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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 1 de junho de 2026

A Copa já é nossa!

 

1.     Devastação caiu -17% no Cerrado e -23,5% na Amazônia no ano passado (2025). É o menor no país desde 2019! (Fonte: MapBiomas).

2.     PIB cresceu +1,1% no 1º trimestre. No acumulado em quatro trimestres, alta é de +2%, graças às boas medidas do Governo. Isenção de IR, salário mínimo, mercado de trabalho aquecido, novo consignado, serviços, indústria e outras medidas de incentivo puxaram consumo das famílias. 

3.     O Governo Federal lançou um plano para melhorar a qualidade de vida, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que devem ser alcançados até 2030. E vem avançando... Tabagismo e consumo de bebidas açucaradas, por exemplo, têm estimativas de queda a níveis até menores do que os almejados.

4.     Criação da Unind (Universidade Federal Indígena), primeira instituição de ensino superior do Brasil concebida para e pelos povos originários. Tem sede em Brasília e estrutura multicêntrica para alcançar diferentes regiões do país. Seu início está previsto para 2027. Uma universidade para mudar a universidade, pois não se trata de incluir indígenas em modelos universitários coloniais, mas dar-lhes a autonomia de decidir seu próprio currículo no ensino superior. Afinal, é estratégico doutorar os filhos indígenas, ocupar as universidades e travar a luta por direitos com a caneta, como a formação de advogados indígenas e outras profissões. Enfim, o conhecimento indígena é também contemporâneo e político: produz ciência na gestão territorial, na prevenção de queimadas, na fitoterapia, no manejo da biodiversidade, na governança comunitária.

5.    “Reforma Casa Brasil”: Programa do Governo que oferece crédito para reformas de casas e já financiou R$ 1,3 bilhão em obras só nos seis primeiros meses de operação. Fechou 76 mil contratos entre novembro e maio, e vem turbinando o programa. O limite de renda familiar mensal para acesso ao programa passou de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil e a taxa de juros total caiu para 0,99% ao mês – antes, o piso de juros era 1,17%. O prazo máximo de financiamento, por seu turno, saltou de 60 para 72 meses (Dados: Caixa).

Educação no Ensino Médio.

O estado do Rio de Janeiro tem o segundo maior PIB do país e lidera o gasto por aluno, mas é o penúltimo no Ideb que mede a qualidade da aprendizagem no país, a cada dois anos.

Goiás ocupa o 1º lugar no ranking de educação básica dos estados e investe R$ 10.704 por aluno ao ano, enquanto o Estado do Rio gasta R$ 19.580 por estudante ao ano (83% mais alto que o de Goiás), mas está em 26º lugar.

Será que o investimento do Rio de Janeiro na Educação chegou na valorização dos professores, na segurança e na estrutura da escola e da sala de aula?

O que se tem certeza é a descoberta de funcionários fantasmas recebendo como servidores e o deputado estadual Thiago Rangel (preso) pressionando um diretor para que R$ 200 mil fossem desviados de uma escola do Noroeste do Rio para financiar a campanha de sua filha em 2024. Outros estados que se destacam junto com Goiás são o Paraná e o Ceará, que desenvolveram políticas públicas nos últimos anos que dão bons resultados, como a Lei do ICMS para ensino, inspirada no estado nordestino. 

Em 5 anos o novo Fundeb reduziu desigualdades, mas ainda enfrenta desvios. 6 em cada 10 reais gastos com educação básica no país vêm do Fundo. Ele é o principal mecanismo de financiamento da educação básica, e reúne parcela de impostos estaduais e municipais, além de complementação da União para localidades que não atingem valor mínimo por aluno. Os recursos são distribuídos conforme número e tipo de matrícula. O Fundo zerou o número de cidades com investimento anual de até R$ 8.000 por aluno (que era realidade de 1/3 dos municípios em 2020 e em 2025 foi para R$ 15.710, incluindo aí salários, manutenção, merenda e transporte), mas ainda há de zerar as transferências irregulares ou os desvios de finalidade para planos de saúde, farmácias, Previdência,  odontológicos e até igrejas (em Rio Largo, AL, a prefeitura efetuou em janeiro de 2023 uma única transferência de R$ 2,5 milhões para a Assembleia de Deus). O Fundo foi renovado em 2020, recebendo aumento escalonado da complementação federal. Passou dos 10% vigentes para 23% neste ano de 2026 (e deve ultrapassar R$ 60 bilhões). Municípios com mais de R$ 15 mil por aluno ao ano passaram de 8% em 2020 para 64% em 2025 (no ano passado, o Fundo alcançou R$ 342 bilhões).

Enfim, o Governo Federal está buscando fazer a parte dele. Resta a Estados e Municípios fazerem a mesma coisa. Afinal, só uma articulação unida das três esferas poderá melhorar a qualidade da educação no país. Ao que parece, corrupção e rachas políticos e ideológicos não deixam.