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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Uma nova era de “compactação”.

A concentração da força política em um número menor de siglas. 

Enquanto a eleição de 2018 foi a que teve a maior fragmentação partidária na história das eleições mundiais, essa já não o é. Essa eleição de 2022 (1º turno) compactou o quadro partidário na Câmara. A Casa só terá 19 representações partidárias, o menor número desde 2002 (e pode chegar a 18 se o Pros e o Solidariedade oficializarem a fusão). É o início da temporada de fusões – o enxugamento do quadro partidário e a concentração de forças relevantes da política em menos siglas. Afinal, eles não querem ficar sem fundo partidário e tempo de televisão. 

Destaques:

·       De um lado, os partidos de esquerda se fundiram, ainda que provisoriamente nas federações;

·       A direita bolsonarista se concentrou antes das eleições em 3 partidos (PP, PL e Republicanos);

·       Houve também a consolidação de 2 partidos grandes (de direita): União Brasil + PSD;

·       Entre as legendas de esquerda, há uma fragmentação maior e pesos diferentes. O PT ganhou mais relevância em relação aos demais do mesmo campo – a sua federação com PCdoB e PV elegeu 80 parlamentares. Já PDT e PSB elegeram, respectivamente, 17 e 14 deputados federais. No centro, MDB e a federação de PSDB-Cidadania têm 42 e 18 deputados, respectivamente.

·       Voltamos para uma democracia multipartidária, mas não extremada.

Enfim, duas siglas robustas tendem a se fundir para aumentar o poder de influência. Elas podem construir uma nova sigla que será a fiel da balança para a governabilidade: PP e União Brasil.