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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Agricultores e sustentabilidade.

 “Hoje, tanto o mercado nacional quanto o internacional têm apresentado cada vez mais exigências no sentido da sustentabilidade. É uma tendência crescente à qual os produtores devem se adaptar – cuidados com o solo, a água e a natureza”.

·       Mundialmente, 6 em 10 agricultores já sofreram perdas significativas de receita por causa de eventos climáticos atípicos.

·       A nível de Brasil, 91% dos agricultores estão receptivos a novas tecnologias sustentáveis, acima da média mundial que é de 75%.

·       O desafio é diminuir os custos de produção e aumentar a produtividade. Melhorar o solo.

·       Medidas:

1.     Práticas regenerativas, modelo que busca conciliar a produção agrícola com a restauração ambiental (existem 10 tipos), como sistemas integrados de lavoura-pecuária;

- práticas regenerativas garante que a saúde do solo e a disponibilidade de recursos hídricos se mantenham estáveis.

- a agricultura regenerativa tem 5 pilares:

A.    Limitar o revolvimento do solo: prática que interfere na camada superficial do solo antes do plantio;

B.    Proteger a superfície do solo: utilizar coberturas vegetais para evitar erosão e manter a umidade.

C.    Rotação de culturas: construir a diversidade para fortalecer o equilíbrio de nutrientes no solo (algumas leguminosas podem fixar nitrogênio no solo e beneficiar as próximas culturas que consomem mais destes nutrientes).

D.    Manter as raízes vivas no solo: garantindo que plantas e raízes tenham os nutrientes necessários para a sua sobrevivência.

E.    Integrar animais: permitir que pecuária e agricultura coexistam, como no sistema integrado lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que melhora a fertilidade do solo e aumenta a produtividade de forma sustentável.

OBS: estas medidas devem ser planejadas de acordo com o bioma e o clima onde estão localizadas as culturas. Práticas sustentáveis requerem tecnologias ou sistemas de manejo regionalizados.

Agricultores baianos já adotam: sistema de plantio direto, sistema integrados de lavoura-pecuária, rotação de culturas, plantios em curvas de nível em áreas com declives (previnem a erosão do solo e aumenta a retenção de água), novas tecnologias agrícolas (sensores para monitorar a utilização de recursos hídricos e plantadeiras guiadas por GPS), novos defensivos e fertilizantes sustentáveis (como bioinsumos). 

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