A formação da classe
trabalhadora – o contexto.
A classe trabalhadora foi formada de baixo para cima. Nasceu de uma ferida aberta – a luta de classes em países capitalistas que se industrializavam. Sua “consciência” proveio de suas experiências cotidianas e sua cultura específica – diversas influências religiosas e culturais em sentido amplo formavam as pautas de experiências compartilhadas e depois discutidas na capela, na taberna e nos bares, espaços sociais de interação dos trabalhadores e artesãos. Logo, é uma classe trabalhadora do capitalismo industrial.
A origem da consciência...
Da “experiência vivida” para a “experiência compreendida”, isto é, das experiências compartilhadas e articuladas de maneira consciente foram construindo, paulatinamente, a ideia da necessidade de defesa dos interesses comuns de todos os trabalhadores. E um alvo comum surgiu: uma estrutura de exploração e opressão da classe senhorial, agora percebida como opressora e injusta, não mais como benevolente ou merecedora de privilégios.
A consciência de classe não é um produto mecânico e automático do desenvolvimento de forças produtivas. A consciência de classe é uma construção autóctone de uma “economia moral” baseada nos costumes, ao ponderar o que é justo ou injusto (E. P. Thompson). Assim são produzidas as associações de trabalhadores e os sindicatos, isto é, a radicalidade dos trabalhadores organizados. Mas, para crescer, é preciso de RECONHECIMENTO. É por isso que costumam apagar o brilho da luta como fruto de conquistas sindicais ou trabalhistas. Só o reconhecimento da crescente contribuição social das classes trabalhadoras provocará uma pressão política intestina à sociedade, no sentido de ampliação de representatividade e garantias de direitos dos trabalhadores (civis, políticos, sociais, econômicos...).
A disputa pelo poder de
Estado.
Sabemos que o Estado tem o poder legítimo de exercer a força, tanto por suas leis quanto pelas suas armas – forças legítimas. As classes dominantes não só procuram ocupar e controlar os altos escalões do Estado, como seu grande temor é o de que a classe trabalhadora organizada tome esse poder. Afinal, sem o Estado e sem usar a “violência supostamente legítima do Estado” sem seu próprio benefício, é impossível manter a dominação social injusta.
Eu sou um
liberal-socialista...
Autossuperação caminha de mãos dados com construção coletiva. Vivo preocupado com a proteção constitucional das maiorias e seus direitos individuais, os quais devem ser protegidos inclusive da ação da própria maioria. Afinal, Democracia é método: regra da maioria, e tutela da minoria. Os direitos individuais devem estar salvaguardados inclusive da “tirania da maioria”. Nesse campo, entendo a esquerda como a busca por mais igualdade, enquanto a direita a aceita e legitima.
Enfim, LULA não seria o
que ele é hoje, não fosse a experiência SINDICAL, somada à sua experiência pessoal
de vida. Não fosse sua capacidade de ponderar o que é justo ou injusto. Não
fossem as VIRTUDES produzidas em sua vida e trajetória que ele acopla no PODER
e na POLÍTICA que faz. É o menos pior, por isso é O MELHOR!












