Infraestrutura.
A classe Empresarial trava uma luta com o Governo para investir em rodovias, portos, ferrovias e aeroportos porque precisa gastar menos com fretes e lucrar mais com o escoamento dos produtos brasileiros vendidos a dólar (US$) e euro (€).
Agora estão festejando a capacidade ampliada dos portos do Brasil (investimento de R$ 180 milhões em 2023) para exportar o petróleo do pré-sal (principal produto da balança comercial do país). Com recordes de vendas, terminal no Rio, por exemplo, substitui píer de minério por instalação para transbordo de óleo entre navios (jogaram os planos de Eike Batista na prisão, que queria movimentar ali o minério de ferro que seria produzido pelo grupo X em Minas Gerais). Idealizado por ele, o terminal é hoje o único do país com capacidade para receber navios do tipo VLCC, os superpetroleiros, com capacidade para transportar 2 milhões de barris de petróleo.
Enquanto isso, os EUA passam a mão no petróleo da Venezuela e, junto com Israel, intensificam ataques contra o Irã (guerra iniciada em 28 de fevereiro). Resultado: o preço do barril de petróleo só registra alta. Nada é por acaso!
Enfim, isso significa que a Petrobras
voltará ao olho do furacão. Afinal, até 2030, a produção brasileira de petróleo
vai chegar a 5 milhões de barris/dia (Margem Equatorial, cadê você?). Hoje, são 1,7 milhão, tendo como
principais destinos os EUA e a China. Também não por acaso!
Acordo UE-Mercosul.
O cenário geopolítico atual exige reduzir a dependência do Brasil a um único ou poucos mercados, como o dos EUA, e ampliar presença também na Europa, na Ásia e na Índia.
Apenas 02 meses de acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, e já cresce a exportação do Brasil para o bloco europeu (oportunidades foram abertas para todo o Brasil). O acordo entrou em vigor de forma provisória no dia 1º de maio (pois ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça e o Parlamento europeu). Além da redução ou eliminação tarifária para milhares de produtos, outro fator que influencia o fluxo comercial é o cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo Trump e seu tarifçao sobre produtos brasileiros.
Na lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas (que beneficia segmentos de maior valor agregado, isto é, produtos industriais junto como os produtos agropecuários): partes para motores a diesel (+19,1%), partes de turborreatores (+141,9%), junto como óleo essencial de laranja (+110,1%), mel ((+246,7%), manga (+36,5%), extrato de café (+36%).
Enfim, SC (167 oportunidades), SP (127)
PR (76) e RS (74) são os estados mais inseridos no mercado europeu (são
estados que já têm um maior número de empresas que já exportam para o bloco, ou
seja, com uma base produtiva mais preparada para aproveitar a redução de
tarifas). O Governo e o setor privado esperam ampliar a competitividade dos
exportadores e estimular a diversificação de parceiros com a abertura
comercial. Enquanto as exportações para os EUA caíram, já aumentou para outros
parceiros relevantes. E assim segue o fluxo...

