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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 20 de junho de 2023

Abrindo a Caixa Preta do Garimpo ilegal.

 

O tamanho do investimento é gigantesco! R$ 1,3 milhão para abrir o garimpo de terra ilegal na Amazônia. E o valor pode chegar a R$ 3 milhões se tiver a utilização de balsas. A razão de tanto investimento está no retorno – o faturamento chega a mais de R$ 1 milhão por mês em balsa e quase o mesmo valor por terra.

O crime organizado está cada vez mais presente nos garimpos da Amazônia. Por isso é necessário ampliar as Operações da PF e do IBAMA para combater o garimpo ilegal por lá. O trabalho das equipes precisa se concentrar na rota do tráfico internacional de drogas.

Com a alta do valor do ouro, vários criminosos buscam o garimpo ilegal. É preciso identificar quem são seus financiadores (desse garimpo ilegal). Não se surpreenda em encontrar empresas, empresários e outros agentes envolvidos.  No Maranhão, por exemplo, operação contra extração de madeira ilegal em terra indígena identificou dezenas de empresas envolvidas, sem autorização da FUNAI. Quando acha alguma licença ambiental é documento forjado (licenças irregulares).

Crimes ambientais que antes eram flagrados principalmente em florestas e áreas rurais estão migrando cada vez mais para periferias dos centros urbanos. A diferença entre zonas urbanas e rurais já nem existe mais com esses crimes socioambientais, porque eles estão se unificando (extração de areia pela milícia, habitação de casas em terrenos naturais, etc.). São crimes contra a vida, violação patrimonial e violência contra povos tradicionais.







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