As invasivas da elite dominante nascem do poder do dinheiro. A elite do dinheiro age do lucro e pelo lucro. São super-ricos forjados em nações imperialistas ou em qualquer outro ponto do globo alimentado pelas classes sociais. É uma elite ávida, provinciana e medíocre.
Agem assim:
1. por meio da publicidade e da indústria cultural, tenta domesticar o trabalhador aguerrido,
rebaixando-o de cidadão a consumidor (bons salários, uma casa e um
carro na garagem – em troca de votos domesticados). Foi essa estratégia que manteve
e mantém o controle do Estado nas mãos firmes da elite norte-americana, por
exemplo;
2. tenta pregar a
percepção do ser humano definida por sua produtividade no trabalho, bens e
posses, bem como uma aparência física que exala status e ostentação;
3. se muito ceder,
seria apenas a passagem do capitalismo para o socialismo burocrático e
produtivista, o que seria apenas mais do mesmo problema;
4. ela usa a
polícia contra os trabalhadores organizados ou “paga” pela lealdade e submissão
da classe trabalhadora;
5. os ricos se uniram em uma guerra declarada
contra a esfera pública esclarecida, o conhecimento crítico e a informação
plural e sua capacidade criadora de resistência das atuais e novas gerações.
Uma guerra contra a inteligência pública para fazê-la regredir à barbárie, com
seu fascismo e suas guerras de saque;
6. é quem
patrocinou e vem patrocinando a extrema-direita no Brasil e mundo afora. Veja a crise do banco Master e do
Digimais;
7. tudo de
efetivamente importante que acontece aqui foi desenhado lá fora, quase sempre
nos Estados Unidos, o verdadeiro dono deste quintal chamado Brasil. É uma
inevitável influência norte-americana de impedir há séculos os brasileiros de
ter vida própria;
8. é impossível
compreender o Brasil e o que se passa nele sem examinar as amarras que o
imperialismo norte-americano construiu para deixá-lo eternamente pobre e
subdesenvolvido;
9. as máscaras mudam e assumem sempre um novo aspecto de modo a preservar um domínio cuidadosamente travestido de liberdade.
Enfim, as elites metropolitanas não
mandam apenas em seus respectivos países. Essas mesmíssimas estratégias buscam
enfraquecer e confundir a resistência de seu próprio povo, utilizadas por essas
elites e pelas elites nativas, que como “capitães do mato” das elites
americanas ganham um soldo, a sua parte no butim, para manter o saque comum e a
ordem interna, garantindo, assim, a obediência e a lealdade das massas
espoliadas do Sul global.
