Qual é o melhor poder para governar?
É o que vem de Deus e supostamente é dado aos Reis? O que vem da Natureza e supostamente é dado aos Nobres? Ou seria o que é construído pelas Posses e é supostamente dado aos Impérios e Magnatas Liberais?
Na experiência histórica, já disseram que o poder deveria ser exercido pelos “filósofos-reis” (“sofocracia”), que possuiriam a sabedoria e a razão necessárias para guiar a sociedade com justiça. Maquiavel, por exemplo, separava a política da moralidade tradicional e dizia que o melhor governante é aquele que alia virtude (capacidade de adaptação) à fortuna (circunstâncias), usando a força ou a astúcia de forma pragmática para manter a estabilidade do Estado.
Bem, o melhor poder para governar vai depender da legitimidade, da justiça e da garantia do bem comum. Mas, uma coisa é certa: esse poder não pode estar concentrado em uma só mão (Monarquia ou liderança hereditária e vitalícia) ou por um grupo restrito de elite (Aristocracia). E é justamente por isso que nas repúblicas democráticas modernas que adotam o presidencialismo, como aqui no Brasil e nos EUA, ele está dividido entre executivo, legislativo e judiciário (Politeia), e é um poder baseado no interesse público e temporário, e um conjunto de leis que expressem os valores de toda a sociedade (Democracia Constitucional), isto é, pautado no princípio da responsabilidade e da alternância.
Tanto na filosofia quanto na ciência política não existe um "poder" único e absoluto considerado o melhor. Nesse caso, há que considerar que os meios também justificam os fins (Kant e Max Weber) ou os meios usados determina a natureza do fim que é alcançado e, portanto, ele precisa ter qualidade. Assim, aquele ou aquela que conseguir evitar a tirania, a oligarquia e o autoritarismo e garantir a governança será o menos pior. Afinal, a lógica dos resultados não está acima da dignidade do ser humano, que está entre um "idealismo ingênuo" e um "realismo cruel".
Enfim, o melhor poder para governar,
tanto em política quanto na vida cotidiana, é aquele que encontra o equilíbrio entre o que "deveria ser" e o que "realmente é" de
forma ética e justa.