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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Formação Nº 01: Idade para o Smartphone.

 Não é só “quanto”, mas “quando”. Não é só questão de tempo, mas de idade.

- Ou seja, mesmo quando o uso do celular “não era visto como excessivo”, ainda assim, há impactos na saúde. É como se fosse uma droga.

- Idade importa: a faixa entre os 8 e os 12 anos da criança marca um momento de consolidação dos ritmos de sono, de formação de hábitos motores e alimentares, de desenvolvimento da autorregulação emocional e de maturação do córtex pré-frontal. O smartphone pode atrapalhar esses processos.

- a introdução precoce do aparelho expõe a criança a estímulos dopaminérgicos constantes. Quanto mais cedo isso acontece, maior a chance de interferir na formação de hábitos saudáveis, de criar dependência comportamental precoce e de desorganizar a rotina antes que esteja totalmente consolidada.

- No estudo, os impactos na saúde apareceram mesmo quando o uso do celular não era considerado excessivo.

- Isso gera um conflito com o que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) estipula como sendo o limite de tempo de tela conforme a idade:

A) Crianças de 2 a 5 anos: podem usar até 1h por dia.

B) Crianças de 6 a 10 anos: entre 1h e 2h diárias;

C) Adolescentes entre 11 e 18 anos: tempo máximo de 2h a 3h.

Nota: a SBP recomenda que o uso de telas seja feito sempre com a supervisão de um adulto.

- A questão é que, segundo a pesquisa, entre 8 e 12 anos, o tempo médio de telas já ultrapassa 5h por dia!!!

- A pressão está em alta no mundo todo! EUA e Reino Unido (a família só entregar um smartphone ao filho no fim do 8º ano escolar ou aos 13 anos. A idade média seria 10 anos para ganhar um); no Brasil (movimento Desconecta): proibição de celulares em sala de aula de todo o país.

- Lembrando que “telas” incluem televisão e tablets, que podem ser opções menos nocivas por serem maiores e naturalmente menos “práticas” de a criança passar muito tempo usando – ao contrário do celular, que cabe na palma da mão e pode estar em qualquer ambiente.

- É que ele interfere na saúde das crianças. Logo, a influência do aparelho não se restringe apenas ao tempo de tela, mas nível de maturidade. Ele tem o poder de formar hábitos.

- Crianças de 12 anos que já possuem um smartphone têm mais sintomas depressivos (+30%), maior risco de ter obesidade (40%) e dormem menos (+60%) do que aquelas que não têm o aparelho. O Smartphone pode funcionar como um AMPLIFICADOR: estimula o sedentarismo, a privação de sono, a exposição a estímulos emocionais intensos sem maturidade cognitiva para processá-los. O aparelho é um ambiente digital permanente, portátil, social e muito estimulante, e tudo isso compete diretamente com processos do neurodesenvolvimento da criança.

- Segundo o estudo, quando o grupo tinha 12 anos, 64% já possuíam um smartphone. Aos 14 anos, esse percentual subiu para 89%. A idade mediana de aquisição do primeiro aparelho celular foi aos 11 anos.

- Quanto mais cedo o smartphone é introduzido na vida da criança, maior a probabilidade de desenvolver problemas. Ou seja, “quando” o celular entra na vida da criança importa tanto ou até mais do que o tempo de uso (quanto). A associação entre uma coisa e outra é muito consistente! A relação é complexa, multifatorial e bidirecional.

- Também: crianças com maior vulnerabilidade emocional podem buscar mais o celular, e ambientes familiares menos estruturados tendem a oferecer smartphones mais cedo.

- RECOMENDAÇÕES: evitar telas no quarto à noite, estabelecer horários definidos para o uso, priorizar atividades físicas e sociais presenciais e, sempre que possível, optar por aparelhos que não tenham acesso irrestrito à internet nas idades mais precoces.

- Enfim, os smartphones não devem ser tratados como um passo inevitável, mas como uma ferramenta que exige maturidade para ser usada com segurança.

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