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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 14 de setembro de 2024

Polêmicas na Câmara dos Deputados.

 

As polêmicas entre governistas e oposicionistas.  

1.     CCJ da Câmara adiou para depois das eleições municipais, votação do Projeto que concede anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O Projeto sustenta que os invasores das sedes dos 3 Poderes agiram sob um efeito manada, por não saber se expressar. Ainda alega que a aprovação é importante para garantir alívio institucional e pacificação política. Ficariam anistiados todos os que participaram de manifestações a partir do 8 de janeiro com motivação política e/ou eleitoral, bem como os financiadores e apoiadores. Perdão também para todos os que participaram de bloqueios de estradas e acampamentos em frente a quartéis (beneficiando o inelegível das implicações a ele decorrentes desses atos, um salvo-conduto, tirando o caráter criminal das condutas ou um habeas corpus preventivo). Seria um imenso e grave erro político a concessão de anistia pelo Congresso. Deputados e seus partidos de direita vêm tentando negociar a aprovação do Projeto em troca de apoio ao nome de sucessão nas Casas da Câmara e do Senado, numa manobra de proporcionalidade. A mídia vem tentando manipular a opinião pública para passar a imagem de que a população deseja a anistia. 

2.     Os dois lados também concordaram debater PEC que limita as decisões individuais de ministros do STF e em outras cortes superiores.

3. É verdade que o Congresso é um espectador dessa tragédia (2/3 podres do Congresso). Ator principal, com suas muitas pautas bombas e boiadas liberadas nos últimos anos. Aliás, tramitam ali diversos projetos para completar a catástrofe ambiental, inclusive um em fase terminal no Senado concedendo anistia para quem desmatou a reserva legal. A mídia e os jornais estão exercendo um forte desvio de foco e atenção do que realmente interessa: defende privatização fraudulenta, roubo de juros que deveria ir para a educação, normaliza o fascismo, culpa o Governo pelas queimadas criminosas do agro, com órgãos de controle destruídos por Bolsonaro e Salles, etc. 

4.     Entre outros, há no Congresso Nacional mais duas possibilidades de avanço de Projetos de Lei: o PL de cotas no serviço público (PL 1.958/2021) e o PL dos supersalários (PL 2.721/2021). O primeiro PL propõe ampliar a reserva de vagas nos concursos públicos de 20% para 30% para negros, incluindo também indígenas e quilombolas. Determina que a cota também seja aplicada para a contratação de cargos temporários. São inovações que podem ampliar a representatividade da população negra na administração e na linha de frente da prestação de serviços públicos. O outro PL já tramita há mais de 8 anos, é uma resposta direta e consistente para uma pequena parcela da elite do funcionalismo público que vive num mundo de muitos privilégios.

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