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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Paradoxo Africano.

 Será mesmo que África foi poupada das maiores consequências da Covid-19?

 Os números de casos e mortes de Covid-19 na África são assustadores, revelou pesquisa. Ou seja, as estatísticas oficiais no continente estariam muito abaixo da realidade. O impacto foi subnotificado e subestimado, portanto, foi catastrófico.

 O continente mais pobre do mundo praticamente não testou sua população. E a suposta ideia de que a Covid-19 por lá não foi tão dramática ajudou o continente a ficar praticamente esquecido na distribuição das vacinas e ter feito muita gente se descuidar das medidas básicas, levando muitos a morrer.

 As taxas mais baixas em alguns países da África se explicam por algumas particularidades locais, tais como: as temperaturas mais altas, áreas com baixas densidades populacionais, pouca mobilidade, um povo mais acostumado a seguir orientações sanitárias por causa de outras doenças e especialmente a juventude da população (a África abaixo do Deserto do Saara, tem apenas 3% da população com 65 anos ou mais).