1. “Herança maldita”: Sim, a
culpa é da gestão passada de Bolsonaro, por alguns déficits do governo Lula.3.
A
gestão passada promoveu uma espécie de estupro das contas públicas, o que
explica as dificuldades fiscais do Governo. De qualquer modo, o Estado deve ser o motor do
crescimento e essa é a direção: benefícios e reajuste do salário mínimo, concessão de renúncias
fiscais a Estados e Municípios comprometidos com o social, manutenção e fortalecimento de estatais, incentivo ao crédito,
investimento em programas sociais e aumento de subvenções.
2. Imagine
usuários tendo seus dados armazenados por empresas privadas de Tecnologia, como
quer o pré-candidato ao Planalto, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná,
ao defender a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e
Comunicação do Paraná (Celepar)? O Ministro Dino acertou de novo ao suspender o
ato. Ora, se empresas estatais de tecnologia têm dificuldades em competir com a
iniciativa privada, o que precisamos fazer é fortalecê-las, não privatizá-las!
Como ficará a proteção de dados dos paranaenses uma vez entregues a
empresários? Qual a garantia que se tem do não repasse desses dados pessoais
sensíveis a empresas privadas? Se ele pensa assim para o cidadão do Paraná,
imagina o que virá para o povo brasileiro?
3. Entre outras commodities, a soja enriquece muito empresário. Na bancada do Agro no Congresso, ela é bastidor de disputa da categoria. Nas últimas décadas, a soja do Brasil triplicou em produção, mas a logística de transporte não. Quem deve investir em infraestrutura para fazer a carga escoar? Ainda prevalecem os portos do Norte e Nordeste (e a BR-163: Arco Norte). É sabido que 66% de tudo o que é transportado no Brasil acontece em cima de um caminhão. 2/3 de toda a soja brasileira vão para o exterior (o que sobra para o Brasil e os brasileiros nessa história?). Quase 30% saem só do Mato Grosso. O mundo compra tanta soja porque é a base da alimentação asiática. Ela é matéria-prima para o óleo, farelo de soja pra ração geral, vira emborrachados, presente nos pneus e fertilizantes que compramos de volta. Enfim, gargalos logísticos x prioridades de investimentos estão nos bastidores da política.
4. Preço
baixo do cacau preocupa produtores do Sul da Bahia. 1 arroba da amêndoa do
cacau agora está em R$150 quando chegava a R$900. Em parte, isso se deve ao grande volume de cacau
importado da África (Costa do Marfim e Gana). Ocorre manifestação em Ilhéus contra isso, que afeta o emprego (caem 6
trabalhadores para 1 na área). Qual a real necessidade dessa importação? Competir com o chocolate europeu? Enfim, aqui está um caso que
ilustra “a lei da oferta e dea procura” do Mercado.
5.
Governo Lula define divisão de R$ 30 bilhões em investimentos em projetos
estratégicos para Forças Armadas, como as urgências contratuais dos programas
nuclear. O valor está fora da meta fiscal previsto para os próximos 6 anos:
Marinha (desenvolvimento de submarinos), Força Aérea Brasileira (caças Gripen) e Exército (blindados). Parecia que não, mas a ampliação dos recursos
se faz urgente, sobretudo após a operação conduzida pelos EUA para capturar
Nicolás Maduro (Venezuela), algo inédito na região.
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