Guerras cognitivas.
Há um novo domínio em que são travadas as guerras. Além dos tradicionais terra, mar e ar e dos recentes espaço e ciberespaço, também tem o “domínio cognitivo”.
A guerra cognitiva é um conflito que se trava a cada momento na difusão da informação. A mente humana é seu principal campo de batalha.
Nas últimas décadas, viemos assistindo aspectos psicossociais de cada sociedade e a manifestação diária nos diversos meios de comunicação, que ganharam velocidade com o advento da internet e se tornaram a cada dia mais insidioso com a inteligência artificial (IA).
Podemos citar três exemplos em que essa guerra cognitiva se materializa, de forma explícita:
1) Cotidianamente
nas redes sociais, onde circulam conteúdos fraudulentos para atingir todo tipo
de adversário, sejam indivíduos, países, empresas ou instituições;
2) Nos
países democráticos, onde a população vota periodicamente, o choque entre
diversos discursos para convencer o eleitorado;
3) A baixa qualidade da educação no Brasil deixa a maior parte da população vulnerável à enxurrada de desinformação que circula pela internet. Está em jogo não apenas uma disputa política, mas o controle da mente numa sociedade desigual também na capacidade de discernimento diante do que é verdade ou mentira. Por isso investir em educação não é essencial apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a defesa nacional e para a preservação das liberdades e da democracia.
Nesse campo da “guerra mental”, travam-se disputas em que se busca para o MAL: aguçar a polarização nas sociedades, minar a confiança em governos, manipular o discurso público, influenciar eleições e desestabilizar regimes democráticos por meio de campanhas de desinformação. São ameaças híbridas que visam a espalhar desinformação por meio de manipulação digital.
Por outro lado, o ângulo do BEM: a arma mais eficaz é a formação dos cidadãos. A Educação tornou-se crítica para defesa nacional e preservação da democracia. A melhor defesa é o preparo das mentes atingidas, através da formação. Só uma população bem instruída é capaz de se proteger contra manipulações que, em última análise, podem colocar em risco seu projeto nacional de perpetuar a democracia.

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