Quem sou eu

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São Francisco do Conde, Bahia.
PsicoPedagogo.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Pobres morrem mais de Covid-19.

 Eles não têm a opção de fazer quarentena. Ou partem para a sobrevivência ou morrem de fome! Assim, atrás de renda e sem home office, eles se contaminam e morrem mais de Covid-19. E é assim que os pobres desafiam às ruas o pão de cada dia.

Muito poucos das classes D e E tiveram a opção de se proteger; na A/B, quase 1/3 encontrou opção. Ou seja, os mais ricos e escolarizados no Brasil puderam se proteger bem mais que as pessoas de menor renda e pouca educação.

Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e São Paulo foram os estados mais afetados pela pandemia em termos de queda na ocupação. Na média, a taxa caiu 9,5% no Brasil em 2020, mas ela chegou a ceder 14,3% no Rio e 11,3% em São Paulo.

Estudos apontam que áreas pobres no país e bairros da periferia de São Paulo chegaram a ter três vezes mais mortes causadas pelo coronavírus do que outras regiões.
 
Quem menos pôde alterar o local e a forma de trabalho (indo para Home Office)?
 
·         Classes A/B: (renda domiciliar superior a R$ 8.303).
- 28% puderam alterar o local de trabalho durante a pandemia.
- Entre as profissões mais intelectualizadas, 44% alteram o local de trabalho.
- 95% têm computador em casa.
- onde estão os empregadores, trabalhadores da ciência ou intelectuais, dirigentes e funcionários públicos.
- 34% dos que têm ensino superior alteraram o local de trabalho.

·         Classe C: (que ganhou destaque nos anos 2000 e tem renda entre R$ 1.926 e R$ 8.303).
- somente 10,3% fizeram isso.
- A taxa cai para 8% entre os com ensino médio completo, que puderam alterar o local de trabalho.

·         Classe D/E: (renda até R$ 1.926).
- apenas cerca de 7,5% tiveram essa opção.
- estão principalmente os ocupados no setor de serviços, como funcionários de supermercados, vendedores e frentistas de postos.
- Quase 95% deles continuaram trabalhando no mesmo local na pandemia.
- Agora, no pior momento da pandemia no Brasil, não só o total de beneficiários do Auxílio Emergencial será muito menor como os valores foram reduzidos drasticamente.
- No ano passado, o benefício foi pago entre abril e dezembro (R$ 600 ao mês inicialmente, e depois R$ 300, a 66 milhões de pessoas), com R$ 293 bilhões empregados. A nova rodada (de R$ 250, em média, a 45,6 milhões) está prevista para durar apenas quatro meses e somar R$ 44 bilhões —​15% do total de 2020.​
- e a 6,6% entre os que têm apenas o fundamental puderam alterar o local de trabalho.
- nos distritos em que mais de 10% da população tem renda per capita menor que R$ 275, morreram 70% mais pessoas de Covid-19 que nas regiões mais ricas.
- As áreas com maior percentual de moradias precárias tiveram 53% mais óbitos.
- Em casas com mais de três pessoas por cômodo, a taxa de mortalidade foi mais que o dobro na comparação com domicílios menos densos.
- 79,6% dos óbitos registrados na cidade do Rio de Janeiro ocorreram nas áreas mais pobres —tanto pela saúde deficiente nessas regiões quanto pelas condições socioeconômicas precárias dos infectados.
- Não é só covid. Os pobres morrem mais de infarto, de derrame, de diabetes, de septicemia, de apendicite e pneumonia, para citar algumas patologias mais conhecidas. A pior doença no Brasil é a pobreza.

·         O jovem de elite já entra na faculdade sabendo programação. Sabe operar computador e teoria básica de ciência da computação. Quem for capaz de comprar um para o filho, que compre com salário de peão. Quem for capaz de fugir da privação cultural, que estude por osmose olhando propaganda. Quem conseguir acompanhar a moda de consumo dos nerds de elite, que se aculture e monte o próprio networking. Logo o preço do computador novo volta para 5000,00.

·         Transformando fatos em narrativas e narrativas em fatos.

·         Jogaram os mais pobres numa situação de miséria, sem poderem trabalhar, e agora vêm com essa versão: morrem mais de Covid. Vocês têm mesmo que se defenderem e sustentar seus pontos de vista, não é mesmo?

·         Para ter razão tem que ter compaixão e senso crítico, e coração e cérebro.

·         Bolsonaro teve razão? Quem jogou a população numa situação de miséria? Quem demorou a tomar providências em relação à vacina? Quem reduziu o auxílio jogando os miseráveis na rua em 2021? Ah, tenha paciência.

·         Interessante ver como as constatações mais óbvias são usadas pra validar condutas nefastas e atacar os oponentes. É óbvio que um caixa de supermercado, um cobrador de ônibus jamais iriam pra Home Office. O que poderia de fato ter mudado o curso do desastre que levará mais de 400 mil vidas? Um presidente sério, que fizesse um pronunciamento à nação dizendo a seriedade do que enfrentaríamos (que já podia ser visto na Europa). Uma campanha em massa pra alertar a população do perigo da doença.

·         Jogaram os mais pobres numa situação de miséria, sem poderem trabalhar, e agora vêm com essa versão: morrem mais de Covid. Vocês têm mesmo que se defenderem e sustentar seus pontos de vista, não é mesmo? Bolsonaro sempre teve razão.

·         Alguém precisa fazer o trabalho braçal ou manual em campo. O outro fica no administrativo, na supervisão. É assimétrico.

·         Só o proprio gadopobre nao vê isso. É intencional o abandono. Quem deveria cuidar do povo o abandona a própria sorte. Foragenocida!

·         Só tem um jeito: Acorda Brasil, fora imbecil!

·         E teleguiados batem palminhas!





 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Dependência perigosa.

A Pandemia tem mostrado como é arriscado o Brasil ser vulnerável e dependente de importação de matéria-prima farmacêutica! No combate à Pandemia, vivemos na dependência de vacina, insumos e do principal ingrediente dos imunizantes – o IFA importado da China. Até máscaras e outros EPI’s ficamos dependentes de importação!

Já tivemos, e era para continuarmos tendo, mais autonomia! No final dos anos 1980, o Brasil era um dos cinco maiores produtores de Princípio Farmacêutico do mundo! Quando a gente teve a abrupta abertura de mercado, sem planejamento estratégico, aconteceu um grande desmonte dessa indústria ao longo dos anos 1990. Nós tínhamos pelo menos 5 institutos capazes de produzir vacinas, mas só sobreviveram dois: o Butantan (em SP) e o de Bio-Manguinhos (da Fiocruz, no RJ). Os dois juntos, produzem 17 vacinas, mas somente 04 são 100% feitas no Brasil (as outras 13 também dependem da importação do IFA).

Enfim, precisamos ter mais investimentos nos atuais e em novos institutos, desenvolver autonomia para produzir nossos próprios insumos e uma indústria nacional forte capaz de competir com os importados. Para isso, investir pesado em Ciência, tecnologia e Educação, que vai não só gerar capacitação e mercado de trabalho no campo da indústria farmacêutica como também desenvolvimento em todas as áreas relacionadas. Isso é inteligentemente estratégico, certo governantes?!

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Os efeitos da Pandemia no Brasil.

 

·         Pela primeira vez, os registros de mortes superaram os de nascimento em 2 regiões e 8 estados.

·         Num universo de 100 mortes, mais da metade é decorrente da Covid-19.  








terça-feira, 13 de abril de 2021

Comércio Eletrônico

Com mais tempo em casa por causa do novo coronavírus, o comércio eletrônico cresceu muito. O número de empregos no mercado digital é 6x maior do que antes da pandemia!

Mais de 150 mil lojas virtuais foram criadas durante esse período de Pandemia! E a previsão do setor é que o novo patamar do comércio eletrônico e os empregos que ele criou, se manterão mesmo depois do fim da crise sanitária.

Consumidores se adaptando ao novo jeito de comprar, e os comerciantes se acostumando a novas possibilidades de vender



Estimativa: nos próximos 2 anos, o Brasil vai precisar de pelo menos 500 mil profissionais da área de tecnologia.

- o apagão foi causado pela transformação digital, acelerada pela Pandemia.

- comércio eletrônico, serviços de entrega, home office, comunicação, muitos serviços migraram para a Internet, e é preciso mais gente para manter esse mundo virtual.

- não tem mais volta, a gente terá que caminhar pra frente e se adaptar cada vez mais para a utilização dessas diversas plataformas de um mundo e vidas digitais e conectadas. 

·         À medida que os compradores trocavam:
- as prateleiras do comércio pela do mercado eletrônico.
- o restaurante pelo delivery.
- o escritório pela casa...
·         “Home Office” = é luxo de poucos brasileiros. Embora a pandemia tenha deixado um cenário de crise, quem ocupa uma vaga no topo do mercado de trabalho o vírus só mudou o jeito de trabalhar.
·         Os dados mostram que foi mais fácil manter o emprego e a renda para quem tem o currículo com nível superior.
·         A massa mais afetada do mercado de trabalho está nas ruas ou à espera de clientes: profissionais com pouca qualificação (mais facilmente descartadas pelo mercado de trabalho) ou trabalhadores informais (sem proteção nenhuma). Foram os primeiros a sentir a crise e ainda esperam sinais de recuperação. Quando bate a crise, sente imediatamente os efeitos em seus rendimentos.
·         Mulheres negras estão mais no mercado informal, tem menos garantias trabalhistas e com a Pandemia ficam numa situação mais vulnerável. São as primeiras a perderem o emprego.

·         Uma sociedade desigual e sem mobilidade, é uma sociedade mais estagnada. Quando você combate a pobreza de maneira eficaz, todo o ecossistema social prospera. Famílias com dinheiro aumenta o consumo e a produção. “Nós não somos um país pobre, somos um país extremamente desigual!”. 



quarta-feira, 7 de abril de 2021

EDUCAÇÃO: Relatório da Comissão da Câmara.

Estamos na maior crise que a educação já viveu no último século!

Um relatório da Câmara dos Deputados sobre os trabalhos do Ministério da Educação identificou uma redução nos investimentos durante a Pandemia. Exatamente quando aumentou a dificuldade de acesso dos estudantes mais pobres.

Num ano em que a Pandemia levou cidades a fechar escolas e adotar o Ensino Remoto, o Programa Educação Conectada do MEC, que tem o objetivo de ampliar a conexão de internet nas escolas, teve menos da metade das verbas do ano anterior (quando não havia pandemia).

Em 2020, o Governo também reduziu a verba de investimento em infraestrutura das escolas, que poderia ter financiado reformas e novos equipamentos para a retomada das aulas.


Também houve corte na Educação Superior (em 2020), na ordem de mais de R$ 134 milhões na verba de apoio a Universidades Federais. O Governo reduziu até os recursos repassados a Estados e Municípios para a preparação do ENEM/2020.


Também houve problema na gestão interna do próprio MEC, como a pouca experiência da Equipe. Os atuais ocupantes de cargos estratégicos do MEC são menos qualificados do que os de gestões anteriores. Por isso estamos assistindo a uma deterioração da capacidade de ação do MEC.

Se no meio de uma Pandemia e da clara necessidade de se fazer investimentos, nenhum passo mais concreto foi dado, quando é então que isso vai acontecer? 


domingo, 4 de abril de 2021

Jovens: geração na berlinda.

“Ninguém precisa desistir do sonho, basta esperar um pouco ou adaptá-lo para a atual realidade.”
 
Os adolescentes e jovens não são as vítimas prioritárias do coronavírus, do ponto de vista epidemiológico e de internações, mas são os mais afetados psicologicamente pelo isolamento causado pelo surto da Covid-19.
 
Estamos falando de um grupo que não foi feito para ser trancafiado. A evasão da inquietude brotam de válvulas de escape com um toque de dedo no smartphone, nas conversas por Whats­App, nas reuniões por Zoom, nas reclamações diante de intermináveis aulas on-line, apesar do heroico esforço dos professores e diretores de escolas. 
 
Algumas constatações até agora:
 
·         o exílio forçado e prolongado tem impedido que 03 em cada 10 deles sintam ânimo para praticar atividades simples e naturalmente apreciadas em tempos normais — seja jogar videogame, seja conversar com os amigos.
·         A pandemia fere uma postura seminal da juventude, a possibilidade de experimentar a vida longe dos olhos dos pais — ou pelo menos um pouco distante.
·         A circulação por ambientes novos nessa época da vida traz referências nas quais meninos e meninas se apoiam para construir a própria individualidade na vida adulta. É o tempo da grande descoberta de que o mundo é muito mais diverso que a própria família. Mas...
·         Há uma questão comportamental muito forte ligada a essa época da vida, que é sentir-se imortal. Por isso é tão mais difícil fazer o jovem compreender a necessidade do isolamento social. Tentamos explicar das mais diversas formas o quanto é arriscado se expor a esse tipo de evento, mas eles acham que nunca acontecerá algo de ruim com eles.
·         É uma geração contida na marra, que nem sempre dá certo. A mídia tem denunciado nos últimos dias festas clandestinas frequentadas por uma garotada sem máscara em ambientes com pouca ventilação e que representam um ato extremado (e perigosíssimo).
·         análise da Fiocruz constatou aumento de casos graves entre homens e mulheres com idades de 20 a 29 anos na ordem de 256% ao longo das dez primeiras semanas de 2021 — e, como consequência, mais hospitalizações.
·         Uma análise epidemiológica na Fraça revelou que a faixa etária entre 10 e 19 anos teve cinco vezes mais casos da doença em março do que em janeiro deste ano. Atribui-se a escalada à manutenção do funcionamento das escolas e a algum relaxamento natural, depois de tantos meses, depois de tanto cansaço.
·         o consórcio formado pelas farmacêuticas Pfizer e BioNtech apresentou extraordinários resultados com testes de vacina entre crianças de 12 a 15 anos – não se verificou um único caso de contágio. Há uma organização nos EUA para ampliar a reabertura das escolas de ensino fundamental e médio assim que as agulhadas chegarem à turma que mal começou a vida, e, portanto, poderia retomá-la.
·         Enfim, o isolamento tem sido duro, mas pode ser uma valiosa lição de vida para essa turma: convém não perder o bom humor, desenvolver a capacidade de adaptação, se jogar e aventurar no mercado de trabalho home office, buscar ser mais independente e aprender a controlar a própria produtividade, fazer outros cursos através de aulas on-line, desenvolver a resiliência, aproveitar de forma mais positiva e calorosa a convivência junto aos pais e não se sentir azarado, afinal, é bom relembrar que esta não é a primeira nem será a última vez que a humanidade foi posta em situações-limite. Enfim, pensando nisso, precisamos aprender que a vida nunca será absolutamente previsível e cabe a nós a adaptação para atravessar as tempestades.
 
 
Do ponto de vista psíquico, os jovens são o grupo mais afetado da Pandemia. Tristeza, solidão, mau humor, irritação e dificuldades de manter hábitos saudáveis.

 








sábado, 3 de abril de 2021

Falta de conexão de Internet afasta ainda mais os jovens da Escola e do Emprego.

A crise agravada pela Pandemia deixou de fora do mercado de trabalho uma parcela significativa da população brasileira que está em idade ativa. O percentual de jovens de 20 a 29 anos que não estão trabalhando nem estudando (+1/3 = 34%) atingiu o maior patamar já registrado. E um dos motivos é a falta de acesso à Internet.

Hoje, a Internet é determinante para a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Sem conexão, as cicatrizes na vida profissional dos jovens são profundas.

Entre os ocupados, vejamos o abismo conforme as classes:

·         A e B: 92,6% estão trabalhando de casa (Home Office).

·         E: apenas 23,8% conseguem trabalhar remotamente.



Qual a solução para isso? Inclusão digital para todos e geração de oportunidades. A juventude precisa fazer isolamento social e estudar, e é preciso dar as condições para isso!  

O hábito do mal.

É da natureza do nosso cérebro se habituar! 

Caminhos que fazemos todos os dias ficam automáticos. Isso acontece também até com a dura trajetória de uma pandemia. Com a escalada diária do número de casos e mortes, já temos mais de 325 mil vítimas, e ainda não aprendemos?!

A neurociência explica que, a realidade é sempre uma interpretação do nosso cérebro. Então, como a gente percebe e interage com o ambiente? Através dos sentidos. Acontece que nossos sentidos são falhos e nos enganam. Assim, essa tragédia que vivemos nem sempre recebe a real dimensão pelo nosso cérebro, que tem a dificuldade de entender números grandes. Essa quantidade de centena de milhar é muito fora das nossas proporções da vida cotidiana. Podemos concluir que os números entorpecem o nosso cérebro!

Como isso acontece?  


É no córtex pré-frontal que fica a área da empatia. Diante de acontecimentos com 1 só pessoa, ela é bem mais ativada do que quando assistimos a eventos que envolvem um grupo grande.

É por isso que é importante criar representações que tentam dá dimensão aos estragos da Pandemia. Imagens não faltam. Afinal, o cérebro só guarda em seus arquivos aquilo que a gente vê ou sente concretamente. Sendo assim, esse universo de centenas de milhares de vítimas (325 mil) escapa da compreensão da mente humana, porque nenhum de nós nunca viu nem verá de fato esse número de pessoas que se foi com a Pandemia. 

Mas, se uma sequência de recordes trágicos de estatística pode não dá a devida proporção da realidade, a doença de uma única pessoa próxima tende a nos fazer despertar. É por isso que quando corremos o risco de perder alguém da família ou mais próximo que amamos, a ficha cai. Infelizmente, para muitos, a realidade tem se revelado na porta do hospital.

Enfim, a neurociência já provou que o cérebro pode enganar, até ser tarde demais! Mas, agora que sabemos, podemos escolher outro destino. Confie na ciência, fique em casa, respeite o Lockdown e quando as mortes começarem a diminuir, a gente discute quem é que tinha razão e quem não tinha.

Não dá para a gente apostar vidas de pessoas, colocando-as em risco dessa forma. Os recursos estão se esgotando e o tempo é agora. Não tem como titubear! 


sexta-feira, 2 de abril de 2021

Anônimos

Precisamos de 2 vacinas: contra a Covid-19 e contra a pobreza que o vírus aprofunda. Enquanto isso, o Governo Bolsonaro falhou na hora de identificar esses mais vulneráveis!
 
Sabemos que o objetivo principal de todo programa social é fazer mais dinheiro chegar até quem mais precisa. Assim, o socorro pode se prolongar sem interrupções e sem pesar tanto nos cofres públicos. Para isso, é preciso conhecer muito bem os caminhos que levam até os extremamente vulneráveis.
 

Desse modo:
 
·         O impacto da interrupção do Auxílio poderia ter sido evitado, pelo menos para os extremamente vulneráveis.
·         Não faltaria dinheiro se o Auxílio tivesse mais foco: “há um montante de pessoas que poderia exercer a sua autonomia sem o Auxílio e, portanto, constitui em desperdício”.
·         É um problema de diagnóstico!

·         O Auxílio Emergencial deveria ser focado em 25 milhões de pessoas:
*14,1 milhões de desempregados;
*10,9 milhões que perderam até a condição de buscar um emprego na Pandemia.

·         Assim, o Auxílio Emergencial perdeu a oportunidade de traçar um mapa dos que mais precisam de ajuda: é na experiência da transferência que se vai interagindo com as famílias e se vai descobrindo quais delas precisam mais e precisam menos.
·         A interação entre o Programa e os Beneficiados deveria ser feita pelos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), que sabem mais do que ninguém quem são os mais necessitados.
·         Essa estrutura que está espalhada pelo Brasil foi mal utilizada na concessão do auxílio. 
·         A recomendação é descentralizar o benefício, e buscar ver o rosto de quem está recebendo, como acontece com a vacina.


Pagamento da nova rodada do Auxílio Emergencial:


*A ajuda chegará a um número menor de beneficiários;

*Enquanto na primeira rodada 68 milhões de pessoas receberam, dessa vez serão apenas 46 milhões;

*No ano passado, 02 pessoas por família podiam receber, nesta será apenas 1 pessoa por família;

*Os pagamentos seguirão o mês de aniversário (veja tabela);


Os custos humanos da irresponsabilidade.

Repare no gráfico como o mês de março/2021 foi o pior momento da Pandemia no Brasil:



·         A média de pacientes com Covid-19 que são intubados no Brasil, e acabam morrendo, é maior do que a média mundial (Fiocruz)! Enquanto no mundo 6 em 10 pacientes intubados morreram em 2020, em todo o Brasil foram 8 em 10!

·    Repare que a “taxa de mortalidade nas UTIs” varia de acordo com a região do país e de um hospital para o outro. 


É por isso que os médicos defendem a criação de um “Protocolo Nacional Único” com tudo o que já se sabe sobre a doença, depois de 1 ano de Pandemia. 

Vejamos algumas comparações do número de mortes registrado no mês de Março e só no dia 31/03/2021 com o resto do mundo: