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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

REDAÇÃO IV, 2026.

 Eleições 2026...

A democracia brasileira é um processo contínuo de (des)construções. Em sua trajetória de consolidação por meio de periódicas eleições livres e diretas para o Executivo e o Legislativo, foi submetida a duras provas, como o Impeachment de Fernando Collor de Mello (1992), o Golpe que afastou Dilma Rousseff (2016) e os ataques criminosos aos Três Poderes no dia 08 de janeiro (2023).

Fernando Collor foi eleito prometendo modernizar o Brasil. Mas, sua proposta de modernização foi adequar o País à nova realidade do neoliberalismo mundial. O resultado foi desastroso: diminuição do papel do Estado, defesa do livre mercado, abertura para importações, privatizações e o fim dos subsídios. Com a nação entregue ao apetite voraz do mercado financeiro, o Brasil afundou em recessão, desemprego e graves dificuldades sociais. Graças ao papel da sociedade organizada e o uso do instrumento constitucional recentemente inaugurado, o Governo corrupto foi cancelado.

Outro exemplo infeliz ocorreu no segundo mandato da primeira mulher eleita presidenta da República, Dilma Rousseff. As armas da Democracia foram dobradas contra si e, por meio de um jogo interno de manipulações e interesses corporativos, forças conservadoras e de mercado entraram em conluio para levar o Congresso Nacional ao afastamento de quem foi legítima e democraticamente eleita. Em troca, uma (des)reforma trabalhista e um desmonte previdenciário que viriam a ocorrer no restante do mandato liderado por seu vice, o Michel Temer. Sob a alegação de supostas “pedaladas fiscais”, o país foi vítima de um golpe que levou a perdas de direitos trabalhistas e mais dificuldades de aposentadoria social.

Foi a própria Democracia quem saiu enfraquecida, e o pior estava sendo gestado. Com o apoio de bancadas conservadoras da igreja, do agro e do mercado estrangeiro, e pegando carona na febre das fake news das redes sociais e no sentimento de ódio anti-política e antissistema, foi eleito o pior dos retrocessos democráticos. A nação quase foi jogada a meio século de atraso, nos porões sombrios de uma nova Ditadura Militar. Mas, a democracia e suas instituições se mostraram resilientes, e evitaram a reeleição de um lunático e seu projeto entreguista. Todavia, seus apoiadores investiram no caos e na depredação do Congresso Nacional no dia 08 de janeiro de 2023, na intenção de tentar as Forças Armadas a intervirem na política, sob o consentimento de um plano rentável de crimes e novos golpes. Felizmente, não prosperou!

A Nova República submeteu o projeto de redemocratização do Brasil a duras provas. Embora os brasileiros tenham demonstrado superação e resiliências nas últimas décadas do século passado, talvez a maior das provas de resistência ainda esteja porvir ainda nesses últimos quatro anos que fecharão a terceira década do século XXI. Com uma Câmara e um Senado dando sinais de forte conservadorismo, alheios a projetos de interesse do povo, bem como figuras antipatrióticas que desejam entregar a soberania do País à chantagem política e econômica de outras nações (EUA e Israel)... A Democracia e suas Instituições serão novamente testadas nas Eleições de Outubro de 2026. 

Enfim, tendo aprendido com as experiências da história remota de um impeachment legítimo e a mais recente de um impeachment golpista, bem como uma reeleição presidencial que, felizmente, não veio, é preciso votar bem e resistir. Afinal, está nas mãos da população a responsabilidade de escolher o melhor caminho para o enfrentamento dos problemas sociais, como a distribuição de renda e a superação das desigualdades.