O combate a discursos e comportamentos violentos contra a mulher se tornou um imenso desafio da educação – em casa e nas escolas.
Como educar meninos nessa questão?
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Desconstruir
a noção tradicional de masculinidade;
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Romper
com padrões históricos e culturais;
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Combater
discursos e a violência de gênero;
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Formar
rompendo estereótipos: de virilidade, de controle/poder/dominação, de
invulnerabilidade emocional e ameaçadora, de masculinidade tóxica e abusiva;
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Conscientização
sobre o respeito às mulheres;
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Um
processo educativo baseado em respeito, equidade e responsabilidade social;
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Incentivar
a proteger e a cuidar, entregando homens íntegros à sociedade;
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Desnaturalizar
a agressividade e a violência;
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Discutir
igualdade de gênero, respeito e convivência;
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Romper
com a ideia de que, se meninos demonstrarem tristeza, medo ou fragilidade, pode
ser sinal de fraqueza, o que só favorece a repressão emocional. Daí, quando
emoções como frustração, rejeição ou insegurança não encontram formas saudáveis
de expressão, eles podem se manifestar com raiva, agressividade ou necessidade
de reafirmação de poder, especialmente em relações afetivas;
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Comportamentos violentos e machistas muitas vezes são ensinados ainda na 1ª infância, com
comentários que parecem inocentes e sem pretensão;
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Lidar
com as pressões sociais para criar meninos de forma “mais dura” ou “menos
sensível”;
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Por
um discurso na criação de filhos de empatia e respeito;
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Desconstruir
a cultura machista na educação doméstica;
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Fazer
o exercício constante de gerar reflexão sobre o que se escuta: é correto? É
admissível? Está dentro da Lei?
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Realizar
trabalhos onde os estudantes precisam pesquisar sobre: atletas brasileiras,
poesia de mulheres negras brasileiras, discutir sobre os Direitos Humanos,
práticas de debates e rodas de conversa sobre igualdade de gênero, respeito e
violência contra a mulher.
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Saber
lidar com a resistência por parte dos pais e da comunidade escolar quando o
assunto é igualdade de gênero ou educação sexual – muitas vezes permeadas por
crenças culturais e/ou religiosas;
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Realizar
um diálogo aberto sobre a necessidade de orientar os mais jovens sobre esses
assuntos, sempre trazendo evidências da importância desses temas para o
desenvolvimento saudável;
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Assegurar
a educação em Direitos Humanos, com temas integradores como relação de gênero e
sexualidade;
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Ampliar
o pensamento crítico da comunidade escolar através de dinâmicas pedagógicas que
questionem as normas sociais geradoras da desigualdade de gênero;
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Com
projetos, oficinas e rodas de conversas, além da formação de professores;
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Respeito
envolve responsabilidade afetiva, obediência e aprender a ser;
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Prevenção
à violência contra meninas e mulheres e à inclusão socioprodutiva;
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Romper
com a ideia de que os homens devem ter autoridade sobre as mulheres. As
mulheres têm autonomia para recusar uma relação ou impor limites, e isso não é
uma ameaça à identidade dos meninos;
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Mudanças
na socialização dos meninos;
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As
meninas precisam saber a reconhecer o que é problemático – o que não deve
aceitar e como merece ser tratada;
· Os pais precisam monitorar o uso da Internet pelos filhos, pois os meninos estão sujeitos a conceitos de comunidades como as do movimento Red Pill (grupo online que dissemina ódio contra mulheres, as tratando como inimigas ou inferiores).
Enfim, os homens fazem parte desse
debate e precisam se responsabilizar, fazer parte da luta!

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