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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 25 de julho de 2026

A verdade sobre a água.

"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" (Antoine Lavoisier).

A água é uma só, independentemente da sua origem. Isso significa que a água que existe hoje é praticamente a mesma desde a formação do planeta, porque a Terra é um sistema fechado.

Embora o volume total seja constante, a quantidade de “água potável” (própria para consumo) em locais específicos pode mudar devido à poluição, ao desperdício e às alterações climáticas. Logo, a água não está acabando, mas é a “água fácil” que está cada vez mais difícil.

A água não deixa de ser água, mas vai ganhando conotações conforme o seu uso (“água superficial”, “água subterrânea”, “água potável”, “água fácil”, “água difícil”, “água isso”, “água aquilo”, etc.). O ciclo hidrológico move e recicla a mesma água continuamente entre os oceanos, a atmosfera, o solo e os seres vivos por meio de evaporação, condensação e chuva. Desse modo, ela muda de forma constantemente, transitando entre o estado líquido (rios e oceanos), sólido (geleiras e neve) e gasoso (vapor d’água). Assim, ela não desaparece nem é criada do nada.

Enfim, a quantidade total de água no nosso planeta permanece essencialmente constante ao longo do tempo. A “água comum” não está acabando – está mudando de endereço. No novo normal hídrico, com escassez, seca e eventos extremos se tornando a norma, e não a exceção, a crise exigirá reuso e inteligência/tecnologia para ir buscar a “água que era fácil” onde ela estiver. Trata-se de uma crise com solução, mas é cara. Não teremos mais o privilégio de devolver diretamente a água ao meio ambiente, mas sim, direcioná-la a outro uso. A “água doce” está em falência, mas a “água residual” está aumentando. Seja do mar ou do esgoto, convertê-la exigirá tecnologia, energia e mudança de paradigma regulatório e cultural.