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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 12 de julho de 2026

REDAÇÃO III, 2026.

Um Projeto Modernizador para o Brasil. 

O Brasil está em desenvolvimento, situado no capitalismo periférico. Séculos de subordinação colonial e de dependência estrangeira geraram entraves à modernização do país. Isso nos coloca na necessidade de um Projeto de Nação que supere obstáculos históricos, promova desenvolvimento social presente e estabilidade futura.

Inspiração de boas propostas ou metas de superação do atraso podem ser extraídas de países como a Noruega, a Dinamarca e o Chile. Exemplos de forte distribuição de renda e eficiência em políticas públicas de bem-estar social, essas nações se destacam pelo alto índice de desenvolvimento humano que desejamos. Aliás, o Brasil vem caminhando nessa direção. Apesar da derrota na Copa recente para a seleção da Noruega, o país venceu ao voltar a ocupar o time das dez maiores economias do mundo, com IDH considerado dos mais elevados.

Claro que diante desse tema tão desafiador, que envolve vultosos investimentos e cifras de dinheiro público, interesses ambiciosos e divergentes colocarão esse Projeto entre a geração de renda social versus a geração de lucros privados e corporativos. Também colocará as cartas entre a política e a economia, em disputas por áreas se de investimento exclusivo de empresas nacionais e estatais ou de exploração da iniciativa privada via privatizações. Nessa ceara entraram, por exemplos: o silenciado Pré-Sal e a barulhenta polêmica atual de exploração de petróleo na Margem Equatorial da Bacia da Foz do Amazonas; o Plano Safra e as acirradas disputas por linhas de crédito ao agronegócio ou a Agricultura Familiar, se pelo Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES ou os Bancos Privados; também a questão da mobilidade, se para o transporte público coletivo ou os megaprojetos logísticos de construção de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos para exportação de commodities; ou ainda a questão da moradia no Brasil, se se alimenta a ganância voraz dos aluguéis do setor imobiliário ou a linha de crédito para compra ou reforma da casa própria. E por aqui se adentram outras disputas público-privadas em áreas estratégicas de educação, saúde, segurança, recursos minerais e energéticos, cultura, ciência e tecnologia, etc.

Tome como último exemplo a necessidade de industrialização e inovação nesse Projeto Modernizador do Brasil. Devemos abrir as fronteiras para as multinacionais se instalarem, permitindo a ligação unilateral entre o capitalismo nacional e o internacional como os EUA estão fazendo com o petróleo da Venezuela? Ou fazer uma política industrial multilateral que nos retire da posição de párias e meros exportadores de matérias-primas vendidas em dólar e importadores de máquinas e insumos para só produzir mais, com mão de obra barata e baixa ou nenhuma seguridade social e trabalhista? Aliás, as relações do mundo do trabalho também, e principalmente, estão nesse jogo. Precisamos olhar com mais carinho o BRICS e o MERCOSUL, bem como suas atuais tratativas de parceria com a Europa e a Ásia. Afinal, não será possível modernizar esse país com mera uberização, informalidade e a falácia do “empresário de si mesmo”, sem retirar os trabalhadores de jornadas exaustivas e baixa remuneração. É por isso que o fim da Escala 6x1 está em disputa entre as ideias conservadoras e liberais do Mercado Financeiro e as propostas da social-democracia.

Enfim, um Projeto Modernizador do Brasil entra em disputa por interesses divergentes, mas perpassa prioritariamente pela união, desenvolvimento, sustentabilidade e reais avanços sociais do povo brasileiro!