Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Saneamento Básico
Deus Existe?
01. Criação divina: essa ideia afirma que a vida foi criada por uma força superior, por uma divindade. Evidentemente, isso não pode ser verificado de forma científica; a Ciência não tem os “instrumentos” para testar essa ideia. Assim, essa crença, embora respeitável, tem mais que ver com fé do que com Ciência.
02. Origem extraterrestre: esporos trazidos por meteoritos: é um hipótese para a origem da vida na Terra. Essa ideia foi bastante popular numa certa época. Ela propõe que a vida se originou fora da Terra e chegou ao nosso planeta sob a forma de “esporos” (“formas de resistência” que certos organismos adotam quando em condições ambientais adversas, como esporos de bactérias ou de protozoários, ou ainda estruturas reprodutoras em alguns organismos, como nas plantas) trazidos por meteoritos vindos do espaço, que teriam se desenvolvido nas condições favoráveis da Terra. Um forte argumento contraria essa hipótese: os meteoritos, ao entrar em alta velocidade na atmosfera, sofrem intenso aquecimento, devido ao atrito com o ar; isso destruiria rapidamente qualquer ser vivo neles existente. No entanto, há alguns dados recentes bastante interessantes. Precisamos lembrar, inicialmente, que todos os anos chagam à Terra aproximadamente mil toneladas de meteoritos vindos do espaço. Em alguns deles, foram encontradas substâncias orgânicas, como aminoácidos, matérias-primas das proteínas, e bases nitrogenadas, necessárias para construir ácidos nucléicos. Isso mostra claramente que a formação de substâncias orgânicas no universo, passo necessário para o surgimento de vida, é muito mais comum do que se pensava no passado.
03. Origem por evolução química: é a ideia mais aceita hoje. A vida teria surgido de forma espontânea no nosso planeta, por evolução química de moléculas não-vivas. Muitos dados da Química, da Biologia e da Geologia (a ciência que estuda a origem e a formação da Terra, assim como sua transformação ao longo do tempo) reforçam essa ideia. Os cientistas, além disso, conseguiram reproduzir em laboratório algumas das condições primitivas, testando se elas poderiam ter favorecido o aparecimento da vida.
A única maneira de provar definitivamente uma coisa é usar o chamado método científico (que foi proposto por Galileu Galilei no século 16 e tem 04 etapas): 1ª) Observar um fato concreto; 2ª) Fazer uma pergunta sobre ele; 3ª) Elaborar uma hipótese, ou seja, uma resposta à pergunta; 4ª) Fazer uma experiência controlada para confirmar ou negar a hipótese. O unicórnio é um cavalo com barbicha, um chifre na testa e supostos poderes mágicos. Ele não existe, claro, é uma invenção. Só que isso é impossível de provar. Da mesma forma, não temos nenhum indício objetivo da existência de Deus – que pode perfeitamente ser apenas uma criação humana. Mas isso também é impossível de provar. Observando as 04 etapas do método científico, e tentando aplica-las na prova de existência do unicórnio, tropeçamos já na primeira etapa – porque não existe nenhum elemento concreto, como um pedaço de cabelo ou qualquer outra pista deixada por um unicórnio.
Com Deus, você consegue passar pelas primeiras fases: 1ª) Observar um fato concreto: (o Universo existe) 2ª) Fazer uma pergunta sobre ele: (foi Deus que o criou?) 3ª) Elaborar uma hipótese, ou seja, uma resposta à pergunta: (sim ou não) 4ª) Fazer uma experiência controlada para confirmar ou negar a hipótese: (Mas como vencer a quarta etapa – e criar uma experiência científica que pudesse confirmar ou negar Deus?) É difícil até de imaginar. Isso ajuda a explicar por que a existência de Deus divide a opinião dos cientistas. É possível provar que nada depende de Deus, e a partir daí inferir que ele não existe. Mas mostrar que ele não existe, felizmente para uns e infelizmente para outros, continua impossível.
Uma Conclusão: Cabe, então à ciência provar a existência de Deus? Nenhuma teoria (nem mesmo a da evolução) pode ser vista como um ameaça às crenças religiosas, porque essas duas grandes ferramentas da compreensão humana trabalham de forma complementar, e não oposta: a ciência para explicar os fenômenos naturais e a religião como pilar dos valores éticos e da busca por um sentido espiritual para a vida. É interessante ficar do lado dos pesquisadores que são contra misturar ciência com religião.
Para a ciência e a religião ou a razão e a fé, temos três caminhos possíveis: 1) São coisas separadas, e cada uma se faz sem ferir a outra (uma forma de conciliação): a ciência para explicar os fenômenos naturais e a religião como pilar dos valores éticos e da busca por um sentido espiritual para a vida. 2) Podem se misturar e entrar numa briga ferrenha, cada uma lutando para se justificar na pele da outra: a ciência dizendo que Deus é uma hipótese desnecessária e a religião rebatendo. Há muitos cientistas que nem sequer veem motivos para buscar as impressões digitais de Deus na história do Universo. 3) Podem se mistura e fingir que são amigas: mas no fundo a ciência contradizendo a religião, e a religião no fundo usando a ciência para provar racionalmente a existência de Deus. Pois uma coisa é você tentar justificar uma fé usando argumentos científicos, outra é você descobrir uma teoria científica que pode ser compatível com a fé. A história do Big Bang: O Universo surgiu há 13,7 bilhões de anos como um pontinho muito pequeno e denso, que se expandiu e deu origem a tudo o que existe – as estrelas, os planetas, você e eu.
Mas o que aconteceu antes do Big Bang? 1ª Hipótese: o tempo surgiu junto com a explosão, e portanto não existe “antes do Big Bang”. 2ª Hipótese: houve outros universos antes do nosso. E haverá outros depois dele, numa sequência eterna de renascimentos. “Cada ciclo começa com seu próprio Big Bang. Cada Universo se expande até que suas partículas perdem massa e dão lugar a uma espécie de vácuo, o tempo pára e aquele universo morre – para se transformar em outro por meio de um Big Bang. 3ª Hipótese: a lógica tradicional do Big Bang não consegue explicar tudo. Ele explica apenas 5% do Universo, porcentagem que corresponde à matéria e à energia que nós podemos perceber (a matéria e a energia que nós podemos ver e medir correspondem a uma parte bem pequena do Universo: 4%, e que formam galáxias, planetas e seres). Todo o resto, 96%, supostamente é preenchido por coisas estranhas: a energia escura e a matéria escura, que não somos capazes de ver. 4ª Hipótese: A teoria do Big Bang tampouco explica por que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido, num fenômeno chamado aceleração cósmica. Para alguns físicos, a responsável por isso é justamente a tal energia escura – que fará nosso Universo se expandir até acabar e renascer. 5ª Hipótese: talvez existam vários universos além do nosso. Isso porque, segundo uma tese bem aceita, o Big Bang não foi homogêneo. Uma porção do espaço teria se inflado muito rápido, como uma tira de borracha, e nosso Universo estaria dentro dela. “Outras partes do espaço podem ter se expandido em outros momentos”, diz o físico Marcelo Gleiser: “Haveria então outros universos, separados por espaços gigantescos”. Todos existindo ao mesmo tempo. 6ª Hipótese: uma partícula foi descoberta no ano passado: o Bóson de Higgs. Ela é uma peça-chave porque deu massa às demais partículas que compõem o nosso Universo. Logo após o Big Bang, o Universo era um caos de partículas subatômicas viajando na velocidade da luz. Só que ele estava cheio de Bósons – e conforme as partículas entraram em contato com os bósons, algumas ganharam massa e outras não. As partículas de luz (fótons), por exemplo, não ganharam massa. Mas outras, como os quarks, sim – e se transformaram em tudo o que existe. As estrelas, os planetas, você e eu.
Não temos ideia se a vida é um fenômeno exclusivo do nosso planeta, ou se também surgiu em outros lugares, no sistema solar, ou numa outra galáxia distante. Em função da Ciência atual: Hipóteses de como a vida apareceu no nosso planeta (não há certezas, apenas conjeturas): 01. Sabemos, com alguma certeza, que a vida foi aquática por longos períodos, e que a conquista do meio terrestre é relativamente recente; 02. Os fósseis também evidenciam o parentesco entre os organismos, e também nos contam que, de maneira geral, os organismos mais simples são mais antigos do que os mais complexos.
Crítica I
Fiquei indignado com mais uma das postagens apressadas e "engraçadinhas" no Facebook. Meu colega Elinaldo a encontrou "por aí" e postou na página dele. Reparem qual foi a postagem ao lado. Acho que meu colega usa gasolina para ligar os equipamentos e
as luzes dele KKKKKKK... A raiz dos males: desigualdade social.
Educação x Reclusão

E os nossos impostos, Óh...
Pasmem! Nós, brasileiros, pagamos R$969.000.000.000 de
impostos em 2011 (10% a mais que em 2010, ano em que ficamos entre os 12 países
que mais cobram impostos de seus cidadãos). É muito dinheiro que vem de todos e
de tudo: Um almoço fora (32,31% de importo na conta), água mineral (44,55%), um
cafezinho (20%), uma camisa nova (34,67%), sapato (36,17%), uma borracha e
apontador (43,19%), uma cola (42,71%), papel sulfite (37,77%), caderno e lápis
(34,99%) etc. E a conta só aumenta – no ano passado, 2012, pagamos R$1.029.000.000.000 de impostos (pela primeira vez na história, batemos recorde em impostos, conseqüência do aumento de renda dos cidadãos e das vendas do comércio). Diante de tudo isso, o pior é ainda saber que o Brasil também está
entre os países que tem o pior retorno dos impostos pagos em saúde, educação,
segurança e iluminação pública, estrada e transportes. Sabemos o quanto nossa
infra-estrutura é precária. Pela 3ª vez seguida o país foi citado em um ranking
do país que dá menos retorno pelos impostos que paga. Foram analisados 30
países com maior carga de impostos. No quesito retorno à população, na forma de
serviços públicos, lideram à lista: 1º Austrália; 2º EUA, 3º Coréia do Sul... O
Brasil ficou em último lugar: 30º Brasil, ocupando a posição de 84º de IDH
(escolaridade, renda e longevidade). Proporcionalmente nós pagamos mais
impostos do que cidadãos de muitos países ricos, tais como Japão, Suíça e
Canadá. Mas convivemos com sérios problemas sociais. Entre as causas desse
desequilíbrio tão grande estão: corrupção ou desvios de verbas públicas,
problema de gestão com a qualidade dos gastos do Brasil que está errada, muito
gasto com servidores e aposentados, sobrando pouco para investir em serviços
públicos: temos quase o dobro de Ministérios do que os EUA que tem um PIB quase
8 vezes melhor do que o brasileiro. Nós pagamos muitos tributos para sustentar
uma administração de serviços débeis. É preciso reduzir o número de impostos e
simplificar a cobrança dessa máquina administrativa. Diante dessa realidade, a
imagem do Congresso Nacional brasileiro não é exemplar e nem justa. Os Parlamentares
brasileiros são OS MAIS CAROS DO MUNDO! Um
minuto trabalhado aqui custa a todos nós, contribuintes, R$ 11.545,00. Por
ano, cada Senador, não sai por menos de R$ 33.000.000,00. O custo anual
de um Deputado é de R$ 6.600.000,00. Os valores gastos com o Congresso causam
ainda mais espanto quando comparados a países mais ricos que o Brasil. Se
fizermos a média dos custos de Deputados e Senadores, cada Parlamentar no
Brasil sai por R$10.200.000,00 por ano (dez milhões e duzentos mil reais)! (na
Itália é de R$ 3,9 milhões; na França R$2,8 milhões; na Espanha R$ 850 mil; na
vizinha Argentina, R$1,3 mil). E esse custo todo se repete nas Assembléias Legislativas,
e o pior exemplo está lá, em Brasília. Cada um dos 24 deputados distritais
custa por ano quase R$ 10.000.000,00 de reais. Os vereadores no Rio de Janeiro
e São Paulo, cada um sai, pelo menos, por R$ 5.000.000,00 de reais. Já vi que,
nós, os contribuintes e trabalhadores brasileiros, somos os mais baratos e mais
pacientes. Enquanto isso, 3.674.000 crianças trabalham no Brasil, segundo o
IBGE. Desses, os 3 milhões tem entre 14 e 17 anos (63,5% atuam na agricultura).
74,4% não recebem salário. Sofrem no trabalho infantil apenas para comer e
sobreviver. E ainda há quem pense que
os livros didáticos da escola pública são de graça, que o governo dá alguma
coisa para as pessoas ou que as obras públicas feitas em nossa cidade são da
boa vontade de nossas lideranças políticas. Somos nós, trabalhadores, que sustentamos
esse país. Acorda Brasil! Outros dados sobre a dura realidade brasileira você encontra em novas postagens.Copa das Confederações x Copa das Manifestações
O que penso sobre a onda de protestos no Brasil, vivida durante a Copa das Confederações de 2013?
A Fome
Nossa
Terra mal repartida: metade da comida produzida no mundo acaba no lixo! Os
números são assustadores e tristes: enquanto 2 bilhões de toneladas de comida são
jogadas fora a cada ano, a fome atinge 1 bilhão de pessoas por dia (em cada 7
humanos, 1 passa fome, principalmente em áreas rurais da África Subsaariana e
na região Ásia-Pacífico). Só no Brasil são 16,2 milhões, aproximadamente,
desses, a Bahia fica com 2,5 milhões pessoas em extrema pobreza. São os que
vivem em famílias com até R$ 70,00 por pessoa, a maioria vive no Norte e no
Nordeste (76%), tem até 19 anos (51%) e são pretos e pardos (71%), ou seja, nós
brasileiros também temos a “nossa África”. Nos Estados Unidos, em média, um
quarto da comida posta no prato é jogada fora (ou seja, em cada 04 pessoas que
comem, daria para alimentar mais 01). Em São Paulo, 30% da comida ainda boa
para se consumir, vão parar na lata do lixo. Enquanto isso os dados apontam
sobrepeso em boa parte da população norte-americana (35,7% dos adultos e 16,9%
das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos estão obesos). Entre nós,
brasileiros, a realidade não é muito diferente: 50,1% dos homens brasileiros
com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%.
São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres. Enquanto isso,
outros têm carência da média de calorias diárias básicas (2.000 por dia). O que
é desperdiçado seria o suficiente para alimentar toda a população faminta do
planeta. E junto com toda essa comida que é descartada vai água, terra e
energia necessárias para produzi-la. Nosso sistema econômico excludente e
desigual funciona muito bem, graças a concentração de riqueza, acompanhada da insensibilidade,
do egoísmo e do individualismo daqueles que podem esbanjar o que falta para os
outros comer. 


