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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 18 de agosto de 2024

II: Eleições Municipais – 2024.

 Militares candidatos, 2024. 

Eleições municipais têm 6.649 militares ou policiais candidatos (declaram uma profissão militar ou policial ou têm nome de urna que faz referência a forças de segurança). 40% deles são policiais militares (2.788) e 17% são militares reformados ou afastados do serviço (1.163). Porém, o valor é 23% menor que o registrado em 2020 (foram 8.73). 01 em cada 06 deles flerta com partidos à direita. Já os partidos que tiveram menos representantes são de esquerda (PSTU, PCB e UP, por exemplo, não tiveram nenhum candidato). Nestas eleições, o PL buscou dar protagonismo a policiais militares, delegados, militares e até guardas municipais na formação das chapas que vão concorrer às prefeituras. Os estados do Sudeste e Sul são os que têm mais representantes: SP (1.263); MG (884); RJ (582); PR (403) e RS (391). Por exemplo, em SP, maior colégio eleitoral do país, o coronel da reserva da PM Ricardo Mello Araújo (PL) foi indicado para vice do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que busca a reeleição.

Enfim, tramita no Senado uma PEC apresentada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que busca criar regras para proibir que militares da ativa das Forças Armadas disputem eleições ou ocupem cargos no primeiro escalão do Executivo. A proposta do governo Lula também estabelece que o militar que deseja disputar o pleito seja transferido para a reserva no ato do registro de sua candidatura, sem chance de voltar à carreira. Além disso, o texto propõe o fim da remuneração a quem tem direito, a menos que já tenha cumprido 35 anos de serviço.

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