A liberdade é obra dos próprios trabalhadores graças à consciência de classe.
A experiência vivida é aquilo que está aqui e agora, pedindo para ser visto, falado, pensado e feito. Quando se acolhe essa experiência vivida no intuito de atingir o campo da experiência compreendida, saímos da ideologia e passamos para o pensamento e a crítica.
Logo, o exercício do pensamento crítico é a tomada das coisas que nos parecem óbvias com espanto e admiração. De tal modo que, existe obra do pensamento quando ele se debruça sobre a experiência como um não-saber dado que precisa ser transformado em saber, mudando a experiência dada em conhecimento.
Assim como na Democracia, que existe enquanto participação-reflexão, o pensamento precisa se debruçar sobre experiências novas, ele precisa pensar o que ainda não foi pensado e dizer o que ainda não foi dito (do contrário, se tentar explicar as experiências novas com o que já foi pensado e já foi dito, ele não será pensamento, e sim ideologia).
É por isso que ninguém pode “levar” a consciência aos outros. A consciência é despertada em si e por si mesmo na ação concreta de resistência e luta com os outros. Ela é independente enquanto atitude pessoal (no sentido de autônoma ou que vem de dentro), mas é interdependente enquanto condição social (conquistada pelos próprios sujeitos sociais e culturais em conflitos de criação). Depende do eu, do outro e do nós tanto no trabalho do pensamento quanto na luta.
Enfim, isso é formação: ação-reflexão...