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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 28 de março de 2026

Debates Políticos – 2026.

 

·         A mídia deseja tornar o governo democrático constitucional do Brasil em algo funcionando como uma autocracia (submetendo Poderes e perseguindo opositores) ou uma monarquia nacional. Em teoria, uma Democracia; na prática, funcionando na mão mercadológica de autoritários. É a política submetida ao poder econômico pela manipulação midiática. Nesse cabo de guerra, a democracia está presa entre (des)construções – desafio de mudança e risco de revanches.

·         Notícia boa! Ícone da ultradireita mundial, Viktor Orbán (62, primeiro-ministro da Hungria desde 2010), é derrotado depois de votação histórica e comparecimento recorde às urnas. O partido do opositor (Tisza), Peter Magyar, obteve 138 das 199 cadeiras do Parlamento (garantindo a Magyar ou os 2/3 necessários para mudar a Constituição). Agora, é hora de reverter o retrocesso democrático e autocrático.

·         Pesquisas DataFolha  (a 6 meses dos pleitos) dizem que o cenário atual do 1º turno é o mais apertado/acirrado para Lula desde 2002, em relação às eleições em que saiu vencedor. A vantagem de Lula sobre o seu principal opositor era de 10 pontos (em 2002), 17 pontos (em 2006) e 21 pontos (em 2022). Agora em 2026, Lula teria 39% ante 35% de Flávio Bolsonaro (suposta diferença de apenas 04 pontos).

- “Herança maldita”: Sim, a culpa é da gestão passada de Bolsonaro, por alguns déficits do governo Lula.3. A gestão passada promoveu uma espécie de estupro das contas públicas, o que explica as dificuldades fiscais do Governo. De qualquer modo, o Estado deve ser o motor do crescimento e essa é a direção: benefícios e reajuste do salário mínimo, concessão de renúncias fiscais a Estados e Municípios comprometidos com o social, manutenção e fortalecimento de estatais, incentivo ao crédito, investimento em programas sociais e aumento de subvenções. 

- Clã Bolsonaro pressiona EUA a classificar CV e PCC como terroristas. Flávio e Eduardo Bolsonaro fazem lobby pela medida cogitada por autoridades dos EUA e vista como trunfo do senador nas eleições. 

- Na corja do Flávio Bolsonaro incluem políticos de direita com trânsito no mercado financeiro e outros da pior espécie: ex-ministros de Bolsonaro (PL), o influenciador Pablo Marçal (PRTB, que já colocou à disposição seu arsenal de comunicação digital), partidos do centro, etc. Quem tem sido o braço-direito do senador nesse meio é Filipe Sabará, ex-secretário municipal de João Doria. Estratégias do Flávio, o candidato anti-Lula: apresentar-se como um “Bolsonaro moderado”, livrar-se de auxiliares inexperientes e inábeis, reunir nomes de credibilidade, ampliar agenda de viagens pelo país (a começar por São Paulo e Minas Gerais), reverter votos que migraram para Lula, estreitar ainda mais as relações com os ruralistas, participar de eventos de aproximação com banqueiros e investidores (como integrantes do banco suíço UBS e empresários da Riachuelo) e seguir a “cartilha de Paulo Guedes” (prometendo diminuir impostos, controlar a taxa de juros e enxugar a máquina pública). O desejo de Flávio é ser respeitado no Senado, fazer composições políticas e conversar com todos.  

- Imagine usuários tendo seus dados armazenados por empresas privadas de Tecnologia, como quer o pré-candidato ao Planalto, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, ao defender a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar)? O Ministro Dino acertou de novo ao suspender o ato. Ora, se empresas estatais de tecnologia têm dificuldades em competir com a iniciativa privada, o que precisamos fazer é fortalecê-las, não privatizá-las! Como ficará a proteção de dados dos paranaenses uma vez entregues a empresários? Qual a garantia que se tem do não repasse desses dados pessoais sensíveis a empresas privadas? Se ele pensa assim para o cidadão do Paraná, imagina o que virá para o povo brasileiro?

- Entre outras commodities, a soja enriquece muito empresário. Na bancada do Agro no Congresso, ela é bastidor de disputa da categoria. Nas últimas décadas, a soja do Brasil triplicou em produção, mas a logística de transporte não. Quem deve investir em infraestrutura para fazer a carga escoar? Ainda prevalecem os portos do Norte e Nordeste (e a BR-163: Arco Norte). É sabido que 66% de tudo o que é transportado no Brasil acontece em cima de um caminhão (com a guerra no Oriente Médio e os impactos nos combustíveis, a queda na importação do diesel (-60%) faz o preço do combustível ofertado pela Petrobrás disparar, bem no início da colheita da supersafra de soja - entendeu um dos motivos da Petrobras entrar nos debates do Mercado Financeiro?). 2/3 de toda a soja brasileira vão para o exterior (o que sobra para o Brasil e os brasileiros nessa história?). Quase 30% saem só do Mato Grosso. O mundo compra tanta soja porque é a base da alimentação asiática. Ela é matéria-prima para o óleo, farelo de soja pra ração geral, vira emborrachados, presente nos pneus e fertilizantes que compramos de volta. Enfim, gargalos logísticos x prioridades de investimentos estão nos bastidores da política.

- Preço baixo do cacau preocupa produtores do Sul da Bahia. 1 arroba da amêndoa do cacau agora está em R$150 quando chegava a R$900. Em parte, isso se deve ao grande volume de cacau importado da África (Costa do Marfim e Gana). Ocorre manifestação em Ilhéus contra isso, que afeta o emprego (caem 6 trabalhadores para 1 na área). Qual a real necessidade dessa importação? Competir com o chocolate europeu? Enfim, aqui está um caso que ilustra “a lei da oferta e dea procura” do Mercado.

- Governo Lula define divisão de R$ 30 bilhões em investimentos em projetos estratégicos para Forças Armadas, como as urgências contratuais dos programas nuclear. O valor está fora da meta fiscal previsto para os próximos 6 anos: Marinha (desenvolvimento de submarinos), Força Aérea Brasileira (caças Gripen) e Exército (blindados). Parecia que não, mas a ampliação dos recursos se faz urgente, sobretudo após a operação conduzida pelos EUA para capturar Nicolás Maduro (Venezuela), algo inédito na região. 

- O Oscar e o “Agente Secreto", bem como “Ainda Estou Aqui”, levaram a nossa cultura, a nossa língua e a nossa história para o lugar mais alto do cinema global, e com recursos federais de políticas públicas para a cultura. 

-     Na campanha, o presidente Lula deve focar em divulgação de ações apenas deste ano (Lula.3) ou de toda a sua gestão (Lula.1-2-3)? Nosso Senhor do Bom Começo ou Nosso Senhor do Bom Fim?

-     Há uma forte expectativa da extrema-direita em atrair atentados terroristas para o Brasil, alimentando células violentas. No Rio de Janeiro, bomba em ponto de ônibus explode e deixa 8 feridos. O intento da mídia é explorar uma agenda de segurança mais dura no país. 

-     Humor pré-eleitoral: é marcado por insegurança e desânimo. A maioria dos brasileiros se diz insegura (69%), desanimada (61%) e com medo do futuro (61%) quando pensa no país. Receio da extrema-direita retornar ao poder. 

- Por que o veto a militares da ativa no governo está travado no Congresso desde 2024? Porque o tema deixou de ser prioridade do Centrão, em uma Casa conservadora  e capitalizada, movida por interesses de parlamentares da (extrema) direita. Ora, a tramitação dessa PEC que proíbe militares da ativa de ocuparem cargos civis nos Executivos das três esferas já deveria ter se consolidado. Afinal, o 8 de Janeiro de 2023 já demonstrou a sua necessidade. 

É nítida uma direita populista investindo com força contra o STF, tentando minar sua imagem, gerar desconfiança dos brasileiros na Corte e desgastar o Judiciário com o caso Master. 

- De uma forma geral, a TV é um veículo de direita, estrategicamente também feita por gente de esquerda. Afinal, ela precisa falar para o Brasil inteiro.

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