Qual é a diferença entre Anticorpos e Células T? Como eles combatem o novo Coronavírus? Como a esperançosa vacina funciona?
A eficiência de uma vacina contra o novo Coronavírus precisa chegar a esses dois conceitos – estimular a dupla produção de Anticorpos e Células T (os protagonistas na linha de defesa do corpo): ambos combatem os vírus, só que com métodos diferentes. Tanto a vacina de Oxford quando a vacina Chinesa funcionam assim: estimulando anticorpos e células T, ambas em fase final de testes aqui no Brasil.
Entenda as diferenças...
1. Anticorpos: grudam na superfície do vírus, e NÃO DEIXAM QUE ELES SE ENCAIXEM nas células, preservando-as (processo de imunização). Eles também dão sinais do invasor para as Células T.
2. Células T: são os braços do nosso sistema imunológico. ELAS DESTROEM OS VÍRUS JUNTO COM AS CÉLULAS INFECTADAS (que estavam fabricando mais e mais vírus).
EFEITO EXITOSO DA VACINA: a vacina junta um espinho da coroa retirado do novo Coronavírus e o insere num outro vírus comum – criando uma espécie de VÍRUS GENÉRICO ENFRAQUECIDO. A estratégia é fazer com que o corpo perceba a presença do novo Coronavírus original depois de aprender a reconhecer o pedaço dele no vírus artificial. Assim, o nosso sistema de defesa produz mais anticorpos (e células T) contra o novo coronavírus ativo. Duas doses de uma vacina assim são capazes de preparar nosso corpo (até agora apresentando febre, cansaço e dor de cabeça como efeitos colaterais).
Por fim, vale ressaltar que a OMS conta pelo menos 163 vacinas contra o novo Coronavírus. 23 delas estão na fase de testes em humanos. Os resultados de algumas delas, como as das empresas Biotech (alemã) e Pfizer (norte-americana), são bastante promissores, mas ainda é cedo para falar em cura (a ANVISA também liberou os testes das vacinas desses dois laboratórios parceiros, com 1000 voluntários de São Paulo e de Salvador). A técnica dessa vacina é a mais inovadora: os cientistas nem tocam numa amostra real de vírus, eles copiam um trecho do código genético e criam genes sintéticos. A vacina age então como se fosse o próprio vírus. O material genético invade as células e faz o corpo produzir o espinho do novo Coronavírus. Mesmo que fabricada dentro do organismo, essa proteína é estranha e seria atacada.
Se tudo der certo, pesquisadores de Oxford acham que a vacina ficará disponível para grupos de risco do Reino Unido até o fim deste ano, algo em torno de 1 milhão de doses (e aqui no Brasil serão 120 milhões de doses distribuídas pelo SUS a partir do ano que vem). Só que tem um problema maior: o mundo vai precisar de mais de 1 bilhão delas!
Portanto, para todos nós, uma INJEÇÃO DE FÉ, ESPERANÇA E ÂNIMO!