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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Como melhorar na Escola?

Bons hábitos e boas habilidades.

Como ser um aluno bem sucedido? Quais são as boas técnicas de estudo? Como aprender a recordar? Como promover hábitos de estudo e leitura mais eficientes? De que forma extrair mais das aulas?


DICAS

·       Desenvolver hábitos efetivos de estudo, ciente de que o estudo envolve trabalho árduo, pois estudar não ocorre naturalmente;

·       Organizar um programa para promover estudo adequado, com as seguintes características:

- planejamento de estudos (definir horários, estar bem acordado e alerta, espaço para intervalos, reavivar concentração);

- evite tudo o que prejudica sua capacidade de memorização, o que baixa seu nível de energia e o que aumenta sua ansiedade.

- não postergue o trabalho mais pesado, começo logo!

- divida as tarefas maiores em partes que possam ser trabalhadas individualmente.

·       Encontre um lugar onde possa se concentrar para estudar.

- local com distrações mínimas (evite celulares, redes sociais, mensagens de texto, amigos, internet, TV, conversas de outras pessoas);

- você até pode desenvolver a habilidade de fazer diversas tarefas ao mesmo tempo, mas não fará bem a tarefa de estudar que exige muita concentração.

·       Recompense-se pelo estudo.

- como o diploma, a vaga, a nota ou o resultado podem estar longe de chegar, recompense-se de maneira imediata presenteando-se com um lanchinho, um bom programa de TV ou até mesmo um telefonema a um amigo (Skinner).

- determine objetivos de estudo realistas e recompense-se quando alcançá-los.

·       Use ferramentas e instrumentos inteligentes para melhorar sua capacidade de leitura.

- veja com antecedência as tarefas de leitura; processe ativamente o significado da informação; identifique as ideias-chave; revise; use resumos; anote pontos importantes; organize gráficos, esquemas e mapas mentais; quadros de conceitos;

- pense de maneira seletiva, destaque trechos; foque nas ideias principais.

·       Faça anotações atentas.

- permaneça motivado e atento;

- pesquisas recentes demonstraram que a navegação pela internet durante as aulas diminui o aprendizado e leva ao baixo desempenho nas provas.

- extraia informações das aulas: ouvir atentamente, concentre atenção no professor, tente antecipar o que virá a seguir, procure significados mais profundos;

- leia antecipadamente sobre o assunto;

- anote as ideias com suas próprias palavras;

- faça perguntas dura as aulas.

Enfim, qualquer coisa que pareça muito difícil no início, fica mais fácil com a prática. Experimente! No final das contas, as recompensas virão: conhecimento, êxito, objetivos alcançados, diplomas, vagas de emprego, dinheiro, decisões assertivas na vida, comida, felicidade!

O que realmente importa?

Enquanto o BBB-2026 entretém a galera, e polêmicas pontuais distraem as Redes Sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disputa pautas de efeito eleitoral para driblar pecha de "inimigo do povo" e protagonizar tramitação de projetos. 

Mas, o que realmente interessa para o Ano Eleitoral de 2026?

·       A regulamentação do trabalho por app;

·        Como salvar os Correios e fortalecer as Estatais do Brasil?

O Comportamento.

Múltiplas causas, herança cultural, hereditariedade x meio ambiente e subjetividade.

Sabendo que o tema central da psicologia é o comportamento, que tem bases fisiológicas e cognitivas, amplia-se isso com 04 ideias relacionadas:

1.     O comportamento é determinado por múltiplas causas. O comportamento é orientado por uma complexa rede de fatores que interagem – é a causalidade multifatorial do comportamento. A complexidade da causação é regra, e não exceção. Quem quiser entender o comportamento, terá de levar em contas determinantes múltiplos. Por exemplo, o desempenho de um aluno depende: da inteligência global, da capacidade de leitura e memorização, da motivação e dos métodos de estudo, de gostar ou não do professor, gostou ou não do tema proposto, do horário da aula, do cronograma de trabalho ou se está enfrentando algum problema pessoal. Há uma complexidade para o comportamento, mas nos inclinamos a causas únicas, que podem ser precisas, mas incompletas, como por exemplo: 1) “Andreia não passou de ano na escola porque é preguiçosa”; 2) “Casos de gravidez na adolescência estão aumentando por causa de todo o sexo divulgado pela mídia”.

2.     O comportamento é moldado pela herança cultural. A opção de associal ou acultural – ou seja, viver como um ser neutro que não está ligado a nenhuma prática particular e formas estruturadas socioculturalmente do comportamento – não está disponível. As pessoas comem, dormem, trabalham e se relacionam de formas culturais específicas. A cultura se refere a costumes, crenças, valores, normas, instituições e outros produtos compartilhados por uma comunidade e que são transmitidos socialmente através das gerações. Muito de nossa herança cultural é invisível: suposições, ideias, atitudes, crenças e regras implícitas existem nas mentes das pessoas e podem não estar aparentes para o observador externo. Nossa herança cultural tem impacto profundo em nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos.

3.     Hereditariedade e o meio ambiente influenciam de maneira conjunta o comportamento. Somos o que somos por causa de nossa herança genética ou de nossa criação? Uma pessoa nasce ou é feita? Essa oposição natureza/criação colocada como tudo ou nada é uma bobagem radical. Personalidade e habilidade dependem do meio e de herança genética. Ambos são importantes. A genética e a experiência influenciam conjuntamente a inteligência, o temperamento, a personalidade e a suscetibilidade a muitos distúrbios psicológicos no indivíduo. Há modos diversos em que a herança genética e a experiência interagem para moldar o comportamento.

4.     A experiência individual sobre o mundo é altamente subjetiva. Processamos ativamente os estímulos, enfocando seletivamente certos aspectos e ignorando outros, e daí organizamos o que ficou ao nosso jeito. Seletividade e organização combinadas tornam nossa percepção pessoal e subjetiva. E cada versão dos estímulos é tão real para determinada pessoa quanto serão as outras versões das outras pessoas: 1) as pessoas veem o que querem ver; 2) as pessoas costumam ver o que esperam ver. É por causa disso e contra isso que surgiu o método científico. A subjetividade humana é precisamente aquilo que o método científico é designado para neutralizar. As observações precisam ser as mais objetivas possíveis, pois a abordagem científica é a rota mais segura para o conhecimento preciso!

Deixadas à sua própria experiência subjetiva, as pessoas poderiam ainda acreditar que a Terra é achatada e que é o Sol que gira em torno dela. Nunca precisamos tanto da abordagem científica em nossas vidas!

Psicologia: empírica, teorias e contexto.

 

Por que algumas pessoas são mais trabalhadoras, algumas são obesas e outras estão em relacionamentos abusivos? Se há um psicólogo amador em cada um de nós, o que faz a psicologia científica ser diferente ou melhor? A inteligência é maior que a média em algumas classes sociais do que em outras? Os homens são mais agressivos que as mulheres? As pessoas ficam mais deprimidas perto do Natal? Quantas pessoas ficam deprimidas? Em que população? Em que proporção? Como é definida e medida a depressão? Onde está a evidência? Como você sabe disso? O copo está cheio até a metade ou vazio até a metade? Por que há tantos e tão diversos pontos de vista? 

Se um executivo berra a seus funcionários com críticas ofensivas, estará ele liberando ímpetos de agressividade (na visão psicanalítica)?  Estará ele respondendo, como habitualmente o faz, ao estímulo do serviço incompetente (na visão behaviorista) ou planejando motivar seus funcionários com “jogos mentais” (na visão cognitivista)?

A psicologia é um modo de pensamento e um campo de estudo científico que investiga o comportamento e os processos cognitivo e fisiológico que o sustentam.

A psicologia como campo de estudo sustenta 03 ideias principais:

1.     A psicologia é empírica: o conhecimento deve ser adquirido pela observação direta, objetiva e precisa (e não no raciocínio, na especulação, nas crenças tradicionais ou no senso comum). Exige ceticismo, dados, pensamento crítico e documentação.

2.     É diversificada teoricamente: busca relacionar fatos isolados, pois a teoria é um sistema de ideias inter-relacionadas usado para explicar um conjunto de observações. Isto é, conecta observações aparentemente não relacionadas e tenta explicá-las. Exemplo: consideremos as observações de Sigmund Freud a respeito dos lapsos verbais, sonhos e distúrbios psicológicos. Superficialmente, essas observações não estão relacionadas. Ao elaborar o conceito de inconsciente, Freud criou uma teoria que conecta e explica esses aspectos aparentemente não relacionados do comportamento. A psicologia construiu uma diversidade teórica, inclusive com muitas teorias conflitantes. Isso é mais vantajoso do que uma desvantagem, pois teorias conflitantes muitas vezes estimulam a pesquisa produtiva. Abordar um problema com base em diversas perspectivas teóricas pode proporcionar uma compreensão mais completa do comportamento do que poderia ser alcançada por qualquer perspectiva isolada.

3.     Evolui num contexto sócio-histórico: as tendências sociais deixaram e deixam marcas na psicologia, e vice-versa. Isto é, elas se influenciam mutuamente em tendências, temas e valores, numa relação dinâmica. Exemplos: 1) As teorias iniciais de Sigmund Freud originaram-se em um contexto sócio-histórico específico. Os valores culturais da sua época encorajavam a supressão da sexualidade. Como resultado, as pessoas costumavam sentir-se culpadas por seus impulsos sexuais muito mais do que acontece hoje. Tal situação contribuiu para a ênfase que Freud atribuía aos conflitos sexuais inconscientes. 2) o fato de a II Guerra Mundial ter fomentado o rápido desenvolvimento da psicologia como profissão. Um exemplo recíproco, isto é, de impacto da psicologia na sociedade: 3) a influência que vários teóricos têm no tipo de criação de filhos. As tendências na prática dos cuidados infantis foram moldadas pelas ideias de Watson, Freud, Skinner e Rogers.

Psicologia: ciência & área profissional.

Psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos fisiológicos e cognitivos subjacentes ao comportamento (e que o regulam), e é a profissão que aplica o conhecimento acumulado por essa ciência a problemas práticos (psicologia aplicada).

A partir de 1950, correntes modernas que se opuseram ao behaviorismo e à teoria psicanalítica da psicologia antiga fundiram-se em uma aliança e deram origem a uma nova escola de pensamento – o humanismo, uma orientação teórica que enfatiza as qualidades únicas dos seres humanos, especialmente sua liberdade e potencial de crescimento pessoal. Os humanistas sustentam que as pessoas não são joguetes de sua herança animal ou de circunstâncias ambientais. Por exemplo, há de se considerar que o comportamento humano é governado principalmente pela consciência que cada indivíduo tem de si próprio, ou “autoconceito”. Todavia...

As 04 principais escolas de pensamento na Psicologia são:

Comportamental

Psicanalítica

Neurociência

Cognitiva

O principal enredo da história da psicologia moderna foi seu notável crescimento em uma multifacetada iniciativa científica e profissional. Em décadas mais recentes, a história da psicologia tem sido marcada pela expansão das fronteiras e por interesses mais amplos.

Assim, a Psicologia é uma ciência com área profissional diversificada. Há uma grande variedade de ambientes em que os psicólogos trabalham: faculdades ou universidades, hospitais, clínicas, departamentos de polícia, institutos de pesquisa, agências governamentais, negócios e indústrias, escolas, casas de repouso, centros de acolhimento e prática privada.


Porém, suas principais especialidades profissionais que prestam serviços ao público (psicologia aplicada) são:

- Psicologia clínica;

- Aconselhamento psicológico;

- Psicologia escolar/educacional;

- Psicologia industrial e organizacional.

As 09 principais áreas de pesquisa em psicologia moderna são:

1.     Psicologia do desenvolvimento;

2.     Psicologia social;

3.     Psicologia experimental;

4.     Psicologia fisiológica;

5.     Psicologia cognitiva;

6.     Psicologia da personalidade;

7.     Psicometria;

8.     Psicologia educacional;

9.     Psicologia da saúde.

Ainda temos a Psiquiatria, que é um ramo da medicina que se ocupa do diagnóstico e do tratamento de problemas e distúrbios psicológicos (o que a difere da psicologia clínica que assume uma abordagem não médica para tais problemas). Psiquiatras e psicólogos clínicos fazem diversos tipos de treinamentos, obtêm títulos diferentes e tendem a ter abordagens diferentes para o tratamento de doenças mentais.

Enfim, como se nota, a psicologia é um campo acadêmico amplo e multifacetado, concentrando-se no aprendizado, na percepção, no desenvolvimento humano, na memória, na inteligência e no comportamento social, e ainda tem ferramentas clínicas relacionadas a distúrbios mentais. Já a maior contribuição dos humanistas à psicologia foi seu tratamento inovador para problemas e desordens psicológicas, como psicoterapias centradas na pessoa – como a Gestalt terapia e a terapia existencial.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A situação dos Correios.

A empresa que perdeu mercado...  

Não há mais cartas e telegramas e entregar. Nem mesmo os bancos e as empresas repassam correspondência via Correios. Os boletos vêm pelo WhatsApp. E já não dá para competir em entregas de produtos encomendados online com gigantes globais como Amazon, Mercado Livre e Shopee. As mudanças dos novos tempos, o apetite do mercado e as privatizações têm impactos ruins em cadeia para as empresas estatais e o povo brasileiro.

No ano passado, os Correios tiveram prejuízos de –R$ 10 bilhões. A previsão para este ano é de mais um déficit de –R$ 9,1 bilhões. Bancos socorreram os Correios com empréstimos de R$ 12 bilhões. Mas, é empréstimo...

Com 80 mil funcionários, os Correiros enfrentam mais de 75 mil processos na Justiça do Trabalho, em decorrência de más administrações e de descumprimento de acordos trabalhistas. As possíveis condenações implicarão em indenizações e multas. Assim, em quantos mais bilhões afundarão as finanças da empresa?

O atual processo de reformulação prevê dispensa de 10 mil funcionários neste ano de 2026 e de outros 5 mil em 2027, pelo regime de Plano de Desligamento Voluntário.

Das 10 mil agências que tem, a atual administração planeja fechar mil em situação deficitária. E há o leilão de 60 imóveis, a maioria desativada e/ou deteriorada, que pouco interesse vem despertando no mercado.

Enfim, o que pode ser feito para evitar que nossa empresa, símbolo nacional, se desintegre e caminhe para a irrelevância?

Fazendo as conta$...

 Responsabilidade social precede responsabilidade fiscal, mas é preciso estar atento à saúde financeira.

Em 2020, quando eclodiu a pandemia de Covid-19, a contração do PIB foi de 4,1%. Após a pandemia, o regime fiscal do país mudou. No caso de Estados e municípios, houve um crescimento extraordinário da despesa.

Queda de arrecadação e elevação dos gastos às vésperas de ano eleitoral, possibilitada pela renegociação das dividas com a União, explicam.  

No cheque especial... 06 Estados e o DF iniciam 2026 sem dinheiro para quitar dívidas e assumir novos compromissos: Minas Gerais (caixa negativo: R$ 11,3 bilhões), Rio Grande do Norte (está negativo em R$ 3 bilhões; e gastou 56,41% de sua receita com folha de pagamentos; limite é 49%), Alagoas, DF (negativo em R$ 876,6 milhões), Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre

·       Pela legislação, governadores não podem assumir novas despesas sem recursos disponíveis e deixar dívidas para seus sucessores neste último ano de mandato. Para evitar infringir leis, governadores têm de neste último ano segurar gastos, adiar pagamentos e até cancelar serviços.

·       Sem dinheiro, máquina pública não para na hora, mas há risco de colapso. Políticas públicas e serviços sociais não podem ser impactados.

·       O Paraná é o Estado em melhor situação. O segredo? O dinheiro em caixa é resultado de um ajuste fiscal feito depois da crise enfrentada em 2014, crescimento da arrecadação após a pandemai de covid-19, melhor gestão da dívida e reformas internas para segurar gastos, recuperar a capacidade de pagamento com a União e priorizar investimentos. Com o recurso sobrando, o governo prepara a criação de um fundo soberano para mitigação de desastres naturais, quer manter o equilíbrio fiscal no longo prazo e ainda estuda criar um fundo de investimento estratégico para atrair capitais, além de investir em obras.

No período 2019-2025, governos regionais aumentaram seus gastos em cerca de R$ 500 bilhões anuais; já a União, R$ 140 bilhões. Essas despesas dos entes subnacionais incluem cerca de R$ 200 bilhões em recursos da União repassados a Estados e municípios. 

A economia brasileira superou os impactos diretos da pandemia, mas enfrenta o desafio de manter um crescimento sustentável e de longo prazo.

É por essas e outras que não está fácil ampliar os programas sociais de médio e longo prazo como merecem. Olhando à frente, os Estados vão ter uma despesa obrigatória muito maior, sendo que boa parte do vento de cauda que os ajudou a recompor a receita não vai existir.

“O que se espera é que em 2026 haverá, em razão das eleições, expansão fiscal da União e dos Estados. Toda a gordura que ainda existe será queimada neste ano. A condição inicial para 2027 vai ser um caixa mais magro e mais despesas obrigatórias”.

·       Em 2019, o governo estadual de Goiás devia duas folhas e meia em salários a servidores e tinha débitos com 4,6 mil fornecedores. A situação afetava o atendimento em hospitais e a oferta de merenda nas escolas. O Estado devia a 246 municípios as transferências constitucionais de educação e saúde;

·       Assim como Goiás, também: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,

·       A melhora nas contas desses estados foi favorecida por: maior transferência de recursos da União aos estados e municípios (IPI, Fundeb, Lei Kandir, emendas Pix...);

·       Exemplo: os repasses do Fundeb, com recursos para a educação, subiram de R$ 23 bilhões em 2019 para R$ 59 bilhões em 2025;

·       É um crescimento real de 30% em três anos, ou 10% ao ano, em média. Após a pandemia, o regime fiscal do país mudou. No caso de Estados e municípios, houve crescimento extraordinário da despesa. A perspectiva para as contas de Estados e municípios é de deterioração.

·       Nas contas de especialistas do Mercado Financeiro, o Brasil precisa de um ajuste fiscal de 2% do PIB, mais de R$ 200 bilhões, para estabilizar a dívida. Um choque para reduzir o endividamento em 02 anos exigiria esforço grande a curto prazo, difícil para qualquer governo aprovar. A pressão do Mercado Financeiro é previsível já para o próximo governo de 2027: desacelerar gasto/investimentos e apresentar plano crível para estabilização da dívida/PIB; mudar a regra do salário mínimo e endurecer o acesso ao BPC; reforma administrativa e uma nova reforma da Previdência. Quem faz conta estima que a dívida crescerá até 2035 e passará de 100% do PIB. É situação de risco grave!

Enfim, para o Mercado, 4 coisas nunca saem de moda: ajuste fiscal, controle de gastos, regulação para investimentos de boa qualidade e mecanismos de formação de poupança. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A força do Behaviorismo.

Psicologia antiga: Watson, Pavlov e Skinner.

O termo behavior” significa “comportamento”, isto é, qualquer resposta ou atividade observável realizada por um ser vivo.

Escola de pensamento fundada no início do século XX por John B. Watson (1878-1958), o behaviorismo é uma orientação teórica baseada na premissa de que a psicologia científica deveria estudar apenas o comportamento observável.

Foi assim que Watson tornou a Psicologia uma ciência do comportamento. Os psicólogos podem estudar qualquer coisa que as pessoas fazem ou dizem (como fazer compras, jogar xadrez, comer, cumprimentar um amigo), mas não podem estudar cientificamente os pensamentos, desejos e sentimentos que acompanham esses comportamentos. Watson propunha que os psicólogos abandonassem totalmente o estudo da consciência e focassem exclusivamente os comportamentos diretamente observáveis (o que a psicologia científica deveria estudar).

Também o fisiologista russo Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936) provou a ideia de “condicionamento clássico”. Demonstrou como comportamentos e reflexos aprendidos podem ser gerados pela associação entre um estímulo neutro (ex: som) e um estímulo incondicionado (ex: comida). Animais e humanos podem ser condicionados a responder a estímulos anteriormente irrelevantes, influenciados por hábitos e reações automáticas. Ele mostrou que estímulos neutros, se pareados repetidamente com um estímulo natural (comida), passam a eliciar a mesma resposta automática (salivação), chamada de resposta condicionada. O sistema nervoso associa eventos externos com respostas fisiológicas. Seu famoso experimento foi o de treinar cães para salivar ao som de uma sineta, que era tocada toda vez antes de receberem alimento.

“Nossa evidência é de que não temos nenhuma evidência real sobre a herança de traços. Eu me sentiria perfeitamente confiante quanto ao resultado final favorável da criação cuidadosa de um bebê saudável e bem formado, descendente de uma longa linhagem de trapaceiros, assassinos, ladrões e prostitutas” (Watson).

Nessa direção seguiu um psicólogo de Harvard, o B. F. Skinner (1904-1990). Skinner não negava a existência de eventos mentais internos (tão caros aos psicanalistas), mas insistia que eles não podiam ser estudados cientificamente (seriam especulação vaga ou opinião pessoal ainda que por conhecimento exato e confiável). Daí surgiu o princípio simples e poderoso de Skinner: os organismos tendem a repetir as respostas que levam a um resultado positivo e a não repetir as que levam a um resultado neutro ou negativo. Assim, podemos exercer extraordinário controle sobre o comportamento de animais por meio da manipulação do resultado à suas respostas (até mesmo treinar animais para apresentar comportamento não natural). Para Skinner, todo comportamento é governado por estímulos externos, isto é, somos todos governados pelo meio em que vivemos, e não por nós mesmos quando acreditamos que nossas ações são o resultado de decisões conscientes. Portanto, o comportamento é determinado de maneira previsível por princípios válidos e o livre-arbítrio ou a liberdade é uma ilusão!

“De acordo com a visão tradicional, uma pessoa é livre... Ela pode, portanto, ser considerada responsável por seus atos e ser justamente punida quando quebra regras. Tal visão e as práticas a ela associadas devem ser reexaminadas quando uma análise científica revelar relações de controle inesperadas entre o comportamento e o meio” (Skinner).

E isso está correto? Não estão “desumanizando” demais? Como assim, as pessoas não serem donas de seus destinos? E onde ficariam as qualidades exclusivas do comportamento humano, como a liberdade e o potencial de crescimento pessoal? Assim como Freud (e sua ideia de que o comportamento é dominado por compulsões sexuais primitivas), Skinner foi alvo de duras críticas. Parte delas, decorrente de interpretações equivocadas e publicadas na imprensa popular. Por exemplo, suas análises do livre-arbítrio eram frequentemente interpretadas como um ataque ao conceito de uma sociedade livre – que não era. Apesar da polêmica e das desinformações, aqui estamos. Se somos ou não joguetes da nossa herança animal ou de circunstâncias ambientais, cabem ao nosso humanismo desmistificar, à nossa consciência dizer ou as terapias modernas desmascararem. O humano tem potencial e capacidade de crescimento, resta saber se o suficiente para lidar com as forças constantes dos estímulos-respostas.    

“Não tenho uma visão de Poliana da natureza humana... Contudo, uma das partes mais interessantes e estimulantes de minha experiência é trabalhar com [meus clientes] e descobrir as tendências direcionais fortemente positivas que existem neles, como em todos nós, nos níveis mais profundos” (Rogers).

Enfim, esses princípios descobertos por Watson, Pavlov e Skinner nas pesquisas com animais podiam ser aplicados também a comportamentos humanos complexos. Claro que uma visão tão desconcertante da natureza humana foi impactante, mas os caras cravaram o estabelecimento da psicologia como uma disciplina científica respeitada nas instituições de ensino. Hoje, são amplamente aplicados em fábricas, escolas, presídios, hospitais para doentes mentais e em uma variedade de outros ambientes. O próprio Watson se tornou um dos mais proeminentes profissionais da indústria da propaganda. Ele foi o pioneiro a apelar ao medo, aos testemunhos, à venda da “reputação” de produtos e à promoção de estilo sobre a substância, elementos que permanecem princípios básicos no marketing moderno.  

Sexo fatal.

 Canibalismo sexual...

Louva-deus fêmea come o macho depois do sexo para ficar mais fértil. O sacrifício conjugal do macho ajuda a propagar seus genes. Isto é, além do material ejaculado pelo macho (aumenta o esperma), a fêmea também usa a cabeça ou o corpo inteiro do finado para aumentar a produção de seus ovos. Fêmeas que comem os parceiros botam em média 88 ovos — 50 a mais do que as que não comem. O canibalismo post coitum do louva-deus não é uma regra geral: algo como 72% dos machos escapam.  E 60% das tentativas de cópula terminam com eles devorados – e sem sexo: as fêmeas só almoçam, mesmo. É por isso que os machos atacam preventivamente para imobilizar as fêmeas antes do ato (os que são dóceis morrem sem cópula). Mas, esses que viram refeição têm uma glória: aumentam bastante o número de descendentes — já que deixam mais ovos. Perdem a vida, mas propagam os seus genes.

Além do inseto louva-deus, o canibalismo sexual também ocorre entre alguns tipos de aracnídeos (aranhas e escorpiões). No ato sexual da aranha australiana Latrodectus hasselti, o macho posiciona seu abdômen junto à mandíbula da fêmea como se o oferecesse a ela. Esse suposto suicídio livraria o macho dessa espécie de uma existência difícil, já que normalmente o órgão sexual masculino se parte dentro da fêmea em pleno acasalamento.

Enfim, sexo nada frágil!


Outras curiosidades...


Mito x Filosofia.

 

1.     Mito: explica o presente através de um passado imemorial maluco.

Filosofia: explica o presente, o passado e o futuro em sua totalidade lúcida.

2.     Mito: é feito com narrativas de origem pautadas em rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, pessoais.

Filosofia: é feita com explicação e produção natural das coisas por 04 elementos naturais primordiais e impessoais (água/úmido, fogo/quente, terra/seco, ar/frio), e seus movimentos de combinação, composição e separação.

3.     Mito: não se importa nem um pouco com contradições, incompreensões e fabulações – vale tudo, o plano é lunático (Kkkk). Afinal, a confiança e a crença vêm da autoridade do perfil do narrador (quem fala, não o que fala).

Filosofia: não admite nada disso, mas exige que a explicação seja coerente, lógica e racional. A confiança e a crença brotam da autoridade da explicação (não na pessoa, mas na razão, que é a mesma em todos os seres humanos).

4.     Mito: é infantil, inocente, no sentido de jogar com o poder da imaginação/encantamento e criar mundos paralelos à realidade (encantamentos e certezas).

Filosofia: é adulto, maduro, no sentido de se infiltrar na realidade para conhecer, não acreditar (incertezas e desafios).

5.     Mito: presença de pais, físicos ou divinos, que preenchem e satisfazem a existência (sobre a morte, por exemplo).

Filosofia: vazio ou ausência de figuras terceirizadas, tem que lidar com as incertezas reais da existência.

Enfim, qual deles é mais confortável, meu povão?