A taxa de desemprego está em nível historicamente baixo. A inflação claramente desacelerou no Brasil nos últimos meses, também reduziu o preço dos alimentos. O PIB brasileiro cresceu três anos seguidos acima dos 3% até 2024. No ano passado, 2025, cresceu honroso 2,3%, com ganhos reais da renda do trabalho.
PIB e renda em alta, inflação e desemprego em baixa. Apesar das melhorias, por que ainda há um abismo entre os indicadores macroeconômicos e a percepção da população?
Porque a ordem do capital é hierárquica, ascendente e pautada entre pêndulo de comparações. Quem tem, quer sempre ter mais. A referência é sempre um passo à frente (nunca ao lado ou em modo satisfação). Não há percepção que fique satisfeita em um sistema econômico pautado na ganância. Por mais que melhoremos de vida, nossa percepção moldada pela mídia e pela propaganda do consumo vai sempre dizer que não temos o suficiente e precisamos de mais.
A percepção distorcida é um fenômeno psicológico onde a realidade é interpretada de forma enviesada ou irreal devido a fatores emocionais, cognitivos ou neurobiológicos. Envolve padrões de pensamento disfuncionais, ansiedade, ou traumas que alteram como fatos, tempo ou autoimagem são processados, frequentemente gerando sofrimento e interpretações exageradas ou falsas do mundo.
Ora, como a mídia faz isso? A) expõe
eventos de forma exagerada: "tudo ou nada",
"catastrofização"; B)
Autoimagem drasticamente diferente da realidade; C) produzindo a ansiedade
patológica faz o cérebro focar em ameaças, interpretando situações neutras como
perigosas (muito medo); D) Sensação de que o tempo passa rápido ou devagar
demais, dificultando o planejamento; E) Ativando gatilhos ou traumas, que visam
dificultar a separação entre memórias dolorosas de situações atuais seguras.
Enfim, os índices macro mostram o bom
estado geral da economia. A percepção da população, distorcida pela mídia e
pelo capital, capta a situação real de cada um. Cuidado, é isso que influencia
a decisão de voto!
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