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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Como nasce a consciência de classe?

 

A formação da classe trabalhadora – o contexto.

A classe trabalhadora foi formada de baixo para cima. Nasceu de uma ferida aberta – a luta de classes em países capitalistas que se industrializavam. Sua “consciência” proveio de suas experiências cotidianas e sua cultura específica – diversas influências religiosas e culturais em sentido amplo formavam as pautas de experiências compartilhadas e depois discutidas na capela, na taberna e nos bares, espaços sociais de interação dos trabalhadores e artesãos. Logo, é uma classe trabalhadora do capitalismo industrial.

A origem da consciência...

Da “experiência vivida” para a “experiência compreendida”, isto é, das experiências compartilhadas e articuladas de maneira consciente foram construindo, paulatinamente, a ideia da necessidade de defesa dos interesses comuns de todos os trabalhadores. E um alvo comum surgiu: uma estrutura de exploração e opressão da classe senhorial, agora percebida como opressora e injusta, não mais como benevolente ou merecedora de privilégios.

A consciência de classe não é um produto mecânico e automático do desenvolvimento de forças produtivas. A consciência de classe é uma construção autóctone de uma “economia moral” baseada nos costumes, ao ponderar o que é justo ou injusto (E. P. Thompson). Assim são produzidas as associações de trabalhadores e os sindicatos, isto é, a radicalidade dos trabalhadores organizados. Mas, para crescer, é preciso de RECONHECIMENTO. É por isso que costumam apagar o brilho da luta como fruto de conquistas sindicais ou trabalhistas. Só o reconhecimento da crescente contribuição social das classes trabalhadoras provocará uma pressão política intestina à sociedade, no sentido de ampliação de representatividade e garantias de direitos dos trabalhadores (civis, políticos, sociais, econômicos...).

A disputa pelo poder de Estado.

Sabemos que o Estado tem o poder legítimo de exercer a força, tanto por suas leis quanto pelas suas armas – forças legítimas. As classes dominantes não só procuram ocupar e controlar os altos escalões do Estado, como seu grande temor é o de que a classe trabalhadora organizada tome esse poder. Afinal, sem o Estado e sem usar a “violência supostamente legítima do Estado” sem seu próprio benefício, é impossível manter a dominação social injusta. 

Eu sou um liberal-socialista...

Autossuperação caminha de mãos dados com construção coletiva. Vivo preocupado com a proteção constitucional das maiorias e seus direitos individuais, os quais devem ser protegidos inclusive da ação da própria maioria. Afinal, Democracia é método: regra da maioria, e tutela da minoria. Os direitos individuais devem estar salvaguardados inclusive da “tirania da maioria”. Nesse campo, entendo a esquerda como a busca por mais igualdade, enquanto a direita aceita e legitima as desigualdades.

Enfim, LULA não seria o que ele é hoje, não fosse a experiência SINDICAL, somada à sua experiência pessoal de vida. Não fosse sua capacidade de ponderar o que é justo ou injusto. Não fossem as VIRTUDES produzidas em sua vida e trajetória que ele acopla no PODER e na POLÍTICA que faz. É o menos pior, por isso é O MELHOR!