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São Francisco do Conde, Bahia.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

O ouro branco do século XXI.

 A corrida pelo Lítio no Jequitinhonha é só o começo. As mineradoras estrangeiras estão vindo para o Brasil e, junto com elas, mão de obra qualificada para explorar nossas riquezas e levar nossos postos de trabalho.

O sal de lítio é mais concentrado, por isso chamado de “ouro branco”. 

Ele custa mais caro que a pedra minerada. 

O caminho do desenvolvimento implica adicionar valor à riqueza que a natureza entrega quase pronta ao Brasil. Temos que ser rápidos, não se podem deixar as empresas se consolidarem fora do país. Essas vantagens brasileiras precisam ser transformadas em empresas e fábricas brasileiras que produzam aqui. Isso se chama desenvolvimento local e nacional. Afinal, tudo isso não pode simplesmente gerar riqueza para empresas estrangeiras de olho no mineral, mas desenvolvimento, sustentabilidade e bem-estar social para as nossas presentes e futuras gerações. Com mais arrecadação, temos condições de transformar a cadeia produtiva, gerando emprego e industrialização, sobretudo nas áreas de menor IDH, sofridas socialmente. Enfim, combater a pobreza. Para isso, precisamos investir em tecnologia, empresas brasileiras, qualificação de mão de obra e muita, muita educação (formar nossa própria mão de obra no mercado interno em vez de importá-la).


O Brasil tem 8% das reservas mundiais de lítio, o mais leve dos metais, usado na bateria de celulares, laptops e veículos elétricos. Logo, a maior demanda é do setor de baterias, que responde hoje por 90% do mercado/demanda mundial. Mas, também é de uso na indústria farmacêutica, cerâmica, graxas, lubrificantes...

O lítio fica cravado num mineral chamado espodumênio (encontrado na rocha pegmatito), de onde é extraído. A rocha é rica de outros minerais, tais como: muscovita, feldspato, quartzo... Assim, o espodumênio é separado, carregando o lítio que não existe sozinho na natureza.

Sua importância é muito estratégica: é um metal fundamental para as indústrias de todo o planeta. O coração do Vale do Jequitinhonha (MG) guarda 85% das reservas brasileiras. A minha com mais tempo em operação na região é a Mina da Cachoeira (32 anos).

Mapa das minas.

Onde estão as maiores reservas mundiais de Lítio?

O Vale do Jequitinhonha, em MG, já é conhecido no Mercado Internacional como o Vale do Lítio. 23 países do mundo têm reservas de Lítio. Um estoque de 98 milhões de toneladas. O segundo maior produtor mundial é a Austrália (28,9%); o primeiro é o Chile (46,6%) que, sozinho, oferece quase a metade de tudo o que consumido no mundo todo. Junto com a Argentina e a Bolívia, o Chile forma o triângulo do Lítio e concentram 60% das reservas mundiais. 

Nossas reservas são em rochas (com teor 10x mais), como na Austrália, que concentram mais lítio do que nos desertos de sal (0,3%). O diferencial é que eles têm a tecnologia pesada investida nisso. Em maio, investidores do mundo todo foram apresentados ao Vale do Jequitinhonha, em um evento na bolsa de valores Nasdaq, em Nova York (EUA). O projeto, Vale do Lítio, é um projeto dos governos Federal (ainda de Bozo) e de Minas Gerais (Romeu Zema), para atrair exploradores aos municípios com maiores reservas. A multinacional Canadense que vem explorando o Vale desde 2016, exportou para a China o primeiro carregamento neste ano. 




Há reservas nesses estados: nossas reservas são em rochas, que concentram mais lítio do que os depósitos do triângulo do Chile. 

É uma estrada sem volta, porque fabricantes de veículos vem investindo pesado para trocar a tecnologia dos motores a combustão e a indústria de autopeças rastreia fornecedores de matéria-prima para os carros elétricos, isto é, lítio. A demanda de baterias de íon de lítio no setor automotivo cresceu +65%. O maior fabricante mundial dessas baterias é a China. 

Enfim, o caminho do desenvolvimento implica adicionar valor à riqueza que a natureza entrega quase pronta ao Brasil. Temos que ser rápidos, não se podem deixar as empresas se consolidarem fora do país. Essas vantagens brasileiras precisam ser transformadas em empresas e fábricas brasileiras que produzam aqui. Isso se chama desenvolvimento local e nacional. Afinal, tudo isso não pode simplesmente gerar riqueza para empresas estrangeiras de olho no mineral, mas desenvolvimento, sustentabilidade e bem-estar social para as nossas presentes e futuras gerações. Com mais arrecadação, temos condições de transformar a cadeia produtiva, gerando emprego e industrialização, sobretudo nas áreas de menor IDH, sofridas socialmente. Enfim, combater a pobreza. Para isso, precisamos investir em tecnologia, empresas brasileiras, qualificação de mão de obra e muita, muita educação (formar nossa própria mão de obra no mercado interno em vez de importá-la).

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Nômades Digitais.

Nômades digitais (trabalhadores sem endereço fixo) impactam a vida de grandes cidades no mundo! Nos EUA, eles são quase 17 milhões de pessoas (+131%).

·       A pandemia acelerou a tendência do trabalho remoto que vinha crescendo. E, se as atividades profissionais podem ser feitas à distância, por que não fazê-las de lugares onde há um custo de vida mais baixo e lugares bonitos?

·       Receber pagamento adequado pro lugar de custo de vida alto e morar onde o custo é baixo. Em tempos de internet de alta velocidade se pode levar qualquer um mundo à fora. 


Lula & Zelensky.

 A importância do diálogo para a construção da paz. 

Uma mesa de negociação é muito mais barata que uma guerra.

Os EUA já deram quase US$ 50 bilhões em armas, mais do que todos os países europeus juntos! O total da ajuda ucraniana até agora é de US$ 110 bilhões, incluindo a humanitária. Isso é mais do que a verba anual que os EUA gastam com a NASA, a Guarda Costeira, a Proteção das Fronteiras, a Segurança dos Aeroportos e a Imigração, somadas.

A média de apoio mundial a Zelensky caiu. Embora ainda seja maioria no mundo, caiu para 51% e nos EUA 56%. Já na América Latina, só uma minoria apoia Zelensky (Argentina e México, menos de 30%). No Brasil, só 33%.

Zelensky demitiu todo e segundo escalão do Ministério da Defesa. Motivo? Toda essa ajuda financeira pode estar sendo desviada. A Ucrânia é, para a Transparência Internacional, um dos países mais corruptos do mundo!

Enfim, EUA e Europa ainda gastarão muito mais! A fome de dinheiro continua...


 Lula na ONU faz uma profunda reflexão da política no planeta e cala o mundo. Combate à desigualdade, destruição do meio ambiente e nova governança mundial, objetivos estratégicos da humanidade que se entrelaçam, tem interfaces e definem o futuro da vida no planeta. Não se trata mais de empurrar com a barriga a decisão para 2030, 2050, é já. Nada justifica uma guerra tradicional por ambição geopolítica, que desvia recursos em armas, com tanta fome e desigualdade. 

“Coreografias do Impossível”.

 Quando a diversidade propõe inúmeras questões, não faz sentido sair carregando qualquer certeza.

Estamos falando da 35ª Edição da Bienal de Arte de SP, criada em 1951, o maior evento de Arte Contemporânea fora da Europa.  Essa edição tem como objetivo levar diversidade e inclusão para dentro da exposição. Seu tema: “Coreografias do impossível”. Uma licença poética para denunciar pelas várias formas de arte a violência, o preconceito e as desigualdades.

Entre outras coisas, o trabalho exalta a figura feminina e o protagonismo das mulheres, dar voz aos povos originários e migrantes (aqueles que deixaram seus lugares porque foram perseguidos). Trabalho que se conecta também com negros escravizados na região de Ouro Preto (MG); flechas (espirituais para abrir caminhos)...

Além de destacar o Brasil no mapa da cultura mundial é uma mostra que procura se aproximar do público, fazendo-o se enxergar, ao expor, de diversas formas, questões que refletem a sociedade atual. Uma discussão importante de diversos temas sociais, com artistas indígenas, LGBT e afrodescendentes.

Enfim, atravessar limites, escapar das impossibilidades do mundo... Quando a diversidade propõe inúmeras questões, não faz sentido sair carregando qualquer certeza. Estimular a discussão, sair com questionamentos mais do que com respostas...

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Agricultor no VERMELHO não cuida do VERDE.

 

Produtores rurais recebem ajuda para proteger nascentes de rios com a ajuda de prefeituras. O projeto Conservador das Águas: a prefeitura identifica as nascentes nas fazendas, planta mudas nativas da região, cerca tudo para que o gado não pise e remunera os donos da terra (R$ 30,00 por hectare/mês).

A prefeitura faz uma parceria com uma ONG para avançar no plantio de mudas. E são várias organizações que trabalham com os municípios para que eles criem as suas legislações, que fomentem a restauração e também tenham os seus programas municipais para a restauração acontecer.

Enfim, o agricultor no vermelho não cuida do verde. O agricultor que cuida do verde não fica no vermelho.

terça-feira, 19 de setembro de 2023

50 anos de PNI.

 Programa Nacional de Imunizações. 50 anos, um orgulho nacional! Ele foi instituído em 1973. Um programa que protege brasileiros de mais de 30 doenças. Enfim, é preciso retomar o sucesso brasileiro das campanhas de vacinação. Um planejamento histórico que conseguiu unificar o calendário de vacinação.

O controle de doenças se tornou possível graças ao trabalho de cientistas, profissionais de saúde e um grande esforço de comunicação. Em 1977 foi criado o Calendário de Vacinação para todo o país. Em 1980 começaram os dias nacionais de imunização. A organização das campanhas e a qualidades dos centros de pesquisa e produção colocaram o Brasil na vanguarda do mundo.

Graças ao PNI foi possível erradicar a Pólio, eliminar doenças como a Rubéola, Tétano e o Sarampo.

Enfim, há muita gente trabalhando para que o PNI tenha no futuro a força do seu passado, e para que a vacinação seja sempre um pacto coletivo pela saúde de todos e de cuidado com cada um. 



Que profissões passaram a pagar mais na última década?

 

Conhecimentos nas áreas de Tecnologia e Matemática. O mercado de trabalho está atrás desse conhecimento, como está escasso, a valorização cresce. Será cada vez mais valorizado pelo mercado conhecimentos que não são facilmente substituíveis por máquinas. Nesses que precisamos investir, pois serão cada vez mais valorizados. Habilidades de propor soluções e inovar serão preciosidade, bem como a capacidade de trabalhar em equipe.

Enfim, trabalhar com máquina não quer dizer trabalhar como máquina. Fica a dica! O robô não se emociona, nem faz a mínima ideia do que seja empatia, isto é, como se encontra a pessoa ao lado. Capacidades que são só nossas, e que estabelece o limite da substituição do humano pelas máquinas.




Educação e Pesquisa no Brasil.

 

No ano passado, pela primeira vez em 3 décadas, a produção de artigos científicos no Brasil, caiu! Foram 7,4% a menos do que em 2021 (enquanto no mundo subiu +6,11%). Entre 51 países analisados, ficamos em último lugar.

Falta de bolsas e salários baixos são consequências da queda do financiamento da ciência no Brasil. Uma situação agravada pela pandemia. Em geral, as bolsas brasileiras pagam mal. Além de oferecer menos vagas que o necessário.

Com tantas dificuldades para se fazer pesquisa no Brasil, muitos cientistas desistem – não da ciência, mas do país. A fuga de cérebros está esvaziando os laboratórios brasileiros.

Enfim, para estancar a sangria de talentos, é preciso pensar na Ciência como prioridade. Afinal, a inovação se alimenta do conhecimento gerado na academia. Precisamos de mais investimentos!



15 anos da exploração de petróleo no Pré-Sal.

 

A exploração brasileira de petróleo no Pré-Sal completa 15 anos neste mês. Nesse período, o óleo extraído em alto-mar, há pelo menos 7000 m de profundidade, mudou o cenário energético do país.

A plataforma em alto-mar é uma verdadeira indústria no oceano. Tanta tecnologia com rígido sistema de controle e segurança não é para menos, pois as reservas de pré-sal estão em alta profundidade sob várias camadas.

O primeiro óleo extraído do pré-sal foi no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no dia 02 de setembro de 2008.

Atualmente, 80% do petróleo produzido pela Petrobras vêm do pré-sal – são 31 plataformas e 5,5 bilhões de barris extraídos de águas profundas. Num futuro próximo, segue como o principal investimento da área de energia. Serão mais 11 novas plataformas até 2027. O pré-sal receberá 67% de todo o investimento da Petrobras (US$ 64 bilhões) em exploração e produção nos próximos 5 anos. O desempenho nas reservas do pré-sal levou o Brasil a ser autossuficiente e até exportador de petróleo (apesar de ainda ter de importar derivados como o diesel). Eles importam o petróleo e nós temos que comprar o diesel porque o nosso petróleo, e a características de nossas refinarias, não permite que nós tenhamos todo o diesel que a gente precisa.

Enfim, o Brasil pode até ser autoficiente em petróleo, mas não é em todos os seus derivados. Precisamos de mais tecnologia, mão de obra qualificada e educação para se tornar completos.




Discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU.

 

Seguindo a tradição, é o Brasil que faz o discurso de abertura no palco mais importante da Diplomacia Mundial. A voz de Lula representará o Sul Global ou os países menos desenvolvidos. A maioria deles implora o fim da guerra na Ucrânia para desfazer a escassez mundial de alimentos.

Temas centrais: a luta contra as mudanças climáticas, a guerra na Ucrânia e a necessidade de apoio aos países do chamado Sul global, entre outras questões urgentes que afetam o mundo todo (e não apenas uma parte dele), especialmente os países mais pobres que são a maioria. O efeito das mudanças climáticas (que tem atingido justamente os mais pobres); a pobreza e a fome (que estão aumentando); a insuficiência do Banco Mundial e do FMI (diante do enorme endividamento dos países menos desenvolvidos); a falta de representatividade (inclusive da própria ONU, onde é urgente a reforma e ampliação do Conselho de Segurança).

Pela 8ª vez vô Lula vai cobrar dos países ricos assumir mais responsabilidades no combate à fome e a desigualdade social (pauta importante na política externa e doméstica), e que ajudem os emergentes no processo de transição energética (Lula se coloca como líder dos Emergentes). Defenderá que o mundo precisa de paz e cooperação, em vez de conflitos. E também haver mais equilíbrio entres os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. E defender uma Reforma no Conselho de Segurança da ONU (assim como a reforma do Banco Mundial e do FMI). Também o combate das mudanças climáticas (prioridade do Governo). Apresenta o Brasil como exemplo na transição para a energia limpa. Os países ricos precisam cumprir sua agenda de compromissos, já que possuem uma maior dívida para o Aquecimento Global.

Alguns dos principais pontos do discurso de Lula: 

·       Confiança na capacidade humana de vencer desafios e evoluir para formas superiores de convivência. Mantenho minha inabalável confiança na humanidade.

·       Defendeu o multilateralismo na relação entre as nações.

·       Quando as instituições reproduzem as desigualdades elas fazem parte do problema e não da solução.

·       No ano passado, o FMI disponibilizou US$ 168 bilhões em direitos especiais de saque para países europeus, e apenas US$ 34 bilhões para países africanos. Essa representação é inaceitável!

·       O Neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política que hoje assola as democracias. Seu legado é uma massa de deserdados e excluídos. Em meio aos seus escombros, surgem aventureiros de extrema direita, que lesam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas.

·       A fome atinge hoje 735 milhões de seres humanos, que dormirão sem saber se terá o que comer amanhã.

·       Os 10 mais ricos possuem mais que os 40% mais pobres.

·       Os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por quase metade do carbono lançado na atmosfera.

·       Nossa luta é contra a desinformação e os crimes cibernéticos.

·       Aplicativos e plataformas não devem abolir as leis trabalhistas pelas quais tanto lutamos.

·       Resolver as desigualdades dentro dos países requer incluir os pobres dentro do orçamento nacional e fazer os ricos pagarem impostos proporcionais ao seu patrimônio.

·       Os conflitos armados são uma afronta à racionalidade humana.

·       Investe-se muito em armamentos e pouco em desenvolvimento. No ano passado, os gastos militares somaram mais de US$ 2,224 trilhões. As despesas com armas nucleares chegaram a US$ 83 bilhões. Valor 20 vezes superior ao orçamento regular da ONU. 

Infelizmente, muitos líderes, em vez de participar desse debate urgente, decidiram por se esquivar. Entre os ausentes estão: Putin (Rússia), Chi Ji Ping (China), Macron (França), Sunak (Reino Unido), Mode (Índia), Lope Obrador (México)...

Enfim, paz na Ucrânia, justiça climática e uma ordem mundial menos injusta.


Outros destaques: 

·       É a reforma ou a ruptura. Um mundo em desequilíbrio. Os desafios globais são cada vez maiores. As tensões geopolíticas estão aumentando. E tudo que parece é que somos incapazes de nos unir para responder. Há urgência climática, tecnologias desruptivas (IA)... Precisamos ter reformas nas instituições multilaterais, como o Conselho de Segurança. Existem muitos interesses e agendas em jogo, mas a alternativa “reforma” não é o status quo. Ela é uma maior fragmentação. É a reforma ou a ruptura.

·       Progressos do passado. Retirada de pessoas da pobreza extrema. O combate de doenças, como malária, tuberculose e AIDS. Defendeu a ampliação de segurança da ONU, aliado ao secretário-geral e ao presidente Lula. Precisamos de mais vozes e perspectivas sobre a mesa. É importante fortalecer alianças com países dos 5 continentes. Defendeu competitividade com a 2ª maior economia do mundo (a China), mas de maneira responsável (para que não resulte em conflito). Uma Assembleia feita promovida pela paz está assombrada pela guerra. EUA e aliados vão continuar apoiando os ucranianos.

·       A Rússia está usando a fome como arma de guerra? Há sequestro de crianças que estão sendo levadas para a Rússia e ensinadas a odiar a Ucrânia (laços familiares rompidos, exemplo claro de genocídio). Os crimes de guerra precisam ser punidos. A Rússia tem que voltar a seu território, e os países precisam se unir para que isso aconteça.