“No mundo moderno os estúpidos estão cheios de certeza, enquanto os inteligentes estão cheios de dúvidas” (Bertrand Russell).
Nossa mente gosta de usar atalhos para resolver problemas e tomar decisões rapidamente, mas a sensação de urgência pode levar a conclusões equivocadas e a grande maioria das pessoas não está ciente disso. Formado por parâmetros relacionados a certas regras e sistemas derivados de milhares de anos de evolução, o cérebro está viciado em universais ou “hábitos de pensar”.
Por isso, para construir um Pensador Crítico, é preciso reunir as seguintes habilidades e atributos:
1.
Tolerância: o prazer em
ouvir pontos de vista divergentes e desfrutar de um verdadeiro debate;
2.
Habilidades
analíticas: não
aceita qualquer tipo de fala, mas querem argumentos corretamente elaborados que
apresentem razões e proponham soluções;
3.
Confiança: são um pouco
mais confiantes do que outras pessoas presentes, sobretudo em posição de
autoridade, para serem capazes de examinar pontos de vista;
4.
Curiosidade: são curiosos
para então produzir ideias e insights;
5. Procura pela verdade: missionários da “verdade objetiva”, mesmo que mine suas próprias convicções e crenças anteriores ou não contemple seus interesses pessoais.
Aplicar o Pensamento Crítico é questionar ativamente não só as conclusões sobre o que se lê ou ouve, mas também as suposições. Pensadores Críticos abordam uma questão sem suposições preconcebidas, abandonando preconceitos que conduzem a determinadas conclusões.
Enfim, modos automáticos e estabelecidos
de pensamento podem impedir a percepção de novas possibilidades ou cair em armadilhas inesperadas. E para evitar tais duvidosos existem esses ingredientes
que produzem o Pensador Crítico, capaz de reconhecer um bom argumento, mesmo que
vá contra si; mas incapaz de recorrer a um argumento ruim, mesmo que esse
seja atraente ou pareça ser o único disponível.
