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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 9 de março de 2026

O sexto campo de batalhas.

 Guerras cognitivas.

Há um novo domínio em que são travadas as guerras. Além dos tradicionais terra, mar e ar e dos recentes espaço e ciberespaço, também tem o “domínio cognitivo”.

A guerra cognitiva é um conflito que se trava a cada momento na difusão da informação. A mente humana é seu principal campo de batalha. 

Nas últimas décadas, viemos assistindo aspectos psicossociais de cada sociedade e a manifestação diária nos diversos meios de comunicação, que ganharam velocidade com o advento da internet e se tornaram a cada dia mais insidioso com a inteligência artificial (IA).

Podemos citar três exemplos em que essa guerra cognitiva se materializa, de forma explícita:

1)     Cotidianamente nas redes sociais, onde circulam conteúdos fraudulentos para atingir todo tipo de adversário, sejam indivíduos, países, empresas ou instituições;

2)     Nos países democráticos, onde a população vota periodicamente, o choque entre diversos discursos para convencer o eleitorado;

3)     A baixa qualidade da educação no Brasil deixa a maior parte da população vulnerável à enxurrada de desinformação que circula pela internet. Está em jogo não apenas uma disputa política, mas o controle da mente numa sociedade desigual também na capacidade de discernimento diante do que é verdade ou mentira. Por isso investir em educação não é essencial apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a defesa nacional e para a preservação das liberdades e da democracia.

Nesse campo da “guerra mental”, travam-se disputas em que se busca para o MAL: aguçar a polarização nas sociedades, minar a confiança em governos, manipular o discurso público, influenciar eleições e desestabilizar regimes democráticos por meio de campanhas de desinformação. São ameaças híbridas que visam a espalhar desinformação por meio de manipulação digital.

Por outro lado, o ângulo do BEM: a arma mais eficaz é a formação dos cidadãos. A Educação tornou-se crítica para defesa nacional e preservação da democracia. A melhor defesa é o preparo das mentes atingidas, através da formação. Só uma população bem instruída é capaz de se proteger contra manipulações que, em última análise, podem colocar em risco seu projeto nacional de perpetuar a democracia. 

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