·
A mídia faz de tudo o que está ao seu alcance para aumentar a
incerteza sobre a política fiscal do governo.
"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).
"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).
“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).
“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).
·
A mídia faz de tudo o que está ao seu alcance para aumentar a
incerteza sobre a política fiscal do governo.
O estado crítico da poluição marinha no país: chocar, provocar ações e sair em defesa de políticas públicas e de uma mudança na cultura de consumo de plástico no Brasil.
306 praias em 201 cidades em 17 estados
foram analisadas em seu índice de microplástico. A Bahia ficou em 5º entre os
litorais com menor densidade do material, um índice abaixo da média nacional. A
“Praia do Jardim de Alah”, em Salvador, é a mais poluída do estado. Já “Pântano
do Sul”, em Florianópolis (SC), é a praia mais poluída por microplástico da
costa brasileira. O quadro ambiental merece atenção, pois os microplásticos
entram em cadeias alimentares e podem ser muito nocivos à saúde animal e
humana. Esses dados provém do maior estudo já realizado sobre o perfil dos resíduos
marinhos no Brasil realizado pela Sea Shepherd Brasil, em parceria com
o Instituto
Oceanográfico da USP.
·
Do
total de resíduos, 91% são plásticos, sendo 61% itens descartáveis, como tampas
de garrafa. Entre os macrorresíduos, o maior volume foi de bitucas de cigarro (1
em cada 12 itens são filtros de cigarro);
·
Necessitamos
de políticas públicas mais robustas e ações governamentais urgentes para
enfrentar a crise da poluição.
·
A
expedição seguiu uma metodologia científica rigorosa, seguindo o protocolo da
UNEP para a coleta de dados, com amostras analisadas em laboratório para
identificar a origem dos microplásticos.
·
91%
dos resíduos são plásticos; 61% plástico de uso único, 22% plásticos de vida
longa e 17% apetrechos de pesca.
· 97% das praias têm microplásticos.
Enfim, tem relatório e mapa interativo.
Saiba mais em... https://seashepherd.org.br/raio-x-dos-residuos/
E reportagem no Jornal À Tarde: https://atarde.com.br/bahia/acumulo-de-microplasticos-gera-cenario-alarmante-no-litoral-brasileiro-1289609
· Avaliação do Governo Lula: a administração, a maneira de governar e a confiança.
· Brasil: muitos padrinhos do mesmo campo político, estão em canoas diferentes.
· Brasil: prefeitos bem avaliados, e disputando com a máquina na mão, em marcha batida para se reeleger.
RIO DE JANEIRO:
SÃO PAULO:
BELO HORIZONTE:
GOIÂNIA:
·
Em torno de Bruno Reis há 13 coalizões. Mais de 60% avaliam bem a
administração de Reis, mas também tem voto homogêneo. Ele não colou em
Bolsonaro. O PT é forte no estado da Bahia, mas não na capital, Salvador.
Se há uma palavra que define bem a situação do PT nessas Eleições Municipais de 2024 é...
· "Defecções": Deserção, Desaparecimento, Abandono, Desistência, Apostasia, Rebelião. Faltas, ausências, desaparecimentos, deserções, desistências.
Isto é, sem Lula na campanha, petistas sofrem nas capitais e veem debandada de aliados (BH, Salvador, Belém, Aracaju, João Pessoa). Alas do PT estão desembarcando das campanhas e tentam acordos informais para conter avanços de adversários (ligados ao ex-presidente JB).
·
Governistas
enxergam a ausência de Lula também como uma forma de se desvencilhar de
eventuais derrotas;
·
Antes
de a campanha começar, aliados previam uma participação mais intensa de Lula
(que foi tomado pelo escândalo de assédio sexual de Silvio Almeira, as
queimadas criminosas pelo país e o problema das Bets, mal tinha saído da crise
provocadas pelas enchentes no RS), fora a agenda de compromissos
internacionais;
·
Bolsonaro,
por sua vez, tem percorrido o país e já visitou seus candidatos em capitais
cujos adversários ainda aguardam uma ida de Lula;
· Para compensar a ausência de Lula, ministros do Palácio do Planalto têm reforçado agendas em cidades do interior na reta final da campanha, pretendendo eleger aliados.
Enfim, o quadro já é
complicado para o PT, que não administra nenhuma capital. A falta de fôlego
eleitoral torna a margem do PT mais estreita. O partido saiu das urnas em 2020
sem conquistar nenhuma capital, resultado que o partido tenta evitar em 2024.
As maiores esperanças de vitória estão em: Teresina (Fábio Novo), Fortaleza (Evandro
Leitão) e Goiânia (Adriana Accorsi).
-
Exceções à regra fiscal aceleram crescimento da dívida pública.
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Projeções compiladas pelo BC apontam para patamar de 90% do PIB em 8 anos.
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Contas em expansão: o aumento dos gastos públicos fora da regra do arcabouço
fiscal tem pressionado a dívida pública brasileira;
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É projetada uma curva ascendente que possa chegar até a 89,7% do PIB em 2032 (deve fechar 2024 em 78,2% do
PIB).
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O cenário é agravado pela taxa de juros em patamar alto.
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Situações emergenciais propiciaram nos últimos meses que diversas despesas
fossem excluídas da regra do arcabouço, seja com aprovação do Congresso ou aval
do STF: a antecipação do pagamento de precatórios; os recursos extraordinários
para enfrentamento das queimadas e das enchentes no Sul; e ampliação de crédito
subsidiado.
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A dívida do governo cresceu muito durante a Pandemia (chegou a 87,7% do PIB). Regrediu
com a retomada da economia e o crescimento da arrecadação, mas subiu no início
do Lula.3 (78,6%). A dívida não cresce apenas pelo descompasso entre o que o
governo gasta e arrecada (pega mais dinheiro emprestado), mas também em relação
ao dólar (se o dólar sobe 1% a
dívida aumenta R$ 10,7 bi), a inflação
(a cada 1p.p = R$ 17,4 bi), Selic (1
p.p = R$ 50,3 bi). Tudo relacionado: se tiver descontrole fiscal, pressiona o
dólar, que leva à inflação e que força elevar a Selic. Tudo pressiona a dívida
que pressiona a condição fiscal do governo.
A Lei de Ficha Limpa é a única lei de iniciativa popular produzida no Brasil. São penas de 8 anos de ilegibilidade e 12 anos em caso de nova condenação. Em vigor há quase 15 anos, a Lei da Ficha Limpa já não é mais eficaz como antes para combater a infiltração do crime organizado na política. O risco no deferimento da candidatura de alguém associado ao crime não se restringe à infiltração nas estruturas do Estado. A violência começa antes, com a associação às facções de tráfico, milícias ou narcomilícias. Tudo isso, com acesso a financiamento criminoso, formação de currais eleitorais, impedindo acesso de outros candidatos, e intimidação de eleitores que vivem nessas localidades. Um conjunto de ações que devasta o equilíbrio do pleito e macula todas as dimensões da soberania da vontade popular.
Para aperfeiçoar a Lei da Ficha Limpa é preciso compreensão adequada do Brasil real e atual, com requisitos mais rigorosos e assegurando novos instrumentos para análise da vida pregressa do candidato. É forçoso lembrar que, superado o registro da candidatura, somente outra ação teria condições de tirar o mandato do empossado, o que levaria anos de tramitação , com imensurável prejuízo ao Erário e à coletividade. Enquanto isso, o eleitor exerce a função pública com lastro em votação e que não atende ao pressuposto constitucional do voto livre e soberano, pois é obtida por intimidação e, por isso, sem respeitar a efetiva manifestação da vontade do eleitor.
A premissa de uma reforma que contemple o anseio social é compreender que, sobre o direito de qualquer cidadão de postular um cargo eletivo, deve prevalecer o direito fundamental de o eleitor fazer sua escolha de modo consciente. O que demanda um ambiente eleitoral livre de ameaças, pressões ou percepções distorcidas, proporcionadas pelo abuso de poder econômico e pelo domínio territorial de Estados paralelos.
15 anos de Lei da Ficha Limpa:
· A Lei Complementar nº 135 de 2010, mais conhecida como
Lei da Ficha Limpa, é uma lei brasileira que foi emendada à Lei Complementar nº
64/1990 (Lei de Inelegibilidades). A lei foi originada de um projeto de lei de
iniciativa popular idealizado pelo juiz Márlon Reis, entre outros juristas, que
reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas com o objetivo de aumentar a idoneidade
dos candidatos.
· A lei proíbe que políticos condenados em decisões
colegiadas de segunda instância possam se candidatar, mesmo que ainda exista
possibilidade de recursos. Também torna inelegível por oito anos um candidato
que tiver o mandato cassado ou renunciar para evitar a cassação.
· O projeto que deu origem à lei foi aprovado na Câmara dos
Deputados no dia 5 de maio de 2010 e no Senado Federal no dia 19 de maio de
2010 por votação unânime. Foi sancionado pelo Presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva transformando-se na Lei Complementar nº 135, de 4 de junho
de 2010. Em fevereiro de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a
lei constitucional e válida para as eleições subsequentes.
Em alguns cantos do Vale do Silício, alguns cientistas brincaram com as possibilidades do jeito novo de organizar as redes neurais, modelos de organizar a informação que imitam a arquitetura do cérebro humano. Quando se usa uma quantidade muito grande de dados para treinar esse tipo particular de modelo, ele é capaz de reproduzir a sintaxe gramatical e, de alguma forma, a lógica das reações humanas. É capaz de conversar.
·
Hoje, chamamos modelos como o GPT 3,5 de primeira geração. Eles custam, em média, US$ 10 milhões para
treinar. São muito convincentes na capacidade de conversar, e há muitos desse
tipo por aí.
·
O GPT 4 marcou
o surgimento da segunda geração – custa por volta de US$ 100 milhões para
treinar. Outros dois modelos alcançaram o mesmo nível de capacidade. São o Gemini
1.5, do Google, e o Claude
3,5, da Anthropic, financiada pela Amazon.
· O Llama 3.1, da Meta, está tecnicamente na mesma geração, embora ainda com resultados não tão bons. É a mesma situação do Grok 2, da xAI, de Elon Musk
Recentemente, o GPT ganhou a
capacidade de raciocinar com lógica, tornando-se mais eficiente que os
concorrentes para encarar problemas matemáticos.
“Votar é preciso e descolonizar o voto é ainda mais preciso” (Pompeu).
Cada vez mais, temos observado a influência das religiões no resultado das urnas.
Há candidatos a prefeito e a vereador que usam de maneira ostensiva sua identidade religiosa (alta de 225% nos últimos 24 anos).
Há, também, certa lenda urbana a nos convencer de que no Brasil todas as religiões convivem em perfeita harmonia. De que extremismo religioso só existe no Oriente Médio. Não! Mas a intolerância étnico-religiosa ocorre por aqui desde a chegada do colonizador, que traçou uma inequívoca estratégia de hegemonia religiosa.
Povos originários, africanos escravizados, asiáticos e até europeus não cristãos foram e ainda são gravemente discriminados por sua fé, em que pese todo o arcabouço jurídico regulatório existente.
Hoje, 5 séculos depois, ainda se disputa um eleitorado por sua orientação religiosa.
Dogmas religiosos são usados para interferir na gestão pública.
Precisamos de políticos “terrivelmente” religiosos para governar? Qual o limite entre política e religião?
Mundo afora, inclusive aqui, muito esforço foi necessário para delimitar as fronteiras entre religião e Estado. A laicidade, instituída no Brasil por meio do Decreto 119-A, de 1890, um ano antes da primeira Constituição republicana, é uma pérola da democracia. Uma cláusula a favor de todos, independentemente dos ventos que soprem.
Na democracia, grupos sociais podem e devem se fazer representar. Porém não lhes cabe comprometer a laicidade, sufocar a diversidade nem atender a propósitos de dominação neocoloniais.
Enfim, nossa população precisa estar
atenta e nossas instituições precisam ser fortes o bastante para não sucumbir à
tentação nem aos interesses de uma teocracia.
Fé no voto! Não ao voto de fé!!!
“Um resultado como este representaria a consagração, pelo voto popular, da violência política, da defesa da tortura, do negacionismo científico, da destruição de direitos, do descaso com os mais pobres, do desprezo com a cultura, com as minorias e com a democracia, além do vasto programa de destruição do meio ambiente”.
A esquerda deveria ter e saber jogar com 2 ou mais personalidades. Fechada em seu ego vaidoso, criticando e destruindo os seus, a direita soube direitinho tirar proveito disso. Vejamos:
·
Primeiro,
“o voto útil” esse nosso velho conhecido nas eleições, responsável por tantas
surpresas nas últimas campanhas eleitorais, volta a dar as caras.
·
RJ: Ramagem, candidato apoiado por Bolsonaro, tem leve melhora
de posição, mas é voo de galinha. Eduardo Paes vai levar. A candidatura da
esquerda de Tarcísio Motta tem aparecido estagnada (o candidato do PSOL tentou
a campanha inteira atrair os votos da esquerda para si, sem negar Lula).
Entretanto, o PT apostou no menor dos males, e apoia a reeleição de Eduardo
Paes. Até agora, no entanto, os que votaram em Lula no segundo turno da eleição
presidencial estão indo majoritariamente para Eduardo Paes, e é possível que a
campanha de voto útil tenha êxito entre a esquerda carioca para impedir que
Ramagem consiga ir ao segundo turno. CONCLUSÃO: Bolsonaro está capenga por
lá, êba!
·
SP: Direita usa estratégia de bater (cadeirada) na direita (em si)
até saltarem dois/duas candidatos/personalidades que se complementam (e quem
faz o exorcismo é a mídia, representada pelo apresentador/candidato, Datena, do
PSDB). Com seus dois candidatos brigando pela divisão do eleitorado
bolsonarista e caminhando de maneira quase independente nos últimos dias de
campanha, sem que o ex-presidente tente intervir.
·
À esquerda, Lula foi tragado pelos incêndios (físico e moral), cuja
cortina de fumaça prejudicou a visibilidade que afastou o presidente não só da
candidatura de Boulos, mas do suporte de toda a sua base de esquerda pelo país.
Boulos vencerá a disputa, mesmo indo para o segundo turno? Dificilmente. O
problema da esquerda paulistana é não ter representante no segundo turno, o que
seria uma derrota de grandes proporções. A disputa acirrada pelo segundo turno
levou a que um grupo de artistas e intelectuais divulgasse texto defendendo o
voto útil a favor de Boulos, para impedir que a direita leve seus dois
candidatos ao segundo turno (trágico e certeiro).
·
A esquerda já apanhou muito e ainda não aprendeu. Anda muito
defasada em algumas escolhas, sem falar do tamanha da desunião demonstrada em
suas Federações. Egos inflados que brigam para se dividir (em vez de se unir),
tem apenas fortalecido a direita, o que não é bom.
·
Um
grupo de artistas e intelectuais que reúne também juristas, jornalistas e
empresários lançou um manifesto pregando o voto útil em Guilherme Boulos (PSOL)
para evitar que o segundo turno nas eleições para a Prefeitura de São Paulo
seja disputado por dois bolsonaristas. O texto do manifesto afirma que a frente
ampla “que impediu [Jair] Bolsonaro de permanecer no poder [ao derrotá-lo nas
eleições de 2022] precisa se levantar novamente para evitar que este segundo
turno de consagração do bolsonarismo aconteça”.
·
Bolsonaristas de todo o país se articulam para transformar o
próximo domingo em um momento de virada, que elegeria candidatos bolsonaristas
em muitas capitais do país. Esse bloco antidemocrático tem dois objetivos: 1) dar uma grande demonstração
de força e 2) colocar as máquinas de muitas prefeituras importantes a serviço
da candidatura presidencial do bolsonarismo em 2026.
· Diante disso, fazemos um chamado a todas as pessoas comprometidas com a empatia, a democracia, a humanidade e o futuro para que votemos, já neste domingo, em Guilherme Boulos.
Enfim, a direita está otimista numa
vitória importante no quadro nacional, mas deixa um futuro incerto. Tomara que
o voto útil frustre esse otimismo outra vez. Fizemos isso em 2022, que a
nacionalização repita isso outra vez!