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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Diagnóstico de alto risco para Lula.

Obstáculos ao novo Governo: a cada 3 obras no país, 1 está paralisada!

Nesse texto é apresentado um raio-X sobre a situação de obras e programas em andamento e paralisadas no Brasil, além de apontar 29 “áreas críticas”, com riscos de fraudes ou outras irregularidades, que devem ser acompanhadas com lupa pela nova equipe de Lula.

Partir do antigo rumo ao novo implica a formulação de políticas públicas em diferentes áreas, tais como saúde, educação, transportes, infraestrutura e economia, tendo como base um corpo sólido de técnicos. São muitos os defeitos herdados (vulnerabilidades, fraudes, desperdício, abuso de autoridade, má gestão ou necessidade de mudanças profundas). Pontuemos alguns:

1.     Problemas nos critérios adotados por Bolsonaro para o pagamento do Auxílio Brasil, indicando que houve a concessão irregular a milhares de beneficiários;

2.     Comprometimento do sistema tributário do país: Bolsonaro abriu mão de R$ 329,4 bilhões em renúncias fiscais só em 2021 (3,8% do PIB). Essa concessão de benefícios tem ocorrido sem estudos prévios dos impactos nem avaliação periódica dos seus resultados;

3.     Problemas no investimento federal, sobretudo em obras paralisadas e gastos com o desenvolvimento regional – com emendas parlamentares despejadas onde já há bonanças (investimentos que ignoraram decisões técnicas sobre quais áreas do país dependem mais dos recursos);

4.     Um Orçamento Secreto que veio favorecendo parlamentares alinhados ao governo (congressistas privilegiados com o recebimento de cotas para investir em obras ou serviços em suas bases eleitorais). Logo, desconformidade e falta de transparência do processo de alocação dos recursos orçamentários;

5.     Muita falta de coordenação e ausência de diretrizes nos principais setores do Governo;

6.      Outra área muito crítica é a do meio ambiente, com desmatamento crescente e alarmante. O alto percentual de emissões brasileiras de gases de efeito estufa é proveniente das mudanças de uso da terra, isto é, do desmatamento da Amazônia e do Cerrado (o país vem sofrendo com a redução da sua capacidade de fiscalização);

7.     Deficiência no projeto de identificação civil nacional, de ações de segurança das informações, desinvestimento e alienação de imóveis da União, e planejamento e gerenciamento de contratações;

8.     Também há falhas na governança e gestão de estruturas voltadas para o controle do desmatamento ilegal, inovação e educação conectada, implementação do novo marco legal da ciência, tecnologia e inovação, funcionamento da central de atendimento à mulher e enfrentamento à Covid-19.

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