Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 5 de abril de 2025

“Adolescência”: suspeitos de misoginia?

 

A minissérie “Adolescência” conta a história da prisão de um menino inglês de 13 anos, acusado de assassinar uma colega, aparentemente movido por um impulso misógino. A trama investiga como a escola, a família e a cultura da internet podem ter colaborado para a tragédia.

Bem, o que é “pânico moral”? É uma reação desproporcional a grupos sociais percebidos como ameaças graves aos valores e à ordem de uma sociedade. Que fenômeno é essa da “juventude desviante”? Adolescentes misóginos à espreita, nas famílias e nas escolas, para cometer feminicídios. Mas, isso não é regra geral como se fosse sinal de uma ameaça social iminente a exigir respostas drásticas – vigilância sistemática nas famílias, medidas punitivistas nas escolas ou políticas públicas baseadas no medo.

Enfim, é preciso alerta, preocupação e prevenção. Mas não precisa alimentar nenhuma histeria coletiva. Afinal, o medo social pode incorrer em uma sociedade menos segura, um sistema educativo traumatizado, jovens criminalizados preventivamente e famílias destruídas pela suspeita. Não alimentemos aquilo que pretendemos sufocar.

Tarifaço (ilógico) de Trump.

 

“Trump está dinamitando as estruturas econômicas e políticas que garantiram décadas de prosperidade global, com expressiva e inédita redução da pobreza” (Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA): altamente incerta).

- Não faz sentido, pois nas últimas décadas, os EUA foram, entre os mais ricos, o país que mais cresceu. Subiu o PIB, e subiu a renda per capita.

- Nasceram lá e lá continuam as empresas do século XXI, aquelas baseadas na tecnologia de alta performance: Aplle, Meta, Amazon, Microsoft, Google e Nvidia (que produz chips para IA).

 - O iPhone foi inventado nos EUA, continua sendo projetado por lá, mas é montado mundo afora, especialmente na China.

- Com Trump cobrando tarifa de importação de 65% de todo produto originário da China, ficará muito mais caro. Isso é inflação.

- Com o preço mais alto, certamente haverá menos consumidores em condição de pagar. Isso é desaceleração, desemprego.

- Mesmo a indústria automotiva, de séculos anteriores, está em perigo: trabalhadores de Detroit, as ações da Ford despencaram, a Stellantis (Chrysler, Jeep e Ram) colocou trabalhadores americanos em licença (parou a produção no Canadá e no México, onde são montados os carros depois exportados para os EUA).

- a lógica é rasteira: se os americanos compra mais produtos dos estrangeiros que os estrangeiros compram dos americanos, então os EUA estão sendo roubados? Ora, se os americanos gastam mais, é porque poupam menos do que investem. Já são ricos para isso. Os produtos importados facilitam a manufatura local e melhoram a vida dos americanos.

- Enfim, sim, a globalização deixou muitos para trás, também nos EUA. A questão econômica e política destes tempos é como incluir essas pessoas e países. Trump quer quebrar o sistema achando que melhorará a vida dos americanos, danem-se os outros. Mas, por serem os maiores, os EUA são os que têm mais a perder.

·       As possíveis consequências da guerra tarifária:

- inflação e desemprego;

- desaceleração da economia mundial;

- queda inevitável do comércio global;

- possível recessão;

- incerteza nas expectativas;

- fim da contínua prosperidade geral.

Em socorro à Dívida de entes federativos!

 

A dívida de estados e municípios criada por renegociações com a União aumentou 17% de 2023-2024 – de R$ 619 bilhões para R$ 727 bilhões. Apenas cinco estados respondem por l90% das dívidas: São Paulo, Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás (desses, o único sem problemas fiscais é SP).

É preciso amortizar 20% dessas dívidas com a entrega de ativos e reduzir a zero o pagamento de juros, trazendo alívio nessas dívidas, como quer o recém-aprovado Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Ele visa transferência de renda da União aos entes federativos que a ele aderirem.

Afinal, quando a União vem em socorro aos endividados é para evitar a paralisia de serviços básicos. Mais uma vez Lula acerta. O Propag está aí, à disposição de toda a Federação. Quem se dispuser a atender às contrapartidas camaradas pode aproveitar para alongar o perfil de sua dívida em prol dos benefícios sociais e da distribuição de renda!

Viva o povo brasileiro!

O equilíbrio da necessidade.

 

A situação crítica na segurança pública pede moderação jurídica. É preciso enfrentar criminosos e proteger inocentes dos tiros da polícia. E o uso de câmeras corporais nas fardas/viaturas dos policiais, a obrigatoriedade de autópsia e a determinação para que a PF investigue organizações criminosas com alcance interestadual e internacional, além de suas conexões com agentes públicos, foram acertados.

Não se pode adentrar nas favelas com operações policiais sem moderação. Por outro lado, os civis pedem proteção das forças de segurança. As incursões são necessárias, mas o trabalho da polícia não pode ser indiscriminado. Afinal, algumas ações exigem excepcionalidade. O objetivo deve ser identificar as quadrilhas, seus líderes e modus operandi, em especial movimentações financeiras.

Helicópteros devem ser usados, mas com cautela. Afinal, os criminosos estão cada vez mais bem armados, e seu poder de força não pode superar o da polícia. Estamos falando de comunidades dominadas por traficantes e milicianos que subjugam moradores e levam terror ao estado. Essas quadrilhas tem de ser reprimidas.

A polícia precisa ter liberdade para fazer seu trabalho in loco. Mas isso não significa um salvo-conduto para dar tiros a esmo, pondo a população em risco. As ações devem ser bem planejadas, respeitar os cidadãos e proteger a vida de inocentes. Não há por que escolher entre a redução da letalidade policial e o combate ao crime. Não são objetivos excludentes.

Enfim, não se pode retirar todas as marras que emperram o trabalho da polícia. Mas, é preciso monitorar suas operações para evitar abusos e excessos. De um lado, o enfrentamento à criminalidade; do outro, o combate à letalidade. Equilíbrio. Estará acertando no alvo quando houver melhorias nos dados sobre letalidade e garantia de bem-estar dos civis.

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Verdade do fascismo atual.

 

O fascismo é menos um sinal de loucura, tolice ou “desinformação”, e mais um sintoma de uma transformação social objetiva em curso, isto é, uma transfiguração ideológica da teoria do colapso de Marx.

 A formação pode conduzir à barbárie e à dominação, algo que o nazismo revelou ao propagar nas instituições escolares uma “falsa cultura”, que impedia o pensamento crítico. Como este mundo, tão desenvolvido científica e tecnologicamente, pode ter ao mesmo tempo tanta miséria. Prestar atenção ao que acontece no mundo obriga a entender a formação das pessoas e analisar o papel tanto das instituições de ensino como dos meios de comunicação. Nosso interesse precisa se voltar pela dimensão emancipatória que deve promover educação, cultura e ética destinadas à formação de pessoas democráticas.

“Melancólico, pessimista, iluminista, duro, datado, perene”.


quarta-feira, 2 de abril de 2025

A GUERRA DA TECNOLOGIA


A disputa global pela inteligência artificial se intensifica com a ascensão da chinesa DeepSeek, com um modelo que desafia o domínio dos gigantes americanos e redesenha o futuro nesse campo.

A atenção monstruosa que alguma coisa recebe faz dela o maior palco de propaganda do momento. Um spot de 30 segundos pode custar R$ 45 milhões. Entende agora o fetiche da mídia e das redes pelo sensacionalismo?

As Magnificas Sete – Nvidia, Meta, Amazon, Tesla, Apple, Microsoft e Alphabet – os titãs americanos têm superado com frequência o desempenho geral do mercado acionário nos EUA, o que se deve em boa medida ao apelo irresistível dos avanços tecnológicos. Por trás das disputas pela liderança tecnológica e por mercado, há também uma briga geopolítica (os EUA simplesmente proibiram a Nvidia de vender seus chips mais avançados para a China a título de segurança nacional. A tensão é ainda maior quando se leva em conta que os chips são fabricados em Taiwan, a 700 quilômetros da costa chinesa).

De um lado, ditaduras usam a tecnologia para roubar informações e ganhar poder; de outro, as democracias que criam regulações, também impedem o pleno desenvolvimento da IA. Já não há mais dúvida de que a IA gera muito valor, mas ainda não sabemos quem vai se apropriar dele (líderes fascistas? Bilionários? Consumidor final?).

A criadora do Chat-GPT vende a narrativa de que a única maneira de a tecnologia avançar é aumentando exponencialmente o poder de processamento dos chips e data centers, e chegou a pedir 1 trilhão de dólares ao governo do democrata Joe Biden, no ano passado, para que os Estados Unidos se mantivessem na liderança do setor. Ao lado dos parceiros Oracle, de computação em nuvem, e dos fundos de investimento SoftBank e MGX, a empresa conseguiu apoio do presidente Trump para o projeto Stargate, que promete colocar 500 bilhões de dólares até 2030 na maior infraestrutura de centro de dados de IA do mundo. Mas a rápida replicação da DeepSeek mostra que vantagens técnicas não duram muito – mesmo quando as empresas tentam manter seus métodos em segredo.

·       Grandes empresas de inteligência artificial (IA). A concorrência é tão acirrada que, nessa nova era, apontar a empresa que sairá vencedora na batalha da IA é uma tarefa impossível.

·       Neste ano de 2025, a Open AI (criadora do ChatGPT), Meta (dona do Facebook e da ferramenta de IA I.lama) e Alphabet (Google e Gemini) travaram uma batalha pelos corações, mentes e bolsos dos consumidores. Todas com um inimigo chinês em comum: a DeepSeek (companhia de versão de IA comandada pelo executivo Liang Wenfeng (o dono controla um hedge fund de sucesso), que se deu a missão de liderar engenheiros da Universidade de Zheejiang, principal startup de IA da China, para construir uma IA geral (AGI) tão inteligente quanto humanos que, em vez de começar a ferramenta do zero, seus pesquisadores aproveitaram o que já existia e, com isso, apagou em apenas 1 dia mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado das empresas concorrentes de tecnologia – no fatídico 27 de janeiro, o advento estrondoso da DeepSeek fez a cotação das empresas de tecnologia tombar). Ou seja, a rápida replicação da Deepseek mostra que vantagens técnicas não duram muito, mesmo quando as empresas tentam manter seus métodos em segredo. Além do prejuízo, o feito também arrancou parabéns/reconhecimento da Nvidia, Alphabet e o fundo de venture capital Sequoia. Afinal, o feito conseguiu modelos fortes com recursos limitados. Ela jogou por terra a ideia prevalecente de que só gigantes com capacidade para investimentos da ordem de centenas de bilhões de dólares poderiam competir com IA (a ferramenta custou apenas US$ 5,6 milhões no seu treinamento final, o salário anual recebido por um desenvolvedor gabaritado nos EUA). A inovação da empresa foi tamanha (em vez de começar do zero, construiu sua IA usando modelos existentes open-source, ou seja, de uso livre e gratuito, especificamente, foi usado o modelo Llama da Meta como base já pronta, com um pré-treinamento mais eficiente e aprendizado por reforço) que desmentiu tudo o que se acreditava a respeito da indústria, atingindo o nível de qualidade e eficiência dos líderes de mercado americanos a uma fração do custo (não menos que US$ 100 milhões a 1 bilhão gastos no desenvolvimento do GPT-4), usando chips muito menos sofisticados.

·       Ao contrário das concorrentes, a empresa não quis replicar a lógica do pensamento humano. Ou seja, as IAs até então disponíveis no mercado processam tudo o que as pessoas produzem a fim de recriar o caminho que percorreram para chegar às suas conclusões.

·       O R1 foca no processo conhecido como “tentativa e erro”. Sua inteligência é alimentada por uma série de perguntas. Sempre que acerta, aprende e replica o processo dali em diante. Se erra, não repete mais. Ao final do treinamento, os pesquisadores jogam fora o que não serve, diminuindo drasticamente a quantidade de informação de que precisam para rodar o sistema. Menos processamento, mais barato para treinar sua IA, em menor quantidade, menos uso de energia. Essa combinação permitiu: menos poder computacional e dinheiro. Enfim, truques de engenharia mais inteligentes para obter mais resultados.

·       O que chocou o mundo foram duas coisas: 1) a arquitetura que levou a novos modelos; 2) ter conseguido replicar tão rapidamente as conquistas da OpenAI em meses (que seria de 1 ano ou mais);

·       Para Sam Altman, do ChatCPT: a única maneira de avançar na tecnologia é investir muito.

·       Elon Musk: o dono da Tesla e do X ofereceu 97 bilhões de dólares pela OpenAI.

·       O otimismo veio com a ideia de que a produtividade das indústrias iria subir drasticamente (notáveis ganhos e aumento de lucros com a IA).

·       A empresa que mais se beneficiou do ciclo de hype foi a Nvidia, fabricante dos chips sofisticados que as empresas de IA usam.

·       Bill Gates, cofundador da Microsoft, disse que, se tivesse de começar tudo do zero agora, investiria toda a sua energia em uma empresa de IA.

Leis ambientais europeias.

 

·       As pressões das leis ambientais europeias são pesadas, mas não são ruins – exige que o Brasil cumpra o princípio de não vender algo provindo de área desmatada. Afeta indiscriminadamente, porque o Brasil criou o álibi de permitir desmatar 20% e preservar 80% de uma área (logo, há do “desmatamento legal”). E agora o Brasil precisa se defender os EUA da forma mais inteligente possível, mas sem iniciar uma briga com a União Europeia. Afinal, você não pode ser atacado por um lado, e atacar outro. A hora é de fazer acordos.  

Novas tarifas de Trump.

 Não queremos brigar, mas não seremos subservientes.

·       O Plano Tarifário de Trump – “Tarifas Recíprocas”, ou seja, cobrar o mesmo que é cobrado dos EUA – uns 20% “Tarifa é a palavra mais bonita do dicionário”, a principal arma da política externa. Possibilidade de escalada da Guerra Comercial dos EUA. Trump promete tarifas recíprocas para produtos importados. Vários países já prometeram retaliar. Novas tarifas dos EUA sobre produtos importados. Tarifas recíprocas aos parceiros comerciais. Afeta o Brasil e vários outros países. Os investidores gostam mesmo é de previsibilidade. Governos e empresários aguardam várias respostas. Canadá, México, UE. Austrália, França. Aberto a negociar ou aprofundará a guerra comercial? As Bolsas de valores já estão afetadas pelo mundo.

- 4 de fevereiro: 10% sobre produtos da China. Depois, 20%. China retaliou com 15% sobre gás natural, carvão, maquinário agrícola, restrição de minerais importantes (para produtos de alta tecnologia).

- 4 de março: 25% sobre produtos do Canadá e México. Os dois maiores parceiros comerciais dos EUA. 25% sobre aço e alumínio importados pelos EUA. 25% sobre veículos e autopeças dos EUA. Um automóvel importado dos EUA subirá US$ 10 mil. 

·       Câmara vota Projeto com respostas ao aumento de tarifas. Senado já aprovou o texto por unanimidade. Que medidas o Brasil poderá adotar para responder a barreiras comerciais adotadas por outros países?

quinta-feira, 20 de março de 2025

23. Brasil: 36º país mais feliz.

Brasil sobe ranking da Felicidade (ONU): 36º lugar. É o segundo país sul-americano mais bem colocado, atrás apenas do Uruguai.

Quais são os países que tem a população mais feliz? Os países nórdicos lideram. A pesquisa leva em conta 6 fatores-chave:

- Pib per capta;

- expectativa de vida;

- apoio social;

- sentimento de generosidade

- sentimento de liberdade

- percepção da corrupção.

Tamanho da família, fazer refeições em companhia e acreditar na bondade alheia influenciam na sensação de felicidade.

22. Projeto do Imposto Mínimo.

 

Já está no Congresso o Projeto que amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil (terá que ser votado primeiro pelos Deputados e depois os Senadores, ainda este ano, para entrar em vigor no ano que vem). O Texto deve passar por Comissões da Câmara antes de ir para o Plenário (mas ainda não há qualquer previsão de data para que a proposta comece a tramitar). O Pacote também inclui um desconto para a faixa de renda entre R$ 5-7 mil. São medidas populares, mas o Governo vai enfrentar resistência.

Existe uma reação para não taxar os super ricos. O Congresso já indicou que, entre taxar e cortar gastos, vai optar por uma proposta de aperto fiscal. A proposta do Governo é isentar quem tem renda até R$ 5 mil e taxar quem tem renda a partir de R$ 50 mil/mês, que impactaria 141 mil pessoas e beneficiaria 20 milhões de brasileiros. O foco é aumentar a taxação de altas rendas para compensar a queda de arrecadação de mais de R$ 25 bilhões por conta da isenção do imposto para quem ganha até R$ 5 mil.

A proposta do Governo é aumentar a taxação para quem ganha acima de R$ 50 mil/mês ou mais de R$ 600 mil/ano. A Receita Federal vai levar em consideração: salário, recebimento de aluguéis, dividendos (lucros distribuídos a acionistas de uma empresa) e outros rendimentos (já valores como herança e venda de bens, como carros e imóveis, ficam de fora). E se a renda passar de R$ 600 mil/ano, aí o imposto será progressivo, até chegar 10% dos rendimentos acima de R$ 1,2 milhão. Enfim, o que se quer, é que as pessoas que têm altíssima renda no Brasil (+R$ 1 milhão), colaborem com uma alíquota mínima. Isso vai afetar a vida de 100 mil brasileiros para favorecer 20 milhões de pessoas. As medidas são justas e precisam ser aprovadas logo, afinal, trata-se de dividir renda e fazer justiça social.  




·       Orçamento do Governo. Congresso vota hoje:

- Relatório do senador Ângelo (PSD): o volume fica próximo do ano passado: R$ 50 bilhões.

- enviou ofícios para remanejar recursos e abrir espaço no orçamento para gastos com programas sociais: vale gás, pé-de-meia, linhas de crédito para o Minha Casa Minha Vida, o pagamento do reajuste do funcionalismo público...