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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Debates Políticos – 2026.

 

1. “Herança maldita”: Sim, a culpa é da gestão passada de Bolsonaro, por alguns déficits do governo Lula.3. A gestão passada promoveu uma espécie de estupro das contas públicas, o que explica as dificuldades fiscais do Governo. De qualquer modo, o Estado deve ser o motor do crescimento e essa é a direção: benefícios e reajuste do salário mínimo, concessão de renúncias fiscais a Estados e Municípios comprometidos com o social, manutenção e fortalecimento de estatais, incentivo ao crédito, investimento em programas sociais e aumento de subvenções. 

2. Imagine usuários tendo seus dados armazenados por empresas privadas de Tecnologia, como quer o pré-candidato ao Planalto, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, ao defender a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar)? O Ministro Dino acertou de novo ao suspender o ato. Ora, se empresas estatais de tecnologia têm dificuldades em competir com a iniciativa privada, o que precisamos fazer é fortalecê-las, não privatizá-las! Como ficará a proteção de dados dos paranaenses uma vez entregues a empresários? Qual a garantia que se tem do não repasse desses dados pessoais sensíveis a empresas privadas? Se ele pensa assim para o cidadão do Paraná, imagina o que virá para o povo brasileiro?

3. Entre outras commodities, a soja enriquece muito empresário. Na bancada do Agro no Congresso, ela é bastidor de disputa da categoria. Nas últimas décadas, a soja do Brasil triplicou em produção, mas a logística de transporte não. Quem deve investir em infraestrutura para fazer a carga escoar? Ainda prevalecem os portos do Norte e Nordeste (e a BR-163: Arco Norte). É sabido que 66% de tudo o que é transportado no Brasil acontece em cima de um caminhão. 2/3 de toda a soja brasileira vão para o exterior (o que sobra para o Brasil e os brasileiros nessa história?). Quase 30% saem só do Mato Grosso. O mundo compra tanta soja porque é a base da alimentação asiática. Ela é matéria-prima para o óleo, farelo de soja pra ração geral, vira emborrachados, presente nos pneus e fertilizantes que compramos de volta. Enfim, gargalos logísticos x prioridades de investimentos estão nos bastidores da política.

4. Preço baixo do cacau preocupa produtores do Sul da Bahia. 1 arroba da amêndoa do cacau agora está em R$150 quando chegava a R$900. Em parte, isso se deve ao grande volume de cacau importado da África (Costa do Marfim e Gana). Ocorre manifestação em Ilhéus contra isso, que afeta o emprego (caem 6 trabalhadores para 1 na área). Qual a real necessidade dessa importação? Competir com o chocolate europeu? Enfim, aqui está um caso que ilustra “a lei da oferta e dea procura” do Mercado.

5. Governo Lula define divisão de R$ 30 bilhões em investimentos em projetos estratégicos para Forças Armadas, como as urgências contratuais dos programas nuclear. O valor está fora da meta fiscal previsto para os próximos 6 anos: Marinha (desenvolvimento de submarinos), Força Aérea Brasileira (caças Gripen) e Exército (blindados). Parecia que não, mas a ampliação dos recursos se faz urgente, sobretudo após a operação conduzida pelos EUA para capturar Nicolás Maduro (Venezuela), algo inédito na região. 

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