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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 31 de maio de 2026

A guerra como política...

 ... A política como guerra.

(Carl von Clausewitz)

Na política, o inimigo é adversário. Na guerra, o adversário é inimigo. Essa linha tênue que separa um e outro vem sendo desfeita pela ultradireita, um grupo de empresários ambiciosos que decidiram sair do campo econômico e expropriar a esfera política a seu favor.

Veja o caso da Colômbia, um país com 31,6% de taxa oficial de pobreza. Disputando eleições, do lado esquerdo está o senador Iván Cepeda, pupilo de Petro. Do direito, o advogado criminalista Abelardo de la Espriella. E na centro-direita vem a senadora Paloma Valencia. Pelo menos duas diferenças básicas de agendas...

ESQUERDA

DIREITA

·       Propõe a extinção de parte dos benefícios fiscais ao setor empresarial e a tributação de grandes fortunas;

·       Rejeita a militarização como meio de combate à violência, por seu elevado risco de exposição da população civil, e insiste nas negociações de acordos de paz com as guerrilhas.

·       Acenam com a redução de impostos sobre as empresas;

·       Defendem o recrudescimento da ação militar, em sintonia com a doutrina de Donald Trump.

Guerras e terrorismos servem para aumentar estatísticas de morte e refúgio de civis, deixando o terreno livre para expropriação de seus recursos pelos algozes. E o que o Brasil tem a ver com a Colômbia e tudo isso? Bem... Na região amazônica fronteiriça dos países, a facção Isaías Carvajal está em conflito com o Estado-Maior Central, dissidência das Farc. Enquanto isso, Trump vai taxando as organizações criminosas de grupos terroristas, com o intuito de intervir no território em conflito como usurpador da paz. Vai vendo... O Norte do Brasil merece mais atenção!

Enfim, a política deveria ser o terreno de resolução das nossas desavenças sem os recursos da guerra de terceiros. Ela deveria canalizar nossos conflitos, não delegá-los ou materializá-los.