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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O trabalho de cuidado.

 Quem criou a discriminação e o preconceito de todos os tipos?

IMAGEM: https://www.flaticon.com/br/icone-gratis/cuidado_1430535

Trata-se de um produto das Classes Sociais, da desigualdade social, de nossas elites. Preconceitos e discriminações de gênero, de raça, de etnia, de nacionalidade, de sexualidade, etc. e tal, foram criados pela sociedade de classes para justificar o trabalho não remunerado e mal pago. O trabalho estigmatizado, estereotipado, inferiorizado, taxado de “indigno”.

Ora, se você é rotulado de inferior, para a elite a ti lhe caberia melhor ocupar-se com os serviços de assistência e atenção, como cuidar de crianças, idosos, pessoas com doenças ou deficiências física e mental. Também os afazeres domésticos diários de cozinhar, limpar, lavar, buscar água e lenha, consertar coisas e tal. Tanto que, os dados mostram, geralmente essas atividades relacionadas à reprodução da vida e da sociedade são assumidas, desproporcionalmente, por mulheres e meninas negras em situação de pobreza e/ou com pouca escolaridade formal.

A questão é: quem cuida de quem cuida? Empresas e governos, setores público e privado precisam ressignificar e valorizar esses segmentos. Afinal, se ninguém investisse tempo, esforços e recursos nessas tarefas diárias essenciais, comunidades, locais de trabalho e economias inteiras ficariam estagnados. Não foi exatamente isso que a Pandemia de Covid-19 também nos ensinou?! Ou já esqueceram? Esquecemos...