Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 6 de junho de 2022

Epidemia de nicotina entre os jovens.

 

Os cigarros eletrônicos foram criados sob a falácia de que viriam para ajudar os adultos já viciados a superar a dependência. Os estudos mostram que não é verdade: eles nada mais são do que dispositivos para administrar nicotina – a droga que provoca a dependência química mais escravizadora. Todo o esforço que nós fizemos para reduzir o número de fumantes será perdido. Estamos criando uma legião silenciosa de dependentes de nicotina e de fumantes passivos que ficarão com os pulmões doentes, agredidos pela fumaça dos que fumam os eletrônicos.

Pesquisa da UFP revelou que 19,7% dos adultos entre 18 e 24 anos já experimentaram o eletrônico. É quase 3 vezes a taxa da população em geral (7,3%). Adolescentes que começaram a usar cigarro eletrônico tiveram uma probabilidade 3,5 vezes maior de experimentar o cigarro comum. E de +4 vezes a começar a usar regularmente o cigarro comum.

A indústria não tem muito interesse nos velhos fumantes. Eles já estão viciados e já fizeram suas doenças. Não querem falar sobre isso. O que querem é que o público jovem comece a usar o mais novo produto – que é o cigarro eletrônico.

Desde 2009, a ANVISA proíbe a venda, a importação ou a propaganda de cigarros eletrônicos. Mas, essa decisão voltou a ser analisada porque existem 19 projetos de Lei sobre os cigarros eletrônicos tramitando no Congresso Nacional. Há um movimento ou pressão intensão sobre a Agência para liberar. 

O que tem dentro de um cigarro eletrônico não é só aroma, nicotina e ácidos. Alguns tem remédios para pressão alta, remédio para controlar o batimento cardíaco, remédio para quem tem convulsão e epilepsia, antibiótico... É fumar medicamentos. E em medicina a gente não fuma medicamentos (são tomados via oral ou injetáveis na veia/músculo).

- quase 20% dos nossos jovens já experimentaram cigarro eletrônico.

- estamos criando uma legião de dependentes em nicotina.

- discurso enganoso.

- cigarro eletrônico aumenta em +42% a chance dele ter um infarto. +50% de asma.

“Em média, um cigarro comum oferece 15 tragadas. Um maço (com 20 cigarros) teria então 300 tragadas. Logo, um vaporizador de 1.500 tragadas seria equivalente a 5 maços. Porém, é mais complexo, pois 1 cigarro comum no Brasil tem até 1mg de nicotina. E os diversos tipos de PODS, vendidos ilegalmente e sem fiscalização, pode entregar muito mais nicotina”.

- Muito ansiedade.

- Existe um grande histórico de produtos destinados a adultos caindo nas mãos de menores de idade. “Agora a gente vai ficar rico. Seja qual for as consequência, eles que se danem!”.

- Estou devolvendo a moral e a ética para a minha própria vida.

É preciso combater essas empresas numa ponta, e educar/informar/orientar a nova geração sobre as ameaças desses dispositivos. Não são produtos isentos de riscos. A síndrome de abstinência traz irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, doenças... Enfim, acaba por destruir nossa liberdade de escolha. 










domingo, 5 de junho de 2022

Escolas desconectadas do mundo virtual.

 

Num ano que o país se prepara para instalar nas capitais a tecnologia 5G (internet das coisas: carros autônomos, sem motorista), quase 15 mil escolas de ensino básico da rede pública (11% = 14.894 escolas das 137.000 existentes) não têm Internet e 6 mil não têm nem energia elétrica. A grande maioria nas regiões Norte e Nordeste.

Outras 101.000 escolas públicas até tem internet, mas de baixa qualidade, pois não chegam nos 20 Mbps necessários para fins pedagógicos.





sexta-feira, 3 de junho de 2022

A pandemia deu uma pancada na Educação.

 Há um baixo crescimento no Brasil (pibinho), pois temos uma série de travas históricas que são de muito conhecidas e muito pouco tratadas pelas esferas políticas do país: surtos de inflação alta (que corrói o poder de compra das famílias), baixo nível de investimentos (capital), falta formação de mão de obra (qualificação profissional: Brasil está na posição 57º no PISA em 77 países, com nota 413 pontos em leitura EM). Um grave problema, porque na economia moderna você precisa de uma mão de obra superqualificada.



quinta-feira, 2 de junho de 2022

Censo do Ensino Superior

Em 2020, matrículas em cursos presenciais das Universidades Federais caíram pela primeira vez desde 2003:

- a queda foi registrada nos cursos presenciais: - 6,2%.

- a queda se repete nas universidades públicas como um todo (nas redes Federal, Estadual e Municipal): - 6,4%.

- também houve queda presencial nas universidades particulares: -10,7%. Mas, no geral, acabou havendo um grande aumento por causa das graduações à distância: +26,2%.

Algumas razões: não foi só pandemia, houve forte desinvestimento em educação superior pelo Governo, tirando dinheiro das bolsas e dos auxílios (moradia e transporte), e também o aumento no custo de vida, a queda de empregos formais ou o aumento do desemprego, a dificuldade em conciliar os estudos com o trabalho, e outros fatores, fizeram muitas pessoas abandonarem a universidade para sobreviver.  





sábado, 28 de maio de 2022

Ritmo lento...

Ministério da Saúde amplia a recomendação da dose de reforço para adolescentes de 12 a 17 anos. Ela deve ser aplicada 4 meses depois da 2ª dose, preferencialmente com a vacina da Pfizer.

Os casos leves estão provocando a falsa impressão de que a dose de reforço nem sempre é necessária. Houve falha na comunicação, e é preciso investir numa séria campanha de vacinação, sobretudo entre essa população mais jovem (18 a 24 anos) que está com baixíssima cobertura vacinal. Afinal, há perde de resposta imunológica e as pessoas não estão se dando conta que estão voltando a ficar desprotegidas.

Justo agora que a taxa de transmissão do coronavírus voltou a ficar acima de 1,0. Agora em maio, cada 100 pessoas estão infectando outras 101 pessoas. Os testes positivos estão apresentando índices crescentes semanalmente. Tudo isso indica que medidas protetivas devem continuar, como uso de boas máscaras em locais de aglomeração.








Petróleo: analisando uma imagem...

O mercado mundial de combustíveis está abalado, e isso coloca o mundo em situação de alerta porque influencia diretamente no fornecimento de energia que move a economia global. Repare...

Ano de 2016: o petróleo estava barato. As petrolíferas não achavam que era bom investimento a perfuração de mais poços (e petróleo não é renovável, ou seja, consumiu acabou, se você não investir em novos poços e só ficar com o que tem, a produção cai na casa dos 10% a 12% ao ano). Além disso, estavam no auge das discussões as energias renováveis (solar, eólica, biomassa) que prometiam ganhar mais espaço no armazenamento de energia com novas tecnologias (e não decolou tanto assim). Assim, como não houve grandes investimentos, o mundo todo teve uma queda nas reservas de petróleo. E isso explica o comportamento da linha no próximo ano...  

Ano de 2020: o preço do petróleo aumentou, e mesmo assim as petrolíferas lucraram, porque não investiram mais tiveram maiores ganhos com a alta do preço. E o que aconteceu neste ano? A Pandemia. A paralisação reduziu a frota de carros e voos, e o consumo do petróleo despencou. Mas, as vacinas chegaram e trouxeram junto as flexibilizações. A retomada da economia explica o próximo ano...

Ano de 2021: O consumo voltou com força, mas os investimentos estavam parados. E essa demanda reprimida fez...

Ano atual de 2022: O gráfico dos preços subiu rapidamente. É basicamente uma crise de oferta. É a melhor hora para se fazer uma guerra? Sim e Não. “Sim” para o Ocidente que está usando a crise global para derrubar a reputação da Rússia. “Não” porque a Rússia deixou de vender petróleo para a Europa com as sanções impostas (e desviar sua venda para China, Índia e Paquistão). Enfim, o lado Ocidental está em crise.


Análise atual: Biden implora para as petrolíferas produzirem mais petróleo, mas não é assim tão rápido e fácil (demora anos, pois só para garantir um navio de plataforma demora de 3 a 4 anos). Para um campo novo de petróleo entrar em produção, considerando aspectos físicos e legais, é na casa de 5 a 7 anos. Putin também não tem tantas condiçõe$ de aumentar a produção, e o que está vendendo lá pelo Oriente mesmo teve que fazer novas rotas com o bloqueio dos oleodutos para a Europa (e aí o preço de transporte sobe).

E quando se volta para o Brasil, e a crise na Petrobrás criada pelo Governo Bolsonaro e sua política de paridade em dólar, tudo fica pior. Logo, não há uma solução imediata e o pessoal está enchendo menos o tanque. Além da alta do diesel e da gasolina, há um impacto em cadeia nos transportes e atinge também os alimentos com os fretes. O brasileiro está pagando em média R$ 7,28 pelo litro da gasolina, recorde histórico de 18 anos! Diesel R$ 6,61 e R$ 5,54. 

Enfim, inflação descontrolada num mercado de grande desemprego e baixa renda, o que isso significa? Mais miséria. No capitalismo não há solução fácil para o trabalhador/consumidor. Se o preço está alto o que faz diminuir a procura, pode até ajudar a controlar o valor dos produtos. Mas, ao mesmo tempo em que uma queda no consumo pode ajudar a controlar a inflação, pode também acabar desacelerando a economia e levar todo o mundo a uma recessão.


·         De olho no custo eleitoral da alta dos combustíveis. 4º presidente no Governo Bozo. Só ficou 40 dias. É um dos Secretários de Guedes no Ministério da Economia. Em 2019 passou da iniciativa privada para a área pública.





 


sexta-feira, 27 de maio de 2022

Retorno presencial e aumento dos casos de violência entre alunos nas escolas de SP.

 “É na escola que esses sentimentos de tristeza, angústia, medo, preocupação, menos-valia, de não ter aprendido, de saber menos, de não conseguir se organizar ou se disciplinar da maneira que os professores estão querendo que vão se manifestar de algum jeito. Então surge a violência de diversas formas: com agressões a si, que são as violências autoprovocadas ou com agressões aos outros”.

- é consequência da falta de convívio social durante a pandemia.

- retomada de aulas presenciais provoca muitos casos de violência.

- o aumento dos conflitos levou as escolas a reforçar os programas que promovem o diálogo entre os estudantes, com atividades presenciais ou remotas. São sessões que todos se expressam. Dão e recebem apoio (quem já foi vítima ou algoz).

- ampliar as sessões com psicólogos e abrir as escolas aos fins de semana para aproximas as famílias do ambiente escolar. Desenvolver atividades de convivência, de respeito e atividades sócio emocionais.

- o longo período de escolas fechadas, por causa da pandemia, afetou o comportamento dos estudantes. 



quinta-feira, 26 de maio de 2022

Como combater a desigualdade?

 “A redução da desigualdade não é só possível, mas também alcançável. A pandemia nos mostrou que seguir as políticas manipuladas de ontem é uma receita que resulta em mais catástrofes. Ninguém deve viver na pobreza; ninguém deveria viver com tamanha riqueza bilionária inimaginável; a desigualdade não deve mais matar. A única saída para esta crise é mais igualdade” (Oxfam, Lucrando com a dor, pp. 12-13).

O caminho a seguir...

1.      Os governos precisam adotar medidas fiscais progressivas, tais como:

A)    Um imposto patrimonial permanente para os mais ricos;

B)    Um imposto pandêmico urgente sobre os lucros excessivos das maiores corporações do mundo;

C)    Um imposto de solidariedade pandêmico urgente de 99% sobre a nova riqueza bilionária.

2.      Os governos devem aumentar a proteção social, implantar controle de preços, cancelar as dívidas dos países mais pobres, redirecionar os Direitos Especiais de Saque (SDRs) para os países mais pobres e introduzir impostos mais jutos;

3.      Os governos podem evitar a crise do custo de vida que a população enfrenta, contendo os lucros corporativos e o crescimento excessivo da riqueza bilionária;

4.      Um plano de resgate econômico, instando tomadores de decisão a agirem para evitar os danos causados pela inflação rápida e construir um mundo mais sustentável;

5.      Os governos devem implantar medidas tributárias altamente progressivas que, por sua vez, devem ser usadas para investir em medidas poderosas e comprovadas que reduzem a desigualdade, como proteção social universal e saúde universal.

Enfim, os governos devem ser responsabilizados – e os direitos das pessoas protegidos – para garantir que o dinheiro seja gasto dessa maneira. Para isso, precisamos fortalecer as democracias populares e combater as corruptas, pois o vírus da elite financeira está infectando esses governos populares legítimos para converter financiamento público em riqueza privada.



terça-feira, 24 de maio de 2022

O impacto da pandemia no ensino.

 Estudantes brasileiros chegam ao 3º ano do ensino fundamental sem saber ler. E chegam ao ensino médio sem entender o que leem. São milhares de estudantes brasileiros chegando no Ensino Médio, isto é, terminando o 9º ano, sem conseguir ler fluentemente.

Na verdade, isso já era um problema que se aprofundou e agravou-se com a pandemia.

 É preocupante o quadro de aprendizado em Língua Portuguesa:

·         Mais da metade estão chegando ao 3º ano do Ensino Fundamental sem ter habilidades básicas de leitura, como reconhecer personagens de uma história. E 13% continuam assim ainda no 6º ano.


·         1 em cada 3 termina o Ensino Fundamental sem conseguir ler com fluência, e dificuldades com a ortografia. 

 “É fundamental garantir a alfabetização na idade certa, porque as crianças nessa idade precisam consolidar esses conhecimentos e essas habilidades para conseguirem finalizar sua trajetória escolar em toda a educação básica com sucesso, ou seja, tudo aquilo que ele tem direito de aprender nesse período”. 

Precisamos criar formas de ensinar os alunos a gostarem de ler. O MEC precisa criar uma política nacional para multiplicar iniciativas nessa direção por todo o país. Afinal, essa é a grande atribuição do Governo Federal – coordenar os esforços de Estados e Municípios para que haja um alinhamento sempre com base naquilo que funciona. 


domingo, 22 de maio de 2022

A pandemia cobrou um preço mais alto das mães.

 

Quando as escolas fecharam as portas e as crianças tiveram que ficar em casa, muitas mulheres foram obrigadas a abrir mão do emprego.

Cai a participação de mulheres com filhos no mercado de trabalho. Desligadas e invisibilizadas assim que se tornam mães. O impacto do nascimento de um filho na participação de homens e mulheres no mercado de trabalho (que já é historicamente desigual). O estudo levou em conta só as pessoas casadas:

- Quando ainda não tem filhos, 7 em cada 10 homens (71%) em idade ativa estão no mercado de trabalho. Nessa mesma situação, são 48% das mulheres. É uma diferença de -21,66 p.p

- Quando nasce um bebê, essa desigualdade mais que dobra (-49,56 p.p).

- Historicamente, as atividades do lar e a maternidade estão associadas às mulheres. E quanto mais tempo se fica fora do mercado de trabalho, você deixa de se qualificar e ganhar experiência, ficando ainda mais difícil para ser reinserido.

É tarefa do poder público dar condições às mulheres para continuarem empregadas, mesmo depois da chegada dos filhos. O Estado precisa garantir os cuidados pelas redes de creches e pré-escolas e educação em tempo integral. Assim, as mulheres terão mais oportunidade de adentrar e permanecer no mercado de trabalho, aumentando a renda da família. Tudo isso contribui para o consumo, a produção e o investimento, tendo um impacto generalizado sobre o próprio crescimento econômico.