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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Não foi só a pandemia, a culpa também é deles!

Bancos têm lucro recorde em 2021

Claro, neh? População desesperada atrás de empréstimos bancários e alta absurda na taxa básica de juros. O que esperar? Uma rentabilidade das instituições financeiras nunca vista desde 1994, na casa dos R$ 132 bilhões!

Enquanto isso a pobreza foi ampliada e aprofundada!

A pobreza e a extrema pobreza já vinham crescendo antes da pandemia, com o aumento da desocupação e o enfraquecimento de políticas sociais. No entanto, a crise sanitária aprofundou o problema. A interrupção do auxílio emergencial, foi equivocada porque o mercado de trabalho ainda não tinha se restabelecido, com a retomada posteriormente para uma base menor e com valor reduzido, foi o principal acelerador do processo (os mais pobres perderam um terço da renda por estarem mais concentrados na informalidade e terem menor escolaridade). O resultao disso foi o número de pessoas em situação de pobreza saltar para 19,8 milhões (quase 20 milhões) nas regiões metropolitanas do Brasil em 2021, sendo que mais de 5 milhões estão ainda abaixo da linha da extrema pobreza. O dado representa um crescmento de 3,9 milhões no número de pobre no país em comparação ao ano anterior (de 2020 para 2021).

 Em relação a 2020, quando começou a ser pago o Auxílio Emergencial, cerca de 50 milhões de pessoas perderam o benefício. Os pobres passaram de 65,4 milhões, no início da pandemia, para 42 milhões, no meio de 2020, e depois para 71,9 milhões, no começo de 2021. Em 2014, os 40% mais pobres das regiões metropolitanas registravam R$ 515 de renda média. Em 2019, esse valor havia recuado para R$ 40. No ano passado, chegou a R$ 396. É o pior dos mundos: a média de renda caind, e a desigualdade subindo.

Enfim, a oscilação do benefício produziu uma “montanha de pobres”.

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