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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 20 de junho de 2026

A realidade está se (des)fazendo...

 “... e aconteceu uma coisa muito estranha:

parece que vivemos na mente de um ansioso patológico.

O terror é mainstream!”.

Tal como um reboco de maquiagem na cara que entrega outra imagem, a realidade também recebe as suas máscaras. A principal delas é o horror, com suposta alegria, a linguagem mais presente do momento.

Ao primeiro susto, imaginamos o absurdo e o horror. Imaginamos qualquer outra coisa sinistra que não seja a realidade. Ou vice-versa, quando a realidade é uma pilha de mortos de guerra ou chacinas e um transtornado em forma de presidente, passamos a achar normal, quase natural. E nos transportamos para um mundo de fantasias, com direito a ET’s, espetáculos reluzentes, IA, ficção científica...

Onde ficou a realidade? Cadê o fim da Escala 6x1? Cadê a escandalosa corrupção do mercado financeiro bancando a extrema-direita, travestidos de Faria Lima e Banco Master? E a ameaça dos EUA nas eleições brasileiras? E os terrivelmente evangélicos? E o racismo? E os medos e traumas? E os jogadores gays metamorfoseados em chuteiras cor-de-rosa? O horror comeu! Irrompeu daí e a tudo levou! Esse tipo de alegria é aterrozante! 

Até ontem vivíamos em uma realidade, da noite para o dia tomada pela misantropia. Em um passe de mágica esquecemo-nos do sério e abraçamos o absurdo. Nossos problemas reais viram fantasmas, crianças mutiladas e mendigos aterrorizantes. E os nossos traumas históricos, como a violência, a ameaça de ditadura, o racismo e a insegurança política e social se transformam em literatura viva. É psicologicamente neurótico, esquizofrênico, aparentemente normal e insuportável!

Precisamos de narrativas que reflitam nosso medo e o estresse que sentimos. Não sabemos nem mais o que é verdade e o que não é. Precisamos pensar... 

Enfim, os próprios EUA que fazem guerras brutais, tomam soberanias e expulsam imigrantes, de uma hora para outra vira um grande palco mundial e “It, o Trump”, uma figura naturalizada. Não estou animado com a Copa. Estou obcecado! A Fifa e os patrocinadores são imorais. É imoral a Copa nos Estados Unidos! E é isso que realmente me dá muito medo, medo do futuro (no sentido político, social e econômico).