Teia de corrupção – economia e política sujas.
“[...] há um jeito mais fácil de extinguir a corrupção. Como, para existir corrupção, tem de haver um corrupto e um corruptor, e como o corruptor, de maneira geral, é aquele que tem dinheiro para corromper [EMPRESÁRIO], basta então que este indivíduo não corrompa a outros. Do ponto de vista operacional, não é difícil. Se o empresário é aquele que possui dinheiro e a corrupção é feita com esse capital, não o utilize para fazer isso e a corrupção acaba. Pode parecer óbvio, mas o espanto é grande, porque sempre se supõe que o processo de higiene política tem de ser feito num outro lugar que não aquele em que estou” (POLÍTICA para não ser idiota, Cortella: p. 47).
São 08
celulares nas mãos dos investigadores. O que veio à tona até agora foi de
apenas 01 celular, que já é uma delação premiada!
· Sabe o senador Ciro Nogueira, presidente do partido Progressistas (PP)? Empresário Vorcaro pagava mesada a ele de R$ 300 mil, depois reajustada para R$ 500 mil, fora as muitas viagens e hospedagens. O que se sabe até o momento já é suficiente para abertura de processo de cassação. É basicamente a venda de um mandato parlamentar!
· E o Hugo Motta (Republicanos-PB, mesmo partido de Tarcísio de Freitas), presidente da Câmara? Também tem viagens de jatinho e hospedagens pagas por Vorcaro, além de pedido por liberação de crédito à empresa de uma cunhada... O presidente da Câmara pode receber vantagem de alguém com interesses em projetos na Casa?
· O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi outro que tratou com reles negociação privada, no fim do ano passado, a cobrança de milhões de dólares feita por ele a Vorcaro – à época já tido e havido como o responsável pelo maior crime financeiro da história do País – para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente e presidiário Jair Bolsonaro.
· Tinha até “milícia armada” a seu favor, com policial federal infiltrado (Anderson Wander).
A política
republicana sustenta-se sobre um primado elementar: um mandatário tem o DEVER
de impedir que interesses privados conspurquem sua independência. Aqueles
investidos de PODER PÚBLICO o exerçam em benefício da coletividade. Afinal, o
PODER, quando dissociado da VIRTUDE, corrompe. É por isso que os princípios da
administração pública são: PROBIDADE, MORALIDADE, IMPESSOALIDADE.

