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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

I: Eleições Municipais – 2024.

O que está em jogo nessas eleições municipais?

Entender as urnas de 2024 vai ajudar a olhar para a disputa de 2026. Vejamos um pouco do perfil das candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador.

1.     Há um grande desafio em nível nacional no aumento da qualidade e representatividade da nossa democracia. Na disputa para o cargo às prefeituras de todo o país teremos 15% de mulheres e 85% de homens. Teremos 96,19% das candidaturas femininas restritas ao cargo de vereadora; para o cargo de vice-prefeito serão 32,14% de mulheres e 76,86% de homens.

2.     Na Bahia, teremos 15,53% candidaturas femininas a prefeita; 34,71% para vereadora e só 20,65% na condição de candidatas a vice-prefeitas.

3.     Há uma tendência objetiva de declínio do grupo de ACM Neto, já que o PP (84 candidatos a prefeito), PDT, Republicanos, União Brasil (ex-DEM: 81) e o PSDB (19) apresentaram forte declínio no lançamento de candidaturas.

4.     O Avante pode se tornar uma das principais forças partidárias na Bahia (saltou de 31 para 132 candidaturas a prefeito); o MDB (saltou de 39 para 118). A tendência é semelhante para vice-prefeito: Avante (106); MDB (97);

Enfim, o PSD se manteve como o partido que mais lançou candidatos, sendo 227, seguido do PT com 157 candidatos.

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