... A política como guerra.
Na política, o inimigo é adversário. Na guerra, o adversário é inimigo. Essa linha tênue que separa um e outro vem sendo desfeita pela ultradireita, um grupo de empresários ambiciosos que decidiram sair do campo econômico e expropriar a esfera política a seu favor.
Veja o caso da Colômbia, um país com 31,6% de taxa oficial de pobreza. Disputando eleições, do lado esquerdo está o senador Iván Cepeda, pupilo de Petro. Do direito, o advogado criminalista Abelardo de la Espriella. E na centro-direita vem a senadora Paloma Valencia. Pelo menos duas diferenças básicas de agendas...
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ESQUERDA |
DIREITA |
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· Propõe
a extinção de parte dos benefícios fiscais ao setor empresarial e a
tributação de grandes fortunas; · Rejeita
a militarização como meio de combate à violência, por seu elevado risco de
exposição da população civil, e insiste nas negociações de acordos de paz com
as guerrilhas. |
· Acenam
com a redução de impostos sobre as empresas; · Defendem
o recrudescimento da ação militar, em sintonia com a doutrina de Donald
Trump. |
Guerras e terrorismos servem para aumentar estatísticas de morte e refúgio de civis, deixando o terreno livre para expropriação de seus recursos pelos algozes. E o que o Brasil tem a ver com a Colômbia e tudo isso? Bem... Na região amazônica fronteiriça dos países, a facção Isaías Carvajal está em conflito com o Estado-Maior Central, dissidência das Farc. Enquanto isso, Trump vai taxando as organizações criminosas de grupos terroristas, com o intuito de intervir no território em conflito como usurpador da paz. Vai vendo... O Norte do Brasil merece mais atenção!
Enfim, a política deveria ser o terreno
de resolução das nossas desavenças sem os recursos da guerra de terceiros. Ela
deveria canalizar nossos conflitos, não delegá-los ou materializá-los.