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São Francisco do Conde, Bahia.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 26 de setembro de 2020

Do idealismo romântico ao pesadelo tecnológico.

“Nada que é vasto entra na vida dos mortais sem trazer uma maldição”.

(Sófocles)

 

Pontos Positivos x Pontos Negativos das Redes Sociais


- PONTOS POSITIVOS: a contrarreação dos usuários.

1.      As redes abriram possibilidades até então inimagináveis de interação;

2.      Famílias e amigos havia muito distantes se reencontraram no Facebook;

3.      Campanhas de doação de órgãos deram mais esperança aos transplantes compatíveis;

4.      Explosão dos grupos que unem gente de todo o mundo com interesses comuns;

5.      Deram a milhões de anônimos a chance de, pela primeira vez na história, expressar opiniões;

6.      As redes trouxeram um maior espaço para vozes que antes não tinha acesso à mídia tradicional;

7.      O uso delas como instrumento de mobilização política em larga escala, como aflorou por aqui durante as manifestações de 2013. A maioria dos atos foi organizada pelo Facebook e divulgada em tempo real no Twitter.

8. Reuniram membros perdidos de famílias.

9. A internet é o caminho para vender e consumir livros, e as redes sociais podem ser utilizadas para esse propósito. Aliás, a nova tecnologia e a leitura tradicional precisam andar lado a lado. Embora estejamos num mundo tecnológico, a leitura é fundamental para percepção de mundo e desenvolvimento de pensamentos críticos. 

 

- PONTOS NEGATIVOS: a influência negativa das redes.

1.      Veio a intensa polarização e os discursos de ódio que passaram a ser uma ameaça à democracia.

2.      Veio, também, as Fake News, que destroem reputações, influenciam de forma suja os processos eleitorais e circulam em uma velocidade seis vezes maior do que as notícias verdadeiras (os boatos e teorias conspiratórias são sempre mais chamativos do que o mundo em preto e branco da realidade). Alguns exemplos emblemáticos: num caso tráico, a veiculação de conteúdo odioso no Facebook levou ao massacre da minoira muçulmana em Mianmar, em 2018. O submundo das redes influenciou o Brexit, a eleição de Trump nos EUA e de Jair Bolsonaro no Brasil.

3.      São dominadas por um modo específico de funcionar dos algoritmos: as ferramentas de inteligência artificial que interpretam e se antecipam aos desejos das pessoas nas redes. É um expediente que simplifica bastante as coisas.

4.      Parece que não, mas no fundo, Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e companhia não estão primariamente interessados no bem-estar das pessoas ou países, mas em obter lucros. E para isso, essas companhias não medem artifícios para manter as pessoas conectadas pelo maior tempo possível, tornando-se, portanto, altamente viciosas.

5.      As companhias detentoras das redes sociais vendem a seus anunciantes a possibilidade de atingir seus usuários, que navegam ali despreocupados. “Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto!”. Esse produto-você é algo mais sutil: a gradativa, leve e imperceptível mudança em nosso comportamento e percepção operada pelas redes. “Esta é a forma de eles ganharem: mudar o que você faz, o que você pensa, quem você é”.

6.      No afã de serem cada vez mais eficientes na tarefa de prender a atenção dos usuários, as redes sociais se valem de seus eficiente algoritmos para rastrear a vida, os gostos e opiniões das pessoas. “Muitos pensam no dia em que a inteligência artificial dominará os humanos. Esse dia já chegou – são as redes sociais”.

7.      Nosso cérebro, que levou milhares de anos para adquirir sua excepcional capacidade de processamento e raciocínio, agora tem de competir com supercomputadores que usam um volume colossal de informação para perpetrar a tarefa de nos influenciar, manipular e prender.

8.      As redes sociais recorrem a truques de persuasão psicológica que exploram desejos e medos atávicos, e de eficácia tão cirúrgica quanto imperceptível.

9.      Há fatores que assemelham o vício em redes sociais à dependência em drogas: durante o uso das redes, o fato frugal de dar ou receber likes, por exemplo, ativa a área do córtex relacionada à sensação de recompensa, liberando no organismo uma torrente de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer e ao bem-estar.

10.  O vício nas redes tem uma agravante em relação a outros: sua ação silenciosa. “Vivemos em ambientes permissivos ao uso do celular, então é mais difícil perceber quando alguém está com problemas”.

11.  Há tremendos efeitos deletérios dessa dependência sobre a vida pessoal. As vítimas principais são os jovens da chamada Geração Z, que nasceram a partir de 1996 e já cresceram imersos na fissura das curtidas.

12.  Há um aumento vertiginoso na taxa de suicídios. Por exemplo, entre meninas americanas quando as redes sociais se tornaram amplamente disponíveis por meio de smartphones, entre 2011 e 2018, o número de suicídios cresceu 150% entre garotas de 10 a 14 anos.

13.  O narcisismo inerente às redes fez surgir até novos distúrbios, como a “dismorfia do Snapchat” – tentativa das meninas de mudar o corpo para se adequar ao padrão característico das fotos naquela plataforma.

14.  No plano coletivo, o impacto das redes não é menos preocupante. Ao permitirem e estimularem a customização da vida social conforme os anseios (e suscetibilidades) de cada usuário, elas criaram bolhas de realidade peculiares, que não se comunicam entre si. As pessoas passaram a viver a ilusão de um Matrix personalizado: cada um agora vive em seu mundo próprio, onde interagem só com quem comunga das mesmas opiniões, preocupações e, não raro, pirações.

15.  Onde tudo isso nos levou? A um mundo em que a crença em maluquices como o terraplanismo se exibe sem pudor e em que a polarização atinge níveis tóxicos e perigosos. A democracia é, obviamente, a vítima em potencial da história.

16.  A utilização da Internet ampliou sua importância na disputa presidencial de 2018, já sob a sombra da desconfiança. Principal ferramenta de campanha de Bolsonaro, passou a ser vista como fator de distorção, em razão das suspeitas sobre o uso massivo de robôs e de fake News, enquanto fugiu o tempo todo dos debates presenciais. Empossado, Bolsonaro reforçou o uso das redes sociais como ferramenta política ao transformá-las em uma espécie de canal oficial de veiculação dos acontecimentos do Governo e das suas opiniões sobre temas variados. Um pedaço de sua militância utiliza esses canais, às vezes com o apoio do próprio presidente, para mobilizar atos contra a democracia, agredir personagens de outros poderes da República, distribuir insultos, mentiras e toda sorte de baixarias digitais contra adversários.

17.  Temos eleições municipais no meio de uma Pandemia do novo coronavírus, que limitou a campanha de rua, o que potencializa o papel desempenhado pelas redes sociais que vão determinar uma eleição em que tudo é resolvido em tempo real. E o pior, estamos falando de política na era em que as fake News são mais rápidas que os fatos (um estudo diz que Fake News no Twitter se espalha 6 x mais rápido do que notícia verdadeira). Como vai ser o mundo quanto 1 tem 6x mais vantagem do que o outro? Informação falsa dá mais dinheiro às empresas do que a verdade. É lucro por desinformação. A verdade é chata! 

18.  As redes sociais invente e reinventa seus próprios prazeres – uma babel digital. Das fake News, a contas de robôs, do ódio até a manipulação de opiniões com a publicação de conteúdos que põem as pessoas em risco durante a pandemia do coronavírus.

19. Algoritmos e políticos manipuladores estão se tornando tão bons em aprender como nos provocar, ficando tão bons em criar Fake News, que absorvemos como se fosse a realidade, nos confundindo em acreditar nessas mentiras. É como se tivéssemos menos controle em quem somos e no que acreditamos. 

20. Em 4 anos, caiu o número de leitores no país. A amizade com os livros anda abalada, sobretudo entre os mais jovens. De 2015-2019, o número de leitores no país caiu de 56% para 52%. A maior perda de leitores foi registrada entre a faixa etária de 14-17 anos (de 75% para 67%) seguida pela faixa etária de 18-24 anos (de 67% para 59%). A concorrência com a tecnologia deixa o desafio de atrair os adolescentes ao mundo dos livros ainda maior. O que seduzirá o jovem para fazê-lo sair do game e encontrar o livro?

21. Cada pessoa tem a sua própria realidade com os seus próprios fatos. Aparentemente, isso parece bom, pois, imitaria a liberdade. Todavia, com o tempo, você tem a falsa sensação que todo mundo concorda com você, mas o que se criou ali foi um grupo homogêneo, filtrado e desprovido da democracia.


Não é só a Covid-19 que está se espalhando rápido. Há um poderoso fluxo de desinformação online sobre o vírus. Estamos sendo bombardeados por boatos. Mas, imagina um mundo onde todos acreditem que nada é verdade (que tudo é mentira, é teoria da conspiração, de que eu não devo confiar em ninguém)... É um mundo onde a Democracia está ruindo rápido, porque está enfrentando uma crise de confiança. O que estamos assistindo é um ataque global contra a Democracia. A maioria dos países-alvos são países que realizam eleições democráticas. E isso está acontecendo em escala, através de agentes do Estado, pessoas com milhões de dólares querendo desestabilizar ali e acolá.

Os criadores da "Indústria da Tecnologia" criaram as ferramentas para desestabilizar e desfazer o tecido da sociedade. Cada país, todos ao mesmo tempo e em toda parte. Algumas das nações mais "desenvolvidas do mundo", tais como Alemanha, Espanha, França, Austrália, Brasil... Elas estão sendo implodidas. É como se fosse uma guerra de controle remoto: um país pode manipular o outro sem invadir as suas fronteiras físicas.

Queremos esse sistema à venda pelo lance mais elevado? Que a Democracia fique totalmente à venda para se chegar à mente que quiser? Criar uma mentira para uma população específica e criar guerras culturais? Queremos isso?

Muitos desses problemas discutidos, como a polarização política, existem aos montes na televisão a cabo. A mídia tem exatamente o mesmo problema, onde o modelo de negócios deles, no geral, é vender a nossa atenção aos anunciantes. Inclusive, essa polarização é extremamente útil para manter as pessoas online. A Internet é só mais uma nova e eficiente forma de fazer isso. As pessoas acham que o algoritmo é projetado para dá o que elas querem, mas na verdade eles são projetados para conduzi-las à "toca do coelho". Cada vez mais inteligentes, eles negam a ciência e afirmam o absurdo se preciso for para te capturar (como movimentos antivacinas, terraplanistas, pizzagates, etc.).


CONCLUSÃO: Então...

*Onde estão as pessoas?*

 Se fosse mais um tempo atrás, a gente responderia que *as pessoas estariam na frente da TV.* Mas, não, as pessoas estão mergulhadas mais profundamente nas redes sociais. E isso incomoda muito as grandes emissoras de televisão que tentam desesperadamente resgatar seus telespectadores e sua posição preferida na sala de estar.

 De um lado, as grandes emissoras de TV, do outro, enormes companhias de redes globais como o Facebook, o Twitter, o Instagram e o Google. Uma guerra tecnológica? Sim! E o pior é que você não pode mudar o sistema de dentro dele. Menos provável ainda consiga muita coisa se afundando na areia movediça das programações televisivas ou navegando sem rumo nas redes sociais, cujo uso excessivo e descontrolado pode mesmo é causar insanidade, agressões à democracia e até uma guerra civil no curto prazo.

 A TV mente e manipula tão bem quanto o esgoto das Fakes News nas redes sociais, ambas uma máquina que dissemina mentiras mais rapidamente que a verdade. Na batalha de quem mente mais e melhor sob o pretexto de restabelecer a confiança nos fatos, é preciso ter muito discernimento e disposição para impor limites à invasão de nossas vidas e filtrar as informações confiáveis.

 Felino não acredita na benevolência da TV, muito menos no mundo das redes sociais. Mas, inevitavelmente, já está dentro desse universo digital e o jeito foi dá um mergulho mais fundo nele para arrancar os pontos positivos e as influências negativas das redes sociais que você viu acima.

Abraços!


ACRÉSCIMOS DO FELINO...


Pensar em tecnologia como uma ameaça existencial? Ou é a capacidade da tecnologia despertar o pior da sociedade? E o pior da sociedade é ser a ameaça existencial: caos em massa, revolta, incivilidade, falta de confiança uns nos outros, solidão, alienação, mais polarização, mais fraude eleitoral, mais distração e incapacidade de focar nos verdadeiros problemas... 

A corrida para capturar a atenção das pessoas não vai desaparecer. Mas, se prosseguir do jeito que está a previsão é catastrófica do atual status quo: num horizonte a curto prazo (20 anos), uma guerra civil. Destruiremos a civilização através da pura ignorância, falharemos no desafio de reverter a mudança climática, vamos degradas as democracias mundiais e elas cairão num tipo de disfunção autocrática bizarra, vamos arruinar a economia global e rumamos a uma incapacidade existencial de sobrevivência.

Como se acorda da simulação quando ainda não se sabe que está nela? Os incentivos financeiros dominam o mundo... Vivemos num mundo em que uma árvore vale mais financeiramente morta do que viva. O que eu vejo é um monte de pessoas aprisionadas em um modelo de negócio com incentivo econômico e pressões dos acionistas que torna quase impossível fazer alguma coisa.

Enfim, esses mercados minam a Democracia e minam a verdade, e devem ser banidos. Isso não é uma proposta radical. Há outros mercados que nós já banimos, como os de órgãos humanos e escravagistas, porque eles têm consequências destrutivas inevitáveis.

Não é a coisa legal que deve ser feita. É a coisa certa que deve ser feita. Que prevaleçam nossas metas, nossos valores e as vidas! Todas as formas de vida importam! Nós construímos essas coisas e temos a responsabilidade de modificá-las! Nós não queremos submeter os seres humanos a um modelo de distração ou atenção. Podemos ter um tecido social saudável!

Podemos exigir que esses produtos sejam projetados de forma humana. Podemos exigir não sermos tratados como recurso extraível. Como tornamos o mundo melhor? Isso é burrice, podemos fazer melhor! As críticas levam ao aperfeiçoamento. As críticas são os verdadeiros otimistas.

Olá! O milagre para nos tirar da direção da distopia é o desejo coletivo. Temos um fracasso de liderança nas tecnologias: de pessoas chegando e tendo conversas francas. Nunca aceite uma coisa, sempre queira escolher. Esta é uma forma de lutar!

Eu adoro quando você recomenda uma coisa para desfazer o que você fez.


quarta-feira, 22 de julho de 2020

CRÍTICA Nº 2130. Guerra Biológica: Coronavírus x Anticorpos/Células T.


Qual é a diferença entre Anticorpos e Células T? Como eles combatem o novo Coronavírus? Como a esperançosa vacina funciona?


A eficiência de uma vacina contra o novo Coronavírus precisa chegar a esses dois conceitos – estimular a dupla produção de Anticorpos Células T (os protagonistas na linha de defesa do corpo): ambos combatem os vírus, só que com métodos diferentes. Tanto a vacina de Oxford quando a vacina Chinesa funcionam assim: estimulando anticorpos e células T, ambas em fase final de testes aqui no Brasil. 

Entenda as diferenças...

1. Anticorpos: grudam na superfície do vírus, e NÃO DEIXAM QUE ELES SE ENCAIXEM nas células, preservando-as (processo de imunização). Eles também dão sinais do invasor para as Células T.


2. Células T: são os braços do nosso sistema imunológico. ELAS DESTROEM OS VÍRUS JUNTO COM AS CÉLULAS INFECTADAS (que estavam fabricando mais e mais vírus).


EFEITO EXITOSO DA VACINA: a vacina junta um espinho da coroa retirado do novo Coronavírus e o insere num outro vírus comum – criando uma espécie de VÍRUS GENÉRICO ENFRAQUECIDO. A estratégia é fazer com que o corpo perceba a presença do novo Coronavírus original depois de aprender a reconhecer o pedaço dele no vírus artificial. Assim, o nosso sistema de defesa produz mais anticorpos (e células T) contra o novo coronavírus ativo. Duas doses de uma vacina assim são capazes de preparar nosso corpo (até agora apresentando febre, cansaço e dor de cabeça como efeitos colaterais).



OUTRAS VACINAS, OUTRAS TÉCNICAS!

Por fim, vale ressaltar que a OMS conta pelo menos 163 vacinas contra o novo Coronavírus. 23 delas estão na fase de testes em humanos. Os resultados de algumas delas, como as das empresas Biotech (alemã) e Pfizer (norte-americana), são bastante promissores, mas ainda é cedo para falar em cura (a ANVISA também liberou os testes das vacinas desses dois laboratórios parceiros, com 1000 voluntários de São Paulo e de Salvador). A técnica dessa vacina é a mais inovadora: os cientistas nem tocam numa amostra real de vírus, eles copiam um trecho do código genético e criam genes sintéticos. A vacina age então como se fosse o próprio vírus. O material genético invade as células e faz o corpo produzir o espinho do novo Coronavírus. Mesmo que fabricada dentro do organismo, essa proteína é estranha e seria atacada.


Ao todo, são pelo menos 8 técnicas diferentes. As que usam uma versão enfraquecida do próprio Coronavírus (versão do vírus inativado), como as de Oxford e a Chinesa (do laboratório Sinovac Biotech), têm um problema em comum: os cientistas só saberão que deu certo esperando para vê se o grupo que recebeu a vacina circulou por aí entre contaminados e não pegou a doença (e esse foi o principal motivo de termos sido escolhidos juntos com os EUA e a África do Sul para a fase final dos testes: os pesquisadores precisavam aplicar a última fase da vacina em lugares onde o contágio social ainda está acelerado).
Uma parceria do laboratório norte-americano “Empresa Moderna”, com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, vem avançando numa outra vacina. Na última fase do teste deste serão 2 doses, com intervalo de 28 dias. Esta vacina usa um método inédito: uma versão sintética de um fragmento do material genético do vírus, desenvolvida no laboratório, é injetada no organismo. E ensina o sistema imunológico a reconhecer e combater o invasor, sem causar infecção. A vacina tem demonstrado a produção de uma quantidade de anticorpos 4x maior do que a registrada em pacientes que tiveram a doença. Os efeitos colaterais foram leves e passageiros. Agora, os pesquisadores querem descobrir se a vacina é segura e incapaz de impedir a infecção pelo novo Coronavírus, e se ela pode evitar a morte e as formas mais graves da Covid-19. 

UM MÉTODO MUITO MAIS RÁPIDO, BARATO e PERIGOSO:

·         A vacina usa uma nova tecnologia: insere um GENE nas nossas células para elas produzirem uma molécula que aciona o combate ao vírus em vez dos anticorpos das vacinas comuns. Ainda nunca foi criada uma vacina para humanos usando esse método. Mas, o presidente Trump está investindo pesado nele, pois quer pressa para distribuir vacinas na campanha eleitoral dele (já prometeu que cada norte-americano ganhará uma vacina de graça). 


É verdade que o mundo inteiro busca agora uma vacina para o novo Coronavírus, mas as pessoas esquecem que também existem outras vacinas disponíveis hoje nos postos e nas clínicas de vacinação contra outras doenças também muito graves que estão voltando com força. Entre essas vacinas podem lembrar: meningite, sarampo, tuberculose, pentavalente, tríplice viral, poliomielite, etc. 

Se tudo der certo, pesquisadores de Oxford acham que a vacina ficará disponível para grupos de risco do Reino Unido até o fim deste ano, algo em torno de 1 milhão de doses (e aqui no Brasil serão 120 milhões de doses distribuídas pelo SUS a partir do ano que vem). Só que tem um problema maior: o mundo vai precisar de mais de 1 bilhão delas!

Portanto, para todos nós, uma INJEÇÃO DE FÉ, ESPERANÇA E ÂNIMO! 


(FONTE: Leituras diversas, pode checar). Bjos! 

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Algumas características da Covid-19, comparadas com outras epidemias mortais da História.


Ponto a ponto:

·         Afetou o mundo num curto período de tempo, com fortes consequências para a saúde pública;
·         Alastrou silenciosamente, atingindo populações sem anticorpos e obrigando governos a mobilizar recursos para lutar contra um inimigo invisível sobre o qual não se tinha muitas informações;
·         Para uma Pandemia, nenhum país está de fato totalmente preparado com instituições de saúde suficientes para dá uma resposta a uma pandemia dessas (entretanto, no caso excepcional do Brasil, nosso Governo despreparou a população como pôde!);
·         A Covid-19 encontrou uma população traumatizada, decepcionada, faminta, cansada, desempregada... Ou seja, um campo fértil para causar consequências muito maiores;
·         É muito difícil lidar com uma epidemia. Os políticos preferem negar a existência dela porque ela descobre todos os males sociais, como instituições e serviços sempre despreparados.
·         A tendência a surgir “soluções milagrosas” para o surto: anúncios de remédios de eficácia duvidosa, listas de fórmulas mágicas que prometem curas milagrosas, etc. A população leiga acaba se entregando a essas fórmulas perigosas. Epidemia não é território para leigos!
·         Sem medicamentos e vacinas para tratar a doença de imediato, despontam as intervenções sanitárias: negar (isso não existe), falta de diálogo entre a equipe da saúde e o presidente (falta ou quebra de protocolos), quarentena e fechamento de instituições, lavagem ou recomendações de muita higienização e outras adoções de políticas de proteção recheadas de polêmicas...
·         Toda vez que a população é impedida de executar as atividades econômicas das quais ela está acostumada (como uma medida de Lockdown), são esperadas fortes reações (afinal, estamos falando de um país pobre e muito desigual, ou seja, com Governo que não supre a necessidade de seus grupos populacionais);
·         Pandemias e epidemias acabam sendo utilizadas politicamente e ideologicamente: 1) tiram vantagens políticas aqueles núcleos que lutaram de forma correta; 2) males são jogados nos adversários para destruí-los.
·         Políticas surtem efeito, para o bem ou para o mal. Por exemplo: regiões que adotam medidas mais severas conseguem reduzir drasticamente os danos (número de mortes).
·         Eficiência do Governo. Toda cidade que se programa e organiza bastante, com diretrizes objetivas e claras, é uma cidade que consegue sair antes, sair melhor e com menos mortes.
·         Se for para ter intervenções políticas na saúde pública, que sejam motivadas pelo desejo à vida coletiva e movidas pelo interesse de garantir o bem-estar da população.
·         As dinâmicas da Economia e da produção científica... Não há, necessariamente, um conflito de escolha entre reduzir a mortalidade e estabilizar a economia, especialmente por se tratar de uma pandemia que, por si só, já é prejudicial à atividade econômica.
·         As sociedades ocidentais não estão preparadas para a morte.
·         Esforço para não esquecer. Epidemias podem deixar bons propósitos, boas lições e bons ensinamentos. Não podemos voltar às ruas, esquecendo muito rapidamente de tudo o que nos aconteceu. Não podemos insistir na teimosia humana de não investir na constituição de um exército sanitário de reserva para andar prevenido, à frente das possíveis pandemias, e não correndo atrás delas.






quinta-feira, 21 de maio de 2020

Afagos ao Centrão...


Bolsonaro foi eleito e assumiu o mandato criticando o “toma lá, dá cá” – a troca de votos no Congresso por cargos em Ministérios e Estados. A isso damos o nome de “Velha Política”, cujo representante maior é o Centrão – uma base no Congresso formada por partidos que podem barrar o que for inconveniente para o Governo.

Em outras palavras, o Centrão refere-se a um conjunto de partidos políticos que não possuem uma orientação ideológica específica e tem como objetivo assegurar uma proximidade ao poder executivo de modo que este lhes garanta vantagens e lhes permita distribuir privilégios por meio de redes clientelistas.

Na verdade, tudo indica que o presidente sempre desejou aquilo que criticava, mas, para esconder o seu desejo, passou a ter uma conduta condenável, especialmente após o início da Pandemia de Covid-19. O desentendimento com governadores e prefeitos, a defesa do fim do isolamento social e o apoio a atos antidemocráticos imploravam, no fundo, um pedido de Impeachment. Agora que o impedimento ameaça ser real, Bolsonaro o justifica como a causa de sua aproximação com o seu antigo objeto de desejo – um Centrão.

O resultado disso é um caldeirão ainda mais borbulhante da política brasileira, com pessoas entrando para o Governo indicadas por partidos do Centrão, como o PL, o PP e Republicanos. Esses partidos têm muita força nas votações mais importantes da Câmara. Até agora, as nomeações do Governo para agradar o Centrão foram:
1.      Fernando Marcondes de Araújo Leão (ligado ao partido AVANTE). Assumiu a direção geral do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, que faz parte do Ministério do Desenvolvimento Regional), sempre cobiçado por partidos, pois tem um orçamentode R$ 1 bilhão para a construção de barragens e perfuração de poços artesianos, principalmente aqui no Nordeste.
- Aqui, Jair Bolsonaro manteve no Conselho de Administração da Hidrelétrica de ITAIPU dois ex-deputados ligados ao Centrão:
A) José Carlos Aleluia (partido DEM);
B) Carlos Marum (partido MDB). Este era defensor ferrenho do ex-deputado Eduardo Cunha e do ex-presidente Michel Temer.
2.      Garigham Amarante (um advogado e amador indicado pelo partido PL). Vai assumir o cobiçado cargo da diretoria de ações educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que tem um orçamento de mais de R$ 50 bilhões (só para este ano são R$ 9 bilhões)! Esse fundo é responsável pela execução da maioria dos Programas e ações da Educação Básica do país. Ele que cuida, por exemplo, da alimentação, do transporte e também dos livros didáticos.
3.      Também podem ser citados o senador Ciro Nogueira (presidente do PP) e o Deputado Arthur Lira (líder do partido na Câmara), pois estão sempre à frente das indicações. Os dois são réus em processo da Lava Jato no STF por Organização Criminosa.
4.      Entrega de postos do Ministério da Saúde para militares. Num único dia (19/05), foram 9. A área que deveria ser mais técnica vem passando por um processo de militarização. Ao todo, já são pelo menos 18 militares do exército nomeados para cargos estratégicos do Ministério, tais como planejamento, orçamento, logística e assessorias especiais. Representantes dos Sindicatos dos Servidores Públicos criticam a falta de experiência dos militares em gestão de saúde, inclusive do próprio Ministro Interino, Eduardo Pazuello.



domingo, 17 de maio de 2020

As 3 fontes de novidades ruins em relação à política...


1.      Atitude de desprezo, asco, nojo e tédio em relação à participação política (a concepção de política como sendo uma vida safada ou atividade vergonhosa e político como pilantra).
“[...] penso que há um tédio pela política, e esse tédio vem também porque nós, adultos, inclusive na escola, não conseguimos fazer com que o jovem se encante com a política sem contar com a presença do adversário, do inimigo. Existe um asco pela política, pois ela é associada à política partidária dos acordos espúrios e da corrupção, e existe um desprezo por se supor que política é uma coisa menor. [...]” (p. 30).

"[...] passamos a tomar o homem 'apolítico' como homem de bem. Se para Aristóteles o homem de bem era aquele que participava da política, vê-se que hoje prevalece a imagem oposta em frases do gênero: 'Ele é um homem de bem, nunca se meteu em política. Ora, esse nojo, esse asco lança o desafio para mim, como educador, de imaginar como é que vamos dar outro passo" (p. 34). 

2.      Idiótes como autodefesa.
Idiota (idiótes): “aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política”. Aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal. “Não me meto em política!”.

"[...] Os atenienses iam para a praça de decisões políticas, a ágora, em média uma vez a cada 9 dias. A cada 2 anos nós vamos às urnas uma só vez, por ocasião das eleições; nesse espaço de tempo, eles teriam ido a umas 80 assembleias. [...] essa comparação suscita uma pergunta curiosa: como é possível que eles tivessem prazer em ir 80 vezes à ágora, quando hoje tantos se queixam de ter que votar uma vez a cada 2 nos?" (p. 35)

3.      O elemento da corrupção se tornou fortíssimo.
“[...] Defendo a ideia de que a corrupção não aumentou; ela só está sendo mais percebida. Acredito que, quando tínhamos ditadura e obras em concreto, era enorme a corrupção. Como temos, hoje, muito menos obras em cimento – parece que cimento atrai comissão, atrai propina –, como existe mais transparência, a denúncia é maior” (pp. 31-32).

A corrupção é o que há de mais antirrepublicano, porque vai na jugular da res publica, põe em xeque a coisa pública e o bem comum. Isso é paradoxal: exatamente no regime democrático, que significa “poder do povo”, muitos cidadãos se sentem sem poder para vencer a corrupção. A maior percepção da corrupção e a consequente aversão que ela provoca, que são dados positivos, trazem junto uma sensação de impotência” (p. 32).

"[...] há um jeito mais fácil de extinguir a corrupção. Como, para existir corrupção, tem de haver um corrupto e um corruptor, e como o corruptor, de maneira geral, é aquele que tem dinheiro para corromper, basta então que este indivíduo não corrompa a outros. Do ponto de vista operacional, não é difícil. Se o empresário é aquele que possui dinheiro e a corrupção é feita com esse capital, não o utilize para fazer isso e a corrupção acaba. Pode parecer óbvio, mas o espanto é grande, porque sempre se supõe que processo de higiene política tem de ser feito num outro lugar que não aquele em que estou" (p. 47). 

CONCLUSÃO: O nosso desafio na qualidade de educador é: como seduzir as novas gerações a fazer política sem que os jovens necessitem de um adversário externo, mas estejam imbuídos de uma compreensão ética? Como trabalhar a ideia de política para que ela seja entendida como o ápice da virtude do humano? Também não mitifico, claro, a democracia direta grega, não acho que ela seria a solução. 

"[...] Do ponto de vista dos direitos do cidadão, da expansão da liberdade individual, do acesso à informação, tivemos uma mudança para melhor. Mas, no que se refere à percepção da importância da política, acho que tivemos um mudança negativa, um movimento de desnobrecimento da atividade política, o que entendo como negativo do ponto de vista da sociedade [...] 'Os ausentes nunca têm razão'." (p. 36). 

É preciso estabelecer uma relação de prazer na companhia alheia, de convívio e crescimento com o outro. Política é saber conviver, mas, sobretudo, desejar participar - e participar de fato!


REFERÊNCIA: 

CORTELLA, Mario Sergio & RIBEIRO, Renato Janine. Política: para não ser idiota. - 9ª ed. - Campinas, SP: Papirus 7 Mares, 2012. - Coleção Papirus Debates.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

As teias invisíveis...


Somos governados por determinações das quais mal temos consciência!

TEIA I: A liberdade individual como identidade é uma coisa boa, gostosa. O problema é o exagero pessoal que substitui o indivíduo pelo individual. Nasce o individualismo como obsessão da exclusividade, e ele é cego! Até aqui seu jeitinho de ser já se transformou numa libertinagem irresponsável, conivente e caprichosa. Em outras palavras, “eu estando bem, danem-se os outros, neh?”.

TEIA II: Os arrogantes que batem no peito e dizem: “essa é a minha religião”; “este é o meu jeito de alimentar”; “esta é a orientação sexual correta”. Mentira!!! Existe aí uma falsa liberdade. A indústria cultural e sua ideologia da sociedade industrial determina o tempo todo padrões de comportamento, inclusive o seu. No fundo, acabamos constrangidos, conscientemente ou não, a uma série de práticas que suponho serem minhas escolhas no mundo do consumo, da indústria cultural, mas que não são realmente minhas. “Mas quem disse que você escolheu tão livremente fumar? Quem disse que não houve uma propaganda maciça para levar você a escolher fumar (ou a escolher comida gostosa, escolher engordar)? Que liberdade é essa?”.

TEIA III: Dizem que o Sol nasce para todos, e que somos todos livres. Mas, de fato, algumas pessoas podem fazer escolhas mais livres do que outras. Por exemplo, aquelas pessoas com mais condições econômicas ou mais autonomia intelectual.

TEIA IV: A escravidão não foi abolida, apenas mudou suas estratégias. Se por um lado não é preciso matar pessoas, levá-las à fogueira ou ameaçá-las para conseguir que os comportamentos se ajustem ao que é socialmente desejável. Por outro lado, seguimos consumindo programas de TV, moldando nosso pensar e nosso agir pela propaganda e estragando nossa saúde com processados. Nesse quesito, temos um misto de avanço e de recuo. É ótimo que ninguém seja morto por divergir das correntes dominantes na política ou mesmo no comportamento (e olha lá), mas também é preocupante pensar que somos governados por determinações das quais mal temos consciência.

TEIA V: Você não tem apenas direitos, tem também os deveres. Seu direito termina quando o direito do outro começa. A esse respeito podemos ilustrar o exemplo: quando se aprovou em São Paulo a lei limitando o uso do tabaco em público. Muita gente a questiona de uma forma marota, mas, na verdade, o que a lei proíbe é que o indivíduo terceirize a sua fumaça. Não se proíbe ninguém de fumar, mas de fazer o outro aspirar o seu fumo. A proibição visa evitar que não fumantes sejam constrangidos pelos fumantes. Portanto, seu egoísmo não é a única coisa que lhe governa.

Esses exemplos são suficientes para demonstrar que existem alvos de “ns” constrangimentos que nos aprisionam em muitas teias com a falsa promessa de liberdade. Precisamos lançar luz sobre essas teias invisíveis que nos prendem para superá-las e tentarmos ser coletivamente melhores.

segunda-feira, 9 de março de 2020

A Árvore da Vida & A Árvore da Educação

Por Neilton Lima.

Era uma vez duas lindas e importantes árvores. A primeira era a Árvore da Vida, generosa e solidária. Esta árvore tinha uma copa alegre e animada porque o vento vivia agitando as suas folhas, uma copa chamada de Ana. Esta copa ficava na ponta de um tronco, que a sustentava, chamado de Tourinho. Este tronco, por sua vez, tinha raízes que ficavam juntas, bem juntas, juntinhas de um lindo rio, chamado de Junqueira. Esta árvore retirava e estocava (guardava) a poluição do ar, ela absorvia o gás carbônico durante o dia, que é o ar poluído com dióxido de carbono, e expirava o oxigênio, o gás limpo que respiramos. Esse ar limpinho era chamado de Ayres.

Se juntarmos todas as partes dessa “Árvore da Vida” ela formará outra árvore, a “Árvore da Educação”. Sabe por quê? Porque...

1.       Qual o nome da copa Agitada, Alegre e Animada da Árvore? Ana.
2.       Qual o nome do Tronco da Árvore? Tourinho.
3.       Qual o nome do rio Junto ao qual fincavam as raízes? Junqueira.
4.       Qual o nome do Ar limpinho que era produzido por essa Árvore? Ayres.

Portanto, a “Árvore da Vida” dava origem a “Árvore da Educação”, chamada de Ana Tourinho Junqueira Ayres. Se essa árvore for cuidada, regada e protegida ela vai dá flores e frutos. Essas flores e frutos são chamados de respeito, amor, proteção, cuidado, responsabilidade, sustentabilidade, união, vida, compromisso, parceria... Que por sua vez cairão na terra, irão germinar, brotar novas plantinhas que irão crescer e se transformar em novas árvores, tanto em “Árvores da Vida” como em “Árvores da Educação”.

Mensagem ou moral da história. Essa metáfora nos ensina que tudo está ligado, tudo está interligado na natureza e na vida. As árvores também são seres vivos. Nós dependemos das árvores para sobreviver, assim como dependemos uns dos outros. Dependemos dos seus frutos e do ar limpo que respiramos. Assim, o que fizermos de mal para as nossas amigas e generosas árvores, estaremos fazendo de ruim para nós mesmos. Que as “Árvores da Educação” salvem as “Árvores da Vida” para que as “Árvores da Vida” continuem salvando as “Árvores da Educação”. Então, uma... “Boa aula para todos!”.

(Texto escrito pelo Coordenador pedagógico: Neilton Lima da Silva).