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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Desonra militar.

“Só deixo a Presidência preso, morto ou com a vitória” (Jair Bolsonaro, 7 de Setembro de 2021).

E aí veio a Papudinha...

Em ação inédita, MP militar pede expulsão de Bolsonaro das Forças Armadas e mais 04 oficiais condenados na trama golpista. Entre eles: Braga Netto e Augusto Heleno. Punição é a primeira da História a militares de alta patente e por tentativa de golpe e significa morte ficta/simbólica ou indigno para o oficialato. As ações devem começar a ser julgadas ainda este ano. É incontroversa! Foram desobedecidos 08 preceitos éticos:

1.     O dever de probidade;

2.     Alcançar objetivos inconstitucionais;

3.     Respeito à dignidade da pessoa humana;

4.     Tentar levar o país a um novo período de exceção democrática;

5.     Atentar contra o cumprimento das leis;

6.     Conchavar com outras autoridades;

7.     Descumprimento da Constituição;

8.     Faltar com discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, esbravejando ameaças e discursos de ódio.

Enfim, o STF julgou e o MPM expulsa por indignidade ou incompatibilidade. Avaliada a idoneidade, o militar perde o título, o posto, os benefícios e o direito a ficar preso em uma unidade da corporação. Não há chance de reavaliar, e a família passa a receber a pensão militar (os vencimentos são convertidos em pensão). Nunca mais!

A democracia é o melhor regime para governar um povo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Regressão perigosa.

 Momentos reacionários...

Por que nosso inconsciente se fascina com aquele que está acima da Lei? Torcemos por ele? Somos coniventes com essa regressão à lei da selva? Quem é nossa referência de vida com a qual nos identificamos e à qual nos submetemos? No fundo torcemos pelo super-líder-pai-todo-poderoso? Mundo afora, é esse o ponto que buscamos, a vitória do império sem lei?

A história já provou várias vezes que a guerra de todos contra todos não é um bom negócio. Já entendemos que o jogo de forças é inevitável, mas deve ser controlado. Já aprendemos que o poder sobe à cabeça e, portanto, deve ser dividido, com instituições que controlem a tentação de roubar nesse jogo. Já experimentamos diversas formas de governo, inclusive a ausência dele, e sabemos que uma democracia de rodízio no poder é melhor do que um líder todo-poderoso, seja ele rei ou CEO sem amarras (essa fantasia de onipotência narcísica sempre à espreita). Refizemos algumas vezes o pacto social, e parece que tínhamos avançado um pouco no esboço do que seria uma pessoa “digna”. Entretanto, o limite do gozo do forte ainda se corporifica como lei.

O resultado das eleições de 2026 no Brasil mostrará a qualidade do nosso pacto social depois de toda prova e tentação que já passamos. Tomara que Flávio imploda o pai e junto com eles o resto do Bolsonarismo. Tudo bem que nunca fomos lá muito amantes da lei laica e não personalista moderna. Que somos um capitalismo de oligarcas com o crime organizado se infiltrando nas instituições. Mas, depois de quase um novo golpe de ditadura, do caso Master, do "anistia é o caralho" e da prisão de Bolsonaro, o que faremos com a nossa Democracia neste ano?

Nosso Id ancestral e animalesco até pode gostar, mas nada disso é civilizado para o (Super)Ego e nossa pequena parte consciente e racional. Vejamos:

·       Países invadem, ameaçam, estupram o que desejam;

·       Governos, democráticos ou autocráticos, reprimem e matam à  bala seus cidadãos;

·       Grupos roubam: redes organizadas (de empresários, banqueiros, traficantes, políticos, juízes, influencers) desenvolvem formas de roubar e se sarfar;

·       Pessoas enlouquecem: cada vez mais gente se aliena nas telas, na violência, nas drogas, bets, seitas, doença mental, opióides, ideologias, peptídeos;

·       Líderes e seus porta-vozes parecem ter perdido a razão ou a decência: olham as imagens de uma execução e a descrevem como “autodefesa”;

·       Não mais ambiente, sociedade, governança. Agora o que manda é economia, segurança e geopolítica;

·       Empresas fazem análise de risco com ajuda do novo cargo de VP de Geopolítica;

·       Países transferem orçamentos da transição energética para a defesa (leia-se guerra);

·       “Os fortes fazem o que podem, os fracos sofrem o que devem” (Tucídides, séc. 5 a.C.);

·       Ano novo, mundo velho;

·       “Eu quero é mais que ele exploda tudo e devolva magicamente meu lugar ao sol. E que sumam daqui todos os feios, sujos, malvados e criminosos que lotam o sistema de saúde que eu pago, roubam meu emprego, aumentam o valor do meu aluguel”;

·       Etc. e tal.

Enfim, até podem ser narrativas da moda que vêm ganhando eleições. Mas, os estragos têm sido grandes, e não só materiais. Massagear o Id e inflar o Ego, despertando em nós aquela parte animal adormecida em nossa ancestralidade remota, por muito tempo trabalhada e mal lapidada pela ciência, pela filosofia e pelas artes, pode custar muito caro ao espírito. Sair da cidade e voltar para a selva, um lugar que nunca deveríamos ter saído, é o primeiro e o último desejo do Id. Uma regressão muito perigosa!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Por que os EUA estão apelando?

 

A única arma que sobrou foi a força. E não vencerão! Pois, todo agressor acaba, no final das contas, destruindo sua própria legitimidade simbólica e política.

Enfim: SIM, preferimos a economia, a ideologia, o modelo de liderança coletiva e o centralismo democrático da China!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Sobre o autoritarismo.


O autoritarismo é um desvio. Porém, não um desvio individual, mas uma estrutura sociopsicológica produzida na vida cotidiana. 

Isso significa dizer que o autoritarismo não chega a ser um distúrbio psiquiátrico ou doença mental, mas um traço de comportamento ou atitude social, caracterizado pela necessidade de controle, obediência cega, hierarquia rígida e imposição (“síndrome do pequeno poder”).

Assim, é sensato falarmos de “comportamento autoritário”, pois ele se define mais como uma escolha de conduta – deseja concentração de poder pela censura, repressão e supressão de liberdades. Embora não seja uma patologia, pode estar associado a inseguranças profundas, traumas, uma forma de lidar com a ansiedade ou transtornos de personalidade. A raiva que torna o autoritarismo atraente provém de mágoas e sofrimentos associados a feridas da infância que não foram suficientemente reconhecidas, lamentadas ou superadas.

O fato é que pessoas autoritárias geram ambientes de trabalho e relações familiares tóxicas, levando a estresse, ansiedade e depressão em quem convive com elas, com características de personalidade muito difíceis. 

Ele possui sinais que ultrapassam fronteiras ideológicas. Pessoas com predisposições autoritárias tendem: 1) à intolerância ao dissenso; 2) à ambiguidade; 3) ao pensamento dicotômico; 4) ao apego a normas absolutas; 5) à dificuldade de lidar com nuances; 6) a moralização da política; 7) a crença de que fins justos autorizam métodos coercitivos; 8) divergências são transformadas em ameaças existenciais; 9) reduz complexidades a dicotomias morais entre “puros” e “culpados”, “legítimos” e “ilegítimos”; 10) o debate deixa de se concentrar criticamente nas políticas de Estado para mirar e atingir a própria presença de indivíduos; 11) adjetivos são convertidos em ferramenta de conveniência ou uma categoria totalizante que demoniza e distorce o significado; 12) suspende a singularidade dos indivíduos; 13) legitima agressões simbólicas e materiais; 14) o debate cede lugar a uma lógica de veto identitário, e a estrutura autoritária se impõe: não se discutem ideias; elimina-se quem as porta; 15) torna-se um passe-livre moral: basta aplicar o rótulo para justificar alguém como alvo, neutralizar sua fala ou normalizar hostilidades que, em qualquer outro cenário, seriam inaceitáveis; 16) atribui-se uma identidade presumida para interditar sua fala; 17) o livre pensamento passa a ser um espaço para o adestramento.

O pior é que a História mostra que dispositivos de silenciamento nunca permanecem nas mãos de quem os criou. Quando essas predisposições vêm à tona, a política deixa de operar no campo do argumento e passa a funcionar no regime da identidade: pessoas são reduzidas àquilo que se presume que elas representam, e não ao que efetivamente dizem ou fazem.  

O que torna o autoritarismo atraente? Segurança, conformidade, raiva e medo.

Ele oferece a falsa sensação de segurança em detrimento da instabilidade (esta associada ao impacto de estrangeiros e imigrantes). Isso empurra a pessoa para a conformidade (associada a tradições e a um passado idealizado) e a obediência leal aos líderes (uma ode a lideranças autoritárias). Também a raiva e o medo produzidos pelo sofrimento financeiro, social ou emocional é um poderoso catalisador para o autoritarismo, pois geram impotência e vitimização (líderes autoritários intensificam esses sentimentos em seu público para obter apoio). A negação e o deslocamento da raiva são uma das contribuições para a adoção do autoritarismo.

Assim:

·       Os autoritários seguem um princípio fundamental do marketing: identificar um problema, criar emoções negativas e oferecer uma solução para o problema;

·       O pensamento dicotômico está associado ao autoritarismo, pois implica rigidez no raciocínio, sem espaço para considerar as nuances da vida. Pensar apenas em "preto e branco" diminui consideravelmente o pensamento crítico;

·       O fascínio pelo autoritarismo está enraizado em uma variedade de fatores complexos de ordem emocional, psicológica, social e política. Dedicar um tempo para refletir sobre esses fatores é essencial para abraçarmos nossa humanidade — tanto para aqueles que se sentem atraídos pelo autoritarismo quanto para aqueles que tentam compreender seu fascínio;

·       Em tom e conteúdo, líderes autoritários intensificam os sentimentos de raiva e medo em seu público para obter apoio;

·       O apelo do autoritarismo deriva do nosso medo da solidão — e da ansiedade inerente ao reconhecermos que estamos sozinhos em nossas escolhas e somos responsáveis ​​por elas;

·       O líder autoritário adora uma “imagem negativa” do outro. Vive buscando falhas, defeitos e erros para reforçá-los e explorá-los. Esse padrão de pensamento o envolve na visão de grupos externos como sendo “outros”, para criar raiva e medo por suas posições políticas , religião, raça, gênero , orientação sexual , etnia ou nacionalidade — como se fossem eles os responsáveis ​​por seu sofrimento. Ele leva a uma fixação na imagem do outro criada na mente, em vez de uma abertura para explorar sua singularidade e humanidade compartilhada. Líderes autoritários reforçam esse pensamento em declarações genéricas que diminuem a humanidade desses grupos — como chamá-los de vermes — e, principalmente, atribuindo o sofrimento dos seguidores (e o seu) a eles. Enfim, eles criam o “bode expiatório”. 

É dessa forma que o autoritarismo opera como um modelo cognitivo: organiza afetos e julgamentos, predispõe à busca de ordem rígida, à punição do desvio e à conversão de conflitos políticos em batalhas morais contra um “inimigo”.

O autoritarismo pode se manifestar em pessoas “boas” ou “más”, no campo da direita ou da esquerda. Qualquer grupo pode reproduzir práticas de supressão do debate e cerceamento do dissenso quando transforma divergências em ameaças existenciais. É o “impulso autoritário”: a substituição do debate pela eliminação do dissenso, a crença de que a justiça da causa autoriza a supressão da fala alheia e a transformação do espaço público em unanimidade obrigatória. São essas tendências que atraem determinados campos políticos a mobilizá-las ou reproduzi-las em benefício próprio.

Enfim, quem defende censura hoje por conveniência política cria, sem perceber, o monstro que amanhã esmagará a todos nós. É preciso parar essa criação enquanto há tempo!

Golpes imobiliários.

Principais:

1.     Falsa intermediação imobiliária. Pessoas sem registro profissional anunciam imóveis inexistentes ou que não possuem autorização para negociar, solicitam sinal ou taxa antecipada e desaparecem após o pagamento;

2.     Falta de informação e pressa do consumidor. Venda ou locação de um mesmo imóvel para mais de uma pessoa, prática que só é possível quando não há verificação documental adequada nem acompanhamento profissional;

3.     Fraudes documentais. Escrituras falsificadas, matrículas desatualizadas e procurações irregulares são utilizadas para dar aparência de legalidade a negócios que, na prática, são nulos;

4.     Anúncios clonados, nos quais criminosos copiam fotos e descrições de imóveis reais para enganar interessados, principalmente em contratos de locação;

5.     Propostas tentadoras demais. Propostas que parecem vantajosas demais ou exigem pagamentos antecipados sem garantias formais, o alerta deve ser imediato.  

Negociações imobiliárias devem ser conduzidas por corretores de imóveis responsáveis legalmente, com compromisso ético. A presença desse profissional garante a conferência da documentação, a correta formalização dos contratos e a orientação adequada em cada etapa do negócio.

Enfim, em muitos desses casos, o consumidor só descobre o problema quando já realizou pagamentos expressivos ou tenta registrar o imóvel em cartório. Para evitá-los, a melhor forma é a informação aliada à atuação profissional qualificada. Sempre é bom buscar esclarecimentos e desconfiar de atalhos. Afinal, no mercado imobiliário, cautela é proteção!

Vidas digitalizadas.

Por que a atual turbulência social não é processada cívica e politicamente?

"Toda a atenção dos usuários passa obrigatoriamente pelos filtros e menus oferecidos pelo sistema digital..."

A esfera pública se agita, mas não produz efeitos políticos. Não funciona como espaço para a formação de uma vigorosa “opinião pública”. De quem é a culpa? Da vida digitalizada...

Por muito se acreditou de que a participação de sujeitos bem informados e com argumentos racionais poderia fazer com que a esfera pública produzisse consensos e diretrizes para orientar a tomada de decisão dos governantes. Partidos políticos, imprensa livre, instituições democráticas e organizações da sociedade civil, ao se posicionarem na dinâmica das discussões públicas, contribuiriam de forma importante para que a cidadania ativa chegasse a conclusões politicamente orientadas. Beleza!

Pois bem, no meio dessa tese tinha uma pedra – a vida digitalizada. Ela complicou demais a esfera pública. Hoje, ela é um espaço de confusão e de reduzido efeito democrático. Tornou-se uma espécie de aríete voltado para a imobilização e a crise das democracias.

A revolução digital controla a comunicação e a circulação de informações. A economia é mundializada e controlada por grandes monopólios que usam da liberalidade para capturar dados e informações de governos, empresas e indivíduos em particular. Não percebemos, mas estamos “arrumados” em banco de dados (“nuvens”), porque somos fornecedores inocentes de nossas próprias informações. Assim, essas plataformas trabalham para capturar dados dos seus usuários e colocá-los no mercado por meio de diversas plataformas digitais – aplicativos de entretenimento, serviços e de compras e as redes sociais. O que fazem? Convertem isso em produtos que acreditamos consumir de forma livre e autônoma. 

Desse modo, entenda "vidas digitalizadas" como sendo as plataformas digitais que agem manipulando algoritmos que direcionam as intervenções para longe da democracia – gerando uma grande “autocomunicação de massa” para dentro e sufocante. Ou seja, as falas são movidas por intenções particularistas, às vezes perversas, pelo desejo de visibilidade, por motivos político-eleitorais, por paixões ideológicas descabidas. As narrativas ignoram a complexidade social e não oferecem um horizonte político razoável. A política é amassada por ressentimentos, ódios e identidades fechadas. Desconecta-se da democracia. E o marketing político e a grande mídia também dão sua contribuição para tudo isso, porque já operavam também "pelo filtro". O resultado? O espaço público se degrada.

Visto assim, o que estaria corrompendo a esfera pública política?

1.     Os cidadãos e suas organizações estão pouco empenhados em travar o debate público (falta tempo e leitura, sobra desconfiança e dificuldade de processar o excesso de informação). Também os intelectuais e os partidos políticos não conseguem fomentar a participação cívica. Estão todos consumidos pelo pragmatismo eleitoral;

2.     Ao contrário do que parece, a digitalização da vida provoca dispersão, fragmentação e formação de nichos que arregimentam cidadãos disponíveis, fazendo com que absorvam orientações “mobilizadoras” precárias, sustentadas por fake news e “influencers”. O que se cria é uma esfera pública paralela (semipública), que atua tanto para esvaziar a esfera pública geral como para “colonizá-la” de modo enviesado e paralisante.

Enfim, a esfera pública já não funcionava muito bem na vida real. Na vida digitalizada só piorou. A saída está em encontrar uma forma de ativar de verdade essa esfera pública política. Como e onde? Na escola? Na sala de aula? Na educação? Se essas também não estivessem sendo negligenciadas e digitalizadas, talvez...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Coisas de Ano Eleitoral.

 

·        Homem é preso pela PF em SP por suspeita de preparar atentado terrorista internacional em solo brasileiro (do Estado Islâmico). Ele estava montando um colete com explosivos para ação suicida como ataque jihadista. FBI participou de intervenção. Qual Estado ou cidade ele planejava executar o ato contra a segurança pública e a ordem social?

·       Sobre o Banco Master: "Tá tentando me pegar desde 2019" (diz Vorcaro à PF). É importante frisar que a investigação das irregularidades no Banco Master foi aberta pelo atual Governo Lula. Veja o montante de desvio de aposentadorias do INSS que o governo buscou investigar a raiz e o ressarcimento dos prejudicados. E tudo começou lá atrás, nas doações de campanha feitas pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. Isso explica a crise de liquidez do Banco, com R$ 127 milhões em obrigações de curto prazo a vencer, mas apenas R$ 4 milhões em caixa, sem falar dos R$ 2 bilhões em depósitos compulsórios em atraso. Ora, como um banco de R$ 80 bilhões que deveria ter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres, tinha apenas R$ 4 milhões em caixa?  

·       Preferências dos Deputados e Senadores. Para onde foram as emendas do Orçamento de 2025? Seja lá onde for o empenho foi de curto prazo em vez de investimentos de longo prazo em seus municípios. A política dessa gente exige efeitos visíveis e retornos imediatos em seus redutos eleitorais. Lembrem-se de que o no Congresso mora a bancada do Agronegócio e a Evangélica. Então caridade e equipamentos agrícolas estão no topo dos gastos indicados por parlamentares. Como não estamos mais na era Secreta de Bolsonaro, é possível algum rastreamento do destino dos recursos graças ajuda do STF. A maior aplicação de recursos foi por meio de transferência direta aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios. Enfim, precisamos substituir o interesse imediato eleitoral pelo pensamento mais planejado. A consolidação dessa lealdade eleitoral a quem doa, como alguém indispensável, só estraga a democracia pelo personalismo. Uma espécie de behaviorismo político, alimentado por estímulos e respostas, que consolida um eleitorado municipal e estadual para as próximas eleições, enquanto perpetuam seus problemas, demandas e carências.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Bastidores da política.

·       Sobre o Banco Master: "Tá tentando me pegar desde 2019" (diz Vorcaro à PF)É importante frisar que a investigação das irregularidades no Banco Master foi aberta pelo atual Governo Lula. Veja o montante de desvio de aposentadorias do INSS que o governo buscou investigar a raiz e o ressarcimento dos prejudicados. E tudo começou lá atrás, nas doações de campanha feitas pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. Isso explica a crise de liquidez do Banco, com R$ 127 milhões em obrigações de curto prazo a vencer, mas apenas R$ 4 milhões em caixa, sem falar dos R$ 2 bilhões em depósitos compulsórios em atraso. Ora, como um banco de R$ 80 bilhões que deveria ter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres, tinha apenas R$ 4 milhões em caixa?  

·       A tática da direita e da centro-direita (PSD, Republicanos, União, PP) para 2026 é a de uma pulverização de candidaturas do campo contra Lula no primeiro turno, com reunificação posterior. Sem Tarcísio, o mercado se derrete por Ratinho. Mas, quem deveria ser o candidato bolsonarista num cenário sem Flavio? Tarcísio lidera as menções (27%), mas depois vem Ratinho (13%), na frente de Michelle (11%), Caiado (6%) e Eduardo Leite (3%). Ao manter mais de um presidenciável em jogo, Kassab preserva o partido como ativo de negociação para o segundo turno, quando apoio, palanques, tempo de TV e estrutura partidária passam a valer mais do que alinhamentos ideológicos prévios. Enfim, o PSD tenta furar a polarização Lula x Bolsonarismo, e levar 3ª via ao 2º turno, alegando alta rejeição dos dois. 

·       Com Ronaldo Caiado filiado (governador de Goiás), PSD e seu presidente, Gilberto Kassab, se firma como polo de oposição alternativa ao bolsonarismo raiz (o que significa a intensificação de agenda com o agronegócio e interlocução com o mercado financeiro). A estratégia do PSD é ocupar espaço de uma direita eleitoralmente viável fora do núcleo da família Bolsonaro, ou seja, o principal espaço de articulação fora da polarização direta entre Lula x Bolsonarismo. Filiação de governador reforça estratégia do presidente do partido, Gilberto Kassab, de liderar projeto de centro-direita descolado do bolsonarismo contra o PT de Lula. Com Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite, que será o seu candidato ao Palácio do Planalto? Em março/abril saberemos... O fato é que o PSD passa a funcionar como "zona neutra" da direita, capaz de abrigar projetos distintos até que o cenário se consolide. Enfim, há uma nítida ambição do PSD de ocupar papel central na sucessão presidencial com uma candidatura de centro-direita (o PSD é um partido que mantém laços institucionais com o PT, já que ocupa espaços no atual governo, mas existe um negócio chamado de infidelidade política ou algo mais característico de ser do "centro": não atuará como linha auxiliar nem do governo Lula nem do bolsonarismo - menos ideológica e mais pragmática). Ou seja, o partido tornou-se um dos principais organizadores do campo político fora da polarização. Essa centralidade se converterá em protagonismo eleitoral? Tomara que não!

·       Líder do PL teve R$ 430 mil encontrados em sua casa em dezembro e alegou ser fruto da venda de um imóvel. Mas registro do negócio só foi feito depois da operação. Sóstenes registrou venda de imóvel 11 dias após PF apreender dinheiro vivo. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, reiterou que a candidatura de Flávio é irreversível e intensificou o esforço para consolidar o senador como nome de todo o campo conservador. A estratégia inclui reduzir sua rejeição, apresentá-lo como versão mais moderada do pais e nacionalizar a pré-campanha com o engajamento de Tarcísio, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira. 

·       Irã na corda bamba: fatores que levam à queda de um regime:

- revolta social;

- crise econômica forte;

- crise de legitimidade do regime;

- isolamento externo muito grande;

- humilhação militar;

- fragmentação da oposição e das elites.

Soberania.

 

A soberania será o tema central da campanha de Lula.4 neste ano de 2026. Mais do que segurança pública, como querem pautar a mídia e a extrema-direita, a ideia é atual e pertinente!

Soberania é a forma como o Brasil rege suas relações externas e internas, com o dever de defender solução pacífica de conflitos, os direitos humanos e a igualdade entre Estados, sempre pautada pela independência nacional. Na Carta Constitucional de 1988, é um fundamento da República e está ligada à defesa do território nacional, à regulação dos recursos econômicos estratégicos e às diretrizes  das relações internacionais, garantindo o controle e a autonomia do País.

Como se constrói essa soberania?

- com a assinatura de um contrato de construção de navios pela Petrobras no RS, como parte do programa de incentivo à indústria naval;

- evitando que o Mercado Financeiro, o agro, a bancada conservadora ou agentes privados externos ou infiltrados ditem as regras. Exemplo, o caso da Petrobras, que é controlada pela União, embora mais de 60% de seu capital seja privado. Deve ter decisões políticas prioritárias em vez de estratégia comercial;

- fabricando os próprios fertilizantes, visando à produção de alimentos e o combate e vitória contra a fome;

- ela está vinculada à democracia, ao poder popular, ao desenvolvimento econômico e, no contexto digital, busca garantir autonomia tecnológica;

- e por aí se vai...

Enfim, soberania envolve a capacidade de auto-organização, autodeterminação e a defesa do povo e pelo povo de seus interesses. Logo, a soberania é popular, onde o povo é o detentor da autoridade (base da democracia). Assim, ela é o direito de um país de ser dono do seu próprio destino, agindo como entidade autônoma no cenário global.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Colocações cirúrgicas!!!

 

·       Sobre o Banco Master. É importante frisar que a investigação das irregularidades no Banco Master foi aberta pelo atual Governo Lula. Veja o montante de desvio de aposentadorias do INSS que o governo buscou investigar a raiz e o ressarcimento dos prejudicados. E tudo começou lá atrás, nas doações de campanha feitas pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. Isso explica a crise de liquidez do Banco, com R$ 127 milhões em obrigações de curto prazo a vencer, mas apenas R$ 4 milhões em caixa, sem falar dos R$ 2 bilhões em depósitos compulsórios em atraso. Ora, como um banco de R$ 80 bilhões que deveria ter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres, tinha apenas R$ 4 milhões em caixa?  

·       A escassez hídrica não decorre apenas de fatores climáticos, mas principalmente a partir de sucessivas omissões em seu enfrentamento. Os dados mostram, em SP, que a perda de água entre as estações de tratamento e as torneiras da população continua acima de 35%. E os reservatórios, em níveis críticos. Urgem providências em todos os sentidos, porque sem água a vida se precariza terrivelmente. 

·       Aprovação geral de Trump atingiu o menor nível desde o segundo mandato: 38%. O ex-presidente Obama tem toda razão!

·       O Estado democrático só é possível se há confiança dos cidadãos nas instituições. É justamente essa confiança que más condutas individuais põem em risco. 

·       A democracia deixou de se apoiar em consensos tácitos e passou a depender de atenção contínua, cooperação institucional e reconhecimento social ativo. As eleições de 2026 são um teste silencioso de sustentação democrática. Além de se defender dos ataques explícitos às instituições, é preciso, sobretudo, preservar a legitimidade do processo eleitoral. Isso equivale a atravessar ambientes com ruído informacional constante, fadiga institucional acumulada e disputas recorrentes sobre o significado de autoridade, verdade e derrota política. Lutar contra a reconfiguração narrativa, a diluição de responsabilidades, a relativização da gravidade dos ataques, o questionamento de decisões judiciais, a fragilidade da autoridade legítima, a dúvida sobre resultados eleitorais verídicos, a disseminação coordenada de desinformação (destaque para ferramentas de IA generativa que produz maciçamente conteúdos sintéticos capazes de simular documentos, imagens e falas), discursos de ódio e campanhas de deslegitimação institucional, falsidades pontuais, fragmentação da própria ideia de realidade compartilhada, ameaças como cotidiano político e as manobras do vocabulário ambíguo da conciliação. A democracia brasileira enfrenta esses desafios a partir de suas próprias fragilidades históricas, desigualdades persistentes e déficits de confiança institucional.  Enfim, o maior perigo democrático é o da erosão progressiva da confiança pública. Por isso, é preciso fortalecer seus mecanismos de autoproteção, preservando sua legitimidade num ambiente de desgaste contínuo. 

·       A economia brasileira enfrenta desafios colossais, dos efeitos do clima na agricultura às incertezas associadas a Donald Trump.

·       Não pode haver dúvidas sobre a correção dos dados do PIB porque são eles que: definem juros, avaliam investimentos, definem salário mínimo, desenham políticas públicas. Medir geração de riqueza é uma questão de natureza intrinsecamente técnica. Logo, técnicos precisam de independência para trabalhar com isenção. 

·       Veja só, “civilização” depende de cidades. Não só. Depende também de escrita operante, como as encontradas na egípcia, mesopotâmica, chinesa, maia ou alfabética. Leis e direitos. Civilização implica superar preconceitos e orgulhos, tais como esses que vêm nas tentativas de localizar as origens do mundo moderno muito profundamente apenas na história europeia ou só pensar no mundo moderno como algo que só pessoas com deficiência de melanina poderiam fazer. 

·       Esses candidatos encenam “boas e más” ações nas pastas que comandaram para delas se valer como influência eleitoral. O uso da máquina pública para autopromoção é abusivo. Cada suposto gesto social é um comício. Situação e oposição fazem uso do mesmo expediente infrator e, talvez por isso, nem se acusem mutuamente, pois todos se tornam parceiros na transgressão. É o uso e o abuso do poder no exercício dos cargos. Nem existe mais constrangimento em desobedecer a Constituição, quando o quesito é separar atividades administrativas e ações eleitorais. Cadê a Justiça Eleitoral?

·       Maus-tratos e negligência ficam ainda piores num serviço público ou privado, pois se tornam violência institucional. O que está na Constituição não cabe dificultar, constranger, interrogar ou agir como polícia. Isso só serve para constatar que uma vida também é esmagada por causa da engrenagem de moralismo e incompetência, graças às bancadas conservadoras. Aquela que troca a legalidade por métodos de coerção e de controle.

·       A Lei 9.605/98, que trata de crimes ambientais, estabelece detenção de 03 meses a 01 ano, além de multa, a quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados. Quando se trata de cão ou gato, a pena é maior: reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda. A internet está cheia de fotos e vídeos de animais maltratados deliberadamente, imagens repugnantes feitas para atrair audiência dos insensíveis.

·       As negociações políticas não podem destruir a reputação dos partidos. Estes, precisam ser confiáveis e genuinamente dedicados ao bem público. Ter 20 partidos e poucos com diferencial? Cidadãos de bem, confiáveis e competentes, longe de serem atraídos para a carreira eletiva, passaram a vê-la como uma substância pegajosa, que suja a biografia de quem nela se mete. Onde deveria haver partidos, há um agrupamento informe de mediocridades e de espertalhões interessados apenas em abocanhar pedaços do erário.