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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 21 de junho de 2026

PF e outros absurdos...

 Economia: o seu lado mais sombrio do Mercado Financeiro tentou engolir a política. E a polícia? 

·       Flávio Bolsonaro aponta Daniella Marques para a pasta da Fazenda, ex-braço-direito de Paulo Guedes, e que prega rigor fiscal e Estado menor. Empolgada, já trocou o mercado pela campanha... Leitora fiel da “Cartilha do Mercado”, baseia-se na crença de que a dívida bruta do Brasil deverá encerrar este ano em 83,2% do PIB, chegando a 99,8% em 2035. Assim, deixará de lado o ajuste com base no aumento da arrecadação para promover cortes de investimentos sociais: eliminação de benefícios sociais, mudanças ruins nos pisos constitucionais de saúde e educação, reavaliação dos supersalários e das regras de reajuste real do salário mínimo, além do assombroso encaminhamento de uma reforma administrativa.

·       O caso do Banco Digimais do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. Seguiu o mesmo modelo predatório do rombo bilionário do Banco Master (usar o limite do Fundo Garantidor de Crédito como chamariz para investimentos em produtos de rendimentos acima do mercado – de maior risco – uma degeneração do próprio FGC). Quem diz é a “Operação Miragem (da PF)”. O FGC foi criado em 1995 com 3 objetivos: 1) contribuir com a manutenção da estabilidade do sistema financeiro; 2) prevenir crises bancárias sistêmicas; 3) proteger depositantes e investidores, sobretudo os pequenos. O pecado cometido: “superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”. Tudo indica que o Digimais também será liquidado pelo Banco Central. Isso vai ampliar ainda mais o consumo bilionário do caixa do FGC, deixando uma pesada conta de suas maquinações fraudulentas. 

·       O Banco de Brasília (BRB) está envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master. E a instituição está com cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais, um dinheiro que não pertence aos Tribunais de Justiça (TJs), mas a pessoas físicas ou empresas com processos em andamento (no DF, Bahia, Alagoas, Maranhão e Paraíba). Se esses estados têm a possibilidade de manter os depósitos judiciais sob sua custódia em instituições federais como Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal, porque a grana foi parar no Banco de Brasília? O que acontecerão com esses valores, caso o BRB venha a ser liquidado? Qual será o futuro do Banco? A questão é, enquanto o valor no for quitado, estão proibidos os aumentos salariais para servidores e a realização de concursos públicos, bem como o uso de recursos dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios. E os bancos privados estão reticentes em participar do socorro. Enfim, neste caso de investimento, se é assim que podemos dar o nome, remunerações mais altas implicam riscos mais elevados, e a ganância pode custar caro! 

·       O trio de acionistas (sócios e credores) de referência da Americanas foi alvo da Operação Disclosure (da PF), que apura um esquema de fraudes contábeis na varejista. São eles: Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann e Marcel Telles. O caso foi revelado em 11 de janeiro de 2023. Foi determinado o bloqueio de R$ 54 bilhões dos investigados (valor equivalente ao da fraude detectada nos laudos técnicos periciais)! A fraude teria sido perpetrada pela antiga diretoria da Americanas, algo corroborado por planilhas e por uma extensa troca de mensagens entre os ex-executivos. Será que os conselheiros e acionistas tinham conhecimento das manobras e os bancos ajudaram a ocultar as dívidas da empresa? 

·       34,8% da população brasileira enviou dinheiro para bets desde o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, ante 11% registrados em maio. Essa parcela de brasileiros faz apostas triplicarem no período da Copa. Valor médio gasto é de R$ 272,00 (superior aos R$ 188,00 registrados nos dias anteriores ao Mundial), mas já chegou a R$ 524,00! É preciso investigar as práticas abusivas de publicidade da CazéTV, Globo, SBT, redes sociais, aplicativos, sites e supostos joguinhos inofensivos baixados no celular.  

·       EUA chamam PCC de maior grupo criminoso das Américas. Em maio, a facção e o CV foram classificados como grupos terroristas por Washington (que alega ser uma ameaça à segurança nacional dos EUA). O governo Donald Trump também anunciou sanções contra dois brasileiros e três empresas de São Paulo e uma portuguesa que integrariam esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa brasileira. Em janeiro, o FBI prendeu 6 brasileiros que fariam parte de uma operação relacionada a isso. Eles têm audiência na Justiça americana em agosto e podem ser condenados a até 2 anos de prisão. 

·       Lucrando com a presidência? O presidente Trump recebeu ao menos US$ 1,4 bilhão com negócios ligados a criptoativos em 2025, primeiro ano de seu retorno à Casa Branca. São muitas transações, entre elas a compra e venda de ações de empresas como Amazon, Apple, Nvidia, Microsoft, Netflix e Exxon Mobil.