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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 19 de julho de 2026

Planejamento do Brasil.

FUTURO: o Brasil que queremos... 

Pensar a longo prazo  é enfrentar a incerteza (e a volatilidade/complexidade/ambiguidade) dos tempos atuais.  Mas, isso ajuda a desenhar estratégias robustas, agregar ferramentas, navegar intencionalmente, projetar cenários prospectivos, propor soluções estruturantes, ter capacidade de antecipação dos governantes, realizar implementação de políticas e investimentos estruturantes, aguçar a sensibilidade dos decisores em relação ao ambiente externo, ampliar a percepção sobre riscos e oportunidades, oferecer referências para reavaliar estratégias e políticas vigentes, estimular a exploração de novas alternativas, fortalecer a capacidade de antecipação estratégica, melhorar a qualidade das escolhas de hoje e ampliar a resiliência diante das mudanças, identificar caminhos desejáveis, riscos a serem evitados e áreas de ação prioritária para construir o futuro almejado, tomar decisões estratégicas e investir de longa maturação para resolver passivos históricos, superar desafios emergentes e construir o futuro desejado da sociedade brasileira.


Avaliar o passado recente, pensar a situação atual e se projetar... Assim, em um horizonte considerado, quais são as megatendências mundiais com possível impacto no futuro do Brasil?

Nem adiado, nem só avançando aos poucos. O país que queremos ser depende da trajetória consciente que estamos seguindo hoje. Logo, precisa ter:

- a compreensão abrangente do contexto atual e da trajetória passada do país;

- a exploração de diferentes possibilidades de futuro;

- a definição da visão de longo prazo desejada; e

- a definição de orientações de como chegar lá.

Assim, nessa trajetória, precisamos construir:

1.     Representatividade política e capacidade executiva do governo fortalecida;

2.     Sustentabilidade fiscal: contas públicas equilibradas, com dívida controlada e alta capacidade de investimento;

3.     Ensino de qualidade, mão de obra qualificada e inovação pujante na educação básica, superior e profissional;

4.     Eliminação do desmatamento ilegal e recuperação ambiental;

5.     Continuidade da transição energética, infraestrutura moderna, conectada e resiliente;

6.     Aumento significativo da produtividade, crescimento econômico alto e empregos de qualidade;

7.     Redução significativa da pobreza e das desigualdades sociais. 

Podemos e temos a capacidade de ser o Brasil reconhecido globalmente pela transição para um modelo de desenvolvimento inclusivo, competitivo e sustentável, com instituições sólidas, crescimento sustentável e liderança na economia verde. Nossa educação pode alcançar padrões de qualidade dos países desenvolvidos, a pobreza e as desigualdades devem ser reduzidas fortemente e a sociedade vir a desfrutar de maior qualidade de vida e coesão social, com desenvolvimento econômico, tecnológico, político, social e ambiental.

Assim, precisamos do alinhamento de esforços entre governo, sociedade e setor produtivo público e privado sobre:


Claro que aqui há visões contrastantes, porém plausíveis, sobre os caminhos que o Brasil pode trilhar nas próximas décadas.

O futuro é um espaço aberto a múltiplas possibilidades, moldado por forças políticas,

econômicas, sociais, tecnológicas e ambientais em constante transformação. Em um

contexto de crescente complexidade e incerteza, adotar uma visão prospectiva – capaz

de antecipar descontinuidades e os possíveis impactos que eventos e decisões em curso

podem gerar no futuro – torna-se essencial.


As megatendências mundiais com possível impacto no futuro do Brasil

Análise detalhada, item por item:

1.     TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO. 

O quadro nacional reflete esse movimento, com a transição demográfica avançando rapidamente. A taxa de fecundidade, que era de 2,32 filhos por mulher em 2000, recuou para 1,57 em 2023 e pode chegar a 1,45 até 2050. A proporção de brasileiros com 60 ou mais anos de idade, por sua vez, quase duplicou, subindo de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023. Até 2050, estima-se que esse percentual possa chegar a 30%10, estreitando a pirâmide etária nacional.

Dados do IBGE (2024) evidenciam outro fenômeno chamado de “envelhecimento do envelhecimento”: dentro do grupo de idosos, cresce a proporção de pessoas que atingem idades mais avançadas. Em 2050, 6,5% dos brasileiros terá 80 anos ou mais. Atualmente, essa faixa etária representa apenas 2,2% do total de habitantes.

Como consequência, a economia do cuidado ganhará cada vez mais importância. Observam-se também mudanças no perfil de consumo dessa camada da população em outros segmentos, como em cultura e lazer, por exemplo, configurando um fortalecimento da chamada “economia prateada”.


2.     Aceleração das transformações tecnológicas e da digitalização da economia e da sociedade. 

São rupturas nos modelos de produção, negócios, consumo, prestação de serviços e nas relações sociais, causadas por áreas como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT)nanotecnologia, robótica avançada, computação quântica, ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a integração tecnológica, entre outras. Provocarão o desenvolvimento de produtos e serviços disruptivos voltados para a saúde, a educação, a segurança pública, a relação com o meio ambiente etc. Um exemplo é o avanço da biotecnologia a partir da biorrevolução, que continuará transformando a produção de alimentos, energia, novos materiais e serviços de saúde.


3.     INTENSIFICAÇÃO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DOS EVENTOS EXTREMOS.

A intensificação das mudanças climáticas desencadeia impactos severos ao redor do mundo. Tem-se observado o aumento da frequência e da intensidade de eventos como ondas de calor extremo, secas, tempestades, elevação dos níveis do oceano e perda irreversível de biodiversidade, afetando os ecossistemas, a segurança hídrica e alimentar e a saúde.

Os impactos das mudanças climáticas produzirão custos elevados, tanto humanos quanto financeiros, com consequências ainda mais prejudiciais para grupos e comunidades vulneráveis.



4. VALORIZAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA.





5. MUDANÇAS NO PADRÃO DE CONSUMO. 


6. CONSOLIDAÇÃO DA MULTIPOLARIDADE NA GEOPOLÍTICA MUNDIAL. 

7. RECONFIGURAÇÃO DAS CADEIAS GLOBAIS DE VALOR. 


8. Aumento da demanda e da competição por recursos naturais. 



sábado, 18 de julho de 2026

Democracia & República.


A República precisa da Democracia para se legitimar, a Democracia precisa da República para se consolidar. O equilíbrio entre as duas está no coração de nosso problema político hoje.

Precisamos unir, não rachar as duas coisas como se fossem dois partidos opostos e antagônicos, como nos EUA: Republicanos x Democratas. Conservadores x Liberais.

A finalidade é a normalidade democrática, em que as instituições sejam justas (partidos, judiciário, eleições), e funcionem sem sobressaltos ou rupturas. 

As Big Techs.

 

Vivemos uma nova dinâmica produtiva e tecnológica que exige imensos investimentos. Quem pode bancar? Somente as grandes corporações empresariais dos centros capitalistas e poderosos. Elas concentram capital, influenciam a economia mundial e tem valores de mercado multibilionários.

Essas empresas de tecnologia são GIGANTES TECNOLÓGICOS E DE SEMICONDUTORES – As Big Techs. Estão sediadas principalmente nos EUA e são impulsionadas pela alta infraestrutura digital.

São corporações com forte centralização de capital, o reflexo da fase atual do capitalismo financeiro digital. São poucas empresas que chegaram a acumular receitas superiores ao PIB de diversas nações soberanas.

O impacto geopolítico dessas corporações faz exigir ampliação de mercados, fim das barreiras protecionistas, estimulação de blocos econômicos e associações regionais de livre-comércio.

São elas:

1.     NVIDIA Corporation. Líder em chips e aceleradores.

2.     APPLE INC. Eletrônicos de consumo e ecossistema de serviços.

3.     ALPHABET INC. Controladora do Google, dominante em buscas.

4.     MICROSOFT CORPORATION. Softwares, sistemas operacionais e computação em nuvem.

5.     AMAZON COM INC. Rede de comércio eletrônico, infraestrutura de nuvem.

Gigantes tradicionais e gestoras de capital:

1.     Berkshire Hathaway – de investimentos.

2.     JPMorgan Chose & Co – conglomerado bancário.

3.     Walmart Inc – varejista física.

4.     BlackRock e Vanguard – gestora de ativos.