] há um jeito mais fácil de extinguir a corrupção. Como, para existir corrupção, tem de haver um corrupto e um corruptor, e como o corruptor, de maneira geral, é aquele que tem dinheiro para corromper [EMPRESÁRIO], basta então que este indivíduo não corrompa a outros. Do ponto de vista operacional, não é difícil. Se o empresário é aquele que possui dinheiro e a corrupção é feita com esse capital, não o utilize para fazer isso e a corrupção acaba. Pode parecer óbvio, mas o espanto é grande, porque sempre se supõe que o processo de higiene política tem de ser feito num outro lugar que não aquele em que estou” (POLÍTICA para não ser idiota, Cortella: p. 47).

São 08 celulares nas mãos dos investigadores. O que veio à tona até agora foi de apenas 01 celular, que já é uma delação premiada!

·       Sabe o senador Ciro Nogueira, presidente do partido Progressistas (PP)? Empresário Vorcaro pagava mesada a ele de R$ 300 mil, depois reajustada para R$ 500 mil, fora as muitas viagens e hospedagens. O que se sabe até o momento já é suficiente para abertura de processo de cassação. É basicamente a venda de um mandato parlamentar!

·       E o Hugo Motta (Republicanos-PB, mesmo partido de Tarcísio de Freitas), presidente da Câmara? Também tem viagens de jatinho e hospedagens pagas por Vorcaro, além de pedido por liberação de crédito à empresa de uma cunhada... O presidente da Câmara pode receber vantagem de alguém com interesses em projetos na Casa?

·       O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi outro que tratou com reles negociação privada, no fim do ano passado, a cobrança de milhões de dólares feita por ele a Vorcaro – à época já tido e havido como o responsável pelo maior crime financeiro da história do País – para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente e presidiário Jair Bolsonaro.

·       Tinha até “milícia armada” a seu favor, com policial federal infiltrado (Anderson Wander).

A política republicana sustenta-se sobre um primado elementar: um mandatário tem o DEVER de impedir que interesses privados conspurquem sua independência. Aqueles investidos de PODER PÚBLICO o exerçam em benefício da coletividade. Afinal, o PODER, quando dissociado da VIRTUDE, corrompe. É por isso que os princípios da administração pública são: PROBIDADE, MORALIDADE, IMPESSOALIDADE.

sábado, 20 de junho de 2026

A realidade se (des)fazendo...

 “... e aconteceu uma coisa muito estranha:

parece que vivemos na mente de um ansioso patológico.

O terror é mainstream!”.

Tal como um reboco de maquiagem na cara que entrega outra imagem, a realidade também recebe as suas máscaras. A principal delas é o horror, com suposta alegria, a linguagem mais presente do momento.

Ao primeiro susto, imaginamos o absurdo e o horror. Imaginamos qualquer outra coisa sinistra que não seja a realidade. Ou vice-versa, quando a realidade é uma pilha de mortos de guerra ou chacinas e um transtornado em forma de presidente, passamos a achar normal, quase natural. E nos transportamos para um mundo de fantasias, com direito a ET’s, espetáculos reluzentes, IA, ficção científica...

Onde ficou a realidade? Cadê o fim da Escala 6x1? Cadê a escandalosa corrupção do mercado financeiro bancando a extrema-direita, travestidos de Faria Lima e Banco Master? E a ameaça dos EUA nas eleições brasileiras? E os terrivelmente evangélicos? E o racismo? E os medos e traumas? E os jogadores gays metamorfoseados em chuteiras cor-de-rosa? O horror comeu! Irrompeu daí e a tudo levou! Esse tipo de alegria é aterrozante! 

Até ontem vivíamos em uma realidade, da noite para o dia tomada pela misantropia. Em um passe de mágica esquecemo-nos do sério e abraçamos o absurdo. Nossos problemas reais viram fantasmas, crianças mutiladas e mendigos aterrorizantes. E os nossos traumas históricos, como a violência, a ameaça de ditadura, o racismo e a insegurança política e social se transformam em literatura viva. É psicologicamente neurótico, esquizofrênico, aparentemente normal e insuportável!

Precisamos de narrativas que reflitam nosso medo e o estresse que sentimos. Não sabemos nem mais o que é verdade e o que não é. Precisamos pensar... 

Enfim, os próprios EUA que fazem guerras brutais, tomam soberanias e expulsam imigrantes, de uma hora para outra vira um grande palco mundial e “It, o Trump”, uma figura naturalizada. Não estou animado com a Copa. Estou obcecado! A Fifa e os patrocinadores são imorais. É imoral a Copa nos Estados Unidos! E é isso que realmente me dá muito medo, medo do futuro (no sentido político, social e econômico). 

A dinheirama nas eleiçõe$...

Uma regra aprovada pelo Congresso, a contragosto do Executivo...

Estados e capitais reservam R$ 15,4 bilhões para emendas neste ano de eleições. Deputados estaduais e vereadores das capitais carimbaram esse montante nos orçamentos dos estados e dessas cidades para Emendas 2026. Do total, R$ 13,46 bilhões serão distribuídos por meio das Assembleias Legislativas (emendas de deputados estaduais), 13% acima de 2024! O valor restante (R$ 1,98 bilhão) será destinado pelos vereadores.

20 estados incorporaram as chamadas “Emendas Pix” (que asseguram aporte direto de recursos nos cofres municipais e estão sujeitas a menor controle). Sabemos que essas emendas dão aos parlamentares controle direto sobre uma fatia do orçamento público. Na União, essa parcela já soma R$ 50 bilhões! Pegando essa carona no mau exemplo do Congresso, legisladores estaduais e municipais dão mais controle do orçamento público.

Essa lógica mostra o verdadeiro problema das Emendas impositivas Parlamentares: deixou de ser uma peculiaridade do Congresso Nacional e já chegou nas Câmaras Municipais, corroendo o planejamento público e capturando recursos para interesses paroquiais. 06 em cada 01 municípios brasileiros já têm ou estudam adotar emendas obrigatórias para vereadores. Em 47% dos municípios os vereadores já possuem emendas impositivas, e outros 24% discutem adotá-las. Em 35% dos municípios que têm emendas individuais já existem também emendas de bancada – uma reprodução quase caricata do modelo federal. O vereador, esse ser que deveria conhecer os bairros, fiscalizar a prefeitura, participar da elaboração do orçamento, fazer cumprir pisos constitucionais de saúde e educação, manter folha de pagamento, previdência, contratos continuados, captar recursos, abrir espaço para planejamento e investimentos, garantir serviços essenciais e representar a população... Qual é o sentido dele vereador dispor de uma emenda “municipalista” dentro do próprio município? Trata-se de poder. Uma crescente transferência de poder orçamentário do Executivo para o Legislativo. Em vez de discutir quais obras são mais importantes para a cidade, discute-se qual vereador ficará com os méritos da obra. Em vez de planejamento, pulverização. Em vez de políticas estruturantes, uma coleção de inciativas pontuais de elevado retorno eleitoral. Enfim, isso é boa ou má ideia? 

Enfim, o instrumento permite direcionar recursos a obras locais, projetos ou entidades específicas (de olho nos temas, nas prioridades e nos contratos e convênios). Com isso, caberá uma exigência de cidadania maior à população de denunciar se essa dinheirama está sendo materializada nos serviços públicos ou não. Afinal, os repasses precisam ser transparentes e bem alocados, com forte responsabilização em caso de irregularidades. Eis o grande desafio!

Menos imaginação, mais realidade!


A Copa já é nossa!

 

1.     Devastação caiu -17% no Cerrado e -23,5% na Amazônia no ano passado (2025). É o menor no país desde 2019! (Fonte: MapBiomas).

2.     PIB cresceu +1,1% no 1º trimestre. No acumulado em quatro trimestres, alta é de +2%, graças às boas medidas do Governo. Isenção de IR, salário mínimo, mercado de trabalho aquecido, novo consignado, serviços, indústria e outras medidas de incentivo puxaram consumo das famílias. Ou seja, nossa economia está mais aquecida!

3.     O Governo Federal lançou um plano para melhorar a qualidade de vida, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que devem ser alcançados até 2030. E vem avançando... Tabagismo e consumo de bebidas açucaradas, por exemplo, têm estimativas de queda a níveis até menores do que os almejados.

4.     Criação da Unind (Universidade Federal Indígena), primeira instituição de ensino superior do Brasil concebida para e pelos povos originários. Tem sede em Brasília e estrutura multicêntrica para alcançar diferentes regiões do país. Seu início está previsto para 2027. Uma universidade para mudar a universidade, pois não se trata de incluir indígenas em modelos universitários coloniais, mas dar-lhes a autonomia de decidir seu próprio currículo no ensino superior. Afinal, é estratégico doutorar os filhos indígenas, ocupar as universidades e travar a luta por direitos com a caneta, como a formação de advogados indígenas e outras profissões. Enfim, o conhecimento indígena é também contemporâneo e político: produz ciência na gestão territorial, na prevenção de queimadas, na fitoterapia, no manejo da biodiversidade, na governança comunitária.

5.    “Reforma Casa Brasil”: Programa do Governo que oferece crédito para reformas de casas e já financiou R$ 1,3 bilhão em obras só nos seis primeiros meses de operação. Fechou 76 mil contratos entre novembro e maio, e vem turbinando o programa. O limite de renda familiar mensal para acesso ao programa passou de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil e a taxa de juros total caiu para 0,99% ao mês – antes, o piso de juros era 1,17%. O prazo máximo de financiamento, por seu turno, saltou de 60 para 72 meses (Dados: Caixa).

6. Analfabetismo no Brasil cai para 4,9%, menor taxa da série histórica (IBGE). 

7. Mercado aquecido, melhoria de emprego. Mais brasileiros pedem demissão em busca de um emprego melhor. Mais de 9 milhões de trabalhadores solicitaram desligamento em 12 meses até abril. A maioria deles trocou de emprego.

Jogar é perigoso?

História 01:

Em 2005, Greg Hogan, aluno do 2º ano de faculdade, alcançou breve notoriedade nacional quando foi preso por um crime. Greg não correspondia à ideia do que as pessoas fazem de um criminoso. Era filho de um pastor batista e líder de sua turma, tocava violoncelo na orquestra da universidade e também trabalhava meio período com o capelão. Por isso, todos que o conheciam ficaram chocados ao saberem que ele fora preso por assalto a banco. Ao que parece, Greg fingiu ter uma arma e conseguiu roubar mais de 2.800 dólares de um banco das redondezas. Sua razão para isso? Em poucos meses, ele havia perdido 5 mil dólares jogando pôquer pela internet. O advogado do rapaz disse que seu hábito de jogar tinha se transformado em um “vício”. Greg foi internado em uma clínica para tratar do problema com o jogo. De certa forma, teve sorte – pelo menos, conseguiu ajuda.

História 02:

Moshe Pergament, de 19 anos, estudante de uma faculdade em Long Island, Nova York, não teve tanta sorte. Ele foi morto com um tiro depois de apontar uma arma para um policial. A arma que carregava era, na verdade, de plástico. No assento da frente de seu carro havia um bilhete que começava assim: “Senhor policial, isso foi parte de um plano. Lamento tê-lo envolvido. Eu só precisava morrer”. Moshe tinha acabado de perder 6 mil dólares apostando na World Series. Sua morte foi o que os policiais chamam “suicídio por um policial”.

Enfim, autoridades públicas e profissionais da saúde mental têm se preocupado com a popularidade dos jogos de azar – desde loterias até pôquer on-line. Está aumentando, principalmente entre os jovens. O que fazer?


Nota: 

Estima-se que 25,2 milhões de brasileiros usem entre 41% e 51% de sites irregulares de apostas ou bets clandestinas. Desses, 11,5 milhões têm 18 anos ou mais. São empresas de um mercado desregulado que não aderem a regras de boa conduta na publicidade e expõe consumidores a riscos, atuam sem pagar ou sonegando impostos e não respeitam o sistema de autoexclusão das casas de apostas (disponível no site do gov.br), gerando concorrência desleal.

Até agora, já foram derrubados 50 mil sites irregulares, com 300 operadores por trás e que utilizaram 37 instituições financeiras para pagamentos. Também foram tirados do ar 800 perfis de redes sociais que divulgavam as bets, como influenciadores e personalidades que anunciavam as plataformas ilegais. Com isso, é preciso fortalecer a arrecadação pública, aumentar a segurança dos apostadores e proteger as empresas que atuam dentro da legislação.

O Governo Lula acerta ao determinar que bancos bloqueiem o dinheiro das bets ilegais. Essas casas de apostas que operam sem autorização (do Ministério da Fazenda) precisam ser contidas, identificando os responsáveis pelas plataformas e bloqueando seus recursos. A Lei Antifacção, o endurecimento das punições, o congelamento ou a asfixia financeira, a regulamentação da responsabilidade solidária de instituições de pagamento que permitirem transações com bets ilegais e a responsabilização de pessoas físicas e jurídicas que divulgarem essas casas de apostas são medidas restritivas certeiras!

Como acabar com a corrupção eleitoral?

 Corrupção acarreta custos políticos, sociais e reputacionais. Ela não é só pagamento de propina. As mais comuns são: a compra de votos, a utilização da máquina pública e o desvio de verbas e dinheiro público. Os votos de cabresto se modernizaram, graças ao usufruto do patrimonialismo, nepotismo e o desuso da máquina pública em prol do bem-comum.

Graças à cédula pública e a urna eletrônica, superamos algumas das principais práticas corruptas: a violação do segredo do voto e as fraudes na sua contagem. Entretanto, ainda sobressai o descompasso entre o progresso obtido pela utilização corrupta de contratos de obras públicas, em grande escala, para campanhas eleitorais.

A compra direta ou troca de vantagens por votos, uma prática corrupta e ilegal, foi substituída por uma artimanha que acaba não fugindo das tentativas de manipular – a mobilização do eleitorado em bases programáticas (políticas públicas na véspera das eleições). 

Como acabar com a corrupção eleitoral? 

·       Eliminar o descompasso entre lisura dos procedimentos e financiamento corrupto das eleições;

·       Passando por notável mudança institucional ou reformas;

·       Formando coalizões majoritárias entre facções dissidentes de elites no poder e setores emergentes fora do poder (partidos ancorados no operariado e setores de renda média);

·       Causando choques políticos e econômicos ou conflitos intraelites que questionem e rompem com o estado maculado existente, abalando as elites no poder que controlam recursos e impõem seu domínio sobre rivais;

·       Observando a qualidade das coalizões e evitando que elas despenquem em práticas corruptas;

·       Melhorando as leis eleitorais que disciplinam os financiamentos de campanhas, gerando fundos bilionários e descompassos na corrida eleitoral;

·       Combatendo os desvios de recursos de estatais e a concentração de emendas. Vide o Centrão, o âmago da corrupção via máquina pública, com seus partidos envolvidos em escândalos e que mais cresceu nas eleições subsequentes (controla muitos estados, municípios e a verba federal);

·       Em vez de alimentar, a sociedade precisa ajudar a combater o status quo da corrupção;

·       Combater a contratação de servidores de forma direta, primando pelo concurso público em detrimento de contratos e comissionados (e ainda juntam os terceirizados por um tal instituto). Mas, para isso, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e outros órgãos de fiscalização precisariam funcionar bem;

·       Acabando com a ilegibilidade de licitações, com as (bi-mi)lionárias sem licitação para obras supostamente emergenciais às vésperas das eleições;

·       Alterar a forma de administração do dinheiro público, que não pode acontecer por administradores ou conselheiros em fim de carreira indicados pelo executivo para manter o sistema sem rígida fiscalização (com no máximo “multinhas” e relatórios de faz de contas);

·       Evitando que o inelegível e sua reforma administrativa que acabava com a estabilidade do servidor voltem!

  “[...] há um jeito mais fácil de extinguir a corrupção. Como, para existir corrupção, tem de haver um corrupto e um corruptor, e como o corruptor, de maneira geral, é aquele que tem dinheiro para corromper, basta então que este indivíduo não corrompa a outros. Do ponto de vista operacional, não é difícil. Se o empresário é aquele que possui dinheiro e a corrupção é feita com esse capital, não o utilize para fazer isso e a corrupção acaba. Pode parecer óbvio, mas o espanto é grande, porque sempre se supõe que o processo de higiene política tem de ser feito num outro lugar que não aquele em que estou” (POLÍTICA para não ser idiota, p. 47). 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

O Indicador Criança Alfabetizada - ICA.

 

O ICA foi instituído pelo MEC em 2024, e objetiva monitorar a taxa de alunos alfabetizados ao final do 2º ano do Ensino Fundamental no Brasil. A taxa de 2023 foi de 54% e a de 2025 saltou para 66%, superando a meta de 64% do Governo. O objetivo é alcançar 80% até 2030!  

O poder público federal vem dando atenção a desigualdades regionais e sociais, bem como investindo esforços desde a pré-escola, etapa que impacta todo o processo durante a vida escolar. Cidades populosas e sua diversidade de renda exigem políticas mais focalizadas, como criação de vagas na pré-escola e incremento do aprendizado, com a capacitação de professores e materiais didáticos, adaptados às diferentes realidades urbanas e rurais das escolas e das crianças.

NOTA: no Ensino Médio, aumentou a taxa dos estudantes que estão na série correta: de 71,4% em 2019 para 80,6%! Quando se melhora em uma ponta, a tendência é refletir avanços na outra - se se o centro receber qualidade. 

Enfim, para acelerar a alfabetização na idade certa, prefeituras, com o apoio dos estados e do MEC, precisam de políticas estratégicas direcionadas às desigualdades sociais e a gestão racional de recursos, desde a educação infantil.

A pergunta é: estão tendo? 


Capitais bem colocadas:

Teresina (81%);

Goiânia (80%);

Vitória (79%);

Fim da lista:

São Paulo (53%);

Salvador (50%);

Natal (40%);

Porto Alegre (27%)...

NOTA: ainda temos 1 milhão de crianças e adolescentes (de 6 a 14 anos) ou 3,9% do total, não cursando a série esperada ou atrasados em sua trajetória escolar (IBGE, dados: 2025). 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Educado para não pensar.

 “Sente-se em silêncio! Anote tudo o que está no quadro e o que eu vou dizer... Traga o caderno para levar visto, pois valerá ponto”.

Aquela antiga sala de aula ainda existe nos rincões do nosso Brasil. Também nas grandes cidades, com modelos cívico-militares que prezam pela ordem e progresso.

O Pensamento Crítico é uma forma diferente de ver o mundo. O enxerga, sobretudo, com a ótica da argumentação. E não confunda argumento com simples declaração ou o estabelecimento de proposições. Naturalmente, pode cair sem medo em contradições porque o Pensamento Crítico desenvolve novas maneiras de olhar as coisas. Então, o que é esse tal de “Pensamento Crítico”?

1.     O Pensamento Crítico tem um pé no campo da lógica (no sentido de que, de modo ordenado, estabelece argumentos como premissas seguidas de conclusões). Mas, não é tudo (aliás, se fosse, era só dar esse emprego ao computador);

2.     O Pensamento Crítico está vinculado a uma gama de habilidades e concepções, incluindo a capacidade de brincar com as palavras, sensibilidade ao contexto, sentimentos e emoções, e (a habilidade mais difícil de desenvolver) o tipo de mentalidade aberta que permite realizar saltos criativos e obter insights;

3.     Pensamento Crítico é também pensar em equipe, apoiar-se em ideias de muitos outros pensadores, de modo que, o “seu” pensamento é também o “nosso” pensamento – um pensar interdependente.

Enfim, quando a Escola estará focada em desenvolver essas três grandes habilidades? Quando a lógica, a criatividade e o pensamento coletivo serão encorajados para a discussão dos problemas sociais e políticos que nos afligem e a sua superação? 

domingo, 14 de junho de 2026

A Ignorância estrutural.

 Pensar e Agir fora da caixa...

Nossa sociedade estabeleceu uma regra ameaçadora ao pensamento. Não é qualquer um que pode dizer a qualquer outro qualquer coisa em qualquer lugar e em qualquer circunstância. O emissor, o receptor e o conteúdo da mensagem, assim como a forma, o local e o tempo de sua transmissão dependem de normas prévias que decidem a respeito de quem pode falar e ouvir, o que pode ser dito e ouvido, onde e quando isso pode ser feito.

“A regra da competência” decide de antemão quais são os incluídos e os excluídos do circuito de comunicação e de informação. Ela reafirma a divisão social do trabalho como algo “natural” e “racional”, entendendo por racionalidade a eficiência da realização ou execução de uma tarefa. É criada uma separação entre “os que sabem” e os que “não sabem”. Quem não sabe precisa receber informação por técnicos, burocratas e especialistas “sobre”. Na área da educação, por exemplo, se tem a Secretaria e suas Gerências que regulamentam e controlam o trabalho pedagógico.

De tal modo que, se você for a uma entrevista de emprego e pensar criticamente, será desclassificado. Se você for um trabalhador e pensar criticamente dentro da empresa, será demitido. Se for um político e pensar criticamente será rejeitado. Se tiver gosto musical, será taxado. Se for seletivo sobre as marcas, os programas e os produtos será isolado e excluído, tido como estranho e antissocial. E se existir alguma racionalidade é para administrar/gerenciar ou ser aplicada à organização e planejamento, visando a produção – fragmenta para render (hierarquia) e reunifica para (ex)apropriar (autoritarismo).

A ignorância é estrutural porque se criou um discurso do poder que se pronuncia sobre a educação formal e informal, definindo seu sentido, finalidade, forma e conteúdo. Ao corpo técnico indicado pela política é dada a autoridade para falar e decidir. Aos que experienciam a educação, como professores, estudantes e a comunidade escolar, apenas quando muito, participar. Tornou-se proibido o discurso crítico.

Enfim, se se silencia o discurso da base para que o poder do topo fale sobre ela, então é proibido proibir! Por uma educação que fale de si mesma! Por uma aprendizagem  como trabalho do corpo e do espírito perante obstáculos pelo saber – uma descoberta de si e do mundo real. Por um pensar e agir fora da caixa!

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O Intelecto de Deus.

 

"Criou Deus o homem à sua imagem;

à imagem de Deus o criou;

homem e mulher os criou"

(Gênesis 1:27). 

“O que é” e “como é” o intelecto de Deus? Substância infinita.

“O que é” e “como é” o intelecto do/a Homem/Mulher? Substância finita.

Logo, o finito é parte do infinito. E há resquícios desse infinito em nós - relações.

Deus é uma substância infinita presente em tudo. Não é algo que está fora, mas dentro de nós (imanência). Ele funciona como verdade e adequação. Mas, o que é uma ideia verdadeira ou adequada? É aquela que nos permite conhecer a ordem e a conexão necessárias das essências das coisas.  

Uma ideia inadequada é imediata, nascida diretamente das imagens corporais. Uma ideia adequada exige o trabalho ou a atividade da mente enquanto potência de conhecimento.

Por exemplo: “O que é o círculo?”

1) é a figura na qual todos os pontos são equidistantes do centro (não formamos a ideia adequada dessa figura).

2) é a figura geométrica produzida pelo movimento de um semieixo ao redor de um centro fixo (formamos a ideia verdadeira do círculo).

Por quê? Porque se o intelecto de Deus funciona como verdade e adequação, para formar uma ideia adequada de tudo precisamos ir na sua “origem” (o que é) e “causa” (como é). A gênese do círculo ou o conhecimento de sua causa necessária é a ideia verdadeira do círculo, da qual podemos deduzir várias propriedades necessárias, inclusive a de que todos os pontos são equidistantes do centro. Por isso a definição em 2 é mais verdadeira e adequada, vale dizer, mais abrangente e infinita (o intelecto), que se volta para definir no particular e finito (o círculo).

As boas definições explicam. As melhores definições compreendem a origem e a causa. 

Enfim, somos um modo pensante finito imanente ao infinito e nele tomamos parte! Somos expressão da potência infinita da substância!!!


Com a palavra, a IA do Google: