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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Como anda a Lei nº 15.100/2025 ?

 Como anda a Lei nº 15.100/2025 que restringiu o uso dos dispositivos nas escolas?

- Após 1 ano da lei, 1/3 das escolas ainda tem dificuldades para barrar os celulares;

- é difícil, mas já surtiu efeito: há maior participação dos estudantes nas atividades em classe, maior concentração nas aulas, socialização presencial entre os alunos e queda em conflitos e agressões física e digitais, como o ciberbullying; também ampliaram as atividades manuais e artísticas nas escolas, além de impulsionar atividades pedagógicas fora das salas de aula e reduzir a ansiedade dos estudantes.

- 92% dos colégios implementaram legislação; maior parte (62%) relata que aparelho fica guardado na mochila do próprio estudante;

- 31% dos gestores apontam dificuldade de fiscalizar a aplicação da lei durante as aulas e os intervalos.

- 39% indicam dificuldade de garantir infraestrutura para armazenamento e guarda dos aparelhos;

- Há dificuldade alta para conquistar adesão dos alunos à regra;

- 67% dos gestores dizem que a maior prioridade para garantir a eficácia da lei é que haja parceria com as famílias para estabelecer limite de tempo de tela.

- 61% indicam a necessidade de formação dos professores em mediação tecnológica, saúde mental e bem-estar.

- o que as escolas fizeram a respeito: a) sanções para quem desrespeita a proibição (66%); b) recolhem os aparelhos na secretaria ou na recepção da escola (33%); c) 1/5 admite que o celular continua na posse do estudante. Outras sutilizam caixas e armários.

- 06 em cada 10 diretores indicam a necessidade de estruturar espaços de lazer, com reforma de pátios e áreas de convivência.

04 em cada 10 escolas têm dificuldade para barrar celular. Mas...

É preciso direcionar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas. Não transformá-la em inimiga da humanidade. Não demonizar nem romantizar o seu uso, inclusive dos celulares. O objetivo sempre foi restringir o mau uso e conscientizar pelo bom uso. Enfim, a tecnologia na educação precisa ser usada de forma equitativa, escalável e sustentável.