Obra "Cristo como o Homem das Dores" de Albrecht Dürer (1493), representa o justo que paga pelos pecados de um mundo injusto (detalhes: coroa de espinhos, chicote de três nós e o feixe de varas).
Desgraça nº 01: Acreditar
que cultura é acumular informação em vez de historicizá-la pela crítica.
“Nas condições atuais, o saber escolar é dominado e controlado pela burguesia. É de interesse da classe trabalhadora não só dominar esse saber, mas proceder à crítica dele. Precisamos apostar na capacidade da classe trabalhadora de, ao se apropriar do saber “burguês”, inverter-lhe o sinal desarticulando-o dos interesses burgueses e colocando-o a serviço de seus interesses pela historicização e crítica dos conceitos. Se a crítica for submetida à ordem então vigente, isso não será possível. Mas, se a crítica for autônoma, serão desvendados os mecanismos regentes – isso é historicização.” (Guiomar Namo de Mello em “Magistério de 1º Grau: da competência técnica ao compromisso político” citado por Dermeval Saviani em “Pedagogia Histórico-Crítica (PHC): primeiras aproximações”, p. 64).
“É
através da crítica da civilização capitalista que se forma ou está se formando
a consciência unitária do proletariado, e crítica quer dizer cultura, e não já
evolução espontânea e naturalística. [...] E não se pode obter isso se não se
conhece também os outros, a sua história, o suceder-se dos esforços que eles
fizeram para ser isto que são, para criar a civilização que criaram e que nós
queremos substituir pela nossa. Quer dizer, ter noções de que coisa é a
natureza e as suas leis para conhecer as leis que governam o espírito. [...] A
cultura não se resume a uma coleção de noções, a uma somatória de
conhecimentos. Do verdadeiro ponto de vista cultural, a crítica ao passado não
significa, pois, outra coisa senão a apropriação ativa do saber acumulado que é,
assim, depurado de seus elementos anacrônicos [...]” (Gramsci).
“Cristo Operário”, de Alfredo Volpi (1951). Mural localizado no altar da Capela do Cristo Operário (Alto do Ipiranga, SP). Cristo é representado sob a ótica e o contexto da classe trabalhadora - sem pompa nem opulência eclesiástica, simples como a dignidade do trabalhador.
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