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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 4 de julho de 2026

O melhor modelo de governar.

Qual é o melhor poder para governar? 

É o que vem de Deus e supostamente é dado aos Reis? O que vem da Natureza e supostamente é dado aos Nobres? Ou seria o que é construído pelas Posses e é supostamente dado aos Impérios e Magnatas Liberais?

Na experiência histórica, já disseram que o poder deveria ser exercido pelos “filósofos-reis” (“sofocracia”), que possuiriam a sabedoria e a razão necessárias para guiar a sociedade com justiça. Maquiavel, por exemplo, separava a política da moralidade tradicional e dizia que o melhor governante é aquele que alia virtude (capacidade de adaptação) à fortuna (circunstâncias), usando a força ou a astúcia de forma pragmática para manter a estabilidade do Estado.

Bem, o melhor poder para governar vai depender da legitimidade, da justiça e da garantia do bem comum. Mas, uma coisa é certa: esse poder não pode estar concentrado em uma só mão (Monarquia ou liderança hereditária e vitalícia) ou por um grupo restrito de elite (Aristocracia). E é justamente por isso que nas repúblicas democráticas modernas que adotam o presidencialismo, como aqui no Brasil e nos EUA, ele está dividido entre executivo, legislativo e judiciário (Politeia), e é um poder baseado no interesse público e temporário, e um conjunto de leis que expressem os valores de toda a sociedade (Democracia Constitucional), isto é, pautado no princípio da responsabilidade e da alternância.

Tanto na filosofia quanto na ciência política não existe um "poder" único e absoluto considerado o melhor. Nesse caso, há que considerar que os meios também justificam os fins (Kant e Max Weber) ou os meios usados determina a natureza do fim que é alcançado e, portanto, ele precisa ter qualidade. Assim, aquele ou aquela que conseguir evitar a tirania, a oligarquia e o autoritarismo e garantir a governança será o menos pior. Afinal, a lógica dos resultados não está acima da dignidade do ser humano, que está entre um "idealismo ingênuo" e um "realismo cruel".

Enfim, o melhor poder para governar, tanto em política quanto na vida cotidiana, é aquele que encontra o equilíbrio entre o que "deveria ser" e o que "realmente é" de forma ética e justa.