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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

A rotul(ação).

A rotulação justifica a ação?

Novas estratégias, velhas intenções...

Ao designar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) de organizações terroristas (a partir de 5 de julho), Donald Trump busca na manipulação da linguagem a justificativa para interferências em solo brasileiro, sob pretexto da libertação dos moradores de áreas controladas por milícias e pelo crime.

O crime organizado se transformou em um fenômeno transnacional, infiltrado na economia e na política. Por essa via, a extrema direita tenta abrir caminho para intervenções armadas, facilitar deportações, livrar a pele de comparsas e criar riscos de sanções ou premiações contra/a favor de pessoas, empresas e bancos pelos quais passe dinheiro. 

A legislação brasileira (Lei 13.260/16) diz que para um ato ser considerado terrorista, ele precisa envolver violência ou ameaça e também ter sido cometido "por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião". Como PCC e CV atuam tendo em vista o ganho material, não há como falar em terrorismo. 

O conflito começa na mente, em campo simbólico, para depois ganhar o terreno físico. É o estilo hollywoodiano pervertido do Tio Sam fazer guerra. Contando com uma Suprema Corte de maioria conservadora, Trump manipula o voto, abala qualquer trajetória eleitoral com versões desencontradas ou mentiras e vem vandalizando as instituições democráticas dos EUA. E não só por lá...

As Eleições 2026 aqui no Brasil não é de Lula x Flávio Bolsonaro. A disputa polarizada é de Lula x Donald Trump, um radical orgulhoso do próprio extremismo, imprevisível e destrutivo. Qualquer chapa que dispute contra Lula, ela estará travestida de Donald Trump. Nossos maiores rivais nas urnas são os republicanos sul-americanizados. 

Os EUA querem o Brasil de qualquer jeito e a qualquer custo... Não o terão!