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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 15 de março de 2026

Formação Nº 04: educação de meninos.

 

O combate a discursos e comportamentos violentos contra a mulher se tornou um imenso desafio da educação – em casa e nas escolas.

Como educar meninos nessa questão?

·       Desconstruir a noção tradicional de masculinidade;

·       Romper com padrões históricos e culturais;

·       Combater discursos e a violência de gênero;

·       Formar rompendo estereótipos: de virilidade, de controle/poder/dominação, de invulnerabilidade emocional e ameaçadora, de masculinidade tóxica e abusiva;

·       Conscientização sobre o respeito às mulheres;

·       Um processo educativo baseado em respeito, equidade e responsabilidade social;

·       Incentivar a proteger e a cuidar, entregando homens íntegros à sociedade;

·       Desnaturalizar a agressividade e a violência;

·       Discutir igualdade de gênero, respeito e convivência;

·       Romper com a ideia de que, se meninos demonstrarem tristeza, medo ou fragilidade, pode ser sinal de fraqueza, o que só favorece a repressão emocional. Daí, quando emoções como frustração, rejeição ou insegurança não encontram formas saudáveis de expressão, eles podem se manifestar com raiva, agressividade ou necessidade de reafirmação de poder, especialmente em relações afetivas;

·       Comportamentos violentos e machistas muitas vezes são ensinados ainda na 1ª infância, com comentários que parecem inocentes e sem pretensão;

·       Lidar com as pressões sociais para criar meninos de forma “mais dura” ou “menos sensível”;

·       Por um discurso na criação de filhos de empatia e respeito;

·       Desconstruir a cultura machista na educação doméstica;

·       Fazer o exercício constante de gerar reflexão sobre o que se escuta: é correto? É admissível? Está dentro da Lei?

·       Realizar trabalhos onde os estudantes precisam pesquisar sobre: atletas brasileiras, poesia de mulheres negras brasileiras, discutir sobre os Direitos Humanos, práticas de debates e rodas de conversa sobre igualdade de gênero, respeito e violência contra a mulher.

·       Saber lidar com a resistência por parte dos pais e da comunidade escolar quando o assunto é igualdade de gênero ou educação sexual – muitas vezes permeadas por crenças culturais e/ou religiosas;

·       Realizar um diálogo aberto sobre a necessidade de orientar os mais jovens sobre esses assuntos, sempre trazendo evidências da importância desses temas para o desenvolvimento saudável;

·       Assegurar a educação em Direitos Humanos, com temas integradores como relação de gênero e sexualidade;

·       Ampliar o pensamento crítico da comunidade escolar através de dinâmicas pedagógicas que questionem as normas sociais geradoras da desigualdade de gênero;

·       Com projetos, oficinas e rodas de conversas, além da formação de professores;

·       Respeito envolve responsabilidade afetiva, obediência e aprender a ser;

·       Prevenção à violência contra meninas e mulheres e à inclusão socioprodutiva;

·       Romper com a ideia de que os homens devem ter autoridade sobre as mulheres. As mulheres têm autonomia para recusar uma relação ou impor limites, e isso não é uma ameaça à identidade dos meninos;

·       Mudanças na socialização dos meninos;

·       As meninas precisam saber a reconhecer o que é problemático – o que não deve aceitar e como merece ser tratada;

·       Os pais precisam monitorar o uso da Internet pelos filhos, pois os meninos estão sujeitos a conceitos de comunidades como as do movimento Red Pill (grupo online que dissemina ódio contra mulheres, as tratando como inimigas ou inferiores).

Enfim, os homens fazem parte desse debate e precisam se responsabilizar, fazer parte da luta!

segunda-feira, 9 de março de 2026

O sexto campo de batalhas.

 Guerras cognitivas.

Há um novo domínio em que são travadas as guerras. Além dos tradicionais terra, mar e ar e dos recentes espaço e ciberespaço, também tem o “domínio cognitivo”.

A guerra cognitiva é um conflito que se trava a cada momento na difusão da informação. A mente humana é seu principal campo de batalha. 

Nas últimas décadas, viemos assistindo aspectos psicossociais de cada sociedade e a manifestação diária nos diversos meios de comunicação, que ganharam velocidade com o advento da internet e se tornaram a cada dia mais insidioso com a inteligência artificial (IA).

Podemos citar três exemplos em que essa guerra cognitiva se materializa, de forma explícita:

1)     Cotidianamente nas redes sociais, onde circulam conteúdos fraudulentos para atingir todo tipo de adversário, sejam indivíduos, países, empresas ou instituições;

2)     Nos países democráticos, onde a população vota periodicamente, o choque entre diversos discursos para convencer o eleitorado;

3)     A baixa qualidade da educação no Brasil deixa a maior parte da população vulnerável à enxurrada de desinformação que circula pela internet. Está em jogo não apenas uma disputa política, mas o controle da mente numa sociedade desigual também na capacidade de discernimento diante do que é verdade ou mentira. Por isso investir em educação não é essencial apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a defesa nacional e para a preservação das liberdades e da democracia.

Nesse campo da “guerra mental”, travam-se disputas em que se busca para o MAL: aguçar a polarização nas sociedades, minar a confiança em governos, manipular o discurso público, influenciar eleições e desestabilizar regimes democráticos por meio de campanhas de desinformação. São ameaças híbridas que visam a espalhar desinformação por meio de manipulação digital.

Por outro lado, o ângulo do BEM: a arma mais eficaz é a formação dos cidadãos. A Educação tornou-se crítica para defesa nacional e preservação da democracia. A melhor defesa é o preparo das mentes atingidas, através da formação. Só uma população bem instruída é capaz de se proteger contra manipulações que, em última análise, podem colocar em risco seu projeto nacional de perpetuar a democracia. 

domingo, 1 de março de 2026

Formação Nº 03: A tecnologia é serva.

 A tecnologia deve servir às pessoas, e não o contrário.

A humanidade testemunhou muitas mudanças tecnológicas que alteraram o curso da civilização. A inteligência artificial (IA) está no mesmo patamar do fogo, a escrita, a eletricidade e a internet. Mas, com a IA, mudanças que antes levavam décadas podem ocorrer em semanas e impactar o planeta inteiro. Ela está tornando as máquinas inteligentes, mas é ainda mais um multiplicador de forças para a intenção humana.

É preciso colocar o bem-estar humano no centro da conversa global sobre IA. A infraestrutura pública digital precisa chegar a todos. Dos pagamentos digitais à vacinação contra a Covid-19, até a agricultura, segurança, assistência a pessoas com deficiência e ferramentas para a população multilíngues.

Os seres humanos jamais devem se tornar meros pontos de dados ou matéria-prima para máquinas. Em vez disso, a IA deve se tornar uma ferramenta para o bem global, abrindo novas portas para o progresso no Sul Global. A governança da IA precisa estar centrada no ser humano, em valores humanos no século XXI, pois a tecnologia deve servir às pessoas, e não o contrário.

O futuro da IA deve assentar sobre a base da confiança. Seus princípios precisam ser: 1) sistemas morais e éticos; 2) governança responsável; 3) soberania nacional; 4) acessível e inclusiva; 5) válido e legítimo. A inteligência coletiva é a maior força da humanidade. Logo, precisa ser compartilhada adequadamente.

Como as sociedades democráticas enfrentam riscos de deepfakes e desinformação, além do excesso de conteúdos gerados por sistemas generativos, soluções precisam ser tomadas:

1.     Criar padrões comuns para marcas d´água e verificação de origem;

2.     Exigir legalmente a rotulagem clara de conteúdo gerado sinteticamente;

3.     Os sistemas de IA devem ser construídos com salvaguardas que incentivem o envolvimento responsável e guiado pela família, refletindo o mesmo cuidado que dedicamos aos sistemas educacionais em todo o mundo;

4.     Humanos e sistemas inteligentes irão cocriar e coevoluir. Profissões novas surgirão;

5.     Incentivar e capacitar os jovens, promovendo a requalificação e o aprendizado ao longo da vida;

6.     O ambiente ideal para a inovação inclusiva é o da diversidade, da democracia e do dinamismo demográfico. Projete e desenvolva! Entregue ao mundo. Entregue à humanidade!

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Debates Políticos – 2026.

 

1. “Herança maldita”: Sim, a culpa é da gestão passada de Bolsonaro, por alguns déficits do governo Lula.3. A gestão passada promoveu uma espécie de estupro das contas públicas, o que explica as dificuldades fiscais do Governo. De qualquer modo, o Estado deve ser o motor do crescimento e essa é a direção: benefícios e reajuste do salário mínimo, concessão de renúncias fiscais a Estados e Municípios comprometidos com o social, manutenção e fortalecimento de estatais, incentivo ao crédito, investimento em programas sociais e aumento de subvenções. 

2. Imagine usuários tendo seus dados armazenados por empresas privadas de Tecnologia, como quer o pré-candidato ao Planalto, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, ao defender a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar)? O Ministro Dino acertou de novo ao suspender o ato. Ora, se empresas estatais de tecnologia têm dificuldades em competir com a iniciativa privada, o que precisamos fazer é fortalecê-las, não privatizá-las! Como ficará a proteção de dados dos paranaenses uma vez entregues a empresários? Qual a garantia que se tem do não repasse desses dados pessoais sensíveis a empresas privadas? Se ele pensa assim para o cidadão do Paraná, imagina o que virá para o povo brasileiro?

3. Entre outras commodities, a soja enriquece muito empresário. Na bancada do Agro no Congresso, ela é bastidor de disputa da categoria. Nas últimas décadas, a soja do Brasil triplicou em produção, mas a logística de transporte não. Quem deve investir em infraestrutura para fazer a carga escoar? Ainda prevalecem os portos do Norte e Nordeste (e a BR-163: Arco Norte). É sabido que 66% de tudo o que é transportado no Brasil acontece em cima de um caminhão. 2/3 de toda a soja brasileira vão para o exterior (o que sobra para o Brasil e os brasileiros nessa história?). Quase 30% saem só do Mato Grosso. O mundo compra tanta soja porque é a base da alimentação asiática. Ela é matéria-prima para o óleo, farelo de soja pra ração geral, vira emborrachados, presente nos pneus e fertilizantes que compramos de volta. Enfim, gargalos logísticos x prioridades de investimentos estão nos bastidores da política.

4. Preço baixo do cacau preocupa produtores do Sul da Bahia. 1 arroba da amêndoa do cacau agora está em R$150 quando chegava a R$900. Em parte, isso se deve ao grande volume de cacau importado da África (Costa do Marfim e Gana). Ocorre manifestação em Ilhéus contra isso, que afeta o emprego (caem 6 trabalhadores para 1 na área). Qual a real necessidade dessa importação? Competir com o chocolate europeu? Enfim, aqui está um caso que ilustra “a lei da oferta e dea procura” do Mercado.

5. Governo Lula define divisão de R$ 30 bilhões em investimentos em projetos estratégicos para Forças Armadas, como as urgências contratuais dos programas nuclear. O valor está fora da meta fiscal previsto para os próximos 6 anos: Marinha (desenvolvimento de submarinos), Força Aérea Brasileira (caças Gripen) e Exército (blindados). Parecia que não, mas a ampliação dos recursos se faz urgente, sobretudo após a operação conduzida pelos EUA para capturar Nicolás Maduro (Venezuela), algo inédito na região. 

6. O Oscar e o “Agente Secreto", bem como “Ainda Estou Aqui”, levaram a nossa cultura, a nossa língua e a nossa história para o lugar mais alto do cinema global, e com recursos federais de políticas públicas para a cultura. 

Formação Nº 02: Violência coletiva.

O ser humano é o animal que mais mata indivíduos da própria espécie. Sim, somos nosso pior inimigo!

Há traços de conflitos gerados na disputa pela predação na pré-história, mas a suposta “selvageria” dos seres humanos pré-históricos é um mito. A violência coletiva se desenvolve com/pela produção e expropriação da propriedade privada, que gerou uma mudança radical nas estruturas sociais e fez surgir as desigualdades econômicas e as classes sociais.

Guerras sempre foram comuns (são pré-históricas) e continuam a nos assolar. Mas, elas pioraram quando deixamos nossa vida nômade de caçadores-coletores, entre 15 mil e 5 mil anos atrás, em diferentes regiões do planeta. Situamo-nos nas épocas que surgiram as cidades e a agricultura.

Foi nessa época que os humanos ocuparam territórios determinados e acumularam bens, como depósitos de mantimentos, que atraiam a cobiça de outros grupos. Não mera coincidência, foi bem nessa época que surgiram os exércitos, no início grupos armados, como as quadrilhas de hoje.

·       Há relatos históricos e esqueletos com crânios esfacelados e outras evidências físicas de violência na pré-história, mas não era uma violência coletiva com dimensões de guerras comuns;

·       “Mass graves”: locais onde dezenas ou centenas de corpos com sinais de violência foram enterrados juntos, os ossos empilhados de maneira desordenada, mas nada se compara às covas enormes onde os nazistas depositaram os restos de judeus exterminados durante a 2ª Guerra Mundial;

·       Dezenas de locais como esses já foram encontrados e muito contêm corpos enterrados até milhares de anos antes de Cristo. Nesses túmulos coletivos geralmente são encontrados esqueletos de homens, mulheres e crianças, quando uma vila era dizimada, ou só de homens, quando os mortos eram resultado de uma batalha entre exércitos;

·       As mulheres eram capturadas para fim reprodutivos ou eram escravizadas com as crianças. Causou surpresa a descoberta de um túmulo coletivo no norte da atual Sérvia (próximo da cidade de Gomolava), contendo esqueletos principalmente de mulheres e crianças mortas de forma violenta (um feminicídio 750 a.C.);

·       A violência coletiva surgiu com a sedentarização das comunidades e a transição de uma economia de predação para uma de produção. Diversas razões podem explicar essa ausência de guerras coletivas intensas na pré-história – uma população pequena, um território de subsistência suficientemente rico e diversificado, a falta de recursos e uma estrutura social igualitária e menos hierárquica. Entre esses pequenos grupos de caçadores-coletores nômades, a colaboração e o apoio mútuo entre todos os membros do clã eram necessários para sua sobrevivência. Além disso, um bom entendimento entre eles era essencial para garantir a reprodução e, portanto, a descendência. A suposta “selvageria” dos seres humanos pré-históricos é, assim, apenas um mito;

·       Da predação à produção: vestígios de atos de violência são mais frequentes no período neolítico. Esse período foi marcado por muitas mudanças de natureza diferente. Mudanças ambientais (aquecimento global); econômicas (domesticação de plantas e animas, busca por novos territórios, excedente e armazenamento de alimentos); sociais (sedentarização, explosão da população local, surgimento de castas e de uma elite) e, no final do período, religiosas (deusas deram lugar a divindades masculinas). A mudança na economia (da predação à produção), que levou a uma mudança radical nas estruturas sociais desde o início do período, parece ter desempenhado um importante papel no desenvolvimento de conflitos. Diferentemente da exploração de recursos na natureza, a produção de alimentos permitia a opção de um excedente de alimentos, o que deu origem ao conceito de propriedade – e, consequentemente, ao surgimento de desigualdades.

·       As origens da guerra parecem estar correlacionadas com o desenvolvimento da economia de produção, que desde o início levou a uma mudança radical nas estruturas sociais.

·       A violência não está gravada em nossos genes. Seu surgimento tem causas históricas e sociais – o conceito de “violência primordial (original)” é um mito. A guerra não é, portanto, inseparável da condição humana, mas sim o produto das sociedades e das culturas que geram. Como mostram os estudos das sociedades humanas primitivas, quando confrontados com crises, uma comunidade é mais resiliente se for baseada em cooperação e apoio mútuo, em vez de individualismo e competição.

·       Quanto à realidade da vida de nossos antepassados, ela provavelmente está em algum lugar entre duas visões – ambas míticas – a hobbesiana e a idade de ouro do florescimento humano, imaginada pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau.

Enfim, a violência e a coragem de matar pessoas desprotegidas, como mulheres e crianças, não é causada unicamente pelo ambiente em que vivemos nas sociedades atuais. Mas, foi ampliada pelos sistemas de acúmulo e competição que montamos para nelas sobrevivermos. Essa violência faz parte de nossa história profunda e nos persegue desde nossa pré-história. Isso não quer dizer que é impossível combatê-la, mas mostra quão difícil é essa tarefa.

Formação Nº 01: Idade para o Smartphone.

 Não é só “quanto”, mas “quando”. Não é só questão de tempo, mas de idade.

- Ou seja, mesmo quando o uso do celular “não era visto como excessivo”, ainda assim, há impactos na saúde. É como se fosse uma droga.

- Idade importa: a faixa entre os 8 e os 12 anos da criança marca um momento de consolidação dos ritmos de sono, de formação de hábitos motores e alimentares, de desenvolvimento da autorregulação emocional e de maturação do córtex pré-frontal. O smartphone pode atrapalhar esses processos.

- a introdução precoce do aparelho expõe a criança a estímulos dopaminérgicos constantes. Quanto mais cedo isso acontece, maior a chance de interferir na formação de hábitos saudáveis, de criar dependência comportamental precoce e de desorganizar a rotina antes que esteja totalmente consolidada.

- No estudo, os impactos na saúde apareceram mesmo quando o uso do celular não era considerado excessivo.

- Isso gera um conflito com o que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) estipula como sendo o limite de tempo de tela conforme a idade:

A) Crianças de 2 a 5 anos: podem usar até 1h por dia.

B) Crianças de 6 a 10 anos: entre 1h e 2h diárias;

C) Adolescentes entre 11 e 18 anos: tempo máximo de 2h a 3h.

Nota: a SBP recomenda que o uso de telas seja feito sempre com a supervisão de um adulto.

- A questão é que, segundo a pesquisa, entre 8 e 12 anos, o tempo médio de telas já ultrapassa 5h por dia!!!

- A pressão está em alta no mundo todo! EUA e Reino Unido (a família só entregar um smartphone ao filho no fim do 8º ano escolar ou aos 13 anos. A idade média seria 10 anos para ganhar um); no Brasil (movimento Desconecta): proibição de celulares em sala de aula de todo o país.

- Lembrando que “telas” incluem televisão e tablets, que podem ser opções menos nocivas por serem maiores e naturalmente menos “práticas” de a criança passar muito tempo usando – ao contrário do celular, que cabe na palma da mão e pode estar em qualquer ambiente.

- É que ele interfere na saúde das crianças. Logo, a influência do aparelho não se restringe apenas ao tempo de tela, mas nível de maturidade. Ele tem o poder de formar hábitos.

- Crianças de 12 anos que já possuem um smartphone têm mais sintomas depressivos (+30%), maior risco de ter obesidade (40%) e dormem menos (+60%) do que aquelas que não têm o aparelho. O Smartphone pode funcionar como um AMPLIFICADOR: estimula o sedentarismo, a privação de sono, a exposição a estímulos emocionais intensos sem maturidade cognitiva para processá-los. O aparelho é um ambiente digital permanente, portátil, social e muito estimulante, e tudo isso compete diretamente com processos do neurodesenvolvimento da criança.

- Segundo o estudo, quando o grupo tinha 12 anos, 64% já possuíam um smartphone. Aos 14 anos, esse percentual subiu para 89%. A idade mediana de aquisição do primeiro aparelho celular foi aos 11 anos.

- Quanto mais cedo o smartphone é introduzido na vida da criança, maior a probabilidade de desenvolver problemas. Ou seja, “quando” o celular entra na vida da criança importa tanto ou até mais do que o tempo de uso (quanto). A associação entre uma coisa e outra é muito consistente! A relação é complexa, multifatorial e bidirecional.

- Também: crianças com maior vulnerabilidade emocional podem buscar mais o celular, e ambientes familiares menos estruturados tendem a oferecer smartphones mais cedo.

- RECOMENDAÇÕES: evitar telas no quarto à noite, estabelecer horários definidos para o uso, priorizar atividades físicas e sociais presenciais e, sempre que possível, optar por aparelhos que não tenham acesso irrestrito à internet nas idades mais precoces.

- Enfim, os smartphones não devem ser tratados como um passo inevitável, mas como uma ferramenta que exige maturidade para ser usada com segurança.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Aplicação do Pensamento Crítico.

 A natureza e a importância da habilidade do pensamento crítico.

Qual o objetivo mais importante da educação? O desenvolvimento da habilidade de pensar de modo crítico.

A natureza do pensamento crítico:

·       Pensamento crítico é o pensamento propositivo, fundamentado e orientado a metas que envolve solucionar problemas, formular inferências, trabalhar com probabilidades e tomar decisões bem ponderadas.

·       Pensamento crítico é o uso das habilidades e estratégias cognitivas para aumentar a probabilidade do resultado desejável (como boas escolhas de carreira, decisões eficazes no ambiente de trabalho, investimentos inteligentes, etc.).

·       Em longo prazo, aqueles que pensam criticamente devem obter mais resultados desejáveis do que as pessoas que não o fazem.

·       O pensamento como objeto de estudo tem uma longa história na psicologia, remontando a Wilhelm Wundt (século XIX).

·       Os psicólogos cognitivos modernos descobriram que um bom modelo de pensamento crítico apresenta pelo menos dois componentes: 1) o conhecimento das habilidades do pensamento crítico (o componente cognitivo); 2) a atitude ou disposição de um pensador crítico (o componente emocional ou afetivo). Ambos são necessários para um pensamento crítico eficaz.

Algumas das habilidades de pensadores críticos:

·       Entendem e usam os princípios da pesquisa científica. Como a eficácia da punição coo procedimento disciplinar pode ser determinada?

·       Aplicam as regras da lógica formal e informal. Se a maioria das pessoas desaprova os sites de sexo na internet, por que esses sites são tão populares?

·       Penam eficazmente em termos de probabilidades. Qual é a probabilidade de sermos capazes de prever quem cometerá um crime violento?

·       Avaliam com cuidado a qualidade da informação. Posso confiar nas afirmações feitas por esse político?

·       Analisam argumentos para a solidez das conclusões. O aumento no uso de drogas significa que uma política mais rígida é necessária?

·       Um pensador crítico está disposto a planejar. É flexível no pensar, persistente, capaz de admitir erros e fazer correções e atento ao processo de pensamento (os pensadores críticos são vigilantes quanto aos seus pensamentos).

Algumas habilidades do pensamento crítico (em qualquer contexto ou transcontextuais):

·       O entendimento de como razões e evidências apoiam ou refutam conclusões;

·       A distinção entre fatos, opiniões e julgamentos fundamentados;

·       O uso dos princípios da probabilidade e incerteza ao pensar sobre eventos probabilísticos;

·       A geração de múltiplas soluções para problemas;

·       O trabalho sistemático em direção a um objetivo desejado;

·       O entendimento de como a causa é determinada.

O preceito do pensamento crítico é baseado em duas suposições:

1.     Existe um conjunto de habilidades ou estratégias que os alunos podem aprender a reconhecer e aplicar nos contextos apropriados;

2.     Se as habilidades forem aplicadas de modo apropriado, os alunos se tornarão pensadores críticos mais eficazes.

A necessidade de ensinar o Pensamento Crítico:

·       As habilidades e atitudes do pensamento crítico precisam ser deliberada e conscientemente ensinadas, porque na maioria das vezes não se desenvolvem por si mesmas com as instruções padrão de uma área de conteúdo.

·       Despertar na pessoa a sensação ou necessidade de que “eu preciso de mais informações”, inclusive, no sentido de outras explicações na direção contrária do que se pensa para ter ciência da força dos argumentos do contraditório (contraponto). Pois, essa é uma demonstração de aptidão para o pensamento crítico. A consideração de explicações alternativas e evidências contraditórias enfraquecerão ou fortalecerão a posição que irá defender ou sustentar.

·       Desenvolver o hábito de fazer boas perguntas.

Algumas conclusões:

·       Não há muita utilidade em conhecer as habilidades do pensamento crítico se você não deseja fazer certo esforço mental para usá-las, ou se tem uma atitude descuidada com o pensamento.

·       A palavra “crítica” refere-se à noção de uma avaliação dos processos e resultados do pensamento (e não uma conotação negativa como o senso comum costuma passa em “uma pessoa crítica”).

Ao pensar de modo crítico sobre a força relativa de um argumento em oposição ao fato de ele ser certo ou errado, prova que lidaremos com questões complexas que raramente se permitem ser corretas ou incorretas. Não espere que o pensamento crítico seja simples e confortável. Estamos lidando com uma natureza complexa de pensar.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Como melhorar na Escola?

Bons hábitos e boas habilidades.

Como ser um aluno bem sucedido? Quais são as boas técnicas de estudo? Como aprender a recordar? Como promover hábitos de estudo e leitura mais eficientes? De que forma extrair mais das aulas?


DICAS

·       Desenvolver hábitos efetivos de estudo, ciente de que o estudo envolve trabalho árduo, pois estudar não ocorre naturalmente;

·       Organizar um programa para promover estudo adequado, com as seguintes características:

- planejamento de estudos (definir horários, estar bem acordado e alerta, espaço para intervalos, reavivar concentração);

- evite tudo o que prejudica sua capacidade de memorização, o que baixa seu nível de energia e o que aumenta sua ansiedade.

- não postergue o trabalho mais pesado, começo logo!

- divida as tarefas maiores em partes que possam ser trabalhadas individualmente.

·       Encontre um lugar onde possa se concentrar para estudar.

- local com distrações mínimas (evite celulares, redes sociais, mensagens de texto, amigos, internet, TV, conversas de outras pessoas);

- você até pode desenvolver a habilidade de fazer diversas tarefas ao mesmo tempo, mas não fará bem a tarefa de estudar que exige muita concentração.

·       Recompense-se pelo estudo.

- como o diploma, a vaga, a nota ou o resultado podem estar longe de chegar, recompense-se de maneira imediata presenteando-se com um lanchinho, um bom programa de TV ou até mesmo um telefonema a um amigo (Skinner).

- determine objetivos de estudo realistas e recompense-se quando alcançá-los.

·       Use ferramentas e instrumentos inteligentes para melhorar sua capacidade de leitura.

- veja com antecedência as tarefas de leitura; processe ativamente o significado da informação; identifique as ideias-chave; revise; use resumos; anote pontos importantes; organize gráficos, esquemas e mapas mentais; quadros de conceitos;

- pense de maneira seletiva, destaque trechos; foque nas ideias principais.

·       Faça anotações atentas.

- permaneça motivado e atento;

- pesquisas recentes demonstraram que a navegação pela internet durante as aulas diminui o aprendizado e leva ao baixo desempenho nas provas.

- extraia informações das aulas: ouvir atentamente, concentre atenção no professor, tente antecipar o que virá a seguir, procure significados mais profundos;

- leia antecipadamente sobre o assunto;

- anote as ideias com suas próprias palavras;

- faça perguntas dura as aulas.

Enfim, qualquer coisa que pareça muito difícil no início, fica mais fácil com a prática. Experimente! No final das contas, as recompensas virão: conhecimento, êxito, objetivos alcançados, diplomas, vagas de emprego, dinheiro, decisões assertivas na vida, comida, felicidade!

O que realmente importa?

Enquanto o BBB-2026 entretém a galera, e polêmicas pontuais distraem as Redes Sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disputa pautas de efeito eleitoral para driblar pecha de "inimigo do povo" e protagonizar tramitação de projetos. 

Mas, o que realmente interessa para o Ano Eleitoral de 2026?

·       A regulamentação do trabalho por app;

·        Como salvar os Correios e fortalecer as Estatais do Brasil?

·       Soluções para enfrentar as mudanças climáticas.