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A mídia deseja tornar o governo democrático constitucional do
Brasil em algo funcionando como uma autocracia (submetendo Poderes e
perseguindo opositores) ou uma monarquia nacional. Em teoria, uma
Democracia; na prática, funcionando na mão mercadológica de autoritários. É a
política submetida ao poder econômico pela manipulação midiática. Nesse cabo de
guerra, a democracia está presa entre (des)construções – desafio de mudança e
risco de revanches.
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Notícia boa! Ícone da ultradireita mundial, Viktor Orbán (62,
primeiro-ministro da Hungria desde 2010), é derrotado depois de votação
histórica e comparecimento recorde às urnas. O partido do opositor (Tisza),
Peter Magyar, obteve 138 das 199 cadeiras do Parlamento (garantindo a Magyar ou
os 2/3 necessários para mudar a Constituição). Agora, é hora de reverter o
retrocesso democrático e autocrático.
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Pesquisas DataFolha (a 6
meses dos pleitos) dizem que o cenário atual do 1º turno é o mais apertado/acirrado
para Lula desde 2002, em relação às eleições em que saiu vencedor. A vantagem
de Lula sobre o seu principal opositor era de 10 pontos (em 2002), 17 pontos
(em 2006) e 21 pontos (em 2022). Agora em 2026, Lula teria 39% ante 35% de
Flávio Bolsonaro (suposta diferença de apenas 04 pontos).
- “Herança maldita”: Sim, a
culpa é da gestão passada de Bolsonaro, por alguns déficits do governo Lula.3.
A
gestão passada promoveu uma espécie de estupro das contas públicas, o que
explica as dificuldades fiscais do Governo. De qualquer modo, o Estado deve ser o motor do
crescimento e essa é a direção: benefícios e reajuste do salário mínimo, concessão de renúncias
fiscais a Estados e Municípios comprometidos com o social, manutenção e fortalecimento de estatais, incentivo ao crédito,
investimento em programas sociais e aumento de subvenções.
- Clã Bolsonaro pressiona EUA a classificar CV e PCC como terroristas. Flávio e Eduardo Bolsonaro fazem lobby pela medida cogitada por autoridades dos EUA e vista como trunfo do senador nas eleições.
- Na corja do Flávio
Bolsonaro incluem políticos de direita com trânsito no mercado financeiro e
outros da pior espécie: ex-ministros de Bolsonaro (PL), o influenciador Pablo
Marçal (PRTB, que já colocou à disposição seu arsenal de comunicação digital),
partidos do centro, etc. Quem tem sido o braço-direito do senador nesse meio é
Filipe Sabará, ex-secretário municipal de João Doria. Estratégias
do Flávio, o candidato anti-Lula: apresentar-se como um “Bolsonaro moderado”, livrar-se
de auxiliares inexperientes e inábeis, reunir nomes de credibilidade, ampliar
agenda de viagens pelo país (a começar por São Paulo e Minas Gerais), reverter
votos que migraram para Lula, estreitar ainda mais as relações com os
ruralistas, participar de eventos de aproximação com banqueiros e investidores
(como integrantes do banco suíço UBS e empresários da Riachuelo) e seguir a “cartilha
de Paulo Guedes” (prometendo diminuir impostos, controlar a taxa de juros e
enxugar a máquina pública). O desejo de Flávio é ser respeitado no Senado,
fazer composições políticas e conversar com todos.
- Imagine
usuários tendo seus dados armazenados por empresas privadas de Tecnologia, como
quer o pré-candidato ao Planalto, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná,
ao defender a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e
Comunicação do Paraná (Celepar)? O Ministro Dino acertou de novo ao suspender o
ato. Ora, se empresas estatais de tecnologia têm dificuldades em competir com a
iniciativa privada, o que precisamos fazer é fortalecê-las, não privatizá-las!
Como ficará a proteção de dados dos paranaenses uma vez entregues a
empresários? Qual a garantia que se tem do não repasse desses dados pessoais
sensíveis a empresas privadas? Se ele pensa assim para o cidadão do Paraná,
imagina o que virá para o povo brasileiro?
- Entre outras commodities, a soja enriquece muito empresário. Na bancada do Agro no Congresso, ela é bastidor de disputa da categoria. Nas últimas décadas, a soja do Brasil triplicou em produção, mas a logística de transporte não. Quem deve investir em infraestrutura para fazer a carga escoar? Ainda prevalecem os portos do Norte e Nordeste (e a BR-163: Arco Norte). É sabido que 66% de tudo o que é transportado no Brasil acontece em cima de um caminhão (com a guerra no Oriente Médio e os impactos nos combustíveis, a queda na importação do diesel (-60%) faz o preço do combustível ofertado pela Petrobrás disparar, bem no início da colheita da supersafra de soja - entendeu um dos motivos da Petrobras entrar nos debates do Mercado Financeiro?). 2/3 de toda a soja brasileira vão para o exterior (o que sobra para o Brasil e os brasileiros nessa história?). Quase 30% saem só do Mato Grosso. O mundo compra tanta soja porque é a base da alimentação asiática. Ela é matéria-prima para o óleo, farelo de soja pra ração geral, vira emborrachados, presente nos pneus e fertilizantes que compramos de volta. Enfim, gargalos logísticos x prioridades de investimentos estão nos bastidores da política.
- Preço
baixo do cacau preocupa produtores do Sul da Bahia. 1 arroba da amêndoa do
cacau agora está em R$150 quando chegava a R$900. Em parte, isso se deve ao grande volume de cacau
importado da África (Costa do Marfim e Gana). Ocorre manifestação em Ilhéus contra isso, que afeta o emprego (caem 6
trabalhadores para 1 na área). Qual a real necessidade dessa importação? Competir com o chocolate europeu? Enfim, aqui está um caso que
ilustra “a lei da oferta e dea procura” do Mercado.
- Governo Lula define divisão de R$ 30 bilhões em investimentos em projetos
estratégicos para Forças Armadas, como as urgências contratuais dos programas
nuclear. O valor está fora da meta fiscal previsto para os próximos 6 anos:
Marinha (desenvolvimento de submarinos), Força Aérea Brasileira (caças Gripen) e Exército (blindados). Parecia que não, mas a ampliação dos recursos
se faz urgente, sobretudo após a operação conduzida pelos EUA para capturar
Nicolás Maduro (Venezuela), algo inédito na região.
- O Oscar e o “Agente Secreto", bem como “Ainda Estou Aqui”, levaram a nossa cultura, a nossa língua e a nossa história para o lugar mais alto do cinema global, e com recursos federais de políticas públicas para a cultura.
- Na campanha, o presidente Lula deve focar em divulgação de ações apenas deste ano (Lula.3) ou de toda a sua gestão (Lula.1-2-3)? Nosso Senhor do Bom Começo ou Nosso Senhor do Bom Fim?
- Há uma forte expectativa da extrema-direita em atrair atentados terroristas para o Brasil, alimentando células violentas. No Rio de Janeiro, bomba em ponto de ônibus explode e deixa 8 feridos. O intento da mídia é explorar uma agenda de segurança mais dura no país.
- Humor pré-eleitoral: é marcado por insegurança e desânimo. A maioria dos brasileiros se diz insegura (69%), desanimada (61%) e com medo do futuro (61%) quando pensa no país. Receio da extrema-direita retornar ao poder.
- Por que o veto
a militares da ativa no governo está travado no Congresso desde 2024? Porque o
tema deixou de ser prioridade do Centrão, em uma Casa conservadora e capitalizada, movida por interesses de
parlamentares da (extrema) direita. Ora, a tramitação dessa PEC que proíbe
militares da ativa de ocuparem cargos civis nos Executivos das três esferas já
deveria ter se consolidado. Afinal, o 8 de Janeiro de 2023 já demonstrou a sua necessidade.
- É nítida uma direita populista investindo
com força contra o STF, tentando minar sua imagem, gerar desconfiança dos
brasileiros na Corte e desgastar o Judiciário com o caso Master.
- De uma forma geral, a TV é um veículo de direita, estrategicamente também feita por gente de esquerda. Afinal, ela precisa falar para o Brasil inteiro.
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