Nossa
Terra mal repartida: metade da comida produzida no mundo acaba no lixo! Os
números são assustadores e tristes: enquanto 2 bilhões de toneladas de comida são
jogadas fora a cada ano, a fome atinge 1 bilhão de pessoas por dia (em cada 7
humanos, 1 passa fome, principalmente em áreas rurais da África Subsaariana e
na região Ásia-Pacífico). Só no Brasil são 16,2 milhões, aproximadamente,
desses, a Bahia fica com 2,5 milhões pessoas em extrema pobreza. São os que
vivem em famílias com até R$ 70,00 por pessoa, a maioria vive no Norte e no
Nordeste (76%), tem até 19 anos (51%) e são pretos e pardos (71%), ou seja, nós
brasileiros também temos a “nossa África”. Nos Estados Unidos, em média, um
quarto da comida posta no prato é jogada fora (ou seja, em cada 04 pessoas que
comem, daria para alimentar mais 01). Em São Paulo, 30% da comida ainda boa
para se consumir, vão parar na lata do lixo. Enquanto isso os dados apontam
sobrepeso em boa parte da população norte-americana (35,7% dos adultos e 16,9%
das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos estão obesos). Entre nós,
brasileiros, a realidade não é muito diferente: 50,1% dos homens brasileiros
com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%.
São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres. Enquanto isso,
outros têm carência da média de calorias diárias básicas (2.000 por dia). O que
é desperdiçado seria o suficiente para alimentar toda a população faminta do
planeta. E junto com toda essa comida que é descartada vai água, terra e
energia necessárias para produzi-la. Nosso sistema econômico excludente e
desigual funciona muito bem, graças a concentração de riqueza, acompanhada da insensibilidade,
do egoísmo e do individualismo daqueles que podem esbanjar o que falta para os
outros comer. Quem sou eu
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
A Fome
Nossa
Terra mal repartida: metade da comida produzida no mundo acaba no lixo! Os
números são assustadores e tristes: enquanto 2 bilhões de toneladas de comida são
jogadas fora a cada ano, a fome atinge 1 bilhão de pessoas por dia (em cada 7
humanos, 1 passa fome, principalmente em áreas rurais da África Subsaariana e
na região Ásia-Pacífico). Só no Brasil são 16,2 milhões, aproximadamente,
desses, a Bahia fica com 2,5 milhões pessoas em extrema pobreza. São os que
vivem em famílias com até R$ 70,00 por pessoa, a maioria vive no Norte e no
Nordeste (76%), tem até 19 anos (51%) e são pretos e pardos (71%), ou seja, nós
brasileiros também temos a “nossa África”. Nos Estados Unidos, em média, um
quarto da comida posta no prato é jogada fora (ou seja, em cada 04 pessoas que
comem, daria para alimentar mais 01). Em São Paulo, 30% da comida ainda boa
para se consumir, vão parar na lata do lixo. Enquanto isso os dados apontam
sobrepeso em boa parte da população norte-americana (35,7% dos adultos e 16,9%
das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos estão obesos). Entre nós,
brasileiros, a realidade não é muito diferente: 50,1% dos homens brasileiros
com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%.
São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres. Enquanto isso,
outros têm carência da média de calorias diárias básicas (2.000 por dia). O que
é desperdiçado seria o suficiente para alimentar toda a população faminta do
planeta. E junto com toda essa comida que é descartada vai água, terra e
energia necessárias para produzi-la. Nosso sistema econômico excludente e
desigual funciona muito bem, graças a concentração de riqueza, acompanhada da insensibilidade,
do egoísmo e do individualismo daqueles que podem esbanjar o que falta para os
outros comer.