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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Fazendo as conta$...

 Responsabilidade social precede responsabilidade fiscal, mas é preciso estar atento à saúde financeira.

Em 2020, quando eclodiu a pandemia de Covid-19, a contração do PIB foi de 4,1%. Após a pandemia, o regime fiscal do país mudou. No caso de Estados e municípios, houve um crescimento extraordinário da despesa.

Queda de arrecadação e elevação dos gastos às vésperas de ano eleitoral, possibilitada pela renegociação das dividas com a União, explicam.  

No cheque especial... 06 Estados e o DF iniciam 2026 sem dinheiro para quitar dívidas e assumir novos compromissos: Minas Gerais (caixa negativo: R$ 11,3 bilhões), Rio Grande do Norte (está negativo em R$ 3 bilhões; e gastou 56,41% de sua receita com folha de pagamentos; limite é 49%), Alagoas, DF (negativo em R$ 876,6 milhões), Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre

·       Pela legislação, governadores não podem assumir novas despesas sem recursos disponíveis e deixar dívidas para seus sucessores neste último ano de mandato. Para evitar infringir leis, governadores têm de neste último ano segurar gastos, adiar pagamentos e até cancelar serviços.

·       Sem dinheiro, máquina pública não para na hora, mas há risco de colapso. Políticas públicas e serviços sociais não podem ser impactados.

·       O Paraná é o Estado em melhor situação. O segredo? O dinheiro em caixa é resultado de um ajuste fiscal feito depois da crise enfrentada em 2014, crescimento da arrecadação após a pandemai de covid-19, melhor gestão da dívida e reformas internas para segurar gastos, recuperar a capacidade de pagamento com a União e priorizar investimentos. Com o recurso sobrando, o governo prepara a criação de um fundo soberano para mitigação de desastres naturais, quer manter o equilíbrio fiscal no longo prazo e ainda estuda criar um fundo de investimento estratégico para atrair capitais, além de investir em obras.

No período 2019-2025, governos regionais aumentaram seus gastos em cerca de R$ 500 bilhões anuais; já a União, R$ 140 bilhões. Essas despesas dos entes subnacionais incluem cerca de R$ 200 bilhões em recursos da União repassados a Estados e municípios. 

A economia brasileira superou os impactos diretos da pandemia, mas enfrenta o desafio de manter um crescimento sustentável e de longo prazo.

É por essas e outras que não está fácil ampliar os programas sociais de médio e longo prazo como merecem. Olhando à frente, os Estados vão ter uma despesa obrigatória muito maior, sendo que boa parte do vento de cauda que os ajudou a recompor a receita não vai existir.

“O que se espera é que em 2026 haverá, em razão das eleições, expansão fiscal da União e dos Estados. Toda a gordura que ainda existe será queimada neste ano. A condição inicial para 2027 vai ser um caixa mais magro e mais despesas obrigatórias”.

·       Em 2019, o governo estadual de Goiás devia duas folhas e meia em salários a servidores e tinha débitos com 4,6 mil fornecedores. A situação afetava o atendimento em hospitais e a oferta de merenda nas escolas. O Estado devia a 246 municípios as transferências constitucionais de educação e saúde;

·       Assim como Goiás, também: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,

·       A melhora nas contas desses estados foi favorecida por: maior transferência de recursos da União aos estados e municípios (IPI, Fundeb, Lei Kandir, emendas Pix...);

·       Exemplo: os repasses do Fundeb, com recursos para a educação, subiram de R$ 23 bilhões em 2019 para R$ 59 bilhões em 2025;

·       É um crescimento real de 30% em três anos, ou 10% ao ano, em média. Após a pandemia, o regime fiscal do país mudou. No caso de Estados e municípios, houve crescimento extraordinário da despesa. A perspectiva para as contas de Estados e municípios é de deterioração.

·       Nas contas de especialistas do Mercado Financeiro, o Brasil precisa de um ajuste fiscal de 2% do PIB, mais de R$ 200 bilhões, para estabilizar a dívida. Um choque para reduzir o endividamento em 02 anos exigiria esforço grande a curto prazo, difícil para qualquer governo aprovar. A pressão do Mercado Financeiro é previsível já para o próximo governo de 2027: desacelerar gasto/investimentos e apresentar plano crível para estabilização da dívida/PIB; mudar a regra do salário mínimo e endurecer o acesso ao BPC; reforma administrativa e uma nova reforma da Previdência. Quem faz conta estima que a dívida crescerá até 2035 e passará de 100% do PIB. É situação de risco grave!

Enfim, para o Mercado, 4 coisas nunca saem de moda: ajuste fiscal, controle de gastos, regulação para investimentos de boa qualidade e mecanismos de formação de poupança. 

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