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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

O Brasil no Divã.

 

·       Brasil tem quase 10 mil novos milionários em 2025, ano de enriquecimento global (Dados: Global Wealth Report, 2026). O país ganhou 9.215 milionários (considerando valores em dólar, patrimônio superior a US$ 1 milhão). No ano passado, passamos a ter 386 mil pessoas com esse patrimônio (avanço pelo terceiro ano consecutivo, com expansão de 10,8% da riqueza pessoal medida em dólares, mais que o dobro do ritmo registrado em 2023-2024). O México vem em 2º lugar, com 333 mil milionários. Agora, o país ocupa a 19ª posição no ranking mundial de milionários, sendo um dos mercados com maior concentração de riqueza (e está na 4ª posição em desigualdade patrimonial, entre os mercados com maior concentração de riqueza, ou seja, a expansão da riqueza continua distribuída de forma desigual entre a população). O país reúne cerca de 43 mil pessoas com patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões (reflexo de fatores como: empreendedorismo, inovação, desenvolvimento tecnológico e crescimento econômico; também vantagens competitivas em áreas como agronegócio, energia, minerais estratégicos para a transição energética, infraestrutura e o tamanho do mercado consumidor; e a resiliência demonstrada pelas empresas brasileiras: atraindo mais capital, impulsionando novos negócios e gerando riqueza). A expansão das fortunas foi disseminada pelo mundo. No total, a população mundial de milionários cresceu 1,5%, o equivalente à criação de quase 1 milhão de novos milionários (2.680 por dia, com total de 57,5 milhões de milionário no mundo todo). Lideraram: EUA (com 23,6 milhões de milionários), Reino Unido, França, Espanha, Japão e Índia. O resultado reflete a valorização dos mercados financeiros e dos ativos reais, além de um dólar mais fraco no período. Também é destaque o papel da inovação e da tecnologia na geração de riqueza, sobretudo nos EUA. A riqueza média em dólares cresceu cerca de:

- Sudeste Asiático: 1,6%

- Grande China (China continental, Hong Kong e Taiwan): 4,6%

- América do Norte: 8,8%

- Europa Ocidental: 17%

- Europa Oriental: 28%

·       População vive estressada e sem dormir por dinheiro. 37% das pessoas perdem o sono em função do dinheiro e 47% têm estresse financeiro considerado alto. Dessa parcela, 53% são mulheres e 37% têm entre 45 e 64 anos.

·       27 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca sem diagnóstico. Outros 23 milhões foram diagnosticados. Problema afeta mais as mulheres e confusão entre tipos de dor é comum.

·       Maioria diz não saber ou não lembrar o nome de nenhum parlamentar (deputado federal ou senador):

- mais de 2/3 afirmam não recordar voto para o Legislativo;

- mencionam 6 de 513 deputados e 15 de 81 senadores;

- 68% não mencionam um integrante da Câmara dos Deputados e 75%, nenhum do Senado;

- a maioria também não lembra em quem votou há quatro anos: 67% no caso de deputado federal e 66% no senador e deputado estadual.

- esquecimento de voto para governador é maior entre mulheres e na faixa etária dos 20 aos 24 anos.

O/A brasileiro/a é um tipo marcado pela transgressão ou recusa da lei, pelo cinismo, pela perversão do laço social, portador de falso-self, bovarista (tendência de fugir da realidade, idealizando a si mesmo ou a própria vida) – em síntese, um sujeito que não ascendeu à condição de sujeito?! A nossa identidade está baseada na ideia de um país cordial e incompleto ou devemos focar na realidade material e política dos sujeitos?

·       Insatisfação crônica: O indivíduo sofre um contraste constante entre suas aspirações (frequentemente desproporcionais) e sua realidade frustrante.

·       Fuga para a fantasia: Há uma recusa em aceitar a própria vida, levando a pessoa a agir como se vivesse em um romance ou como se tivesse uma personalidade e condições que não possui na prática.

·       Falta de autocrítica: A pessoa cria uma identidade ilusória e se apoia fortemente na imaginação, perdendo a noção objetiva de quem realmente é e do seu lugar no mundo.