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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 21 de junho de 2026

O caso Master e a Política.

 Teia de corrupção – economia e política sujas.

“[...] há um jeito mais fácil de extinguir a corrupção. Como, para existir corrupção, tem de haver um corrupto e um corruptor, e como o corruptor, de maneira geral, é aquele que tem dinheiro para corromper [EMPRESÁRIO], basta então que este indivíduo não corrompa a outros. Do ponto de vista operacional, não é difícil. Se o empresário é aquele que possui dinheiro e a corrupção é feita com esse capital, não o utilize para fazer isso e a corrupção acaba. Pode parecer óbvio, mas o espanto é grande, porque sempre se supõe que o processo de higiene política tem de ser feito num outro lugar que não aquele em que estou” (POLÍTICA para não ser idiota, Cortella: p. 47).

São 08 celulares nas mãos dos investigadores. O que veio à tona até agora foi de apenas 01 celular, que já é uma delação premiada!

·       Sabe o senador Ciro Nogueira, presidente do partido Progressistas (PP)? Empresário Vorcaro pagava mesada a ele de R$ 300 mil, depois reajustada para R$ 500 mil, fora as muitas viagens e hospedagens. O que se sabe até o momento já é suficiente para abertura de processo de cassação. É basicamente a venda de um mandato parlamentar!

·       E o Hugo Motta (Republicanos-PB, mesmo partido de Tarcísio de Freitas), presidente da Câmara? Também tem viagens de jatinho e hospedagens pagas por Vorcaro, além de pedido por liberação de crédito à empresa de uma cunhada... O presidente da Câmara pode receber vantagem de alguém com interesses em projetos na Casa?

·       O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi outro que tratou com reles negociação privada, no fim do ano passado, a cobrança de milhões de dólares feita por ele a Vorcaro – à época já tido e havido como o responsável pelo maior crime financeiro da história do País – para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente e presidiário Jair Bolsonaro.

·       Tinha até “milícia armada” a seu favor, com policial federal infiltrado (Anderson Wander).

A política republicana sustenta-se sobre um primado elementar: um mandatário tem o DEVER de impedir que interesses privados conspurquem sua independência. Aqueles investidos de PODER PÚBLICO o exerçam em benefício da coletividade. Afinal, o PODER, quando dissociado da VIRTUDE, corrompe. É por isso que os princípios da administração pública são: PROBIDADE, MORALIDADE, IMPESSOALIDADE.