01. Criação divina: essa ideia afirma que a vida foi criada por uma força superior, por uma divindade. Evidentemente, isso não pode ser verificado de forma científica; a Ciência não tem os “instrumentos” para testar essa ideia. Assim, essa crença, embora respeitável, tem mais que ver com fé do que com Ciência.
02. Origem extraterrestre: esporos trazidos por meteoritos: é um hipótese para a origem da vida na Terra. Essa ideia foi bastante popular numa certa época. Ela propõe que a vida se originou fora da Terra e chegou ao nosso planeta sob a forma de “esporos” (“formas de resistência” que certos organismos adotam quando em condições ambientais adversas, como esporos de bactérias ou de protozoários, ou ainda estruturas reprodutoras em alguns organismos, como nas plantas) trazidos por meteoritos vindos do espaço, que teriam se desenvolvido nas condições favoráveis da Terra. Um forte argumento contraria essa hipótese: os meteoritos, ao entrar em alta velocidade na atmosfera, sofrem intenso aquecimento, devido ao atrito com o ar; isso destruiria rapidamente qualquer ser vivo neles existente. No entanto, há alguns dados recentes bastante interessantes. Precisamos lembrar, inicialmente, que todos os anos chagam à Terra aproximadamente mil toneladas de meteoritos vindos do espaço. Em alguns deles, foram encontradas substâncias orgânicas, como aminoácidos, matérias-primas das proteínas, e bases nitrogenadas, necessárias para construir ácidos nucléicos. Isso mostra claramente que a formação de substâncias orgânicas no universo, passo necessário para o surgimento de vida, é muito mais comum do que se pensava no passado.
03. Origem por evolução química: é a ideia mais aceita hoje. A vida teria surgido de forma espontânea no nosso planeta, por evolução química de moléculas não-vivas. Muitos dados da Química, da Biologia e da Geologia (a ciência que estuda a origem e a formação da Terra, assim como sua transformação ao longo do tempo) reforçam essa ideia. Os cientistas, além disso, conseguiram reproduzir em laboratório algumas das condições primitivas, testando se elas poderiam ter favorecido o aparecimento da vida.
A única maneira de provar definitivamente uma coisa é usar o chamado método científico (que foi proposto por Galileu Galilei no século 16 e tem 04 etapas): 1ª) Observar um fato concreto; 2ª) Fazer uma pergunta sobre ele; 3ª) Elaborar uma hipótese, ou seja, uma resposta à pergunta; 4ª) Fazer uma experiência controlada para confirmar ou negar a hipótese. O unicórnio é um cavalo com barbicha, um chifre na testa e supostos poderes mágicos. Ele não existe, claro, é uma invenção. Só que isso é impossível de provar. Da mesma forma, não temos nenhum indício objetivo da existência de Deus – que pode perfeitamente ser apenas uma criação humana. Mas isso também é impossível de provar. Observando as 04 etapas do método científico, e tentando aplica-las na prova de existência do unicórnio, tropeçamos já na primeira etapa – porque não existe nenhum elemento concreto, como um pedaço de cabelo ou qualquer outra pista deixada por um unicórnio.
Com Deus, você consegue passar pelas primeiras fases: 1ª) Observar um fato concreto: (o Universo existe) 2ª) Fazer uma pergunta sobre ele: (foi Deus que o criou?) 3ª) Elaborar uma hipótese, ou seja, uma resposta à pergunta: (sim ou não) 4ª) Fazer uma experiência controlada para confirmar ou negar a hipótese: (Mas como vencer a quarta etapa – e criar uma experiência científica que pudesse confirmar ou negar Deus?) É difícil até de imaginar. Isso ajuda a explicar por que a existência de Deus divide a opinião dos cientistas. É possível provar que nada depende de Deus, e a partir daí inferir que ele não existe. Mas mostrar que ele não existe, felizmente para uns e infelizmente para outros, continua impossível.
Uma Conclusão: Cabe, então à ciência provar a existência de Deus? Nenhuma teoria (nem mesmo a da evolução) pode ser vista como um ameaça às crenças religiosas, porque essas duas grandes ferramentas da compreensão humana trabalham de forma complementar, e não oposta: a ciência para explicar os fenômenos naturais e a religião como pilar dos valores éticos e da busca por um sentido espiritual para a vida. É interessante ficar do lado dos pesquisadores que são contra misturar ciência com religião.
Para a ciência e a religião ou a razão e a fé, temos três caminhos possíveis: 1) São coisas separadas, e cada uma se faz sem ferir a outra (uma forma de conciliação): a ciência para explicar os fenômenos naturais e a religião como pilar dos valores éticos e da busca por um sentido espiritual para a vida. 2) Podem se misturar e entrar numa briga ferrenha, cada uma lutando para se justificar na pele da outra: a ciência dizendo que Deus é uma hipótese desnecessária e a religião rebatendo. Há muitos cientistas que nem sequer veem motivos para buscar as impressões digitais de Deus na história do Universo. 3) Podem se mistura e fingir que são amigas: mas no fundo a ciência contradizendo a religião, e a religião no fundo usando a ciência para provar racionalmente a existência de Deus. Pois uma coisa é você tentar justificar uma fé usando argumentos científicos, outra é você descobrir uma teoria científica que pode ser compatível com a fé. A história do Big Bang: O Universo surgiu há 13,7 bilhões de anos como um pontinho muito pequeno e denso, que se expandiu e deu origem a tudo o que existe – as estrelas, os planetas, você e eu.
Mas o que aconteceu antes do Big Bang? 1ª Hipótese: o tempo surgiu junto com a explosão, e portanto não existe “antes do Big Bang”. 2ª Hipótese: houve outros universos antes do nosso. E haverá outros depois dele, numa sequência eterna de renascimentos. “Cada ciclo começa com seu próprio Big Bang. Cada Universo se expande até que suas partículas perdem massa e dão lugar a uma espécie de vácuo, o tempo pára e aquele universo morre – para se transformar em outro por meio de um Big Bang. 3ª Hipótese: a lógica tradicional do Big Bang não consegue explicar tudo. Ele explica apenas 5% do Universo, porcentagem que corresponde à matéria e à energia que nós podemos perceber (a matéria e a energia que nós podemos ver e medir correspondem a uma parte bem pequena do Universo: 4%, e que formam galáxias, planetas e seres). Todo o resto, 96%, supostamente é preenchido por coisas estranhas: a energia escura e a matéria escura, que não somos capazes de ver. 4ª Hipótese: A teoria do Big Bang tampouco explica por que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido, num fenômeno chamado aceleração cósmica. Para alguns físicos, a responsável por isso é justamente a tal energia escura – que fará nosso Universo se expandir até acabar e renascer. 5ª Hipótese: talvez existam vários universos além do nosso. Isso porque, segundo uma tese bem aceita, o Big Bang não foi homogêneo. Uma porção do espaço teria se inflado muito rápido, como uma tira de borracha, e nosso Universo estaria dentro dela. “Outras partes do espaço podem ter se expandido em outros momentos”, diz o físico Marcelo Gleiser: “Haveria então outros universos, separados por espaços gigantescos”. Todos existindo ao mesmo tempo. 6ª Hipótese: uma partícula foi descoberta no ano passado: o Bóson de Higgs. Ela é uma peça-chave porque deu massa às demais partículas que compõem o nosso Universo. Logo após o Big Bang, o Universo era um caos de partículas subatômicas viajando na velocidade da luz. Só que ele estava cheio de Bósons – e conforme as partículas entraram em contato com os bósons, algumas ganharam massa e outras não. As partículas de luz (fótons), por exemplo, não ganharam massa. Mas outras, como os quarks, sim – e se transformaram em tudo o que existe. As estrelas, os planetas, você e eu.
Não temos ideia se a vida é um fenômeno exclusivo do nosso planeta, ou se também surgiu em outros lugares, no sistema solar, ou numa outra galáxia distante. Em função da Ciência atual: Hipóteses de como a vida apareceu no nosso planeta (não há certezas, apenas conjeturas): 01. Sabemos, com alguma certeza, que a vida foi aquática por longos períodos, e que a conquista do meio terrestre é relativamente recente; 02. Os fósseis também evidenciam o parentesco entre os organismos, e também nos contam que, de maneira geral, os organismos mais simples são mais antigos do que os mais complexos.
