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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 15 de novembro de 2022

Bioeconomia.

 “O desenvolvimento verdadeiramente sustentável na Amazônia dependerá do aproveitamento efetivo e respeitoso da experiência e da inteligência coletiva das comunidades indígenas e locais” (Marina Silva).

O Brasil abriga 20% dos recursos naturais do mundo todo, o que o posiciona como privilegiado na discussão sobre Bioeconomia, que busca aproveitar os insights do estudo de sistemas biológicos e recursos naturais combinados com novas tecnologias para evoluir e produzir bens e produtos mais sustentáveis (vacinas, enzimas para indústria, cosméticos, biocombustíveis e até novas variedades vegetais). A princípio, a ideia é nobre e bonita: aliar potencial de criação de valor econômico com preservação ambiental e melhores condições de vida.

Esse viés econômico atrelado à vida deve ter uma abordagem transversal da questão climática e enfoque nos direitos dos povos indígenas e originários (índios, ribeirinhos e quilombolas). A ambição é por um modelo de desenvolvimento que seja próspero, justo, diverso, democrático, vital e sustentável. Afinal, as lindas expectativas da Bioeconomia se esbarram nos complexos desafios na seara climática e ambiental. Gerar mais riqueza de forma sustentável para investir na qualidade de vida dos povos locais implica:

1.     A criação do arcabouço de fiscalização de crimes ambientais;

2.     A redução dos níveis de desmatamento;

3.     A compreensão teórica e prática de que não são incompatíveis as ações para responder aos riscos climáticos e a necessária superação do flagelo da fome e da miséria.

Enfim, para que a promessa desse novo mundo se concretize, e a política ambiental incorpore a Bioeconomia, é preciso financiamento, legislação adequada, posicionamento político e, o mais importante, saber se os indígenas estão de acordo e se isso de fato vai preservar e potencializar a cultura e a qualidade de vida deles.

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