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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988; & Artigo 3º, inciso II, da LDB - Lei nº 9.394/1996).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138). "Não existe revolução real sem esclarecimento do público pelos especialistas" (Jessé Souza, p. 123).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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18/10/2026

Zumbi Africano X Zumbi norte-americano.

O Zumbi africano.

A origem do zumbi está na África Ocidental e no folclore do Haiti, ligada às religiões de matriz africana e ao trauma da escravidão. Tanto que a palavra vem do kimbundo ndzumbi ("fantasma" ou "espírito que atormenta os vivos").

Com o tráfico de escravizados para as Antilhas (especialmente no Haiti, na época colônia francesa de Saint-Domingue), essas tradições espirituais se fundiram com o catolicismo, dando origem ao vodu haitiano. O Zumbi Haitiano Original (Vodu) ou o feiticeiro (bokor) não era um cadáver que saía devorando as pessoas, mas sim uma pessoa supostamente morta que era "trazida de volta à vida" por meio de rituais ou venenos por um feiticeiro chamado bokor. Esse corpo reanimado ficava sob o controle total do feiticeiro, funcionando como um escravo sem consciência ou autonomia.

Portanto, para os negros escravizados, a figura do zumbi representava o maior pesadelo: continuar trabalhando à força após a morte, tendo perdido a liberdade e a própria alma. Era uma metáfora da escravidão.

O Zumbi norte-americano.

Durante a Ocupação Americana no Haiti (1915–1934), relatos sobre rituais e mortos-vivos começaram a fascinar jornalistas e escritores norte-americanos. Vale ressaltar que o Haiti foi a primeira república negra independente do mundo, depois de uma longa guerra revolucionária. E tudo que é rebelde, o opressor busca estratégias para submeter, seja pelas armas físicas ou simbólicas, como a distorção cultural. 

Assim, começou a transformação por  Hollywood. No começo, os zumbis ainda eram figuras controladas por feitiçaria e misticismo, mas diretores de filmes reinventaram o conceito e, como tudo que é norte-americanizado perde sua essência original, foi abandonada a magia do vodu e transformou o zumbi em um cadáver reanimado por causas científicas/apocalípticas que se levanta para devorar carne humana, criando a base para o terror moderno que vemos em séries e jogos hoje.

Enfim, fiquemos com o zumbi africano. Aquele que faz lembrar "Zumbi dos Palmares". 

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